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a. necessidade de autorizações governamentais para o exercício das atividades e histórico de relação com a administração pública para obtenção de tais autorizações

Concessões

Aqueles que pretenderem operar no segmento de distribuição de energia elétrica no Brasil deverão solicitar a outorga de concessão ou autorização ao Poder Concedente. As concessões e autorizações conferem direitos para distribuir energia elétrica na respectiva área de concessão durante um determinado período. Tal período tem prazo de duração limitado a 30 anos para novas concessões de distribuição. A Lei nº 8.987/1995 (“Lei de Concessões”) estabelece, dentre outras disposições, as condições gerais que a concessionária deverá observar na prestação de serviços de energia elétrica, os direitos dos consumidores de energia elétrica, e as obrigações gerais da concessionária e do Poder Concedente. Ademais, a concessionária deverá obedecer aos regulamentos vigentes do setor elétrico, emanados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). As principais disposições da Lei de Concessões estão descritas de forma resumida, abaixo:

Serviço adequado. A concessionária deve prestar serviço adequado a fim de satisfazer as condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade nas tarifas, bem como a melhoria e expansão do serviço.

Servidões. O Poder Concedente pode declarar quais são os bens necessários à execução de serviço ou obra pública de necessidade ou utilidade pública, instituindo a servidão administrativa, em benefício de uma concessionária. Neste caso, a responsabilidade pelas indenizações cabíveis é da concessionária. Mudanças no controle societário. O Poder Concedente deverá anuir previamente, observada a regulação específica da ANEEL, à mudança direta ou indireta no controle societário da concessionária.

Intervenção do Poder Concedente. O Poder Concedente poderá intervir na concessão, por intermédio da ANEEL e da designação de interventor para atuação nesse período, com o fim de assegurar a adequação na prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas contratuais, regulamentares e legais pertinentes. De acordo com a Lei nº 12.767/2012, no prazo de 30 dias da intervenção, a ANEEL deverá iniciar procedimento administrativo no qual é assegurado à concessionária o direito de ampla defesa. O procedimento administrativo deverá ser concluído no prazo de um ano - prorrogável uma vez, por até mais dois anos, a critério da ANEEL e, caso reste comprovado que a intervenção não observou pressupostos legais e regulamentares, será declarada sua nulidade, devendo o serviço ser imediatamente devolvido à concessionária.

Extinção antes do Termo Contratual. A extinção do Contrato de Concessão poderá ser determinada por meio de encampação, caducidade, rescisão, anulação do processo licitatório que conferiu a concessão, falência ou extinção da concessionária.

Encampação é a retomada do serviço pelo Poder Concedente durante o prazo da concessão, por razões relativas ao interesse público, as quais deverão ser expressamente declaradas por lei autorizativa específica e só poderá ocorrer após o pagamento de indenização. A caducidade poderá ser declarada pelo Poder Concedente quando: (i) o serviço estiver sendo prestado de forma inadequada ou deficiente, tendo por base as normas, critérios, indicadores e parâmetros definidores da qualidade do serviço; (ii) a concessionária descumprir suas obrigações estipuladas no Contrato de Concessão ou disposições legais ou regulamentares concernentes à concessão; (iii) a concessionária paralisar o serviço ou concorrer para tanto, ressalvadas as hipóteses decorrentes de caso fortuito ou força maior; (iv) a concessionária perder a capacidade técnica, operacional ou econômica de prestar o serviço de forma adequada; (v) a concessionária não cumprir as penalidades eventualmente impostas pelo Poder Concedente, nos prazos devidos; (vi) a concessionária não atender intimação do Poder Concedente no sentido de regularizar a prestação do serviço ou apresentar a documentação relativa à regularidade fiscal no prazo de 180 dias. A concessionária tem o direito à ampla defesa no procedimento administrativo que declarar a caducidade da concessão e poderá recorrer judicialmente contra tal ato. Além disso, a concessionária deve ser indenizada pelos investimentos realizados nos bens reversíveis, realizados com o objetivo de garantir a contratação do serviço, que não tenham sido completamente

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amortizados ou depreciados. Nos casos de caducidade, deverão ser descontados da indenização os valores das multas contratuais e dos danos causados pela concessionária.

