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PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR

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Academic year: 2021

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PANORAMA

DO MERCADO

SEGURADOR

(2)

PANORAMA

DO MERCADO

SEGURADOR

A ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES é UMA ASSOCIAÇÃO PATRONAl fUNDADA

EM 1982, SEM fINS lUCRATIvOS, qUE REúNE COMPANhIAS DE SEGUROS E RESSEGUROS qUE

OPERAM NO MERCADO NACIONAl, INDEPENDENTEMENTE DA SUA NATUREzA jURíDICA OU DA

SUA NACIONAlIDADE. O CONjUNTO DAS ASSOCIADAS DA APS REPRESENTA ATUAlMENTE MAIS

DE 99% DO MERCADO SEGURADOR, qUER EM vOlUME DE NEGóCIOS, qUER EM EfETIvOS

TOTAIS EMPREGADOS.

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APS / ASSociAção PortugueSA de SegurAdoreS

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Conceção e paginação /Zincodesign Impressão e acabamentos /Ondagrafe Depósito legal nº /283097/08 Nº de exemplares /250 outuBro 2013

(3)

EDITORIAL 07

01 / O SETOR SEGURADOR EM GRANDES NÚMEROS 09

EVOLUÇÃO DA ATIVIDADE EM 2012 E PERSPETIVAS PARA 2013 10

SEGUROS E SOCIEDADE 20

02/COMUNICAÇÃO E IMAGEM 31 COMUNICAÇÃO 32

LITERACIA FINANCEIRA 35 IMAGEM DO SETOR 36 03/ENQUADRAMENTO INSTITUCIONAL E FINANCEIRO 41 SOLVÊNCIA II 42

FISCALIDADE 45

04 /DESENVOLVIMENTOS OPERATIVOS 49 FATURAÇÃO E DÍVIDAS HOSPITALARES 51

COSSEGURNET 52

NSA - NÚMERO SEGURNET AUTOMÓVEL 52

PORTAL DE ESTATÍSTICAS SEGURDATA 55

05/POUPANÇA E SEGUROS DE PESSOAS 57

CONTRIBUIÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE SOLIDARIEDADE 59

PLANOS DE POUPANÇA REFORMA 60

SEGUROS UNIT-LINKED 63

SEGUROS DE ACIDENTES DE TRABALHO 64

SEGUROS DE SAÚDE 69

ACOMPANHAMENTO DE GRANDES SINISTRADOS 71

06/SEGUROS DE DANOS E RESPONSABILIDADES 73 SEGUROS PATRIMONIAIS 74

SEGUROS AGRÍCOLAS 78

SEGUROS DE AUTOMÓVEL 80

SEGUROS DE RESPONSABILIDADE CIVIL GERAL 84

07/FORMAÇÃO 87 OFERTA DE FORMAÇÃO 88

(4)

6 07

Portugal no ano de 2012 atravessou uma crise macroeco-nómica sem precedentes recentes e de inevitáveis repercus-sões sociais. vive-se um contexto difícil para a atividade em-presarial em geral, designadamente para o setor segurador. Apesar destas dificuldades, do ponto de vista puramente económico, este não foi um ano negativo para o setor. Pelo contrário, foi um exercício com bons resultados líquidos, es-timados em 539 milhões de euros. Tal resultado foi conse-guido apesar da retração das vendas para 11 mil milhões de euros. Mais sensível à volatilidade dos mercados, o ramo vida foi o principal motor desta performance, ainda que o con-junto dos ramos Não vida tenha contribuído também para a melhoria do resultado global.

No mesmo sentido, foi um exercício de forte expansão dos capitais próprios, que superaram pela primeira vez os 5 mil milhões de euros tendo como consequência o substancial reforço dos níveis de solvência, com o seu rácio global a as-cender a 233% do nível exigido.

Todavia, o contexto macroeconómico e o contexto regula-tório permaneceram, em 2012, pouco favoráveis ao desen-volvimento da atividade seguradora, seja na área da gestão de poupanças, seja no que se refere à proteção de riscos. Assinalo assim com grande satisfação, sobretudo numa con-juntura tão adversa para os setores da área financeira, o incre-mento do índice de satisfação dos clientes de seguros, vendo deste modo reconhecidos pelos próprios consumidores os esforços e os progressos desta atividade, bem como a sua re-siliência nas condições extremas que esta crise tem testado. Na verdade esta preocupação com os clientes tem tido refle-xos importantes ao nível da imagem e no modo como estes percecionam o negócio. Em 2012, a APS promoveu de novo e acompanhou como entidade parceira a elaboração do Es-tudo European Customer Satisfaction Index - ECSI Portugal. Esta edição do estudo coloca os seguros em 5º lugar no ranking de satisfação dos 14 setores e subsetores nacionais avaliados, superando a banca, por exemplo, e alcançando posições de topo em variáveis fundamentais como a quali-dade e valor apercebidos.

No mesmo sentido é de registar, com satisfação, a melho-ria do relacionamento com os clientes expresso pela clara redução do número de reclamações junto das empresas de seguros. De facto os indicadores associados a reclamações

têm vindo a evoluir de forma favorável, tendo-se assistido, não só a um decréscimo do número de reclamações efe-tuadas nas companhias como, também, a uma diminuição substancial do prazo médio de resposta, que caiu para quase metade entre 2010 e 2012.

Sendo a sua imagem uma das grandes preocupações e ativo do setor, estes são progressos que não podem deixar de se valorizar adequadamente e que devem continuar a nortear a atuação dos seguradores em Portugal. Milhões de pessoas confiam, já hoje, ao sistema os seus bens, as suas poupanças e o seu futuro. Gratos pelo seu reconhecimento, renovamos o compromisso de tudo fazer para melhor os servir. Interessa ainda sublinhar que a qualificação e competências dos colaboradores é uma premissa fundamental para a exis-tência de um setor produtivo e dinâmico que se apoia num processo permanente de busca de inovação e conhecimen-to. Essa tem sido, também, a nossa aposta.

O aumento das qualificações dos recursos humanos e a for-mação são, pois, um primeiro passo para o sucesso econó-mico e para o futuro. formar os colaboradores é sinónimo de crescimento e sustentabilidade, razão pela qual o setor in-corporou esta estratégia com resultados muito positivos no que se refere ao desempenho, à produtividade e evolução das respetivas organizações.

A política de admissões focalizada para a valorização dos re-cursos humanos e a materialização de sistemas de avaliação de desempenho formais vieram permitir um maior compro-misso no sentido de fazer mais, de fazer melhor.

A aposta em plataformas de formação a distância que supor-tam um novo formato de aprendizagem introduzido numa época de constante mudança, em que o rápido acesso a informação em qualquer momento e em qualquer lugar, foi crucial para se conseguir dar resposta aos desafios coloca-dos e constituiu um reforço no apoio às necessidades forma-tivas do setor segurador.

Uma nota final para destacar que esta evolução positiva que se tem observado e os progressos registados não teriam sido possíveis sem uma atitude colaborante e ativa por parte de todos os intervenientes no mercado português.

Pedro Seixas Vale

Presidente do Conselho de Direção da APS

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES

(5)

/ O SETOR SEGURADOR

EM GRANDES

(6)

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013 ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES 10 11

EVOLUÇÃO

DA ATIVIDADE

EM 2012 E

PERSPETIVAS

PARA 2013

/ PerSPetiVA gLoBAL

Portugal viveu o ano de 2012 mergulhado numa crise ma-croeconómica sem precedentes e com significativas reper-cussões sociais. Se era já, por si, um contexto difícil para a atividade empresarial em geral, mais difícil ficou, ainda, para o setor segurador com a adoção de algumas medidas especialmente de índole fiscal.

Do ponto de vista puramente económico, 2012 não foi um ano negativo para o setor.

Pelo contrário, foi um exercício de resultados líquidos ele-vados (estimados em 539 milhões de euros), suportados pela recuperação dos mercados de capitais, em particular no segmento da dívida, e por uma operação extraordinária de cedência da carteira de vida risco de uma das segura-doras a operar no mercado português. Mais sensível à vo-latilidade dos mercados, o ramo vida foi o principal motor desta performance (com um saldo da conta técnica de 741

milhões de euros), ainda que o conjunto dos ramos Não vida tenha contribuído também para a melhoria do resul-tado global, igualmente por efeito de um incremento da componente financeira do seu saldo (que totalizou 100 mi-lhões de euros).

No mesmo sentido, e por um efeito equivalente de valori-zação de ativos de investimento (classificados como dispo-níveis para venda), foi também um exercício de forte expan-são dos capitais próprios, que superaram pela primeira vez os 5 mil milhões de euros e representaram já quase 10% do ativo total. Em consequência, foi ainda um ano de substan-cial reforço dos níveis de solvência, com o seu rácio global a subir 57 pontos percentuais entre o final de 2011 e o final de 2012, ascendendo a 233%.

Todavia, o contexto macroeconómico e o contexto regula-tório permaneceram, em 2012, pouco favoráveis ao desen-volvimento da atividade seguradora, seja na área da gestão de poupanças, seja na da proteção de riscos.

