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Grupo Crédito Agrícola – Evolução Recente e Perspetivas

No documento 1. Principais Indicadores do CA Silves (páginas 28-0)

2. Relatório da Administração:

2.3. Grupo Crédito Agrícola – Evolução Recente e Perspetivas

A. Análise Financeira do Negócio Bancário do Grupo CA (SICAM)

Nota: Os dados económico-financeiros apresentados para o SICAM (Caixa Central e Caixas Associadas), referentes ao exercício de 2017, constituem valores provisórios e não auditados.

CA Silves – Relatório e Contas 2017 29

Em 2017, o Crédito Agrícola apresentou um resultado líquido proveniente do negócio bancário (SICAM) de cerca de 147,6 milhões de euros, que representa um aumento de 75,5 milhões de euros face aos 72,1 milhões de euros alcançados em 2016.

O resultado líquido registado no SICAM em 2017 é significativamente superior ao do ano anterior, em parte justificado pelo aumento do produto bancário que verificou um aumento de

Valores em milhões de euros

Juros e rendimentos similares 396.270 407.803 11.534 2,9%

Juros e encargos similares 120.256 118.124 -2.132 -1,8%

Margem Financeira 276.013 289.679 13.666 5,0%

Comissões líquidas 138.192 148.122 9.930 7,2%

Result. de operações financeiras 38.561 79.382 40.821 105,9%

Outros resultados de exploração (*) 21.766 15.473 -6.294 -28,9%

Produto Bancário 474.532 532.655 58.124 12,2%

Custos de Estrutura 313.331 316.435 3.104 1,0%

Custos de pessoal 175.410 176.753 1.343 0,8%

Gastos gerais administrativos 124.682 127.193 2.511 2,0%

Amortizações 13.238 12.488 -750 -5,7%

Provisões e imparidades 56.123 14.563 -41.561 -74,1%

Resultado antes de impostos 105.078 201.658 96.580 91,9%

Impostos, após correc. e diferidos 33.020 54.027 21.006 63,6%

Resultado Líquido 72.057 147.631 75.574 104,9%

Variação

2016 2017

(*) Inclui rendimentos de instrumentos de capital, resultados de reavaliação cambial, resultados de alienação de outros activos e outros resultados de exploração.

CA Silves – Relatório e Contas 2017 30

58 milhões de euros (+12,2%). Este aumento resulta de um acréscimo verificado nas principais componentes do Produto Bancário, designadamente nos resultados de activos financeiros (+105,9%), da margem financeira (+5,0%) e das comissões líquidas (+7,2%).

A margem financeira do SICAM aumentou 5,0%, com especial nota para o crescimento da Margem da Caixa Central, já que a das CCAM’s reduziu-se cerca de 2,2%. Assim sendo a Margem do SICAM passou de 276 milhões de euros em 2016 para 290 milhões de euros em 2017, tendo esta variação positiva sido resultante do efeito da redução das taxas de remuneração dos novos depósitos e das revisões nas renovações, ainda que este efeito tenha sido atenuado com o aumento do volume de depósitos face ao período homólogo.

No ano de 2017, as taxas de referência (EURIBOR) mantiveram uma tendência de queda, em resultado da maior liquidez existente na economia europeia promovida pelas políticas monetárias de quantitative easing do BCE. Deste modo, a taxa de remuneração dos recursos das Caixas Associadas na Caixa Central foi ajustada à evolução das taxas praticadas no mercado.

Quanto aos custos de estrutura do SICAM, verificou-se um aumento de 1,0% (3,1 milhões de euros). Este agravamento justifica-se pelo aumento dos custos com o pessoal em 1,3 milhões de euros (+0,8%) e dos gastos gerais administrativos em 2,5 milhões de euros (+2,0%).

Valores em milhões de euros, excepto percentagens

2015 2016 2017 Δ Abs. Δ %

Margem Financeira 245 276 290 14 5,0%

Margem Complementar, da qual: 258 199 243 44 22,4%

Comissões líquidas 130 138 148 10 7,2%

Resultado de operações financeiras 99 38,6 79,4 41 105,9%

Outros resultados de exploração 29 22 15 -6 -28,9%

Produto Bancário 503 475 533 58 12,2%

Decomposição do Produto Bancário - SICAM

Valores em milhões de euros, excepto percentagens

2015 2016 2017 Δ Abs. Δ %

Custos de Estrutura 301 313 316 3 1,0%

Custos de Pessoal 167 175 177 1 0,8%

Gastos Gerais Administativos 121 125 127 3 2,0%

Amortizações 13 13 12 -1 -5,7%

Evolução dos Custos de Estrutura - SICAM

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Nas contas de 2017, é possível verificar que foram constituídas provisões e imparidades líquidas no valor de 15 milhões de euros, o que representa uma redução de 42 milhões de euros face a 2016. Em relação ao rácio de cobertura do crédito vencido registou-se uma redução, passando de 131% em 2016 para 124% em 2017, em linha com a evolução verificada nos parâmetros de risco que beneficiaram da retoma económica.