Termo contratual. Quando do advento do termo contratual, todos os bens, direitos e privilégios transferidos à concessionária que sejam materialmente relativos à prestação dos serviços de energia elétrica, serão revertidos ao Poder Concedente. Após o advento do termo contratual, a concessionária tem o direito de ser indenizada pelos investimentos realizados em bens reversíveis que não tenham sido completamente amortizados ou depreciados.

Em 4 de junho de 1996, foi assinado o Contrato de Concessão nº 001/1996 (“Contrato de Concessão”), entre a União e a Companhia, subsidiária integral da Light S.A., por intermédio da ANEEL, tendo por objeto regular a exploração do serviço público de distribuição, transmissão e geração de energia elétrica da concessão, de que é titular a citada concessionária. O Contrato de Concessão tem vigência de 30 anos, terminando, portanto, em 4 de junho de 2026, podendo esse prazo ser prorrogado a critério do Poder Concedente.

Com a promulgação da Lei do Novo Modelo do Setor Elétrico, as atividades de distribuição, geração, transmissão e comercialização foram desverticalizadas em novembro de 2005, mediante a Resolução Autorizativa nº 307/2005, originando o Grupo Light, hoje constituído pelas empresas: Light S.A. (holding); Light Energia S.A. (geração/transmissão); Light Serviços de Eletricidade S.A. (distribuidora), Light Esco S.A. (comercializadora e prestadora de serviços) e Lightcom Comercializadora de Energia S.A. (comercializadora).

Em termos de grau de liberdade gerencial, o Contrato de Concessão confere à concessionária de serviço público ampla liberdade na direção de seus negócios, investimentos, pessoal e tecnologia. No entanto, nas contratações entre partes relacionadas deve atender à regulação da ANEEL, a qual disciplinará as condições e hipóteses de anuência prévia.

O Contrato de Concessão prevê, ainda, que a fiscalização pelo Poder Concedente, à qual a concessionária de serviço público estará submetida, abrangerá as áreas técnica, contábil, comercial e econômico-financeira.

O Contrato de Concessão estabelece a aplicação das penalidades previstas nas normas legais e regulamentares (multa de até 2% do faturamento dos 12 meses anteriores à infração)), mediante procedimento administrativo em que se assegure amplo direito de defesa, caso não sejam cumpridas as obrigações previstas no Contrato de Concessão e nas leis e normas aplicáveis ao negócio. Adicionalmente, caso a concessionária de serviço público não cumpra as penalidades, ou não atenda à intimação da ANEEL no sentido de regularizar a prestação dos serviços nos devidos prazos, poderá ser decretada a caducidade da concessão. Alternativamente à declaração de caducidade, poderá a ANEEL desapropriar o bloco de ações de controle da Light S.E.S.A e levá-lo a leilão público, sendo que o montante líquido da indenização a ser paga pelas ações desapropriadas será, exclusivamente, o apurado no leilão.

Segundo o Contrato de Concessão, as tarifas definidas no próprio contrato serão cobradas, reajustadas ou revisadas de acordo com as seguintes regras:

Reajuste Tarifário Anual. Aplicado anualmente, exceto nos anos em que há Revisão Tarifária Periódica, é um dos mecanismos de atualização da tarifa paga pelo consumidor, sendo calculado de acordo com fórmula prevista no Contrato de Concessão e metodologia da ANEEL. O objetivo do reajuste é manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato, de modo que a concessionária possa arcar com suas responsabilidades perante os consumidores. No caso da Companhia, com a assinatura do Quinto Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, o reajuste anual tem vigência a partir de 15 de março.

Em 13 de março de 2018, foi aprovado pela Aneel o processo de reajuste das tarifas da Companhia. O resultado homologado representa um reajuste tarifário médio de 10,36%, e engloba todas as classes de consumo (residencial, industrial, comercial, rural e outras). O índice de reajuste é constituído de dois

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próximos 12 meses, reduzido dos reconhecidos no processo anterior, que somam 2,53%. As novas tarifas entraram em vigor a partir de 15 de março de 2018.

Revisão Tarifária Periódica. Esse mecanismo se diferencia do reajuste anual por ser mais amplo e levar em conta todos os custos, investimentos e receitas para fixar um novo patamar de tarifa adequado à estrutura da empresa e ao seu mercado. No caso da Companhia, esta revisão ocorre a cada 5 anos. A última revisão ocorreu em 15 de março de 2017, em decorrência da assinatura do Quinto Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, em que possibilitou a antecipação da Revisão Tarifária antes prevista para 2018.

