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3 EDUCAÇAO FISICA, SAUDE E QUALIDADE DE VIDA

O sedentarismo faz parte da vida de muitos brasileiros e de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é um grande problema de saúde pública, tornando-se assim um grande vilão, uma vez que pode tornando-ser responsável pelo surgimento de várias doenças, que podem inclusive levar a morte, a exemplo dos quadros de obesidade, hipertensão arterial, diabetes, entre outras.

Muitos são os fatores que favorecem o desenvolvimento do sedentarismo, mas no quadro contemporâneo destaca-se o avanço da tecnologia e a agitação da vida cotidiana, sendo assim a facilidade dos dispositivos tecnológicos contribuem com a pouca movimentação dos indivíduos. Televisão, computadores e celulares estão na maioria dos lares brasileiros e a correria do dia a dia, faz com que as pessoas se sintam desestimuladas a praticar exercícios físicos (GUISELINI, 2006).

Na Visão de Nasha (2006), buscar uma melhor qualidade de vida, tem sido um desafio necessário a muitos brasileiros. Ter uma alimentação saudável, buscar fazer exercícios e ter uma vida tranquila, são alguns dos principais requisitos para uma vida saudável.

Assim sendo, verifica-se que a qualidade de vida esta associada a um conjunto de ações, que busca trazer leveza e saúde aos indivíduos, por meio de atividades cotidianas que não tragam fadiga e gerem bem-estar.

Conforme Nieman (2000) a atividade física tem a perspectiva de oportunizar o desenvolvimento da saúde, previne doenças e gera bem-estar, portanto, é de fundamental importância que este hábito seja colocado em prática cotidianamente, a fim da promoção da saúde.

Nahas (2001), aprofunda o conceito de atividade física e exercício físico, segundo o autor, as atividade físicas, envolvem sim o corpo, são ações como comer, tomar banho, realizar limpezas em ambientes, enquanto os exercícios físicos devem ser planejados e estruturados, tendo como foco o trabalho com a aptidão física, reabilitação, entre outras especificidades.

No tocante as informações explicitas pelo autor, verifica que em diversos movimentos do dia a dia, estamos realizando atividades físicas, porém exercício

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físico só pode ser considerado, aquele que for organizado, sobretudo com a orientação de um profissional habilitado.

Realizar exercícios físicos cotidianamente, proporciona uma vida mais ativa, o individuo se sente com mais disponibilidade para realizar suas funções diárias, pois são energizados através do fortalecimento muscular. Os benefícios se estendem as questões mentais, pois verifica-se uma tranquilidade e equilíbrio nos praticantes frequentes (MENDES, 2006).

Diante do exposto, é notório que a qualidade de vida trazida através da realização diária de exercícios físicos, gera mais autoconfiança nas pessoas, elas se sentem mais felizes e com mais vigor para suas ações rotineiras, a autoestima é visivelmente elevada.

Artmann (2015) traz importantes contribuições sobre diferenças da vida ativa e a vida sedentária:

Uma pessoa ativa tem tendência a ter o seu peso dentro da faixa normal e mantê-lo com mais facilidade e por mais tempo do que a sedentária. O ativo apresenta pressão arterial e frequência cardíaca mais baixa do que o sedentário. A pessoa ativa tem maior volume de oxigênio pulmonar e suporta atividades de longa duração com mais facilidade, a atividade física melhora a postura e ajuda a combater maus hábitos, como o fumo, entre outros (ARTMANN, 2015, p.11).

A vida ativa oferece possibilidades de manter hábitos saudáveis, que além de favorecer o desenvolvimento de uma rotina repleta de bem-estar, auxilia no prolongamento da vida, pois a qualidade de vida contribui com a longevidade.

Goldner (2013) indica que:

A pratica da atividade física confere ao corpo aptidão física, cardiorrespiratória, que relacionada a saúde oferece ao individuo equilíbrio cardíaco, respiratório e circulatório, aumentando consideravelmente a capacidade do corpo levar oxigênio aos vasos capilares e da melhor nutrição celular. Assim sendo a resposta do corpo a microrganismos “estranhos” é mais rápida e mais intensa, possibilitando ao individuo não adoecer facilmente e responder rapidamente no caso de uma recuperação corporal em um individuo acometido por uma virose, por exemplo (GOLDNER, 2013, p.9).