Relativamente à estrutura de balanço, registou-se um aumento de 10,5% no activo total do SICAM que passou de 14.881 milhões de euros em 2016 para 16.437 milhões de euros em 2017, contribuindo para este crescimento do activo líquido o aumento do crédito a clientes de 9,8% (785 milhões de euros) e o aumento das aplicações em títulos (+696 milhões de euros).

O crédito a clientes consolidado

Valores em milhões de euros, excepto percentagens

2015 2016 2017 Δ Abs. Δ %

Correcção de valor em crédito de clientes 82 -8 -3 4 -57,5%

Imparidade de outros activos 45 64 18 -46 -72,1%

Provisões e imparidades do exercício 127 56 15 -42 -74,1%

Provisões e imparidades (stock) 852 716 652 -64 -8,9%

Rácio de cobertura do crédito vencido 128% 131% 124% -6,68 p.p.

-Evolução das Provisões/Imparidades

Valores em milhões de euros, excepto percentagens

2015 2016 2017 Δ Abs. Δ %

Crédito total sobre clientes 8.430 8.713 9.435 722 8,3%

Crédito e juros vencidos (total) 668 547 525 -22 -4,0%

Valores em milhões de euros, excepto percentagens

2015 2016 2017 Δ Abs. Δ %

Crédito bruto 8.430 8.713 9.435 722 8,3%

Provisões / Imparidades 852 716 652 -64 -8,9%

Crédito líquido 7.578 7.998 8.783 785 9,8%

Evolução do Crédito a Clientes

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O passivo total do SICAM aumentou cerca de 1,3 mil milhões de euros, por conta do aumento de recursos de clientes (867 milhões de euros, i.e. +7,4%) e por via do aumento de recursos em bancos centrais e outras instituições de crédito (356 milhões de euros, i.e. +22,6%).

É de salientar a evolução positiva do rácio de transformação que, entre 2016 e 2017, registou um acréscimo de 1,5 p.p. (de 67,9% para 69,5%). Ainda assim, este nível de transformação fica muito aquém da média do sistema bancário e dos limites regulamentares, sendo apenas justificado pelo facto do mercado procurar o Crédito Agrícola enquanto banco-refúgio para aforro.

B. Outros Factos Relevantes

O reconhecimento da Marca CA por parte do público, como sendo forte, credível e de confiança; o prémio obtido, no ano 2017, enquanto “Melhor Banco no Serviço de Atendimento ao Cliente”; e o facto do SICAM se encontrar entre as instituições menos reclamadas no sistema bancário

1

, permitem afirmar o bom desempenho do Crédito Agrícola em 2017.

1Segundo dados do relatório de supervisão comportamental do Banco de Portugal (1ºS’2017), o Crédito Agrícola (SICAM) apresenta 4 reclamações por cada 100 mil contas de depósitos à ordem enquanto a média do sistema é de 13.

Valores em milhões de euros Activo Passivo Capitais

Próprios

Caixas Associadas 14.757 13.349 1.408

Caixa Central 8.888 8.561 327

SICAM (Consolidado) 16.437 14.993 1.444

Valores em milhões de euros, excepto percentagens

2015 2016 2017 Δ Abs. Δ %

Crédito a Clientes (líquido) 7.578 7.998 8.783 785 9,8%

Recursos de Clientes 10.970 11.771 12.638 867 7,4%

Rácio de Transformação 69,1% 67,9% 69,5% 1,5 p.p. n.a.

Evolução do crédito e recursos de clientes

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Este reconhecimento não se restringe ao negócio bancário, estendendo-se às Seguradoras e à Gestora de Activos do Grupo. Pela sétima vez em dez anos, o terceiro ano consecutivo, a CA Seguros foi reconhecida como “A Melhor Seguradora Não Vida do seu segmento de dimensão”

2

. Por seu lado, a CA Vida foi eleita Empresa Líder, no Índice Nacional de Satisfação do Cliente do ECSI Portugal 2017, tendo repetido o 1º lugar no Índice de Lealdade do Cliente obtido em 2016 no mesmo estudo. Mais ainda, os Fundos CA Rendimento e CA Monetário foram os fundos mais rentáveis em 2017, na sua respectiva classe, e consequentemente elegíveis para a atribuição do prémio APFIPP.