Revisão Tarifária Extraordinária. Visa à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato e pode ser realizada a qualquer tempo, mediante iniciativa do Poder Concedente ou solicitação da concessionária, caso haja alterações significativas nos custos desta. A última ocorreu em 27 de fevereiro de 2015, com vigência a partir de 2 de março de 2015.

Em 28 de setembro de 2005, a Light S.E.S.A assinou o Primeiro Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, com o objetivo de, dentre outros, alterar as condições de estabelecimento de tarifas aplicáveis à prestação dos serviços outorgados à Companhia, por força do Decreto nº 5.163, de 30 de julho de 2004. Este Decreto, entre outras medidas, prevê: (i) a aplicação do mecanismo da CVA (Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da “Parcela A”) para as variações resultantes dos custos de aquisição de energia elétrica não considerados no último reajuste tarifário das Distribuidoras; e (i i) que, nos reajustes tarifários dessas empresas, o cálculo do preço médio de compra de energia, na data do reajuste, considere o volume contratado para os 12 meses seguintes.

O contrato de concessão prevê que as Distribuidoras podem cobrar tarifas menores que aquelas homologadas pela Aneel, desde que não implique em pleitos quanto à recuperação do equilíbrio econômico-financeiro da concessão.

O Submódulo 4.2 do PRORET (aprovado por meio da Resolução Normativa Aneel nº 703, de 15 de março de 2016), regulamentou a forma de aplicação da Conta de Compensação de Variações do Custo de Aquisição de Energia Elétrica, de maneira que as diferenças de preços de aquisição de energia em relação ao preço médio considerado no último reajuste/revisão sejam apuradas e repassadas às tarifas da Distribuidora.

Outras modificações relevantes decorrentes do Primeiro Termo Aditivo ao Contrato de Concessão são: (i) inclusão, como Parcela A, e para efeito de reajustes tarifários, das despesas com P&D, eficiência energética, energia adquirida de geração própria e PROINFA; (ii) inclusão do conceito de “Perdas no Sistema de Distribuição”, a ser utilizado quando das revisões tarifárias, no cálculo da compra de energia; e (iii) exclusão do PIS e da COFINS das tarifas para efeito do cálculo dos reajustes tarifários. Tais tributos, agora, são cobrados dos consumidores de forma destacada na fatura de fornecimento de energia elétrica, e não mais embutidos na tarifa.

Em 26 de fevereiro de 2010, a Light S.E.S.A assinou o Segundo Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, o qual tem por objetivo alterar a metodologia de cálculo do reajuste tarifário anual, a fim de assegurar a neutralidade dos encargos setoriais, evitando que as variações de mercado que a ocorressem a partir de fevereiro de 2010 gerassem receitas indevidas, ora a concessionárias, ora a consumidores.

Em 17 de dezembro de 2013, a Light S.E.S.A assinou o Terceiro Termo Aditivo ao Contrato de Concessão, o qual visou formalizar a segregação da concessão da Usina Hidrelétrica de Lajes, localizada no Ribeirão das Lajes, no município de Piraí, no Estado do Rio de Janeiro. Tal usina hidrelétrica teve seu regime de concessão convertido de serviço público para produtor independente de energia elétrica e foi enquadrada como Pequena Central Hidrelétrica (PCH), passando a ser regida pelo Contrato de Concessão de Uso de Bem Público nº 08/2013, também assinado em 17 de dezembro de 2013. Em 10 de dezembro de 2014, a Light S.E.S.A assinou o Quarto Termo Aditivo ao Contrato de Concessão. O objeto deste Termo Aditivo é incluir dispositivo que garanta que os valores registrados na Conta de Compensação de Variação de Valores de Itens da “Parcela A” - CVA e outros itens financeiros sejam incorporados no cálculo da indenização pelos investimentos vinculados e bens reversíveis ainda não

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amortizados ou depreciados, quando da extinção da concessão, alterando-se a redação da Cláusula Décima Primeira do Contrato de Concessão, que trata da reversão dos bens e instalações vinculados. Em 09 de março de 2017, foi assinado o Quinto Termo Aditivo ao Contrato de Concessão pela Companhia. Através deste Aditivo foi possibilitada a antecipação da Revisão Tarifária Periódica para 15 de março de 2017, antes prevista para novembro de 2018. Os processos de reajustes tarifários da concessionária passarão a ocorrer no dia 15 de março de cada ano.