Melhorar a qualidade de vida das pessoas é uma preocupação mundial, o sedentarismo é um problema de saúde pública, por isso deve ser entendido como uma problemática grave a saúde humana, sendo assim com a necessidade de políticas públicas para amenizar a situação.

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Segundo Goldner (2013), a sociedade precisa ser mais informada e orientada sobre questões relacionadas aos cuidados a saúde, principalmente no que se refere ao ato de praticar exercícios, identifica-se a necessidade de mais investimentos para educar e conscientizar a população. Nos dias atuais, verifica-se a inserção de profissionais da saúde, que trazem orientação aos indivíduos, por meio de programas familiares, a exemplo do Programa de Saúde na Família – PSS, mas essa realidade ainda não é suficiente, pois a prevenção deve estar ligada a ação e os profissionais de Educação Física são fundamentais para que de fato essas políticas sejam concretizadas de maneira mais eficiente.

A atividade física não tem apenas como finalidade o emagrecimento e o desenvolvimento de um corpo bonito, sobre essa perspectiva, Goldener (2013), complementa:

[...] a atividade física vai além do esteticismo padronizado, estende-se a socialização, disposição intermitente para tarefas diárias a serem executadas, precede a utilização de psicotrópicos em tratamento de disfunções psicológicase na prevenção de doenças (GOLDENER, 2013, p.10).

A falta de uma rotina diária de atividades físicas, pode gerar o surgimento de inúmeras doenças, dentre elas as cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial, entre outras, colocando assim em risco a saúde humana. Nota-se que uma vida sedentária traz mais chances do desenvolvimento de um enfarte, além de outros agravos em doenças consideradas crônicas.

Sobre os transtornos causados pelo sedentarismo, Canônico (2011) revela:

O sedentarismo não representa apenas um risco pessoal de enfermidades, tem um custo econômico para o individuo, para a família e para a sociedade. Dados recentes do Centeres for Disease Control and Prevention de Atlanta (CDC, 2000), aponta que mais de 2 milhões de mortes por ano podem ser atribuídas a inatividade física em função da sua repercussão no incremento de doenças crônicas não transmissíveis, como os problemas cardiovasculares (CANONICO, 2011, p.13).

O risco já destacado pela autora é uma realidade da sociedade atual, nunca foi tão urgente falar sobre a promoção da saúde, pautando a realização de exercícios físicos como fundamentais para a melhoria da qualidade de vida. Diante das informações ressaltadas percebe-se que o ato de realizar exercícios

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cotidianamente, pode salvar milhares de vidas anualmente.

A organização Mundial da saúde há anos tem se preocupado com a qualidade de vida dos indivíduos, sendo assim Martins (2017) reforça:

[...] as recomendações globais de atividade física para adultos de 18 a 64 anos, saudáveis, sem qualquer contraindicação médica, independentemente de raça, sexo, etnia ou nível de renda, são no mínimo: 150 minutos por semana de atividades físicas aeróbias moderadas ou 75 minutos por semana de atividades aeróbias vigorosas, e atividades para fortalecimento muscular duas ou mais vezes por semana (MARTINS, 2017, p.2 apud OMS, 2011).

A qualidade de vida não será desenvolvida apenas de maneira individual, com a pratica de exercícios, esta realidade tem haver com perspectivas sociais e um englobamento muito maior, muitos sistemas culturais e conceituação de valores estão envolvidos nesse contexto. A promoção da saúde é uma necessidade coletiva da população.

Nas discussões atuais sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida, a Educação Física passou a ser mais valorizada diante da sociedade e diversos sistemas de governo. Existe um novo paradigma sobre a necessidade de uma movimentação corporal que não está restrita a boa forma do corpo, mas a prevenção de doenças e o desenvolvimento da saúde, individual e coletiva.

4 O PERSONAL TRAINNER E O MARKETING NAS REDES SOCIAIS