O Crédito Agrícola tem participado e desenvolvido acções de promoção junto de empresas, donde se destacam:

A 4ª edição do “Prémio Empreendedorismo e Inovação” distinguindo as empresas empreendedoras no sector agrícola que contribuem para a inovação e competitividade das fileiras agrícola, agro-indústria e floresta, acentuando o posicionamento de grupo financeiro que aposta e reconhece o tecido empresarial português;

O Workshop “Cooperar para Exportar” dirigido a empresários e produtores do sector hortofrutícola;

A homenagem às empresas clientes CA com o estatuto de PME Líder e PME Excelência em 2016, realizada pelo quarto ano consecutivo, num evento que sublinha o contributo das Empresas, Clientes do Grupo, para a competitividade e crescimento da economia portuguesa;

O concurso de Vinhos do Crédito Agrícola, que decorreu pelo quarto ano consecutivo, realizado juntamente com a Associação dos Escanções de Portugal, destinado a Produtores e Cooperativas de todas as regiões vitivinícolas do país.

O serviço Balcão 24 terminou o ano 2017 com 259 serviços em funcionamento, representando um crescimento de 1% nos serviços inicializados, face a 2016. O número total de transacções nos B24 registou um crescimento de 7%, face ao período homólogo. A taxa média de transferência das transacções encontra-se acima dos 42% (mais 4,80 p.p. face a 2016). Na análise da evolução semestral do volume de transacções – operações e consultas – realizadas no serviço Balcão 24, verifica-se em 2017, um crescimento de 7% em cada semestre, em comparação com igual período de 2016.

2Prémio atribuído pela revista Exame em parceria com a Deloitte e Informa D&B.

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O ano 2017 registou um aumento do parque de ATM do Crédito Agrícola em 1%, passando de 1.520 no final de 2016 para 1.536. Esta situação originou um reforço da quota de mercado do Grupo CA na rede SIBS de 1 p.p. passando a ter 13% da rede de ATM em Portugal. No que se refere ao número de transacções em ATM do Crédito Agrícola registou-se uma subida de 5%, efectuando-se mais de 90 milhões de transacções.

No ano 2017, o parque de TPA do Crédito Agrícola cresceu 13%, contando com 23.362 TPA activos e uma subida no número de transacções de 16% face a 2016, registando cerca de 51 milhões de transacções.

Em termos homólogos, em 2017, verificou-se um aumento da carteira de cartões de pagamento a débito do Crédito Agrícola de 5,9% e da carteira de cartões de pagamento a crédito do Crédito Agrícola de 7,3%. Esta evolução originou um incremento da quota de mercado do Crédito Agrícola de 0,4 p.p. nos cartões de débito e um aumento de 1,5 p.p. nos cartões de crédito.

No sentido de dinamizar a actividade comercial das Caixas Associadas, estabeleceram-se protocolos e parcerias comerciais e de colaboração, tendo sido concretizados acordos e realizadas iniciativas conjuntas com várias entidades privadas e institucionais, entre as quais se destacam:

ADRAL - Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo;

NERSANT - Associação Empresarial da Região de Santarém;

Grupo Lusiaves - Projecto “LUSITERRA”;

Grupo Agrinda - AgriPro e Agriloja.

No ano de 2017 incentivou-se o acompanhamento e dinamização de campanhas, com o objectivo de contribuir para um crescente envolvimento de todos os colaboradores com funções comerciais na comercialização de produtos estratégicos e dirigidos aos segmentos alvo.

Com a utilização das redes sociais facebook , instagram e linkedin , o Crédito Agrícola tem vindo a reforçar a sua presença junto de um público mais jovem, tendo como exemplo no final de 2017 atingido quase os 100.000 fãs só no facebook .

Desde 2009, o programa de actualidade financeira revela ser uma parceria acertada para a

divulgação da marca Crédito Agrícola junto do público em geral.

CA Silves – Relatório e Contas 2017 35

Em 2017 foi introduzido um programa “Especial Empresas”, transmitido semanalmente à 6ª feira, que para além de compilar temas de interesse para as empresas,

fez a cobertura de eventos institucionais do CA, nomeadamente:

Apresentação de Resultados do Grupo CA; Jantar PME Líder e Excelência CA; Jantar de Gala Concurso de Vinhos CA e Cerimónia de Entrega do Prémio Empreendedorismo e Inovação CA.

