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5.1 Política de gerenciamento de riscos

5.1. Em relação aos riscos indicados no item 4.1, informar:

a) se a Companhia possui uma política formalizada de gerenciamento de riscos, destacando, em caso afirmativo, o órgão que a aprovou e a data de sua aprovação, e, em caso negativo, as razões pelas quais o emissor não adotou uma política

A Companhia não possui uma política formalizada de gerenciamento de riscos, uma vez que já há procedimentos internos na Companhia e atribuição de funções e de competências hierárquicas entre diversas áreas e departamentos da Companhia que são responsáveis por controlar, monitorar e mitigar riscos, de acordo com os objetivos e orientação geral dos negócios fixados pela Administração.

Nesse sentido, a Diretoria da Companhia toma decisões de forma colegiada, de modo que decisões estratégicas e de impacto são periodicamente discutidas sob o ponto de vista sistêmico. A Companhia conta, ainda, com um canal de denúncias destinado a acolher opiniões, críticas, reclamações e denúncias das partes interessadas. Tal canal tem a necessária independência e, em todos os casos, garante a confidencialidade de seus usuários.

A Companhia entende que os principais riscos aos quais está exposta são tratados nas políticas e objetivos específicos desenvolvidos por cada área responsável por determinado risco, sob a orientação e supervisão da Administração. No entanto, a Companhia informa que está constantemente monitorando os riscos aos quais está exposta, e que poderá formalizar no futuro uma política consolidada de gerenciamento de riscos caso julgue necessário.

b) os objetivos e estratégias da política de gerenciamento de riscos, quando houver, incluindo:

i) riscos para os quais se busca proteção;

A Companhia não possui uma política formalizada de gerenciamento de riscos, uma vez que já há procedimentos internos na Companhia e atribuição de funções e de competências hierárquicas entre diversas áreas e departamentos da Companhia que são responsáveis por controlar, monitorar e mitigar riscos, de acordo com os objetivos e orientação geral dos negócios fixados pela Administração. Dentre os riscos mencionados no item 4.1 do formulário de referência, levando-se em conta a relação entre probabilidade x impacto e o apetite ao risco estabelecido pela Administração, adotam-se medidas e procedimentos para monitorar e mitigar os seguintes riscos:

· Riscos associados a mudanças nas condições macroeconômicas

· Riscos associados a mudanças nas condições de mercado e de concorrência · Riscos associados a mudanças regulatórias

· Riscos associados a execução dos projetos · Riscos associados ao banco de terrenos · Riscos associados a oferta de crédito a clientes · Riscos associados ao aumento de impostos

· Riscos associados a atração e retenção de colaboradores · Riscos associados a fornecedores

· Riscos associados ao uso de mão de obra terceirizada · Riscos associados a temas socioambientais

5.1 - Política de gerenciamento de riscos

A Companhia, através do departamento de Tesouraria, monitora as variações dos principais indicadores macroeconômicos, tais como índices de inflação (IPCA, IGP-M e INCC), taxas de juros, disponibilidade de crédito e custo de capitação; bem como a aplicação da política de investimento do caixa da Companhia. Adicionalmente, o Conselho de Administração e a Diretoria é formado por membros com experiências diversificadas e complementares, de forma a criar um fórum de discussões que permita o estabelecimento de estratégias que minimizem efeitos adversos.

Conforme detalhado no item 4.2, a Companhia não se utiliza de nenhum instrumento derivativo com objetivo de proteção patrimonial, uma vez que a Administração busca captar as dívidas da Companhia com os mesmos índices aplicados nos ativos, minimizando sua exposição à variação de tais índices. Atualmente, os recebíveis de unidades em construção são indexados ao INCC (mesmo índice que corrige a variação de preço de insumos de construção); enquanto que os recebíveis de unidades entregues são indexados ao IGP-M ou IPCA e o caixa é aplicado em produtos bancários com rendimento atrelado ao Certificado de Depósito Interbancário – CDI (índices utilizados para a correção de empréstimos corporativos).

