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EM vIGOR UM SEGURO DE RESPONSABIlIDADE CIvIl E

No documento PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR (páginas 43-46)

CIVIL GERAL

/ SeguroS oBrigAtÓrioS de rc

é frequente a atividade legislativa com reflexos na criação ou reformulação de seguros obrigatórios de Responsabilidade Civil. Não foi exceção este período recente, onde surgiram novidades nos seguintes domínios:

/ Atividade industrial

O Decreto-lei n.º 169/2012, de 1 de agosto, aprova o Sistema da Indústria Responsável, que regula o exercício da atividade industrial, a instalação e exploração de zonas empresariais res- ponsáveis, bem como o processo de acreditação de entidades no âmbito deste Sistema. O SIR tem como objetivo prevenir os riscos e inconvenientes resultantes da exploração dos estabele- cimentos industriais, com vista a salvaguardar a saúde pública e a dos trabalhadores, a segurança de pessoas e bens, a segurança e saúde nos locais de trabalho, a qualidade do ambiente e um correto ordenamento do território, num quadro de desenvolvi- mento sustentável e de responsabilidade social das empresas, assente na simplificação e na transparência de procedimentos. Nos termos deste diploma, o industrial este deve celebrar um contrato de seguro de responsabilidade civil extracontratual que cubra os riscos decorrentes das instalações e das ativi- dades exercidas em estabelecimento industrial incluído no tipo 1 ou no tipo 2. A sociedade gestora da zER está também obrigada a celebrar um contrato de seguro de responsabi- lidade civil extracontratual que cubra os riscos decorrentes da atividade de gestão respetiva. As condições de ambos os seguros carecem de definição por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da economia, da agricultura e do ambiente, cuja publicação se aguarda. / Atividade de mediação imobiliária

Nos termos da lei n.º 15/2013, de 8 de fevereiro, as empre- sas de mediação imobiliária estabelecidas em território na- cional devem dispor de um seguro de responsabilidade civil para ressarcimento dos danos patrimoniais causados a ter- ceiros no exercício da sua atividade, decorrentes de ações ou omissões das empresas, dos seus representantes e dos seus colaboradores, no montante mínimo de 150 mil euros e nos termos e condições mínimas fixados no diploma. / Atividade do trabalho aéreo

O Decreto-lei n.º 44/2013, de 2 de abril, estabelece o regime

jurídico aplicável à atividade de trabalho aéreo. Entende-se por trabalho aéreo, a utilização de aeronaves em voo, para a realização de serviços especializados, com caráter econó- mico, ou seja, mediante retribuição remuneratória ou exer- cício, por qualquer meio, de uma atividade comercial, com exceção do transporte de passageiros, de carga ou de cor- reio. Os titulares das licenças, dos reconhecimentos e das autorizações respondem civilmente, independentemente de culpa, pelos danos causados a pessoas a bordo, no decurso da atividade de trabalho aéreo contratada, excluindo os tripu- lantes, bem como a terceiros.

Para garantia dessa responsabilidade é obrigatória a con- tratação de seguro de responsabilidade civil nas condições estabelecidas no Regulamento (CE) n.º 785/2004, do Par- lamento Europeu e do Conselho, de 21 de abril de 2004, relativo aos requisitos de seguro para transportadoras aéreas e operadores de aeronaves, alterado pelo Regulamento (CE) n.º 1137/2008, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de outubro de 2008, e pelo Regulamento (UE) n.º 285/2010, da Comissão, de 6 de abril de 2010.

/ Atividade de segurança privada

A lei n.º 34/2013, de 16 de maio, estabelece o regime do exercício da atividade de segurança privada e as medidas de segurança a adotar por entidades públicas ou privadas com vista a prevenir a prática de crimes.

Nos termos deste diploma, o exercício da atividade de segu- rança pelas empresas de segurança privadas fica condiciona- do à existência de um seguro de responsabilidade civil com o capital mínimo de 500 mil euros. Também as entidades consultoras de segurança privada e as entidades formadoras estão obrigadas à celebração de um seguro de responsabili- dade civil para garantia dos danos causados no exercício das atividades desenvolvidas. A emissão de autorização das en- tidades consultoras e das entidades formadoras está condi- cionada à prova de existência de seguro de responsabilidade civil de capital mínimo de 150 mil euros para pessoas cole- tivas e de 100 mil euros para pessoas singulares, em termos a definir por portaria dos membros do Governo responsá- veis pelas áreas das finanças e da administração interna. As entidades que utilizem canídeos como meio complementar de segurança devem possuir um seguro de responsabilidade civil específico de capital mínimo de 50 mil euros, em condi- ções a fixar por portaria dos membros do Governo respon- sáveis pelas áreas das finanças e da administração interna. / Seguro do Dador de Sangue

O Decreto-lei n.º 83/2013, de 24 de junho, regulamenta o seguro do dador de sangue previsto na lei n.º 37/2012, de 27 de agosto (aprova o Estatuto do Dador de Sangue).

Nos termos deste diploma, as entidades que efetuem atos que tenham por objeto a dádiva e colheita de sangue de- vem contratar e manter em vigor um seguro de responsabi- lidade civil e um seguro de acidentes pessoais.

A título de responsabilidade civil, o dador de sangue tem direito a ser indemnizado, independentemente de culpa do segurado, pelos danos decorrentes da dádiva de san- gue ou resultantes de complicações da dádiva, imediatas ou tardias, devendo o capital seguro corresponder, no mí- nimo, a 200 mil euros por anuidade, independentemente do número de sinistros ocorridos e do número de lesados envolvidos.

A título de acidentes pessoais, o dador de sangue ou can- didato a dador têm ainda direito a ser indemnizados pelos danos resultantes de acidentes ocorridos no local de co- lheita, ainda que não efetivem a dádiva de sangue e pelos danos resultantes de acidentes que sofram no trajeto do, e para o local de colheita, desde que tenham sido expressa- mente convocados para a dádiva de sangue, pelo serviço competente. Para efeitos do seguro de acidentes pessoais, as garantias e capitais seguros devem corresponder, no mí- nimo, por pessoa segura:

/ A 100 vezes a retribuição mínima mensal garantida, em casos de morte ou invalidez permanente.

/ A um subsídio diário calculado em função da retribui- ção mínima mensal garantida, com a duração máxima de 12 meses, em casos de incapacidade temporária absoluta. / Ao pagamento das despesas de tratamento até um máxi- mo de 20 vezes a retribuição mínima mensal garantida. O grau de incapacidade é determinado pela Tabela Indicativa para a Avaliação da Incapacidade em Direito Civil, aprovada pelo Decreto-lei n.º 352/2007, de 23 de outubro.

AS ENTIDADES qUE EfETUEM

ATOS qUE TENhAM POR

OBjETO A DáDIvA E

COlhEITA DE SANGUE DEvEM

CONTRATAR E MANTER

EM vIGOR UM SEGURO DE

RESPONSABIlIDADE CIvIl E

UM SEGURO DE ACIDENTES

PESSOAIS.

/ FORMAÇÃO

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES

OFERTA

DE FORMAÇÃO

O prolongamento da crise económica e financeira, não in- valida, nem pode invalidar, o desenvolvimento contínuo da atividade seguradora, não apenas porque há áreas onde se perfilam evoluções estruturais relevantes (muitas delas de génese europeia), mas porque estes são também momen- tos oportunos para reflexões estratégicas como as que de- correm já no nosso mercado, visando, por exemplo, o alar- gamento ou reposicionamento da oferta, a melhoria dos processos de interação com os tomadores e segurados e a racionalização da carga operativa das empresas do setor. O Plano de formação da APS quer de 2012, quer para 2013 procurou ser sensível a este enquadramento, privi- legiando vetores de intervenção que aproveitam os refe- ridos desenvolvimentos e oportunidades. Por exemplo, com a promoção de ciclos de formação especializada em áreas onde se adivinham evoluções relevantes e com ações dirigidas a outras matérias onde o setor tende a concentrar maior atenção, como o combate à fraude aos seguros e a evolução da mortalidade, longevidade e ou- tros riscos biométricos.

Os cursos sobre “Ramos de Seguros” estão estruturados, regra geral, em módulos independentes e de curta dura- ção e procuram abranger exaustivamente os vários ramos dos seguros e proporcionar níveis de formação diversos, desde a formação mais básica de enquadramento, até ao ensinamento das matérias mais complexas e de maior es- pecificidade técnica.