Com a antecipação da Revisão Tarifária foi possível a (i) homologação de novos valores da Base de Remuneração Regulatória, contemplando os investimentos realizados pela Companhia para os Jogos Olímpicos; (ii) revisão de itens associados ao serviço de distribuição de energia elétrica que compõe a tarifa; (iii) revisão dos valores e metodologia para o Fator X incidente na Parcela B; (iv) aumento do repasse de perdas regulatórias na tarifa e (v) atualização dos itens da Parcela A e componentes financeiros.

Em contrapartida, a Companhia estará sujeita ao cumprimento de metas estabelecidas pela Aneel, referentes à qualidade de serviço e sustentabilidade econômico-financeira.

Em 1º de fevereiro de 2018 foi assinado o Sexto Termo Aditivo ao Contrato de Concessão pela Light SESA, que objetivou formalizar a segregação das atividades de geração transferidas à Light Energia S.A., autorizadas pela Resolução Autorizativa ANEEL nº 307/2005.

Principais Autoridades Governamentais do Setor Elétrico

As seguintes instituições federais do setor de energia elétrica definem políticas, regras e normas que norteiam e influenciam as atividades da Light S.A., suas subsidiárias incluindo a Companhia:

Conselho Nacional de Política de Energia- CNPE

Criado pela Lei no 9.478/1997, o CNPE tem como finalidade propor ao Presidente da República políticas nacionais e medidas específicas para, entre outras: (i) promover o aproveitamento racional dos recursos energéticos do país; (ii) assegurar, em função das características regionais, o suprimento de insumos energéticos às áreas mais remotas ou de difícil acesso do País; (iii) rever periodicamente as matrizes energéticas aplicadas às diversas regiões do País, considerando as fontes convencionais e alternativas

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gás natural, do carvão, da energia termonuclear, dos biocombustíveis, da energia solar, da energia eólica e da energia proveniente de outras fontes alternativas; (v) estabelecer diretrizes para a importação e exportação, de maneira a atender às necessidades de consumo interno de petróleo e seus derivados, biocombustíveis, gás natural e condensado, e assegurar o adequado funcionamento do Sistema Nacional de Estoques de Combustíveis e o cumprimento do Plano Anual de Estoques Estratégicos de Combustíveis; (vi) sugerir a adoção de medidas necessárias para garantir o atendimento à demanda nacional de energia elétrica, considerando o planejamento de longo, médio e curto prazos, e (vii) propor critérios de garantia de suprimento de energia elétrica que assegurem o equilíbrio adequado entre confiabilidade de fornecimento e modicidade de tarifas e preços.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico- CMSE

Criado já no âmbito do Novo Modelo do Setor Elétrico, o CMSE tem a função precípua de acompanhar e avaliar permanentemente a continuidade e a segurança do suprimento eletroenergético em todo o território nacional.

Ministério de Minas e Energia- MME

O MME é o órgão do governo federal responsável pela condução das políticas energéticas no país. Dentre suas principais obrigações, destaca-se a implementação de políticas para o setor de energia elétrica, de acordo com as diretrizes definidas pelo CNPE e estabelecer o planejamento do setor, monitorando a segurança do suprimento de energia e definindo ações preventiva para restauração da segurança de suprimento em casos de desequilíbrios conjunturais entre oferta e demanda de energia. No setor elétrico, estão vinculadas ao MME a Eletrobrás e suas controladas (Furnas Centrais Elétricas S.A., Companhia Hidro Elétrica do São Francisco -Chesf, Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica - CGTEE, Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A. - Eletronorte, Eletrosul Centrais Elétricas S.A. - Eletrosul e Eletrobrás Termonuclear S.A. - Eletronuclear, a Empresa de Pesquisa Energética e a própria ANEEL.

Agência Nacional de Energia Elétrica- ANEEL

Instituída pela Lei no 9.427/1996, a ANEEL tem por finalidade regular e fiscalizar a geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, em conformidade com as políticas e diretrizes do governo federal.