A Companhia e suas controladas seguem políticas que restringem as aplicações do caixa em investimentos de instituições financeiras de primeira linha e em títulos de liquidez diária. A concentração de aplicações em uma mesma instituição financeira é limitada a 30% (trinta por cento) do total de suas aplicações, em instrumentos com rating mínimo AA+ em escala nacional pela Fitch ou equivalentes pela Standard Poor´s e Moody´s. · Riscos associados a mudanças nas condições de mercado e de concorrência

O setor imobiliário brasileiro é altamente competitivo e fragmentado, não existindo grandes barreiras que restrinjam o ingresso de novos concorrentes no mercado. Os principais fatores competitivos no ramo de incorporações imobiliárias incluem disponibilidade e localização de terrenos, preços, financiamento, projetos, qualidade, reputação e parcerias com incorporadores. A Companhia, através de seu departamento de Novos Negócios, constantemente monitora os níveis de concorrência, preço e velocidade de vendas nas regiões de influência dos empreendimentos em construção e em seu banco de terrenos, como forma de permitir a Companhia reagir de maneira rápida a eventuais mudanças de cenário. Adicionalmente, o Conselho de Administração e a Diretoria é formado por membros com experiências diversificadas e complementares, de forma a criar um fórum de discussões que permita o estabelecimento de estratégias que minimizem efeitos adversos.

· Riscos associados a mudanças regulatórias

O setor imobiliário brasileiro está sujeito a extensa regulamentação relativa a edificações e zoneamento, expedida por diversas autoridades federais, estaduais e municipais, que afetam a aquisição de terrenos e as atividades de incorporação imobiliária e construção. O departamento de Novos Negócios e de Projetos, em conjunto com entidades de classe como o Sindicato da Habitação – SECOVI, Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário – ADEMI e a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias – ABRAINC, fazem o acompanhamento de discussões e projetos de lei em tramitação. Apesar de ser um risco impossível de ser totalmente mitigado, a Companhia busca estar constantemente inteirada sobre as potenciais alterações de regulação em discussão.

· Riscos associados a execução dos projetos

A Companhia possui instruções para processos de produção da atividade de obra, que auxiliam na padronização da qualidade de todos os serviços. Mensalmente são realizadas auditorias internas de qualidade em obras próprias, de parceiros e de terceiros, que objetivam auxiliar na disseminação e manutenção da cultura

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construtiva da TECNISA. Uma equipe de segurança auxilia os canteiros nos processos relativos à segurança do trabalho, oferecendo treinamentos semanais sobre o tema e garantindo canteiros mais seguros e com menos riscos. Em termos de prazo, a equipe de planejamento visita periodicamente as obras e semanalmente elabora um relatório de acompanhamento. Além disso, ainda são feitos acompanhamentos mensais dos custos. Essas ações têm o intuito de minimizar eventuais desvios.

· Riscos associados ao banco de terrenos

Todos os terrenos adquiridos pela Companhia são previamente aprovados por toda a Diretoria, por meio da assinatura de autorização de compra que traz, dentre outras informações, as condições econômico-financeiras, técnicas, jurídicas e comerciais. A compra é apenas realizada após auditoria detalhada do imóvel. Periodicamente o banco de terrenos é reavaliado de acordo com as atuais condições de mercado e, quando necessário, são discutidas estratégias de desinvestimento. Com uma área de prospecção de terreno própria, a Companhia monitora também as principais transações de compra e venda de terrenos no mercado imobiliário como forma de entender melhor as políticas de preço praticadas pelos principais concorrentes do setor. A Companhia busca ter um banco de terrenos diversificado, de forma a permitir lançamentos em diferentes segmentos de renda, bairros e cenários de mercado. Em relação ao projeto Jardim das Perdizes, o qual representa 36,3% do banco de terrenos da Companhia em 31 de dezembro de 2016, a Administração entende que, apesar da concentração, o risco associado ao negócio é baixo, haja visto a localização em área nobre da cidade de São Paulo, os níveis de rentabilidade e velocidade de vendas do projeto.

· Riscos associados a oferta de crédito a clientes

Com relação às contas a receber, a Companhia restringe a sua exposição a riscos de crédito por meio de vendas a uma base ampla de clientes e do monitoramento contínuo da capacidade de crédito dos clientes. Adicionalmente, inexistem históricos relevantes de perdas em face da existência de garantia real (alienação fiduciária) de recuperação dos imóveis nos casos de inadimplência.