O Grupo Crédito Agrícola associou-se ao Movimento pela Utilização Digital Activa, o MUDA.

Uma iniciativa que tem como objectivo fomentar a “educação digital” dos portugueses, contribuindo assim para uma sociedade mais evoluída, inclusiva e participativa, criando desta forma uma economia mais forte e competitiva.

De modo a divulgar esta iniciativa que teve uma comunicação nos meios de comunicação nacionais promovida pela organização do MUDA, o Crédito Agrícola efectuou a divulgação desta acção nas suas Agências, assim como através das redes sociais.

Foi implementado o canal directo de comunicação aos Clientes, o e-mail Marketing. A utilização de canais digitais para comunicar é, hoje em dia, indispensável para se transmitir informação, divulgar iniciativas e promover a oferta junto de Clientes e potenciais Clientes.

No âmbito Campanhas de Marketing e de outras Acções realizadas no final do ano 2017, através do canal de comunicação digital mais directo com os Clientes, o e-mail Marketing, foram implementadas as diversas acções de comunicação digital.

Foram implementados diversos programas específicos para segmentos prioritários como o CA Nota 20, que pretende reconhecer o mérito escolar dos alunos do ensino secundário, oferecendo prémios aos melhores alunos a nível nacional do 7º ao 12º ano. Esta iniciativa que complementa também as acções de reconhecimento que são feitas localmente pelas Caixas Associadas tem vindo a ter um número crescente de participantes de ano para ano.

Para o segmento dos jovens dos 12 aos 17 anos foi também lançado o Programa de Fidelização

CA Faz Por ti – School Leader VID, um concurso de produção de vídeos dedicados à temática

da poupança, que são submetidos a concurso num canal específico da rede social YouTube,

participando os 10 videos mais votados numa final que se realiza na Futurália 2018, a feira

das profissões e vocações para os jovens que frequentam o ensino secundário. Este programa

foi promovido por dois youtubers com uma notoriedade elevada no segmento a que se

destinou a iniciativa.

CA Silves – Relatório e Contas 2017 36

Para o segmento dos jovens até aos 12 anos de idade foi também realizadas diversas iniciativas no âmbito do Clube do Cristas, clube digital para estes jovens e respectivos encarregados de edução, de que se destacam o lançamento de novos jogos na app do Clube, a agenda cultural e a promoção e oferta a Clientes do segmento do jogo Multipli, que pretende promover o conhecimento da matemática e foi reconhecido pela Sociedade Portuguesa de Matemática e pela Associação de Professores de Matemática.

Em 2017, o CA patrocinou o programa televisivo “Os Extraordinários”, tratando-se do 1º e único programa onde as competências como a destreza mental e as habilidades de memória desempenham o papel

principal. Este programa apresentado por Sílvia Alberto, o rosto do Crédito Agrícola nos últimos anos, contribuiu para aumentar a notoriedade do Grupo, trazendo-nos juventude, modernidade, sofisticação, simpatia e reforçando atributos como talento, destreza e inovação.

Em 2017 o Grupo Crédito Agrícola manteve a sua política de continuidade estratégica de patrocínios a alguns desportistas, modalidades e eventos, como sejam:

Teresa Almeida, Vice-Campeã Europeia de BodyBoard;

Katlheen Barrigão, Campeã Nacional de Long Board;

Mário Patrão, 3º lugar no Campeonato Nacional de TT e da classe “Maratona” e 20º lugar no Rali Dakar 2017, em motociclismo;

João Salgadinho, Campeão Nacional Interbancário, em Snooker;

Rui Ramalho, Campeão Nacional de Montanha, em Automobilismo;

Alcobaça Club de Ciclismo, com especial destaque para os ciclistas Julian Espinoza, Pedro Lopes, Tiago Santos e Guilherme Mota que foram consagrados vencedor da Taça Nacional – Cadetes, vencedor da Taça de Portugal – Juniores, vencedor Nacional de Escolas de Infantis e Campeão Nacional de Fundo, respectivamente;

CDUL, Campeões Nacionais de Rugby;

Pedro Rilhado, Vice-campeão Nacional de Kart.

Ao longo do ano o Crédito Agrícola marcou presença em diversas feiras e eventos, entre os

quais, o Salão Imobiliário de Portugal (SIL), Salão Internacional do Sector Alimentar e Bebidas

(SISAB), Tektónica, Fruit Logistica e Fruit Attraction.

CA Silves – Relatório e Contas 2017 37

2.4. Actividade da C.A. