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Efeitos da Distribuição Angular de Prótons Primários

No documento Explosões Solares (páginas 105-114)

Nesta seção comparamos os resultados obtidos em simulações realizadas com o FLUKA para feixes de prótons primários acelerados com diferentes distribuições angulares.

Consideramos um feixe colimado (unidirecional paralelo ao eixo z) e um feixe semi-isotrópico na atmosfera, ambos obedecendo uma distribuição de energia do tipo lei de potência com 𝐸𝑚𝑖𝑛 = 0.2𝐺𝑒𝑉, 𝐸𝑚𝑎𝑥 = 10.0𝐺𝑒𝑉 e 𝛿 = 2.0. Utilizamos um cubo com aresta 2𝐿 = 2.0·107 𝑐𝑚 e densidade 𝜌 = 2.0·10−4 𝑔/𝑐𝑚3, obtendo um column-depth 𝜌·𝐿= 2000𝑔/𝑐𝑚2 (alvo espesso).

Nas Figs. (60) a (69) são mostradas de forma qualitativa as distribuições espaciais na geometria utilizada para prótons do feixe (primários), todos os prótons (primários e secundários), 𝜋0, 𝜋+, 𝜋,𝜇+,𝜇, fótons, pósitrons e elétrons. São mostradas as projeções 𝑋𝑌 e 𝑋𝑍 para as distribuições espaciais de cada partícula analisada. Na linha superior de cada figura mostramos o resultado para o feixe colimado e na linha inferior o resultado para o feixe semi-isotrópico. A primeira coluna mostra a projeção 𝑋𝑌 e a segunda coluna a projeção 𝑋𝑍.

Na Fig. (60) são mostradas as distribuições espaciais obtidas para os prótons do feixe (primários). No caso do feixe semi-isotrópico observamos que um número significativo de prótons primários, provenientes de colisões com íons da atmosfera densa que ocorrem mais próximas do plano 𝑧 = 0, é espalhado de volta à coroa. Na Fig. (61) são mostradas as distribuições espaciais para todos os prótons (primários e secundários). No caso do feixe colimado observamos que um pequeno número de prótons secundários é espalhado de volta à coroa. No caso do feixe semi-isotrópico um número bem maior de prótons é espalhado de volta, uma vez que são incluídos tanto os prótons primários quanto os secundários.

Nas Figs. (62), (63) e (64) são mostradas as distribuições espaciais obtidas respecti-vamente para os 𝜋0, 𝜋+ e𝜋. Conforme esperado, tanto no caso do feixe colimado quanto no caso do feixe semi-isotrópico observamos que as distribuições dos píons são semelhantes à dos prótons primários, uma vez que os píons decaem praticamente no local em que são produzidos.

Nas Figs. (65) e (66) são mostradas as distribuições espaciais obtidas respecti-vamente para os 𝜇+ e 𝜇. Tanto no caso do feixe colimado quanto no caso do feixe semi-isotrópico, observamos que as distribuições dos 𝜇+ e𝜇 na atmosfera são semelhantes às distribuições dos 𝜋+ e 𝜋. No entanto, os 𝜇+ e 𝜇 percorrem uma distância média maior devido à meia vida mais longa que a dos 𝜋+ e 𝜋. Pela mesma razão, notamos que alguns múons atravessam o plano 𝑧 = 0 da atmosfera para a coroa antes do decaimento.

Capítulo 6. Simulações de Processos Nucleares de Alta Energia com o FLUKA 105

Nas Figs. (67), (68) e (69) são mostradas as distribuições espaciais obtidas res-pectivamente para os fótons, os pósitrons e os elétrons. Observamos que no caso do feixe semi-isotrópico o número de partículas produzidas na atmosfera densa que atravessam o plano 𝑧 = 0 da atmosfera para a coroa é significativamente maior.

Nas Figs. (70), (71) e (72) são mostradas as distribuições de energia obtidas respectivamente para os fótons, os pósitrons e os elétrons que atravessam o plano 𝑧 = 0 da atmosfera densa para o vácuo. Observamos que no caso do feixe semi-isotrópico o fluxo de partículas aumenta e estende-se até energias maiores. Também observamos que no caso do feixe semi-isotrópico o fluxo de elétrons para energias .3𝑀 𝑒𝑉 é dominado pela contribuição dos elétrons knock-on. No caso do feixe colimado o fluxo de elétrons para todo o intervalo de energias é dominado pela contribuição dos elétrons provenientes do decaimento de píons, uma vez que a maioria dos elétrons knock-on produzidos propaga-se no sentido positivo do eixo-z.

Capítulo 6. Simulações de Processos Nucleares de Alta Energia com o FLUKA 106

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 60: Distribuições espaciais de prótons primários nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

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-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

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-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 61: Distribuições espaciais de prótons primários e secundários nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

Capítulo 6. Simulações de Processos Nucleares de Alta Energia com o FLUKA 107

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 62: Distribuições espaciais de𝜋0 nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 63: Distribuições espaciais de𝜋+ nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

Capítulo 6. Simulações de Processos Nucleares de Alta Energia com o FLUKA 108

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

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-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 64: Distribuições espaciais de𝜋 nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 65: Distribuições espaciais de𝜇+ nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

Capítulo 6. Simulações de Processos Nucleares de Alta Energia com o FLUKA 109

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 66: Distribuições espaciais de𝜇 nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 67: Distribuições espaciais de fótons nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

Capítulo 6. Simulações de Processos Nucleares de Alta Energia com o FLUKA 110

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 68: Distribuições espaciais de pósitrons nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

semi-isotrópicocolimado

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

-1e+07 -5e+06 0 5e+06 1e+07

x (cm)

Figura 69: Distribuições espaciais de elétrons nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

Capítulo 6. Simulações de Processos Nucleares de Alta Energia com o FLUKA 111

10-4 10-3 10-2 10-1 100 101

Energia (GeV) 10-4

10-3 10-2 10-1 100 101 102 103

Colimado Semi-isotrópico

dn/dE(GeV¹ por partícula primária)

Figura 70: Distribuições de energia dos fótons que atravessam o plano 𝑧= 0 da atmosfera para a coroa nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

10-4 10-3 10-2 10-1 100 101

Energia (GeV) 10-4

10-3 10-2 10-1 100

Colimado Semi-isotrópico

dn/dE(GeV¹ por partícula primária)

Figura 71: Distribuições de energia dos pósitrons que atravessam o plano𝑧= 0 da atmosfera para a coroa nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

Capítulo 6. Simulações de Processos Nucleares de Alta Energia com o FLUKA 112

10-4 10-3 10-2 10-1 100 101

Energia (GeV) 10-4

10-3 10-2 10-1 100 101 102 103

Colimado Semi-isotrópico

dn/dE(GeV¹ por partícula primária)

Figura 72: Distribuições de energia dos elétrons que atravessam o plano𝑧= 0 da atmosfera para a coroa nos casos de feixe colimado e semi-isotrópico.

Capítulo 6. Simulações de Processos Nucleares de Alta Energia com o FLUKA 113

No documento Explosões Solares (páginas 105-114)