Em comparação com anos anteriores, a Companhia identifica o aumento de risco relacionado à disponibilidade de recursos para financiamento imobiliário no mercado, uma vez que as cadernetas de poupança, principal fonte de funding do setor, vem sofrendo saques dado o cenário econômico atual e pela menor atratividade do rendimento dessa aplicação em comparação a outros veículos disponíveis no mercado. A menor disponibilidade de recursos acarretou em um aumento das taxas de juros dos novos financiamentos, que prejudica a capacidade ou disposição de potenciais compradores para financiar suas aquisições, o que pode vir a afetar negativamente as vendas da Companhia e a obrigar a alterar as condições de financiamento que oferece aos seus clientes. Como alternativa à poupança ao crédito habitacional, instrumentos como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), consórcios, financiamento direto pela incorporadora com securitização de recebíveis e Letras Imobiliárias Garantidas (LIG) – essa última ainda em regulamentação – tendem a ganhar maior relevância.

· Riscos associados ao aumento de impostos

A SPEs da Companhia estão sujeitas à apuração de tributos devidos pelo [i] regime especial de tributação (“RET”), promovido pela adoção do Patrimônio de Afetação; ou [ii] pelo regime do lucro presumido, incluindo

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tramitação. Apesar de ser um risco impossível de ser totalmente mitigado, a Companhia busca estar constantemente inteirada sobre as potenciais alterações de legislação em discussão.

· Riscos associados a atração e retenção de colaboradores

A Companhia tem como política de remuneração para seus administradores e colaboradores o alinhamento das melhores práticas de mercado, de acordo com as funções e responsabilidades de cada um. O objetivo da Companhia é atrair e reter profissionais que detenham qualificação, competência e perfil que atendam as características e necessidades do negócio. A remuneração é estabelecida com base em pesquisas de mercado e de acordo com os interesses dos acionistas da Companhia.

· Riscos associados a fornecedores

A Companhia possui especificações rigorosas quanto à escolha dos seus fornecedores, as quais são baseadas não somente na qualidade e preço dos produtos, mas também na reputação e situação financeira dos fornecedores. Além disso, a Companhia mantém rígidos controles de qualidade, de maneira a assegurar que os insumos atendam às especificações antes de sua instalação, minimizando assim, eventuais custos de re- execução e garantia. A Companhia evita acordos de exclusividade com quaisquer de seus fornecedores. A prática da Companhia consiste em trabalhar junto a eles, possibilitando que programem sua produção, a fim de atender à demanda da Companhia ou que a notifiquem com antecedência, caso não seja possível atendê- la. A Companhia visa formar parcerias sólidas e de longa duração, que garantem a produção do material especificado, bem como minimizam a dificuldade de fornecimento em épocas de alta demanda de mercado. Considerando o grande volume de empreendimentos de construção dos quais a Companhia participa e o bom e duradouro relacionamento que a Companhia mantém com alguns de seus fornecedores, a TECNISA conseguiu alcançar economias de escala significativa em suas compras de materiais e serviços, possibilitando o fechamento de acordos de compra e venda mais eficazes em termos de custo com fornecedores.

Em 2014, para aprimorar a contratação de serviços e a compra de materiais, além de elevar a qualidade da gestão e execução dos contratos, a Companhia lançou um Portal de Compras. Outros projetos, executados durante 2015, aprofundaram as melhorias. Um deles teve como foco a padronização e integração dos contratos corporativos, a fim de garantir a adesão de todas as contratações realizadas por diferentes áreas às normas e diretrizes da Companhia. No total, mais de 800 contratos foram mapeados e submetidos a melhorias como arquivamento (digitalização) e alinhamento a diretrizes de homologação dos fornecedores. Entre estas, estão a checagem da conformidade legal e fiscal dos parceiros, mediante consulta ao Portal da Transparência e às listas de órgãos como o Ministério do Trabalho e Emprego. Foram executados treinamentos para áreas-chave, a fim de subsidiá-las na avaliação dos parceiros de negócios e nas decisões em processos concorrenciais. · Riscos associados ao uso de mão de obra terceirizada

A TECNISA tem como princípio combater e proibir terminantemente trabalho infantil, escravo ou análogo à escravidão em toda a sua cadeia, incluindo o tema nos contratos corporativos e de suprimentos. Desde 2014, também há cláusulas específicas anticorrupção. O Código de Conduta e Ética e a Política de Relacionamento com Agentes Públicos e Anticorrupção também são levados ao conhecimento dos parceiros. São realizadas, ainda, auditorias para mensuração sistemática das condições de trabalho em todas as obras próprias, realizadas por parceiros e terceirizados. A visita aos canteiros e às instalações provisórias de habitação é um dos focos, já que esses espaços são usados por parceiros para alojar temporariamente os colaboradores durante o período de obras. São considerados aspectos de conforto e higiene nos ambientes de trabalho. Adicionalmente, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes mobiliza colaboradores terceirizados para tratar aspectos de saúde e segurança, a fim de disseminar boas práticas que influenciam o setor.

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· Riscos associados a temas socioambientais

Todos os terrenos adquiridos pela Companhia são previamente aprovados por toda a Diretoria, por meio da assinatura de autorização de compra que traz, dentre outras informações, as condições do entorno na qual o terreno está inserido, bem como laudos técnicos-ambientais. A compra é realizada após auditoria detalhada do terreno por engenheiros ambientais independentes, incluindo mas não se limitando, ao mapeamento do maciço arbóreo, existência de áreas de preservação permanente, restrições a remoção de árvores, possibilidade de compensação ambiental, estudo dos níveis de contaminação do solo, entre outros. Desta forma, busca-se mitigar impactos adversos no resultado relacionados a problemas com a vizinhança e com passivos ambientais pré-existentes.

A gestão dos resíduos, por outro lado, também é contemplada com ações para reduzir a geração de material, essencialmente com projetos que visam uso mais racional do consumo e com padrões de qualidade para os processos, além de medidas para fazer a correta segregação de materiais e o encaminhamento para destinação ambiental correta. A separação dos resíduos segue as resoluções 307/2002 e 431/2011 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Para aperfeiçoar sua gestão, a Companhia monitora alguns aspectos relativos ao uso de materiais – como o concreto, um dos mais relevantes nos aspectos de volume e participação percentual no custo. Nos últimos anos, a pesagem do concreto utilizado nas obras foi uma das prioridades. No Jardim das Perdizes, por exemplo, foi implantada a pesagem prévia do material no momento de entrada no empreendimento, permitindo o cálculo de perdas e a mensuração do volume real entregue pelos fornecedores.

Outro material substancial é a madeira, adquirida pela TECNISA priorizando a adoção de certificações de referência, como a Forest Stewardship Council (FSC). Um dos principais objetivos é diminuir o consumo de madeira nativa.

Adicionalmente, a Companhia possui, em todos os seus canteiro de obra, seguro de risco de engenharia. iii) estrutura organizacional de controle de gerenciamento de riscos;

Não há uma estrutura organizacional centralizada de gestão de riscos, visto que vários departamentos da Companhia, dentro de suas atribuições e funções hierárquicas, são responsáveis por monitorar e mitigar os riscos relacionados à sua área e competência de atuação. O controle e monitoramento de riscos realizado por cada departamento é diretamente orientado e supervisionado pela Administração da Companhia, o que faz da gestão de riscos

É de responsabilidade dos seguintes departamentos, sob a orientação e supervisão da Administração, monitora os riscos apresentados no item 4.1 do formulário de referência:

Gerência de Tesouraria: responsável por monitorar os aspectos macroeconômicos, tais como índices de inflação (IPCA, IGP-M e INCC), taxas de juros, disponibilidade de crédito; bem como garantir a aplicação da política de investimento do caixa da Companhia.

5.1 - Política de gerenciamento de riscos

Gerência de Relação com Investidores: responsável por monitorar os riscos associados aos acionistas e ao mercado de capitais.

Gerência de Conformidade: responsável por monitorar a aplicação das Política Anticorrupção e o Código de Ética/Conduta.

Diretoria de Controladoria: responsável por monitorar mudanças de práticas contábeis e de legislação tributária.

Diretoria de Novos Negócios: responsável por monitorar riscos associados a mudanças de legislações imobiliárias, bem como alterações no ambiente de negócios que possa impactar o resultado dos empreendimentos.

Comitê de Terrenos: formado por membros da Administração e do Departamento de Novos Negócios, responsável por avaliar e monitorar sob a ótica de viabilidade financeira, técnica (engenharia) e comercial os terrenos a serem adquiridos.

Eventuais desvios são reportados para a Administração da Companhia, a qual cabe tomar as medidas para minimizar os impactos negativos.

c) adequação da estrutura operacional e controles internos para verificação da efetividade da política adotada

Os riscos da Companhia são monitorados de forma contínua por seus Administradores, que avaliam se as práticas adotadas na condução das atividades da Companhia estão adequadas aos controles internos estabelecidos a fim de identificar mudanças no nível de desempenho requerido ou esperado. Ajustes de eventuais adaptações aos procedimentos de controles internos são realizados por seus administradores à medida que julgados necessários.

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