Ainda que a um ritmo mais moderado do que no ano ante-rior, o volume total da produção de seguro direto (prémios e contribuições para produtos de capitalização) voltou,

as-/ grANdeS AgregAdoS 2010 2011 2012 +11/10 +12/11 Nº de Companhias 83 79 79 -4,8% 0,0% Nº de Empregados 11.224 11.242 11.180 0,2% -0,6% Nº de Mediadores 25.897 25.397 24.624 -1,9% -3,0% Ativo Líquido 62.182 56.050 55.198 -9,9% -1,5% Ativos de Investimento 59.138 52.909 52.705 -10,5% -0,4% Capitais Próprios (S.Líq.) 4.095 3.594 5.181 -12,4% 47,9%

Prémios de Seguro Direto 16.340 11.669 10.911 -28,6% -6,5%

Ramo Vida 12.172 7.536 6.924 -38,1% -8,1%

Ramos Não Vida 4.168 4.133 3.987 -0,9% -3,5%

Resultados do Exercício 416 10 539 -97,6% 5405,6%

Conta Técnica Vida 402 -65 741 -116,2% -1239,1%

Conta Técnica Não Vida 58 67 100 15,9% 48,1%

Conta Não Técnica -44 7 -302 -117,1% -4154,9%

Capitais Próprios / Ativo Líquido 6,6% 6,4% 9,4% -0,2 p.p. 3,1 p.p.

Resultados / Capitais Próprios 10,2% 0,3% 10,4% -10,3 p.p. 10,3 p.p.

U: Milhões de euros | Fontes: APS - Associação Portuguesa de Seguradores | ISP - Instituto de Seguros de Portugal | BdP - Banco de Portugal | INE - Instituto Nacional de Estatística

2012 fOI UM ExERCíCIO

DE RESUlTADOS líqUIDOS

ElEvADOS, SUPORTADOS

PElA RECUPERAÇÃO DOS

MERCADOS DE CAPITAIS, EM

PARTICUlAR NO SEGMENTO

DA DívIDA, E POR UMA

OPERAÇÃO ExTRAORDINáRIA

DE CEDêNCIA DA CARTEIRA

DE vIDA RISCO DE UMA DAS

SEGURADORAS A OPERAR NO

MERCADO PORTUGUêS.

sim, a decrescer em 2012 (-6,5%). No ramo vida, a captação de poupanças ressentiu-se da queda do rendimento dispo-nível das famílias, da progressiva perda de incentivos fiscais de alguns dos seus produtos (sobretudo os PPR) e da con-corrência de outros produtos financeiros. Para o segmento Não vida, foi igualmente um ano de assinalável redução da produção, em especial nos ramos mais sensíveis a variáveis macroeconómicas, como os de Acidentes de Trabalho e Automóvel.

Em muitas destas linhas de negócio, o contexto de reces-são económica ajudou a conter a sinistralidade, seja em vo-lume absoluto de custos, seja em proporção dos prémios. Contudo, a expansão dos custos com sinistros do ramo de Acidentes de Trabalho (incluindo o reforço de provisões), associado à referida erosão do volume de prémios, agravou de tal forma o seu rácio de sinistralidade em 2012 que este acabou mesmo por crescer no conjunto do segmento Não vida (de 73,9% em 2011, para 75,2%).

já em 2013, os números do primeiro quadrimestre sugerem uma inversão deste cenário no ramo vida, com uma expan-são da produção da ordem dos 20% face ao período ho-mólogo do ano anterior, na base da qual estão os seguros de poupança e, em particular, os PPR (onde o crescimento supera os 50%). Embora seja ainda prematuro extrapolar esta evolução para o total do ano, não deixam de ser ani-madores estes primeiros sinais de recuperação daquele que tem sido um dos veículos de eleição no aforro individual de longo prazo, tanto mais que tem convivido com uma con-tenção igualmente significativa dos vencimentos e resgates.

DO PONTO DE vISTA

PURAMENTE ECONóMICO,

2012 NÃO fOI UM ANO

NEGATIvO PARA O SETOR.

(7)

já no segmento Não vida, o perfil evolutivo da produção transitou, quase sem alterações, para 2013, enquanto a taxa de sinistralidade mantém a tendência de agravamento, mas essencialmente por efeito dos eventos climáticos extremos ocorridos no início do ano, com especial impacto nos segu-ros de Multirriscos.

Simultaneamente, o setor tem vindo a acompanhar, com pre-ocupação, uma produção legislativa muito precipitada pelas dificuldades orçamentais do Estado e das famílias, com ini-ciativas que comprometem objetivos estratégicos de longo prazo, conflituam com outras normas existentes, revelam lacunas ou inconsistências dificilmente sanáveis ou, ainda, ignoram qualquer ponderação entre os custos e benefícios que delas se podem esperar.

Dois exemplos marcantes, envolvendo o setor segurador, são a Contribuição Extraordinária de Solidariedade, nos moldes aplicáveis em 2013, ou a lei que viabiliza os reembolsos de PPR para pagamento de prestações do crédito à habitação, também em vigor desde o início de 2013. Com enormes fragilidades, além de objetivos questionáveis, são dois bons exemplos de insuficiente qualidade legislativa, que gerou cus-tos incalculáveis só na sua interpretação e conformação de processos e sistemas, quer por parte dos operadores, quer do próprio Estado.

Uma nota final para assinalar, com satisfação, a melhoria do relacionamento do setor com os seus clientes, como a que expressará a clara redução do número de reclamações junto das empresas de seguros, alcançada numa conjuntura parti-cularmente adversa para os setores da área financeira. Sendo a imagem uma das maiores preocupações do setor há uns anos atrás, estes são progressos que não podem deixar de valorizar-se adequadamente e que devem continuar a nortear a atuação dos seguradores em Portugal.

O SETOR TEM vINDO

A ACOMPANhAR, COM

PREOCUPAÇÃO, UMA

PRODUÇÃO lEGISlATIvA

MUITO PRECIPITADA PElAS

DIfICUlDADES ORÇAMENTAIS

DO ESTADO E DAS fAMílIAS,

COM INICIATIvAS qUE

COMPROMETEM OBjETIvOS

ESTRATéGICOS DE lONGO

PRAzO.

DOIS ExEMPlOS

MARCANTES, ENvOlvENDO

O SETOR SEGURADOR,

SÃO A CONTRIBUIÇÃO

ExTRAORDINáRIA DE

SOlIDARIEDADE, OU A lEI qUE

vIABIlIzA OS REEMBOlSOS

DE PPR PARA PAGAMENTO DE

PRESTAÇõES DO CRéDITO

à hABITAÇÃO.

é DE ASSINAlAR A MElhORIA

DO RElACIONAMENTO

DO SETOR COM OS SEUS

ClIENTES, COMO A qUE

ExPRESSARá A ClARA

REDUÇÃO DO NúMERO DE

REClAMAÇõES AlCANÇADA

NUMA CONjUNTURA

ADvERSA PARA OS SETORES

DA áREA fINANCEIRA.

(8)

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013 ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES 14 15

/ Produção

Depois de 2011 ter sido um ano de contração sem paralelo da produção de seguro direto, 2012 voltou a registar uma quebra, embora menos significativa, na produção de seguro direto. Relativamente à receita de 2011, os 10,9 mil milhões de euros de prémios e entregas processados em 2012 representam uma quebra de 0,8 mil milhões de euros (-6,5%), que provocou uma nova erosão do rácio desta produção face ao PIB (para 6,4%, contra os 6,86% em 2011) e do prémio per capita (para 1.039 euros, valor que compara os 1.112 euros observados em 2011).

As fortes condicionantes económicas e políticas que vol-taram a ser sentidas contribuíram para um decréscimo adi-cional da produção do ramo vida (-8,1%), fazendo com que esta atingisse, em 2012, um valor global ligeiramente abaixo dos 7 mil milhões de euros. Ainda assim, o segmento vida continua a ser aquele que maior peso tem na estrutura de produção do setor segurador (63,5%, em 2012).

No contexto financeiro vigente, não é surpreendente que os produtos mais afetados tenham sido aqueles com maior componente capitalização e de poupança. Uma quebra significativa da produção (-14,0%) ocorreu exatamente nos Planos de Poupança Reforma (PPR), produtos que, além de diretamente afetados pelos fatores conjunturais acima mencionados, viram também boa parte do incentivo fiscal ser-lhes retirado no âmbito do esforço de consolidação or-çamental desenvolvido pelo Estado português nos últimos anos.

Significativamente distinto foi o comportamento dos

segu-ros de risco, incluindo os do ramo vida, que conheceram uma evolução mais alinhada com o desempenho global da atividade económica.

Assim, 2012 foi também um ano de contração no segmento Não vida (-3,5%) tocando esta com maior intensidade alguns ramos mais sensíveis a variáveis macroeconómicas, mas não inibindo o crescimento moderado de outros.

No ramo Acidentes e Doença (-4,5%), preponderou uma assinalável queda do volume de prémios de Acidentes de Trabalho (-10,6%), naturalmente induzida pela redução do emprego e a contenção da massa salarial da economia, mas também afetada pela forte pressão concorrencial do merca-do, que não deixou de se refletir numa nova atenuação dos níveis tarifários médios.

já os prémios de Doença continuaram a evoluir de forma positiva (+2,2%), com um crescimento superior ao observa-do em 2011 mas, ainda assim, inferior ao crescimento médio observado entre 2005 e 2010 (+7,5%). De qualquer forma, esta evolução demonstra, mais uma vez, o crescente inte-resse dos consumidores por este tipo de proteção. De um modo geral, a comodidade e celeridade que os seguros pro-porcionam no acesso aos cuidados de saúde, o custo relati-vamente acessível destes produtos, as crescentes limitações do sistema público de saúde e a acrescida confiança dos cidadãos no setor segurador, continuam a ser fatores que favorecem o desenvolvimento deste ramo.

Marginalmente negativa foi a evolução do ramo Incêndio e Outros Danos (-0,2%), invertendo assim a tendência de cres-cimento observada nos últimos anos. Ainda assim, e embora com um ligeiro abrandamento, os seguros de Riscos

Múl-tiplos continuaram a ver a sua produção aumentar (+1,7%), com particular destaque para os de Riscos Múltiplos habi-tação (+3,3%). Tendo em conta a atual situação económica e a relativa estagnação do mercado imobiliário, é uma evo-lução que parece demonstrar uma crescente sensibilidade, por parte dos consumidores, para a gestão dos riscos e para a proteção em tempos de incerteza, para o que poderá ter contribuído a severidade e frequência de fenómenos da na-tureza extremos nos anos mais recentes.

já o ramo Automóvel, o maior do segmento Não vida, assistiu em 2012 a uma quebra no volume da produção (-5,4%), que foi mais acentuada na sua modalidade de veí-culos Terrestres (-6,7%) do que na modalidade de sua Res-ponsabilidade Civil (-4,9%). Enquanto a quebra de produ-ção na primeira modalidade (veículos Terrestres, onde se incluem os prémios correspondentes a seguros de danos próprios) pode ser justificada pela necessidade de redução de custos sentida pelas famílias e empresas, admite-se que a quebra sentida na segunda modalidade (que abrange os prémios da cobertura de Responsabilidade Civil Automó-vel) corresponda essencialmente a uma redução do prémio médio potenciada pela pressão concorrencial existente. No conjunto dos ramos de Transportes (Marítimo e Trans-portes, Aéreo e Mercadorias Transportadas), o volume glo-bal de prémios conheceu também uma ligeira queda em 2012 (-0,3%), ressaltando, por um lado, a expansão do ramo Marítimo e Transportes (+16,0%) e, por outro, a expressiva queda do ramo Aéreo (-27,5%), enquanto o ramo de Mer-cadorias Transportadas apresentou uma evolução negativa mas menos extrema (-5,6%).

01

/

o Setor SegurAdor eM grANdeS NÚMeroS

O ramo de Responsabilidade Civil Geral, uma linha de ne-gócio tipicamente em expansão no nosso mercado, regis-tou, pelo segundo ano consecutivo, uma queda marginal do volume de prémios em 2012 (-0,2%), que se admite tam-bém influenciada pela difícil conjuntura macroeconómica. Por fim, no ramo Diversos, que no seu conjunto teve um crescimento positivo (2,4%), evidencia-se a expansão dos seguros de Proteção jurídica (+7,2%), que continuam a merecer uma crescente aceitação dos consumidores, e a evolução também muito positiva dos seguros de Crédito (+4,6%), que não deve ser dissociada do dinamismo obser-vado nas exportações.

Em 2013, como foi já referido, este quadro evolutivo estará, segundo os dados do primeiro quadrimestre, a inverter-se radicalmente no ramo vida (com uma expansão superior a 20%), mas a replicar-se muito aproximadamente no segmen-to Não vida (com um decréscimo global da ordem dos 4%).

/ Produção VidA e Não VidA

2010 2011 2012 +11/10 +12/11

TOTAL PRODUÇÃO 16.340 11.669 10.911 -21,6% -6,5%

TOTAL VIDA 12.172 7.536 6.924 -38,1% -8,1%

Seguros de Vida 9.600 5.506 4.820 -42,6% -12,5%

Seguros ligados a Fundos Investimento 2.331 2.029 1.954 -12,9% -3,7%

Operações de Capitalização 241 0 150 -99,9% 95371,8%

TOTAL NÃO VIDA 4.168 4.133 3.987 -0,9% -3,5%

Acidentes e Doença 1.357 1.322 1.262 -2,6% -4,5%

Acidentes de Trabalho 646 622 556 -3,7% -10,6%

Doença 532 541 553 1,6% 2,2%

Incêndio e Outros Danos 765 769 767 0,5% -0,2%

Automóvel 1.672 1.659 1.569 -0,8% -5,4%

Transportes, RC Geral e Diversos 375 383 388 2,3% 1,2%

U: Milhões de euros

(9)

O RESUlTADO ANTES DE IMPOSTOS DO ExERCíCIO DE 2012

ASCENDEU A CERCA DE 870 MIlhõES DE EUROS, SOBRE O qUAl

INCIDIU UMA CARGA fISCAl DE PERTO DE 331 MIlhõES DE EUROS,

APURANDO-SE UM RESUlTADO líqUIDO GlOBAl PERTO DOS 539

MIlhõES DE EUROS.

Sem surpresas, foi o ramo vida, mais sensível à volatilidade dos mercados financeiros, o principal beneficiado pela evolução favorável destes. O resultado da conta técnica vida, quando comparado com período homólogo de 2011, aumentou mais de 805 milhões de euros (para cerca de 741 milhões de euros), com a sua componente financeira a atingir os 776 milhões (uma variação positiva de mais de 310% face a 2011).

Note-se ainda que, por força do normativo contabilístico em vigor, nem todas as variações de justo valor são registadas em ganhos e perdas. Parte significativa destas variações é registada na rubrica “Reservas de Reavaliação” (uma rubrica de Capital Próprio) que teve um crescimento global positivo na ordem dos 1.930 milhões de euros, a maior parte do quais imputáveis a empresas vida (+1.166 milhões) e a empresas Mistas (+704 milhões).

No entanto, em contrapartida e por força de normativo fiscal específico aplicável ao segmento vida, uma parte significativa das variações registadas, quer em resultados, quer em capi-tal, é, de imediato, sujeita a tributação em sede de IRC. Neste âmbito, considerando, em conjunto, as empresas vida e as empresas Mistas, a carga fiscal (impostos corrente e impostos diferidos) em 2012 ascendeu a mais de 850 milhões de euros (547 milhões registados em reservas e 309 milhões registados em resultados).

Por outro lado, também a componente técnica do resulta-do da conta técnica vida, ainda que negativa, registou uma evolução bastante favorável (-35 milhões, em 2012, contra os -254 milhões de euros, em 2011). No entanto, este valor está fortemente influenciado por uma operação extraordinária de cedência de uma carteira vida-risco de um grande operador

bancassurance avaliada em cerca de 240 milhões de euros.

Expurgando o efeito desta operação, o valor da componente técnica do resultado vida seria cerca de -275 milhões de euros, número mais alinhado com os observados em anos anteriores. De notar também que expurgando o efeito desta operação ex-traordinária ao resultado global do setor segurador (líquido de impostos), este ficar-se-ia pelos 380 milhões de euros. já no que respeita ao segmento Não vida, com crescimen-to absolucrescimen-to de cerca de 32 milhões de euros no resultado da conta técnica, deu também o seu contributo para evolução positiva dos resultados de 2012.

Contudo, e analisando os resultados em detalhe, verificamos que também neste segmento a evolução da componente financeira do resultado (+250 milhões de euros, em 2012, contra os +114 milhões de euros, em 2011) foi preponderante tendo compensado a forte quebra na componente técnica do mesmo (de -47 milhões de euros, em 2011, para -150 milhões de euros, em 2012).

Esta deterioração do resultado técnico Não vida é, em grande medida, justificada por uma degradação dos prin-cipais indicadores técnicos deste segmento. Em termos globais, o rácio combinado Não vida aumentou mais de 2 p.p. (com uma evolução superior a 1 p.p. no rácio sinistra-lidade e com um aumento ligeiramente inferior a 1 p.p. no rácio de despesas). Neste âmbito, destaque para a variação particularmente gravosa do rácio de sinistralidade da moda-lidade Acidentes de Trabalho que, quando comparado com o valor observado em finais de 2011, subiu mais de 21 p.p. o que fez com que esta modalidade atingisse um rácio com-binado já muito perto dos 140%.

/ diStriBuição doS reSuLtAdoS eXercÍcio 2012.12

/ reSuLtAdoS

O resultado antes de impostos do exercício de 2012 ascendeu, para o setor segurador como um todo, a cerca de 870 milhões de euros, sobre o qual incidiu uma carga fiscal (impostos cor-rentes e diferidos) de perto de 331 milhões de euros (corres-pondendo a uma taxa efetiva de mais de 38%), resultando daí um resultado líquido global perto dos 539 milhões de euros. Para este resultado muito contribuiu a recuperação dos mer-cados de capitais observada em 2012, em particular no seg-mento da dívida. Efetivamente, os resultados do exercício são totalmente dominados pela sua componente financeira (+723 milhões de euros) que compensou largamente o resultado negativo da componente técnica do ganhos e perdas (-185 milhões de euros).