As ações de formação incluídas na categoria “Outras áre- as Técnicas”, à semelhança da anterior, procuram abran- ger as diferentes áreas técnicas que integram as segura- doras, estando segmentada em diversas subcategorias funcionais.

Por seu turno, incluem-se na categoria “Competências Transversais” os cursos que, versando conteúdos trans- versais ao negócio segurador, são desenhados tendo em atenção as especificidades próprias do setor segurador. Os “Cursos de Especialização” estão orientados para pro- fissionais com formação de base e com experiência, que

necessitam de aprofundar conhecimentos nas suas áreas de atuação muito específicas. São, tipicamente, cursos de média e longa duração, que conciliam a formação teóri- ca com uma vertente prática. No final dos cursos ou dos módulos que os compõem há normalmente lugar a uma avaliação dos participantes, da qual depende ou pode depender a atribuição de certificados de frequência ou diplomas de aprovação.

Relativamente à formação a Distância (e-learning e b- learning), a APS mantém e continua a reforçar o sucesso que tem obtido ao longo dos últimos anos junto dos seus Associados. Neste sentido foram adicionados e promo- vidos dois novos cursos: um sobre Gestão Técnica do Ramo Acidentes de Trabalho e outro sobre o Plano de Contas para as Empresas de Seguros. Está também previs- ta a conceção do manual para o e-Curso “Gestão Técnica do Ramo Automóvel” e o aumento de oferta formativa. Complementarmente, foi também assegurada formação Intraempresa Presencial e a Distância à medida das ne- cessidades de cada empresa, o que pressupõe sempre que: se analise, em conjunto com as empresas, as suas necessidades e definam os objetivos e os meios necessá- rios para lhes dar resposta; que se desenhe uma estratégia de atuação, concebendo um programa e determinando a duração das ações e os métodos e técnicas pedagógicas mais adequadas; e se assegure o acompanhamento das ações e respetiva avaliação.

No âmbito da formação a distância, foi também objetivo da APS potenciar a utilização da sua plataforma de apren- dizagem (lMS) pelas Associadas, customizando subdo- mínios específicos por entidade, assim como prestar um serviço de alojamento e eventual consultoria para conce- ção de conteúdos online de acordo com as necessidades de cada organização.

A área de formação da APS – ACADEMIA PORTUGUE- SA DE SEGUROS – é acreditada pela DGERT* – e está orientada para servir todas as necessidades em matéria de formação sobre seguros, sobretudo as que provêm do setor segurador, mas também de qualquer outra atividade relacionada com esta realidade dos seguros.

De modo a garantir este propósito foi preparada em 2013 a seguinte oferta formativa:

/ oFertA ForMAtiVA

RAMOS DE SEGUROS CURSO MÓDULO AUTÓNOMO

enquadramento

CIAS - Curso de Iniciação à Atividade Seguradora Curso Geral de Seguros (e-learning)

Poupança e literacia financeira nos seguros

Vida

Aspetos regulamentares na comercialização de produtos Unit Linked European Embedded Value (EEV) & Market Consistent Embedded Value (MCEV) Gestão Técnica do Ramo Vida (e-learning)

Modelação e Gestão dos Riscos de Mortalidade e de Longevidade no Ramo Vida e Fundos de Pensões

Tábuas de Mortalidade Contemporânea Tábuas de Mortalidade Prospectiva

Mortalidade Estocástica: Aplicações Atuariais e Cobertura Risco Longevidade Tarifação no ramo Vida com utilização modelos preditivos

Acidentes

Desafios do seguro de Acidentes de Trabalho no mercado português

Curso Seguros de Acidentes de Trabalho

Contratos de seguro de Acidentes de Trabalho Custas processuais em acidentes de trabalho Custas processuais em acidentes de trabalho Contencioso e Jurisprudência

Seg.de Acid. de Trab. para Trabalhadores que exercem Funções Públicas Acidentes Pessoais - subscrição e regularização de sinistros

Curso intensivo de seguros de Acidentes de Trabalho Gestão Técnica do Ramo Acidentes de Trabalho (e-learning)