A lista de competências da ANEEL prevista na Lei nº 9.427/1996 (que são adicionais às competências previstas na Lei nº 8.987/95), comprova a extensão e profundidade da influência da regulação estatal sobre as atividades das companhias que atuam no setor elétrico:

I. implementar as políticas e diretrizes do governo federal para a exploração da energia elétrica e o aproveitamento dos potenciais hidráulicos, expedindo os atos regulamentares necessários ao cumprimento das norrnas estabelecidas pela Lei no 9.074, de 7 de julho de 1995;

II. promover, mediante delegação, com base no plano de outorgas e diretrizes aprovadas pelo Poder Concedente, os procedimentos licitatórios para a contratação de concessionárias e permissionárias de serviço público para produção, transmissão e distribuição de energia elétrica e para a outorga de concessão para aproveitamento de potenciais hidráulicos;

III. gerir os contratos de concessão ou de permissão de serviços públicos de energia elétrica, de concessão de uso de bem público, bem corno fiscalizar, diretamente ou mediante convênios com órgãos estaduais, as concessões, as permissões e a prestação dos serviços de energia elétrica;

IV. dirimir, no âmbito administrativo, as divergências entre concessionárias, permissionárias, autorizadas, produtores independentes e autoprodutores, bern corno entre esses agentes e seus consumidores;

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V. fixar os critérios para cálculo do preço de transporte de que trata o § 6o do art. 15 da Lei no 9.074, de 7 de julho de 1995, e arbitrar seus valores nos casos de negociação frustrada entre os agentes envolvidos;

VI. zelar pelo cumprimento da legislação de defesa da concorrência, monitorando e acompanhando as práticas de mercado dos agentes do setor de energia elétrica;

VII. fixar as multas administrativas a serem impostas aos concessionários, permissionários e autorizados de instalações e serviços de energia elétrica, observado o limite, por infração, de 2% (dois por cento) do faturamento, ou do valor estimado da energia produzida nos casos de autoprodução e produção independente, correspondente aos últimos doze meses anteriores à lavratura do auto de infração ou estimados para um período de doze meses caso o infrator não esteja em operação ou esteja operando por um período inferior a doze meses;

VIII. estabelecer tarifas para o suprimento de energia elétrica realizado às concessionárias e às permissionárias de distribuição, inclusive às cooperativas de eletrificação rural enquadradas corno permissionárias, cujos mercados próprios sejam inferiores a 700 GWh/ano, e tarifas de fornecimento às cooperativas autorizadas, considerando parâmetros técnicos, econômicos, operacionais e a estrutura dos mercados atendidos;

IX. estabelecer, para cumprimento por parte de cada concessionária e permissionária de serviço público de distribuição de energia elétrica, as metas a serem periodicamente alcançadas, visando a universalização do uso da energia elétrica;

X. efetuar o controle prévio e a posteriori de atos e negócios jurídicos a serem celebrados entre concessionárias, permissionárias, autorizadas e seus controladores, suas sociedades controladas ou coligadas e outras sociedades controladas ou coligadas de controlador comum, impondo-lhes restrições à mútua constituição de direitos e obrigações, especialmente comerciais e, no limite, a abstenção do próprio ato ou contrato;

XI. aprovar as regras e os procedimentos de comercialização de energia elétrica, contratada de formas regulada e livre;

XII. promover processos licitatórios para atendimento às necessidades do mercado;

XIII. homologar as receitas dos agentes de geração na contratação regulada e as tarifas a serem pagas pelas concessionárias, permissionárias ou autorizadas de distribuição de energia elétrica, observados os resultados dos processos licitatórios referidos no inciso XV do caput deste artigo; XIV. estabelecer mecanismos de regulação e fiscalização para garantir o atendimento à totalidade do mercado de cada agente de distribuição e de comercialização de energia elétrica, bem como à carga dos consumidores que tenham exercido a opção prevista nos arts. 15 e 16 da Lei n° 9.074, de 7 de julho de 1995;

XV. definir as tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição, sendo que as de transmissão devem ser baseadas nas seguintes diretrizes: a) assegurar arrecadação de recursos suficientes para a cobertura dos custos dos sistemas de transmissão, inclusive das interligações internacionais conectadas à rede básica; b) utilizar sinal locacional visando a assegurar maiores encargos para os agentes que

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