-10<= RLE<-5

RLE<-10 -5<= RLE<-1 -1<= RLE<+1 1<= RLE<+5 5<= RLE<+10 10<= RLE<+25 RLE>=25

14 12 10 8 6 4 2 0

U: Milhares de euros | Fonte: Mapas ISP (CONTAS_ES) // 2011//// // 2012////

5 2 1 2 3 3 10 5 13 14 6 7 4 5 2 5

(10)

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES

18

01 / o Setor SegurAdor eM grANdeS NÚMeroS

/ BALANço e SoLVÊNciA

Em 2012, o valor total do balanço do setor segurador sofreu um decréscimo de 1,5% (cerca de 851 milhões de euros) para os 55,2 mil milhões de euros.

Esta variação está fortemente relacionada com a evolução do montante das responsabilidades vida (Provisões Técni-cas e Passivos financeiros resultantes de contratos de se-guro) que caiu cerca de 1,8 mil milhões de euros (-3,8%), com particular destaque para a quebra no valor das pro-visões matemáticas (-15%), resultado do ainda elevado vo-lume de reembolsos e resgates observado em 2012. Com isto, e face a período homólogo de 2011, o volume total do passivo do setor segurador decresceu 4,6% para os 50 milhões de euros.

Assim, a evolução do total do balanço apenas não foi mais desfavorável graças à já mencionada melhoria da perfor-mance dos mercados financeiros que permitiu, em 2012, uma recuperação parcial do valor dos investimentos em carteira. Note-se que, apesar da redução sentida do lado do passivo, a carteira de investimentos decresceu apenas cerca de 330 milhões (de 51,4 mil milhões, em 2011, para 51 mil milhões, em 2012).

A conjunção dos dois efeitos acima mencionados resultou numa evolução bastante favorável ao nível dos capitais pró-prios (+1,6 mil milhões, ou seja, +44,2% face aos valores observados em final de 2011) e, reflexamente, no rácio de solvência do setor segurador.

Na realidade, registou-se uma evolução extremamente positiva no valor global dos elementos elegíveis de capital (+29%) o que, conjugado com a diminuição dos elemen-tos exigíveis (-3%), contribuiu para o aumento do rácio de solvência do setor segurador português para os 233% (+ 57 p.p. face ao valor deste indicador em finais de 2011). Este aumento dos elementos elegíveis é quase exclusiva-mente justificado pela valorização das carteiras de investi-mentos e, em concreto, pela evolução de 3 rubricas:

/ “Reservas de Reavaliação - por ajustamentos no justo valor de ativos financeiros”.

/ “Reservas por impostos diferidos”.

/ “Resultado líquido do Exercício, deduzido de distribuições efetivas”.

Neste contexto, sem surpresas, são as companhias vida, mais sensíveis à volatilidade dos mercados financeiros, que apresentam uma maior variação do rácio de solvência ten-do este atingiten-do, em dezembro de 2012, os 228% (+ 85 p.p. face aos 143% registados em finais de 2011). Efetivamente, só estas companhias, com uma variação líquida de 566 mil milhões (+47% face a finais de 2011), explicam mais de 49% do aumento observado nos elementos elegíveis de capital. Por outro lado, é também nas companhias vida que o de-créscimo no valor da margem de solvência exigida (-8%) mais contribuiu para o aumento do seu rácio de solvência. já no que respeita às companhias mistas, estas detinham, no final de 2012, elementos disponíveis de capital no valor de 2 mil milhões (+36% do que em finais de 2011) para co-brir uma margem de solvência exigida de perto de 896 mi-lhões de euros (-2% face ao valor observado em dezembro de 2011). Assim sendo, foi também significativo o aumento do rácio de solvência para este tipo de empresas que, no final do período em análise, ascendia a 230% (+ 65 p.p. face aos 164% registados em finais de 2011).

Em sentido inverso, evoluiu o rácio de solvência das em-presas que exploram exclusivamente ramos Não vida que, ainda assim, atingiu os 250% (contra os 260% observados em dezembro de 2011). Este tipo de companhia é menos sensível às volatilidades dos mercados financeiros, pelo que não é de estranhar que os valores dos elementos disponí-veis de capital não tenham sofrido praticamente qualquer alteração.

vERIfICOU-SE UMA EvOlUÇÃO

BASTANTE fAvORávEl AO NívEl

DOS CAPITAIS PRóPRIOS

(+1,6 MIl MIlhõES, OU SEjA,

+44,2% fACE AOS vAlORES

OBSERvADOS EM fINAl DE 2011)

E, REflExAMENTE, NO RáCIO

DE SOlvêNCIA DO SETOR

SEGURADOR.

AUMENTO DO RáCIO DE SOlvêNCIA DO SETOR SEGURADOR

PORTUGUêS AUMENTOU PARA OS 233%.

19 2010.12 2009.12 2011.12 2012.12 0% 50% 100% 150% 200% 250% 200% 175% 176% 233%

/ rÁcio de SoLVÊNciA total mercado

U: Percentagem | Fonte: Mapas ISP (CONTAS_ES)

(11)

/ eStruturA dA cArteirA de oBrigAçÕeS 2012.12

SEGUROS

E A SOCIEDADE

/ iMPortâNciA do Setor

e deVoLução à SociedAde

A atividade seguradora destaca-se de outras pela sua forte intervenção em áreas de evidente interesse social, como são a proteção de pessoas e bens e a gestão das poupanças dos aforradores. Acresce que é ainda um setor de conside-rável relevo na promoção do desenvolvimento económico, por via do papel que desempenha no financiamento do Es-tado e do setor empresarial privado.

Uma evidência da presença e importância da atividade seguradora para a economia como um todo é o rácio da produção de seguro direto face ao PIB que, em 2012, se situou nos 6,4%. Como seria de esperar, a evolução deste indicador não é imune à conjuntura económica e à

signifi-cativa quebra do volume de prémios observada em 2011 e 2012 tendo, quando comparado com 2010, registado um decréscimo de mais de 3 p.p. imputável, quase que integral-mente, à evolução da produção do ramo vida.

Um outro aspeto a destacar é o papel do setor segurador enquanto investidor institucional. No final de 2012, o volu-me total da carteira de investivolu-mentos do setor segurador as-cendia a mais de 52,7 mil milhões de euros (cerca de 30,8% do PIB) o que coloca, mais uma vez, o setor segurador no topo dos investidores institucionais em Portugal.

Efetivamente, as volumosas responsabilidades que o setor segu-rador é obrigado a provisionar por força das normas prudenciais que envolvem este negócio, conjuntamente com as caracterís-ticas intrínsecas das responsabilidades assumidas e as estratégias de investimento adotadas, fazem com que o setor segurador invista mais de 37,4 mil milhões de euros (71% da carteira de ati-vos) em títulos de dívida (pública e privada, 27% e 39% do total da carteira, respetivamente) dando assim um contributo deci-sivo para o financiamento e estabilidade da nossa economia.

/ iNdicAdoreS

2010 2011 2012 +11/10 +12/11

Ativos de Investimento / PIB 34,2% 32,0% 30,8% -2,2 p.p. -1,2 p.p.

Prémios S.D. / PIB 9,5% 7,1% 6,4% -2,4 p.p. -0,7 p.p.

Ramo Vida 7,0% 4,6% 4,0% -2,5 p.p. -0,5 p.p.

Ramos Não Vida 2,4% 2,5% 2,3% 0,1 p.p. -0,2 p.p.

Prémios S.D. / Nº Habitantes (Euros) 1.536 1.105 1.030 -28,1% -6,8%

Ramo Vida 1.144 714 654 -37,6% -8,4%

Ramos Não Vida 392 391 376 -0,1% -3,8%

Fonte: APS, BdP, INE

/ cArteirA doS iNVeStidoreS iNStitucioNAiS

2010 2011 2012 2010% 2011% 2012%

Fundos de invest, mobiliário e merc, monet, 14.237 10.835 12.295 13,5% 12,2% 13,4% Fundos de investimento imobiliário 12.220 11.959 12.129 11,6% 13,4% 13,3%

Fundos de Pensões 19.724 13.238 14.388 18,7% 14,9% 15,7%

Empresas de seguro 59.138 52.909 52.705 56,2% 59,5% 57,6%

TOTAL 105.319 88.942 91.517 100% 100% 100%

U: Milhões de euros | Fonte: APS, BdP, INE, APfIPP e CMvM.

NO fINAl DE 2012, O vOlUME TOTAl DA CARTEIRA DE

INvESTIMENTOS DO SETOR SEGURADOR ASCENDIA A MAIS DE 52,7

MIl MIlhõES DE EUROS (CERCA DE 30,8% DO PIB) O qUE COlOCA,

MAIS UMA vEz, O SETOR SEGURADOR NO TOPO DOS INvESTIDORES

INSTITUCIONAIS.

/ coMPoSição dA cArteirA | tiPo AtiVo

2010 2011 2012 +11/10 +12/11 Ações 3,3% 2,5% 2,2% -23,8% -12,1% Depósitos (Bancos) 8,1% 10,7% 12,2% 31,4% 14,3% Derivados 0,6% 0,5% 0,7% -18,1% 38,1% Imóveis 1,8% 2,0% 1,9% 10,5% -6,9% Obrigações 68,2% 71,0% 71,3% 4,1% 0,3% Outros Ativos 0,6% 0,1% -0,1% -87,0% -143,8% Produtos Estruturados 9,4% 4,7% 3,4% -50,3% -26,7% Unidades de Participação 8,0% 8,6% 8,4% 7,7% -1,8% TOTAL 100% 100% 100%

Fonte: Mapas ISP (Investimentos_ES)

// // // Entidades Privadas 54,7% // // // Dívida Estado 35,5% // // // Papel Comercial 4,3% // // // Outras 3,4% 54,7% 35,5% 4,3% 0,1%

E é sobretudo a gestão eficiente da sua carteira de inves-timentos e dos resultados por ela gerados que confere ao setor segurador a capacidade para devolver anualmente à sociedade a totalidade – ou até mesmo mais – do volume de prémios que recebe dos tomadores de seguros. Assim, se acrescermos ao valor dos prémios emitidos o montante correspondente ao imposto do selo das apólices e a carga parafiscal associada aos prémios de seguro, che-gamos à conclusão que o custo total suportado pelos to-madores com contratos de seguro no mercado Português, ascendeu, em 2012, a 11,4 mil milhões de euros.

3,4% 2,1% // // // Dívida Mun./Reg 2,1% // //

// Obg. Conv. em Ações 0,1% - Obr. C/Warr. Conv. Ac. 0,0%

(12)

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES

22

01

/

o Setor SegurAdor eM grANdeS NÚMeroS

23

Em 2012, uma parte substancial destes prémios – 9,5 mil milhões de euros – foi, desde logo, devolvido aos segura-dos e outros beneficiários através:

/ De pagamentos de indemnizações, nomeadamente sob a forma de pagamentos imediatos de custos com a saúde, de indemnizações por morte, para recuperação de património e outras compensações por danos materiais e corporais.

/ Da constituição de provisões para pagamentos futuros re-lacionados com as eventualidades acima referidas.

/ Da constituição e reforço de responsabilidades associadas às poupanças de longo prazo dos portugueses.

Adicionalmente, e ignorando, quer o IvA suportado com bens e serviços, incluindo na reparação de sinistros, quer o IRS retido nos rendimentos das poupanças e nos salários dos empregos, o setor entregou ao Estado ou a instituições sob a sua tutela (como, por exemplo, a Autoridade Nacional de Proteção Civil, o Instituto Nacional de Emergência Médi-ca, o fundo de Garantia Automóvel e o fundo de Acidentes de Trabalho) mais 0,8 mil milhões de euros

corresponden-tes a impostos sobre o rendimento, taxas parafiscais a cargo das seguradoras e impostos e taxas parafiscais a cargo do segurado.

Por outro lado, em custos com os cerca de 11 mil emprega-dos e comissões pagas aos cerca de 25 mil mediadores de seguros, foram ainda despendidos mais 1,1 mil milhões de euros, que são a base ou um importante suporte do rendi-mento desta parte da população portuguesa.

Por fim, aos acionistas foram alocados cerca de 0,5 mil milhões de euros correspondentes aos resultados gerados pela atividade e como forma de remuneração do capital investido.

Em conclusão, no seu conjunto, o setor segurador acabou, portanto, por devolver à sociedade cerca de 11,9 mil mi-lhões de euros em 2012, ou seja, um valor superior à verba global que recebeu dos tomadores de seguros como pré-mios e respetiva carga fiscal e parafiscal.

/ deVoLução à SociedAde

U: Mil milhões de euros

// //

// Prémios Vida 6,9

// //

// Prémios Não Vida 4,0 // // // Impostos e taxas 0,5 59,3% 11,4 11,9 // //

// Prémios recebidos dos tomadores

// //

// Devolução à sociedade

// //

// Custos com sinistros e Provisões - Vida 6,7

// //

// Custos com sinistros e Provisões - Não Vida 2,8

// // // Comissões a mediadores 0,6 // // // Impostos e taxas 0,8 // //

// Custos com pessoal 0,5 //

//

// Valores imputados aos Acionistas 0,5 6,7 2,8 0,6 0,8 0,5 0,5 6,9 4,0 0,5

NO SEU CONjUNTO, O SETOR

SEGURADOR DEvOlvEU à

SOCIEDADE CERCA DE 11,9 MIl

MIlhõES DE EUROS EM 2012,

OU SEjA, UM vAlOR SUPERIOR

à vERBA GlOBAl qUE RECEBEU

DOS TOMADORES DE SEGUROS

COMO PRéMIOS E RESPETIvA

CARGA fISCAl E PARAfISCAl.

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES

(13)

/ cArgA FiScAL e PArAFiScAL

Igualmente relevantes para as finanças públicas nacionais são os impostos suportados pelo setor segurador ou arre-cadados através da sua atividade.

Considerando apenas o imposto do selo das apólices (supor-tado pelos tomadores), o IRC supor(supor-tado pelas seguradoras e as diversas taxas parafiscais a cargo de tomadores e segura-doras, a receita fiscal e parafiscal gerada por esta atividade ascende a cerca de 795 milhões de euros anuais (valores de 2012), o equivalente a 7,3% do total da produção de seguro direto, ou a 19,9% se considerados apenas os prémios Não vida, sobre os quais incide a maior parte desta carga. Por fim, de referir apenas que com uma taxa efetiva aci-ma dos 30%, e ao contrário do observado em 2011, o valor do imposto sobre o rendimento suportado pelas empresas de seguros situou-se em valores muito próximos daqueles que decorreriam da aplicação das suas taxas máximas - IRC

2010 2011 2012 (e) +11/10 +12/11

A CARGO DOS TOMADORES

Selo da Apólice 318 316 306 -0,6% -3,2%

Fundo de Garantia Automóvel 25 25 23 -1,3% -5,8%

Fundo de Acidentes de Trabalho 68 68 66 0,4% -3,4%

Serviço Nac. de Bombeiros e Prot. Civil 32 32 32 -0,3% 0,7%

Instituto Nacional de Emergência Médica 79 77 74 -1,8% -4,3%

Sub-Total 522 518 501 -0,7% -3,3%

A CARGO DAS SEGURADORAS

Certificado RC (apólices de Automóvel) 5 5 5 0,8% -1,1%

Instituto de Seguros de Portugal 18 17 15 -5,4% -8,8%

Fundo de Acidentes de Trabalho 7 8 9 15,5% 3,9%

IRC e Derrama 89 103 266 16,2% 156,9%

Sub-Total 119 133 294 12,3% 120,7%

TOTAL 640 651 795 1,7% 22,1%

RÁCIOS

Taxa IRC (IRC e Derrama/Result. bruto do ex.) 16,4% 324,8% 30,5% 308,4 p.p. 294,3 p.p. Carga Fiscal e Parafiscal / Prémios s.d. 3,9% 5,6% 7,3% 1,7 p.p. 1,7 p.p.

Tomadores de seguros 3,2% 4,4% 4,6% 1,2 p.p. 0,2 p.p.

Seguradoras 0,7% 1,1% 2,7% 0,4 p.p. 1,6 p.p.

Carga Fiscal e Paraf. / Prémios s.d. N.V 15,4% 15,8% 19,9% 0,4 p.p. 4,2 p.p. Nota: Estes valores são estimativas da APS, exceto os do fAT (total) e fGA, retirados dos seus relatórios. Não incluem os montantes correspondentes ao IRC, IvA ou IRS retido. (e) Estimativa APS U: Milhões de euros

CONSIDERANDO O

IMPOSTO DO SElO DAS

APólICES (SUPORTADO

PElOS TOMADORES), O

IRC SUPORTADO PElAS

SEGURADORAS E AS DIvERSAS

TAxAS PARAfISCAIS A

CARGO DE TOMADORES E

SEGURADORAS, A RECEITA

fISCAl E PARAfISCAl GERADA

POR ESTA ATIvIDADE ASCENDE

A CERCA DE 795 MIlhõES DE

EUROS ANUAIS.

IGUAlMENTE RElEvANTES

PARA AS fINANÇAS PúBlICAS

NACIONAIS SÃO OS

IMPOSTOS SUPORTADOS

PElO SETOR SEGURADOR OU

ARRECADADOS ATRAvéS DA

SUA ATIvIDADE.

(25%), derrama municipal (1,5%) e derrama estadual (5%). Ainda assim, nunca é demais referir que, face à volatilidade observada neste indicador nos últimos anos e tendo em conta a intensidade dos ciclos económicos na atividade se-guradora, só mesmo uma análise temporal alargada pode produzir uma taxa efetiva de IRC (e derrama) coerente, nomeadamente anulando o efeito do reporte de prejuízos fiscais acumulado em anos economicamente deficitários.