Saúde Seguros de Saúde

incêndio e outros danos

Seguros de multirriscos Seguros de rendas

Seguros de engenharia 1. Seguros de obras e montagens 2. Avaria de máquinas Perdas de Exploração

Introdução à Análise e Gestão de Riscos Industriais

Automóvel

Balanço e perspetivas para o regime do seguro Automóvel

Balanço e perspetivas para o regime do seguro

Avaliação médica do dano corporal

Reparação de danos corporais no regime do seguro automóvel Reparação de danos materiais no regime do seguro automóvel Combate à fraude no seguro automóvel

Inovações na tecnologia automóvel Convenção de Regularização de Sinistros - CRS transportes Curso Avançado de Seguros de Transporte

Mercadorias Transportadas Marítimo Cascos Gestão de Sinistros

responsabilidade civil

Seguros de Responsabilidade Civil Geral | Seguros obrigatórios

Curso Seguros de Responsabilidade Civil Geral

Enquadramento do Ramo Responsabilidade Civil Geral e Seguros Obrigatórios Responsabilidade Civil Exploração / Produtos

Responsabilidade Civil Profissional - RC Profissões Jurídicas e Financeiras Responsabilidade Civil Profissional - RC Médica

Responsabilidade Civil Profissional - RC D&O Responsabilidade Ambiental

Responsabilidade Civil Geral - Casos práticos outros

ramos

Seguros de Assistência Seguros de Caução e Crédito

OUTRAS ÁREAS TÉCNICAS CURSO MÓDULO AUTÓNOMO

Atuariado

Avaliação de Opções Implícitas em Contratos de Seguro e Seguro Gestão de Investimentos em Obrigações em Ambiente Solvencia II Estatística e Atuariado para Não Atuários - Ramo Vida Estatística e Atuariado para Não Atuários - Ramos Não Vida Mercados e Instrumentos de Taxas de Juro

Rendas Financeiras, Empréstimos Obrigacionistas e Avaliação de Investimentos Simulação Estocástica em Seguros

compliance e Auditoria

Compliance e auditoria interna no Setor Segurador

Curso Compliance e Auditoria Interna

Tratamento de informação clínica e não discriminação Conduta de mercado e lei da concorrência

Controlo interno no regime Solvência II e Sistemas de informação Branqueamento de capitais e FATCA

Ciber Crime e ciber Fraude no setor segurador Fraude e auditoria interna em empresas de seguros

Como despistar fraudes nos sinistros Como despistar fraudes e inverdades através da voz e das microexpressões Técnicas de interrogatório

contabilidade e Fiscalidade

Alteração da IAS 39 - IFRS 4 e IFRS 9

Análise das Demonstrações Financeiras das Seguradoras

Aspetos Fiscais do Contrato de Seguro e da Atividade Seguradora

Seguros, atividade seguradora e tributação em IRS Seguros, atividade seguradora e tributação em IRC

A parafiscalidade no setor segurador: aspetos materiais e procedimentais O Código Contrib. da Seg. S. e suas implicações nos seguros e na Atividade Seguradora IVA e Imposto de Selo

Plano de Contas para Empresas de Seguros (e-learning)

enquadramento jurídico Contrato de Seguro e Atividade Seguradora: enquadramento jurídico-legal Elaborar um contrato de seguro - aspetos do novo regime jurídico

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013 ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES 90

07 / ForMAção

FORMAÇÃO

DA ACADEMIA

EM NÚMEROS

No decorrer do ano de 2012, a Academia Portuguesa de Se- guros ministrou formação a 3906 formandos, ao longo de 194 ações de formação em formato presencial e a distância. Em formato presencial foram realizadas 49 ações de for- mação nas diferentes áreas de competências disponíveis do Plano de formação Anual – Ramos de Seguros, Outras áreas Técnicas e Competências Transversais, que contaram com a participação de 800 formandos.

No âmbito da formação a distância, realizaram-se 145 ações de formação, que foram frequentados por 3106 e-formandos nos diferentes cursos distribuídos neste for- mato – Cursos para qualificação de Mediadores, Curso Gestão Técnica do Ramo vida e Curso Geral de Seguros.

EM 2012 A ACADEMIA

No documento PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR (páginas 43-46)

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