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5.2. Política de gerenciamento de riscos de mercado da Companhia, incluindo objetivos, estratégias e instrumentos

a) se a Companhia possui uma política formalizada de gerenciamento de riscos, destacando, em caso afirmativo, o órgão que a aprovou e a data de sua aprovação, e, em caso negativo, as razões pelas quais o emissor não adotou uma política

A Companhia não possui uma política formalizada de gerenciamento de riscos, uma vez que já há procedimentos internos na Companhia e atribuição de funções e de competências hierárquicas entre diversas áreas e departamentos da Companhia que são responsáveis por controlar, monitorar e mitigar riscos, de acordo com os objetivos e orientação geral dos negócios fixados pela Administração.

Nesse sentido, a Diretoria da Companhia toma decisões de forma colegiada, de modo que decisões estratégicas e de impacto são periodicamente discutidas sob o ponto de vista sistêmico. A Companhia conta, ainda, com um canal de denúncias destinado a acolher opiniões, críticas, reclamações e denúncias das partes interessadas. Tal canal tem a necessária independência e, em todos os casos, garante a confidencialidade de seus usuários.

A Companhia entende que os principais riscos aos quais está exposta são tratados nas políticas e objetivos específicos desenvolvidos por cada área responsável por determinado risco, sob a orientação e supervisão da Administração. No entanto, a Companhia informa que está constantemente monitorando os riscos aos quais está exposta, e que poderá formalizar no futuro uma política consolidada de gerenciamento de riscos caso julgue necessário.

b) os objetivos e estratégias da política de gerenciamento de riscos, quando houver, incluindo:

i) riscos para os quais se busca proteção;

Apesar de não possuir uma política formalizada de gerenciamento de riscos, a Companhia busca proteção quanto a eventuais oscilações de índices de inflação (IPCA, IGP-M e INCC) e taxas de juros. A Companhia não está exposta a riscos cambiais, uma vez que não possui operações no exterior, não realiza vendas de imóveis indexadas à moeda estrangeira, tampouco possui endividamento dessa natureza.

Adicionalmente, a Companhia busca se proteger de riscos de crédito e de execução.

ii) estratégia de proteção patrimonial (hedge);

A Companhia não se utiliza de nenhum instrumento derivativo com objetivo de proteção patrimonial, uma vez que a Administração busca captar as dívidas da Companhia com os mesmos índices aplicados nos ativos, minimizando sua exposição à variação de tais índices. Atualmente, os recebíveis de unidades em construção são indexados ao INCC (mesmo índice que corrige a variação de preço de insumos de construção); enquanto que os recebíveis de unidades entregues são indexados ao IGP-M ou IPCA e o caixa é aplicado em produtos bancários com rendimento atrelado ao Certificado de Depósito Interbancário – CDI (índices utilizados para a correção de empréstimos corporativos).

Mudanças no cenário macroeconômico e setorial podem influenciar as atividades, sendo que índices de preços e de atividade econômica, bem como mudanças de legislação, são regularmente monitorados. A Companhia e suas controladas seguem políticas que restringem as aplicações do caixa em investimentos de instituições financeiras de

5.2 - Política de gerenciamento de riscos de mercado

Com relação às contas a receber, a Companhia restringe a sua exposição a riscos de crédito por meio de vendas a uma base ampla de clientes e de análises de crédito contínua. Adicionalmente, inexistem históricos relevantes de perdas em face da existência de garantia real (alienação fiduciária) de recuperação dos imóveis nos casos de inadimplência. Por fim, tratando-se dos riscos de execução, a Companhia possui instruções para processos de produção da atividade de obra, que auxiliam na padronização da qualidade de todos os serviços. Mensalmente são realizadas auditorias internas de qualidade em obras próprias, de parceiros e de terceiros, que objetivam auxiliar na disseminação e manutenção da cultura construtiva TECNISA. Uma equipe de segurança auxilia os canteiros nos processos relativos à segurança do trabalho, oferecendo treinamentos semanais sobre o tema e garantindo canteiros mais seguros e com menos riscos. Em termos de prazo, a equipe de planejamento visita periodicamente as obras e semanalmente elabora um relatório de acompanhamento. Além disso, ainda são feitos acompanhamentos mensais dos custos. Essas ações têm o intuito de minimizar eventuais desvios.

iii) instrumentos utilizados para proteção patrimonial (hedge);

A Companhia não utiliza quaisquer instrumentos financeiros para proteção patrimonial. iv) parâmetros utilizados para o gerenciamento desses riscos;

Visando a manutenção da rentabilidade e da liquidez, a Companhia monitora as projeções de mercado futuro dos índices de inflação (IPCA, IGP-M e INCC) e taxas de juros através do boletim Focus, do Banco Central do Brasil, e de reuniões periódicas com os economistas chefes das principais instituições financeiras brasileiras.

Em relação ao risco de crédito, além de buscar uma base ampla de clientes e de deter garantias reais sobre os financiamentos (alienação fiduciária), a Companhia define a capacidade de crédito individual de cada transação através do estudo do histórico econômico/financeiro/patrimonial dos potenciais adquirentes, bem como da renda familiar, uma vez que o valor máximo a ser financiado é definido como um percentual máximo que as prestações do imóvel podem comprometer da renda familiar do consumidor.

Por fim, tratando-se dos riscos de execução, mensalmente as equipes de planejamento e controle de obras reportam à Administração da Companhia os desvios de cronograma de obra (em meses) e de orçamento (em reais), bem como apresentam alternativas para minimizar os impactos de eventuais desvios.

v) se a Companhia opera instrumentos financeiros com objetivos diversos de proteção patrimonial (hedge) e quais são esses objetivos

A Companhia não opera instrumentos financeiros com objetivos diversos de proteção patrimonial. vi) estrutura organizacional de controle de gerenciamento desses riscos;

Não há uma estrutura organizacional centralizada de gestão de riscos, visto que vários departamentos da Companhia, dentro de suas atribuições e funções hierárquicas, são responsáveis por monitorar e mitigar os riscos relacionados à sua área e competência de atuação. O controle e monitoramento de riscos realizado por cada departamento é diretamente orientado e supervisionado pela Administração da Companhia, o que faz da gestão de riscos

É de responsabilidade dos seguintes departamentos, sob a orientação e supervisão da Administração, monitora os riscos apresentados no item 4.2 do formulário de referência:

Gerência de Tesouraria: responsável por monitorar os índices de inflação (IPCA, IGP-M e INCC), taxas de juros, disponibilidade de crédito; bem como garantir a aplicação da política de investimento do caixa da Companhia.

5.2 - Política de gerenciamento de riscos de mercado

Gerência de Crédito e Cobrança: responsável por monitorar o risco de crédito dos clientes, bem como mudanças regulatórias dos principais mecanismos de crédito imobiliário.

Gerência de Planejamento e Controle de Obras: responsável por monitorar eventuais desvios de cronograma das obras e dos orçamentos.

Eventuais desvios são reportados para a Administração da Companhia, a qual cabe tomar as medidas para minimizar os impactos negativos.

c) adequação da estrutura operacional e controles internos para verificação da efetividade da política adotada

Os riscos de mercado são monitorados de forma contínua por seus Administradores, que avaliam se as práticas adotadas na condução das atividades da Companhia estão adequadas aos controles internos estabelecidos a fim de identificar mudanças no nível de desempenho requerido ou esperado. Ajustes de eventuais adaptações aos procedimentos de controles internos são realizados por seus administradores à medida que julgados necessários.

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