(14)

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES

26

01

/

o Setor SegurAdor eM grANdeS NÚMeroS

27

/ A iMPortâNciA do Setor

coMo iNVeStidor iNStitucioNAL

O Insurance Europe divulgou em junho de 2013 um trabalho realizado pela Oliver Wyman sobre o papel dos seguradores enquanto investidores institucionais. Este é um excerto do trabalho.

As seguradoras recebem prémios em troca de uma promessa de pagar uma compensação aos segurados quando determinados eventos ocorrem. Para ser capaz de honrar esses compromissos, as seguradoras investem os prémios que recebem. Por essa razão são os maiores investidores institucionais da Europa, com cerca de 8.5 triliões euros de ativos sob gestão, dados de 31 de dezembro de 2012. No ano anterior, 64% desses ativos referiam-se a títulos de dívida do estado ou de empresas altamente cotadas e 15% eram ações.

São três as principais forças motrizes das estratégias de investimento das seguradoras: o perfil dos seus passivos (duração e previsibilidade); os perfis de risco/retorno dos ativos disponíveis; e uma variedade de condições de enquadramento, como a regulação prudencial ou fiscalidade. Dependendo do tipo de produtos, as seguradoras adotam diferentes estratégias de investimento e alocação de ativos.

Porque a maioria das apólices de seguro geram responsabilidades previsíveis e de longo prazo para as seguradoras, estas podem investir em ativos ilíquidos e de longo prazo. As seguradoras são fontes priveligiadas de financiamento de longo prazo para as empresas pelo que os políticos esperam, por seu intermédio, estimular o crescimento económico na Europa. Ao mesmo tempo, o fluxo contínuo de prémios, mesmo em períodos de desaceleração do mercado, permitem às seguradoras ser uma importante fonte de liquidez e, também, comprar ativos que estão subvalorizadas durante a recessão, quando muitos outros agentes do mercado estão a vender. Portanto, as seguradoras podem ter um efeito anticíclico de estabilização dos mercados financeiros e da própria economia.

Os bancos emprestaram, no mesmo período, ativos de cerca de 46 triliões de euros, mas não são considerados investidores institucionais. A sua função é diferente e, em certa medida, complementar do papel das seguradoras. As novas regras bancárias vieram forçar os bancos a reduzir os riscos associados à maturidade e à transformação de liquidez. juntamente com os valores estimados necessários para apoiar o crescimento económico na Europa, as novas

regras bancárias irão gerar uma lacuna de financiamento de, pelo menos, 4 triliões para 5 triliões de euros entre 2012 e 2016. Em contrapartida, as provisões para financiamento de longo prazo constituídas pelas seguradoras tornam-se cada vez mais importante para a economia europeia. Mas uma série de desenvolvimentos de caráter regulamentar podem afetar as condições de enquadramento dos mercados, condicionando a capacidade das seguradoras para continuar a fornecer financiamento de longo prazo para a economia. Por essa razão surgem preocupações principalmente em três áreas: a regulação prudencial; a fiscalidade; e as exigências de garantias para produtos derivados, bem como a política macroeconómica global.

/ Regulação prudencial - é importante a existência de um quadro legislativo adequado para garantir uma indústria saudável e inovadora bem como uma regulação moderna baseada no risco, do tipo proposto pela Solvência II, razão pela qual esta solução é fortemente apoiada pela indústria de seguros a nível europeu.

As regras determinadas pelo Solvência II têm por o objetivo especificar o montante de capital que as seguradoras devem manter como amortecedor contra perdas nos seus ativos. Todavia, no momento da publicação, a versão original destas regras foi baseada no pressuposto de que todas as seguradoras negoceiam os seus ativos e não conseguiu reconhecer que, frequentemente, as seguradoras têm a capacidade e a vontade de manter os ativos por prazos longos ou, mesmo, até à sua maturidade. Como consequência, em muitos casos, os riscos de que os ativos de longo prazo representam para as seguradoras, são exagerados.

Assim, a quantidade de capital que as seguradoras prudentes precisam manter para garantir esses ativos é, desnecessariamente, aumentada. O arquétipo do Solvência II não vem apenas aumentar os custos de capital para as seguradoras que fazem investimentos de longo prazo mas irá, também, resultar numa volatilidade excessiva da carteira. Essa circunstância poderá causar tanto uma redução como uma má alocação de investimento de longo prazo, a menos que sejam tomadas medidas adequadas.

/ Tributação - o fluxo de prémios para as seguradoras e, consequentemente, para as empresas com necessidades de financiamento de longo prazo depende, em parte, dos incentivos fiscais para a poupança de longo prazo e produtos de previdência oferecidos pelas seguradoras. No entanto, muitos governos europeus estão a responder

AS SEGURADORAS SÃO OS

MAIORES INvESTIDORES

INSTITUCIONAIS DA EUROPA,

COM CERCA DE 8.5 TRIlIõES

EUROS DE ATIvOS SOB

GESTÃO, DADOS DE 31 DE

DEzEMBRO DE 2012. NO ANO

ANTERIOR, 64% DESSES ATIvOS

REfERIAM-SE A TíTUlOS

DE DívIDA DO ESTADO OU

DE EMPRESAS AlTAMENTE

COTADAS E 15% ERAM AÇõES.

ao seus problemas de défice, retirando esses incentivos

fiscais. Com estas medidas arriscam não só restringir a disponibilidade de financiamento de longo prazo para as empresas mas, também, agravar as situações fiscais dos governos, uma vez que reduz o crescimento económico e, consequentemente, a base de incidência fiscal. Acresce que reduz a poupança dos indivíduos destinados a financiar a sua pensão de reforma.

/ Regras de garantia para derivados - novas regras são suscetíveis de afetar a estratégia das seguradoras na gestão da sua liquidez. Isso vai obrigá-las a deter em permanência grandes quantias de dinheiro, para garantir os ativos através do mercado de operações de reporte (repos) ou, simplesmente, parar de oferecer produtos para os quais a gestão dos ativos /responsabilidade no uso de derivados, é vital.

há outros obstáculos de natureza política que condicionam o investimento a longo prazo das seguradoras. Por exemplo, políticas cujo objetivo seja circunscrever a avaliação do risco ao nível de fundos específicos (ring-fencing) podem também impedir as seguradoras de beneficiar das vantagens estruturais que o seu negócio apresenta. Além disso, o ambiente prolongado de taxa de juros baixas que os bancos centrais têm incentivado nesta crise económica, empurra para baixo os rendimentos dos títulos de dívida de longo prazo e eleva os valores de responsabilidade das seguradoras. Os responsáveis pela elaboração destas políticas, visam tornar o sistema financeiro mais seguro. Mas eles começam a reconhecer que as mudanças de regulação e outras podem ter consequências inesperadas para o investimento de longo prazo. No entanto, eles ainda não atingiram o ponto em que suas propostas - além de garantir a segurança - também reconhecem os traços distintivos e, naturalmente, de estabilização dos investimentos das seguradoras. A agenda política que afeta as seguradoras está desadequada e impõe uma cautela desnecessária, com efeitos potencialmente prejudiciais para a economia europeia.

Os efeitos que as mudanças regulamentares podem ter sobre o comportamento das seguradoras no que respeita ao investimento e, assim, na economia em geral devem ser reconhecidas e enfrentadas.

Excerto do Trabalho «funding the future: Insurer’s role as institucional investors», june 2013, Oliver Wyman

(15)

/ recurSoS HuMANoS

Com base nos dados obtidos a partir do novo reporte sobre o pessoal na atividade, ajustado agora ao Contrato Coleti-vo de Trabalho que entrou em vigor em 2012, e com base numa amostra que representa 91% da quota de mercado a que correspondem 10.174 trabalhadores foi possível obter uma caracterização mais exata dos recursos humanos na atividade seguradora.

Analisando os resultados por categoria profissional verifica-se que a predominante é a de “Especialista Operacional” (47%), seguida de “Técnico” (20%) e “Coordenador Ope-racional” (16%). Estas três categorias representam 83% da amostra analisada.

quanto à estrutura etária predomina a faixa dos 31 aos 40 anos com 37% do número total de trabalhadores.

A antiguidade média dos trabalhadores é de 16,35 anos. Da análise efetuada aos suplementos atribuídos verifica-se que 45% dos trabalhadores têm isenção de horário de tra-balho, concentrando-se a sua atribuição nos grupos profis-sionais “Dirigente” e “Gestor”.

Para concluir esta breve análise resta referir que o ordenado efetivo médio no setor é de 1.804,40 euros e, analisando a massa salarial média mensal, conclui-se que na sua ge-neralidade os trabalhadores auferem remunerações acima do valor mínimo obrigatório para a banda correspondente, chegando mesmo a ultrapassar os referenciais para o limite superior nas bandas A, B, D e E (ver anexo II do CCT publi-cado no BTE n.º 2 de 15/01/2012).

