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A elasticidade preço da demanda representa a relação entre a variação re-lativa na quantidade demandada de um bem ou serviço e a variação rere-lativa em seu preço. Assim, o coeficiente de elasticidade preço da demanda pode ser obtido pela razão entre a variação relativa da quantidade e a variação relativa nos preços. Caso este coeficiente apresente um resultado maior que 1, a demanda é chamada de elástica, o que significa que uma variação relati-va no preço resulta uma relati-variação relatirelati-va maior na quantidade demandada.

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Se o coeficiente for igual a 1 a demanda possui elasticidade unitária, assim, uma variação relativa no preço resulta a mesma variação relativa na quanti-dade demandada. Quando o coeficiente de elasticiquanti-dade preço da demanda é menor que 1, então, a demanda é chamada de inelástica, isto significa que uma variação relativa no preço tem como resposta uma variação relativa-mente menor na quantidade demandada.

Na figura 6 a curva DA representa uma curva de demanda inelástica, en-quanto que a curva DB representa uma curva de demanda elástica. Nos seus extremos, quando a curva é perpendicular ao eixo das quantidades, diz-se que ela é perfeitamente inelástica, ao passo que quanto paralela ao eixo das quantidades, diz-se que é perfeitamente elástica.

Para o estudo da competitividade, alguns aspectos relacionados com a elasticidade preço da demanda são de substancial importância. Em merca-dos de produtos que apresentam menor grau de diferenciação, como no caso de commodities, iniciativas representadas por pequenas reduções nos preços, recebem como resposta grandes aumentos na quantidade deman-dada. Assim é possível inferir que nesses mercados a elasticidade preço da demanda tende a ser elástica.

Em mercados de produtos que apresentam maior grau de diferenciação, como no caso dos menos massificados ou mais sofisticados, a sensibilidade a alterações nos preços é menor. Assim, iniciativas representadas por gran-des reduções nos preços, recebem como resposta pequenos aumentos na quantidade demandada. Neste caso, é provável que a elasticidade preço da demanda seja inelástica.

Preço

$

Quantidade Q0

DA DB

Figura 6 – Demanda: significado da elasticidade.

Esse material é parte integrante do Curso de Atualização do IESDE BRASIL S/A,

A seguir estão representados os cálculos que permitem determinar o coeficiente de elasticidade-preço de uma curva de demanda.

η = (∆Q / Q0) / (∆P / P0)

Diante de um aumento nos preços de R$5,00 para R$5,75, a demanda cai de 1000 para 800.

η = [(800 – 1000) / 1000] / [(5,75 – 5)] / 5 η = – 0,20 / 0,15 => η = -1,33

η < 1 então a demanda é inelástica η > 1 , então a demanda é elástica

Se η = – 0,75 , então se o preço aumentar em 3% a quantidade diminuirá em 3 x – 0,75 = – 2,25%.

Se η = -1,25 , então se o preço aumentar em 3% a quantidade diminuirá em 3 x -1,25 = – 3,75%.

Custos

Inicialmente, o custo contábil se diferencia do custo econômico. O custo contábil é apurado pelo reconhecimento das receitas quando ganhas e as despesas quando incorridas, independentemente do efetivo recebimento das receitas ou do pagamento das despesas, o que é chamado de regime de competência. Os números contábeis precisam ser objetivos e verificáveis por credores e investidores, dentre outros, o que, para tais fins é bem represen-tado pelos custos históricos.

O custo econômico é representado pelo benefício decorrente do melhor uso alternativo do ativo gerador de custo, isto é, o custo de oportunida-de. Assim, um bom exemplo pode vir da experiência de uma pessoa que deixa um emprego em que ganha R$8.000,00 por mês para montar o seu negócio. Se o melhor uso alternativo da sua força de trabalho a remunera em R$8.000,00 por mês, então, o seu custo econômico para o empreendi-mento será de R$8.000,00, embora, contabilmente a sua remuneração possa ser de apenas R$3.000,00. Isto significa que apesar da pessoa estar obtendo um ganho positivo de R$3.000,00, seu resultado econômico é negativo em R$5.000,00. Este tipo de raciocínio pode ser utilizado em relação a qualquer

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Apenas para melhor esclarecer os conceitos, contabilmente o conceito de regime de competência, se diferencia do conceito de regime de caixa. O regime de caixa representa a receita pelo ingresso efetivo do dinheiro e a despesa pelo seu desembolso efetivo, independente do momento em que ocorrerem.

