Ítalo Wendel Dutra; Laryssa Amélia Campos Lopes; Elza Lima da Silva; Kardene Pereira Rodrigues.
INTRODUÇÃO: A Reforma Psiquiátrica foi formulada com o intuito de modificar a assistência prestada ao indivíduo inserido no contexto psiquiátrico, almejando, principalmente, promover a desinstitucionalização, ou seja, a retirada desses sujeitos do ambiente de internação hospitalar, mantendo‐os em contato com a família, amigos e trabalho. Apesar das mudanças ocorridas com os novos paradigmas, a pessoa com sofrimento mental experimenta diversas situações que exacerbam as fragilidades existidas ao longo do desenvolvimento do problema de cunho psíquico. O filósofo Foucault, por exemplo, na obra A História da Loucura, retratou a percepção estigmatizada que a sociedade apresenta sobre o comumente tido como “louco”, colocando o como incapaz e fora do padrão preconizado pelo meio social. Este rótulo acarreta uma gama de sentimentos, principalmente medo, insatisfação, insegurança e vergonha. Consequentemente, a vivência entre esse indivíduo e sua condição é negativa, influenciando no enfrentamento, possível tratamento e na qualidade de vida. Tal panorama transformasse quando a equipe multidisciplinar realiza ações que promovem a inclusão e progressão do indivíduo em questão. A Enfermagem, principalmente, possui papel primordial na Saúde Mental. O enfermeiro, por exemplo, está em contato direto com o paciente, sendo um canal de escuta e idealizador de cuidados que promove a melhoria do bem‐estar. São empregadas comumente abordagens diferenciadas e individualizadas através da utilização da empatia, aceitação, do apoio oferecido e outros. OBJETIVO: Abordar as fragilidades que os pacientes psiquiátricos demonstram diante da equipe de Enfermagem. METODOLOGIA: Trata‐se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, elaborado a partir das observações dos discentes, com base nas atividades práticas da disciplina de saúde mental, do quinto período do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Maranhão UFMA. O período de prática clínica teve duração de duas semanas entre maio e junho de 2018, em um centro de atenção Psicossocial CAPS II e um hospital de Urgência e Emergência psiquiátrico, ambos situados na cidade de São Luís‐MA. Os pontos observados se deram por meio da inserção dos alunos nas atividades regulares desses locais, como classificação de risco e consulta multidisciplinar no hospital psiquiátrico e realização do histórico de enfermagem com os clientes do centro de atenção psicossocial. RESULTADOS: Realizado a observação do papel do enfermeiro no setor de Urgência e Emergência do Hospital Psiquiátrico e do Caps II, evidenciando o atendimento a pacientes com variadas fragilidades referentes à relação estabelecida com a situação mental na qual se encontravam. As mais comuns foram os receios desenvolvidos por conta da ausência de conhecimento sobre o transtorno, como a indagação de umas das clientes se ansiedade apresenta cura ou não, e tratamento, tomada de decisões com embasamento em crendices e julgamentos populares, como a interrupção da terapêutica medicamentosa devido comentários preconceituosos de pessoas próximas, a busca por apoio e compreensão em relação a profissional que os atendiam, tristeza exacerbada, necessidade de resolução rápida da condição para que haja o retorno às atividades diárias, especialmente o trabalho, o pedido de que sejam vistos, atendidos e cuidados pela equipe, medo desenvolvido pela possibilidade de internação e o comprometimento das relações interpessoais em decorrência do estado mental alterado, como a ausência de contato entre mãe com esquizofrenia e suas filhas,
que uma palavra de conforto ou o simples ato de escutar tem efeito positivo sobre os pacientes psiquiátricos, desenvolvendo‐se uma relação de troca entre enfermeiro e cliente. CONCLUSÃO: Esta experiência oportunizou aos discentes de enfermagem refletir sobre a prática profissional em saúde mental, em duas realidades diferentes como a urgência e emergência psiquiátrica e o centro de atenção psicossocial. Compreende‐se que o paciente portador de algum transtorno mental precisa ser visto além de sua patologia, a relevância dessa empatia, traçam o modo de assistência que possibilita uma abordagem holística, foco principal da profissão. Palavras‐chave: Saúde Mental, Assistência Enfermagem, Equipe de Enfermagem
AUTISMO: UM ESTUDO SOBRE POSSÍVEIS CAUSAS E DIAGNÓSTICO
Sarah Caldeira Gonçalves; Fernanda Mathias; Tayanna Lopes; Suelen Ferreira; Bruno de Almeida Nunes.
INTRODUÇÃO: O autismo é um transtorno invasivo do desenvolvimento cognitivo, que apresenta diferentes graus de intensidade e múltiplas etiologias. Afeta os domínios fundamentais da linguagem e interação social com ações repetitivas e restritivas. É um distúrbio complexo do desenvolvimento, de causas multifatoriais e que apresenta sintomas similares a outras doenças, o que dificulta a obtenção de um diagnóstico preciso, principalmente no seu estágio inicial. OBJETIVO: Analisar e compreender as possíveis causas genéticas e ambientais que levam ao autismo e assim contribuir para o melhor entendimento e diagnóstico precoce da patologia. METODOLOGIA: Levantamento bibliográfico realizado nas bases de dados: Google Acadêmico e Scielo, onde foi possível identificar diversas fundamentações teóricas relacionadas ao transtorno do espectro autista (TEA). RESULTADOS: Nota‐se que o autismo é um transtorno invasivo que pode ser abordado de diferentes formas, devido ao seu alto nível de abrangência e imprecisão na obtenção de prognósticos. O autismo apresenta padrão genético heterogêneo, onde graças ao crescente conhecimento científico gerado, foi possível indicar, através de análises genômicas, relações dos transtornos do espectro autista com alterações cromossômicas presentes nos cromossomos 2 e 7, sendo observadas alterações mais frequentes na região 7q. É de extrema importância a inclusão social dos autistas, visto que é observado uma socialização prejudicada por suas limitações de interação e comunicação, o que contribui para um alto índice de preconceito e falta de sensibilidade, principalmente entre os adolescentes. Faz‐se urgente a necessidade de tornar o assunto cada vez mais compreendido e difundido, facilitando a identificação precoce e ajudando as famílias que convivem com pessoas que apresentem o espectro autista, destacando que o distúrbio não é uma doença e sim, um transtorno de desenvolvimento neurológico que, com muita atenção e tratamento adequado, permite que os indivíduos possam ter um convívio social mais positivo. CONCLUSÃO: É necessário que haja uma delimitação dos assuntos englobados pelo autismo para que seja possível um melhor entendimento, gerando assim uma compreensão maior das suas causas e sintomas. O conhecimento sobre os aspectos do autismo, pela sociedade como um todo, faz‐se extremamente importante para a inserção dos indivíduos que apresentem TEA. Medidas educativas e um trabalho de conscientização pode contribuir nesse aspecto para a melhor compreensão da sociedade em geral. Palavras‐chave: Autismo, Diagnóstico, Distúrbio.