A ESTRUTURA ETáRIA PREDOMINANTE é A fAIxA DOS 31 AOS 40

ANOS, COM 37% DO NúMERO TOTAl DE TRABAlhADORES.

A ANTIGUIDADE MéDIA

DOS TRABAlhADORES

é DE 16,35 ANOS.

/ Nº de trABALHAdoreS Por cAtegoriA e SeXo

categoria Nº de trabalhadores Diretor M 85 F 230 TOTAL 315 Gestor Comercial M 41 F 256 TOTAL 297 Gestor Técnico M 187 F 289 TOTAL 476 Gestor Operacional M 128 F 181 TOTAL 309 Técnico M 1095 F 967 TOTAL 2062 Coordenador Operacional M 670 F 958 TOTAL 1628 Especialista Operacional M 2621 F 2150 TOTAL 4771 Assistente Operacional M 45 F 39 TOTAL 84 Auxiliar Geral M 37 F 54 TOTAL 91 Estagiário M 88 F 53 TOTAL 141 TOTAL 10174

/ Nº de trABALHAdoreS Por FAiXA etÁriA e SeXo

Faixa etária Feminino Masculino total %

19 a 30 507 384 891 9% 31 a 40 2115 1619 3734 37% 41 a 50 1574 1758 3332 33% 51 a 60 745 1307 2052 20% + 60 56 109 165 2% TOTAL 4997 5177 10174

/ iNForMAção AgregAdA SoBre PLANoS iNdiViduAiS de reForMA (Pir)

Valor acumulado dos PIR a 31.12 29.223,2 % Sobre a Massa Salarial Anual 11%

U: Milhões de euros

/ Nº de trABALHAdoreS Por cAtegoriA coM iSeNção de HorÁrio de trABALHo

categoria Nº de trabalhadores Nº de trabalhadores com iHt % face ao totAL

Diretor 315 268 85,1% Gestor Comercial 297 245 82,5% Gestor Técnico 476 410 86,1% Gestor Operacional 309 256 82,8% Técnico 2062 1249 60,6% Coordenador Operacional 1628 919 56,4% Especialista Operacional 4771 1221 25,6% Assistente Operacional 84 7 8,3% Auxiliar Geral 91 15 16,5% Estagiário 141 3 2,1% TOTAL 10174 4593 45,1%

/ Nº de trABALHAdoreS e MASSA SALAriAL Por BANdA

referencial

Banda Salarial Nº de trabalhadores Ord. Efe. Médio Mensal Valor mínimo obrigatório Referencial para o limite superior

A 325 5.396,61 1,970.62 3,000.00 B 1045 2.986,06 1,561.58 2,279.69 C 2136 1.840,80 1,053.11 2,279.69 D 1605 1.769,89 1,129.38 1,289.56 E 4581 1.304,89 963.57 1,256.79 F 56 894,35 842.58 1,053.11 G 104 982,49 670.71 1,053.11 SUBTOTAL 9852 1.804,40 Estagiários e Outros 322* TOTAL GERAL 10174

(16)

/

COMUNICAÇÃO

E IMAGEM

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013 ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES

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COMUNICAÇÃO

/ coMuNicAção SociAL

Com a importância que vai assumindo na economia e na sociedade, o setor segurador vem despertando também uma atenção acrescida por parte da comunicação social. A preocupação com uma divulgação tempestiva e funda-mentada dos momentos mais marcantes desta atividade tem justificado, assim, várias oportunidades de contacto com a comunicação social, como o demonstra o número de comunicados de imprensa produzidos.

comunicados de imprensa

2012:

/ Setor segurador encerra 2011 com resultados positivos - 43 milhões de euros de lucros

/ fORMAÇÃO - APS e APROSE assinam protocolo de colaboração

/ Associados elegem órgãos estatutários da APS - Pedro Seixas vale man-tém presidência no quadriénio 2012-2015

/ Número de reclamações no setor segurador desce 8% em 2011 - Segu-radores reduziram ainda em quatro dias o tempo médio de resposta às reclamações recebidas

/ APS e ANECRA aproximam Seguradoras e Oficinas - Protocolo entre as duas Associações pautará relacionamento entre os setores segurador e da reparação automóvel

/ Setor segurador regista resultado líquido positivo apesar da quebra das recei-tas - Rentabilidades dos produtos de poupança continuam a liderar - Rácios de solvabilidade superam 220% - Progressos no índice de satisfação dos clientes

2013:

/ Companhias de Seguros no terreno para regularizarem danos do tempo-ral (22 janeiro 2013)

/ Insurance Europe publica os dados estatísticos detalhados de 2011 - SE-GURADORAS EUROPEIAS PAGAM €930 MIl MIlhõES EM INDEMNIzA-ÇõES (25 janeiro 2013)

/ Dados provisórios recolhidos pela APS - Mau tempo gerou 12.500 sinistros com custos superiores a 23 milhões de euros (29 janeiro 2013)

/ Seguradoras atualizam danos do temporal de 18 e 19 de janeiro - Ascende já a 45 milhões de euros o custo do temporal para as seguradoras - valor final pode atingir 60 milhões de euros (6 fevereiro 2013)

/ Seguradoras atualizam danos do temporal de 18 e 19 de janeiro - Ascen-de já a 83 milhões Ascen-de euros o custo do temporal para as seguradoras (22 fevereiro 2013)

/ SEGUROS REGRESSAM AOS GANhOS EM 2012 - Setor segurador contri-bui com mais de 330 milhões de euros em impostos (4 março 2013)

/ Produção de seguro direto cresceu 6% no primeiro trimestre de 2013 - Ramo vida cresceu 12,6%, estimulado por um aumento nas contribuições dos PPR de 56,8% (16 maio 2013)

EM 2012, fORAM

CElEBRADOS OS 30 ANOS

DA CONSTITUIÇÃO DA

ASSOCIAÇÃO qUE

CONGREGA 99% DAS

EMPRESAS DE SEGURO

qUE OPERAM

EM PORTUGAl.

/ eVeNtoS APS

Dois eventos marcantes no setor segurador, ambos organi-zados pela APS, tiveram lugar em 2012:

encontro de resseguros 2012

A APS organizou, de 23 a 25 de Maio de 2012, o xIv Encon-tro de Resseguros, evento internacional que regularmente junta os resseguradores e o mercado português no Estoril, e que é já um marco entre os diversos eventos de resseguro que se realizam regularmente, em termos internacionais. Com cerca de 250 participantes, foi mais uma vez um fó-rum onde os principais resseguradores internacionais que operam no mercado português marcaram presença, pos-sibilitando assim um importante momento de partilha de conhecimentos e experiências.

Este encontro contou com um primeiro painel sobre as “As Alterações Climáticas”, onde foi apresentado o projeto CI-RAC - Cartas de Inundação e Risco em Cenários de Altera-ções Climáticas, desenvolvido com o apoio da APS, tendo ainda sido feita uma análise das maiores catástrofes naturais de 2011. O painel seguinte foi dedicado ao tema “Portugal”, com uma apresentação onde, neste momento de crise, se ressaltou o porquê do nosso país valer a pena, e outra apre-sentação sobre os seguros de crédito e a sua importância como alavanca das exportações.

O segundo dia do Encontro de Resseguros contou com mais duas sessões, sendo a primeira dedicada ao tema da “Não Discriminação”, na perspetiva de um ressegurador e depois na de um jurista, que fez o enquadramento desta problemática a nível nacional e europeu. O segundo tema abordado foi a “Solvência”, do ponto de vista de um resse-gurador e da autoridade de supervisão europeia.

comemoração dos 30 anos de APS

Em 2012, foram celebrados os 30 anos da constituição da Associação que congrega 99% das empresas de seguro que operam em Portugal. Uma data importante para a própria organização e para as seguradoras associadas, primeira ra-zão da sua existência.

A APS decidiu assinalar este 30º aniversário com a realiza-ção de um evento, que ocorreu no dia 30 de Outubro, na Pousada de Cascais, fortaleza da Cidadela, e que contou com dois momentos distintos:

/ A realização de 4 workshops temáticos, precedidos de al-moço, em que os temas debatidos foram: Saúde;

Automó-vel e Acidentes de Trabalho; Seguros vida e Seguros Não vida. Os workshops contaram com a presença de oradores nacionais e estrangeiros e tiveram uma participação muito significativa por parte dos representantes das seguradoras, que totalizaram 130 participantes;

/ A realização de um jantar para o qual foram convidados os responsáveis das associadas bem como outros convida-dos institucionais, num total de cento e vinte pessoas. Este jantar teve um orador convidado, vitor Martins, que efetuou uma palestra sobre os desafios que Portugal enfrenta no contexto da atual crise e da sua posição no seio da União Europeia.

Ainda no âmbito das comemorações do 30º aniversário, foram produzidos dois vídeos. Um com os vários presiden-tes da APS, em que se fez um pouco de história, do que foi feito ao longo dos 30 anos de existência da APS e a sua importância para o setor, referindo especificamente cinco aspetos essenciais: constituição, progresso, formação, no-toriedade e inovação.