Q1 preço tenderá a cair ainda mais (P3), A presença de grande

lucratividade atrai novos entrantes que se

sentem seduzidos a abrir negócios no

mesmo ramo da indústria.

A queda nos preços conduz a queda na receita.

Não sendo acompanhada pela queda no custo total, esta conduz a uma queda

no lucro.

Figura 7 – Curvas de oferta e demanda e curvas de receita total, custo total, custo fixo.

Como é possível deduzir do que foi mencionado, as decisões no campo dos negócios devem ser tomadas com base no conceito de custo de opor-tunidade. Segundo este conceito, o custo econômico do investimento em ativos, em certo negócio, corresponde ao valor renunciado pelo seu melhor uso alternativo. Em um feliz exemplo, Besanko (2006), cita o caso de uma empresa que utiliza certa matéria-prima para produzir os bens que vende.

Quando consegue adquiri-la por um custo inferior ao praticado pelo mer-cado, o custo contábil por considerar o seu custo histórico, irá registrar o custo pelo preço de aquisição. No entanto, sob a ótica econômica, este não é o custo, visto que como a empresa teria como alternativa vendê-la por um preço superior ao custo de aquisição, este seria o seu melhor uso alternati-vo. No entanto, esta optou por utilizá-la na produção dos seus bens, renun-ciando a oportunidade do seu melhor uso, isto é, revendê-las. Então o maior

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preço praticado no mercado, isto é, o valor renunciado, seria considerado o seu custo de oportunidade. Em geral, as decisões estratégicas assumem, como referência, as diferentes oportunidades e restrições enfrentadas pela empresa, no que irá diferenciar as boas das más decisões.

Assim, como os custos econômicos, os custos contábeis também são úteis à tomada de decisão estratégica, por exemplo, quando são necessários estu-dos que envolvam os custos históricos, como a evolução das demonstrações contábeis, ao longo do tempo, ou ainda na comparação do desempenho da firma frente a um concorrente.

Outros conceitos importantes estão associados aos custos fixos e variá-veis. Os custos fixos segundo Sandroni (1989) são “aqueles que permanecem inalterados independentemente do grau de ocupação da capacidade da empresa. São custos originados pela própria existência da empresa, estando a firma produzindo ou não, estes, ainda assim, são incorridos”. Alguns exem-plos são os aluguéis, a depreciação, os juros, as amortizações etc.

Ainda de acordo com Sandroni (1989), os custos variáveis são a “parte do custo total que oscila conforme o grau de ocupação da capacidade produti-va da empresa, como por exemplo, matérias-primas, salários por produção, energia elétrica, dentre outros”. O custo total é constituído pela soma dos custos fixos e custos variáveis.

Percebe-se que os custos fixos estão fortemente atados à intensidade de capital e os custos variáveis à intensidade de mão-de-obra.

No gráfico inferior da figura 7, estão representadas as curvas do custo fixo, do custo variável e do custo total. Está representada, também, a curva de re-ceita total, cuja forma parabólica é resultante da forma da curva de demanda, isto é, quando o preço é alto a demanda é baixa e quando o preço é baixo a demanda é alta. Sendo a receita gerada pelo produto do preço pela quanti-dade, acompanhando a trajetória da curva de demanda e calculando o pro-duto do preço praticado pela quantidade demandada, ao longo de toda a curva chega-se à forma parabólica da receita total.

O lucro ou prejuízo é o resultado da diferença entre a receita total e custo total, também representados no gráfico inferior da figura 7.