Na sua qualidade de alocador de recursos e gestor de risco, o setor segurador tem um papel acrescido na forma como antecipa e encontra resposta para as novas necessidades sentidas por todos neste domínio. foi por isso que, no con-texto do seu 30º aniversário, e para o seu segundo vídeo, a APS procurou obter o testemunho de 4 personalidades da sociedade civil, pessoas que se dedicam a melhorar a vida dos outros nas mais diversas áreas, no sentido de per-ceber como a sociedade portuguesa perceciona o papel do setor segurador e as expetativas que tem acerca do res-petivo contributo para o crescimento económico e para o emprego no nosso país, bem como a importância do setor segurador para a sociedade em geral.

(18)

35

LITERACIA

FINANCEIRA

A literacia financeira tem vindo a ser uma preocupação do setor segurador, que pretende dar a conhecer os diversos aspetos do seguro, melhorar conhecimentos e atitudes, apoiar a inclusão financeira e desenvolver hábitos de poupança.

Em 2012 investiu-se em diversas ações a decorrer no âm-bito, ou em paralelo, com o Plano de literacia financeira, promovido e dinamizado pelo Conselho Nacional de Su-pervisores financeiros, para o período de 2011 a 2015, e que visa “contribuir para elevar o nível de conhecimentos financeiros da população e promover a adoção de compor-tamentos financeiros sãos e adequados, concorrendo para a estabilidade do sistema financeiro”, num contexto em que os produtos e serviços financeiros “são cada vez mais com-plexos e, simultaneamente, o acesso a estes por parte da população é mais generalizado”.

No âmbito do Plano Nacional de formação financeira, a APS, em representação das seguradoras foi convidada para participar num evento que teve lugar no dia 31 de Outubro, no Pátio da Galé e Sala do Risco, ao Terreiro do Paço, por ocasião das comemorações do Dia Mundial da Poupança, onde esteve presente com um stand no qual disponibilizou, para além de várias publicações, um “simulador” de pen-sões/poupanças. Pretendeu-se assim centrar a comunica-ção, neste evento e à volta dele, no tema da poupança para a Reforma, procurando sensibilizar os visitantes do evento para o valor da sua pensão de reforma futura e para o papel dos produtos de seguro enquanto veículos ou instrumentos de complemento dessas pensões.

02

/

coMuNicAção e iMAgeM

A lITERACIA fINANCEIRA

TEM vINDO A SER UMA

PREOCUPAÇÃO DO SETOR

SEGURADOR qUE PRETENDE

DAR A CONhECER OS

DIvERSOS ASPETOS DO

SEGURO, MElhORAR

CONhECIMENTOS E

ATITUDES, APOIAR A INClUSÃO

fINANCEIRA E DESENvOlvER

háBITOS DE POUPANÇA.

Tendo em conta o público muito jovem que participou no even-to, resultado da associação do Ministério da Educação ao mes-mo, e a presença também de bastantes professores , efetuou-se o lançamento de uma nova iniciativa da APS, o Jogo “Protege-te dos Riscos”, uma espécie de jogo da Glória onde os jogado-res se deparam com situações de risco do dia-a-dia, que podem ser protegidos ou minoradas as suas consequências, através da aquisição de apólices de seguros de várias ramos.

Este jogo é a primeira peça de um Plano de literacia sobre Segu-ros, direcionado às camadas mais jovens, no qual a se pretende investir fortemente nos próximos anos, e no âmbito do qual es-tão a ser desenvolvidas mais duas iniciativas:

/ O lançamento de um livro sobre seguros para o ensino bási-co, tendo como objetivos principais sensibilizar as crianças para a importância do Seguro, como forma de antecipar, minorar ou compensar as situações de risco a que os seres humanos sempre se encontram sujeitos; e proporcionar às escolas e às famílias um instrumento adequado à compreensão do valor so-cial do seguro e da sua importância para os indivíduos e para os grupo;

Este livro, e outros que eventualmente se seguirão, serão dis-tribuídos pela Rede de Bibliotecas Escolares de todo o país, prevendo-se que possam ser objeto de leitura orientada pelos professores, na sala de aula, com a sua turma; leitura autónoma, estimulada no âmbito das atividades da Biblioteca escolar e lei-tura apoiada pela família;

/ O lançamento de um Ecosistema Interativo de “Jogos Sé-rios”. Esta iniciativa resulta de uma pareceria com o C.I.T.I. - Cen-tro de Investigação para Tecnologias Interativas, da Universidade Nova, e traduz-se no desenvolvimento de um ecosistema que contém um conjunto de jogos digitais, que serão usados para disseminação exponencial de valores e conceitos sobre o es-sencial da atividade seguradora.

O recurso a estas tecnologias para evidenciar a importância do seguro , advém da constatação de que parte significativa da in-formação consumida pelos jovens da segunda década do sé-culo xxI é veiculada por sistemas interativos digitais. Para além disso, uma das características mais importantes dos sistemas di-gitais reside na sua porosidade, ou seja, não são estanques, antes se disseminam por redes espontâneas de comunicação, tanto mais poderosas, quanto interessante for a informação que os jovens partilham entre si.

Tendo em conta esta realidade, os jogos a desenvolver entre 2013 e 2015, estarão disponíveis para as diferentes plataformas:

web e mobile - smartphones e tablets, sejam iOS (iphone e ipad)

como Android, permitindo assim a sua disseminação massiva.

PANORAMA DO MERCADO SEGURADOR 2012 / 2013

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SEGURADORES

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IMAGEM

DO SETOR

/ eStudo ecSi PortugAL 2012

As empresas, em geral, e as seguradoras, em particular, es-tão cada vez mais preocupadas com os seus clientes. Para além de procurarem novas formas de prestar o melhor ser-viço e poderem conquistar clientes novos, é extremamente importante reter os clientes que já têm.

Para isso, é importante avaliar a qualidade da relação dos clientes com a seguradora, encontrando formas de medir adequadamente a sua satisfação e lealdade e implementar programas de melhoria destes ativos intangíveis.

Assim, a APS retomou em 2013 a sua parceria com a equipa ECSI - European Consumer Satisfaction Índex com o obje-tivo de obter resultados relaobje-tivos à satisfação dos clientes do setor segurador para o ano de 2012 tendo por base o modelo ECSI Portugal.

O estudo inclui os ramos vida, propriedade e saúde relati-vamente a 7 seguradoras participantes, analisando não ape-nas a satisfação do cliente e outras variáveis relacionadas, mas também oferecendo uma caracterização dos clientes do setor, nomeadamente no que diz respeito à posse e uti-lização de diversos tipos de seguros.

O SETOR DOS SEGUROS

MANTEvE-SE líDER DO íNDICE

NACIONAl DE SATISfAÇÃO

DO ClIENTE NO SETOR

fINANCEIRO.

/ VALoreS MédioS do Setor doS SeguroS 2012

variáveis latentes valores médios do setor de seguros

GLOBAL VIDA NÃO - VIDA

Imagem 7,74 7,37 7,87 Expectativas 7,61 7,27 7,72 Qualidade apercebida 7,92 7,52 8,02 Valor apercebido 6,77 6,40 6,86 Satisfação 7,55 7,10 7,66 Reclamações 7,36 7,07 7,47 Lealdade 7,14 6,62 7,24

Fonte: Estudo ECSI

As maiores avaliações médias do setor dos Seguros foram obtidas nas variáveis qualidade apercebida (7,92) e imagem (7,74). à semelhança do que acontece com a generalidade dos setores estudados, o resultado mais modesto do setor segurador é obtido no valor apercebido (6,77).

A variável com maior diferença de desempenho entre as segura-doras é a lealdade do cliente, enquanto as reclamações surgem como o índice onde há menos diferenças entre as seguradoras. As variáveis com maior impacto total na satisfação do clien-te são a imagem, seguida pelas expectativas e pela qualida-de apercebida.

/ PoSicioNAMeNto NAcioNAL do Setor doS SeguroS NA SAtiSFAção 2012

Fonte: Estudo ECSI 7,81 7,77 7,65 7,61 7,55 7,51 7,50 7,47 7,36 7,36 7,28 7,26 7,25 6,88 6,75 0 +2 -1 +1 -2 +3 +1 -2 -2 +1 +1 +1 -3 +1 -1 Gás em Garrafa MóvelRede

Gás Natural Comu-nicações Seguros Águas TV por Subscrição

Rede Fixa Banca AMP Combustíveis Internet Móvel

Internet Fixa

Eletricidade AML

No posicionamento nacional da satisfação, o setor dos Se-guros encontra-se na 5ª posição, apresentando um índice médio de satisfação de 7,55 pontos. O setor dos Seguros apenas é ultrapassado pelo Gás em Garrafa, Telecomuni-cações Móveis, Gás Natural e pelo conjunto do setor das Comunicações.

Embora o setor dos Seguros tenha deteriorado o seu po-sicionamento relativo no ranking em duas posições, pas-sando da 3ª posição em 2011 para a 5ª posição em 2012, manteve-se, no entanto, como líder do índice Nacional de Satisfação do Cliente no setor financeiro, registando duas posições acima da Banca.

Referências

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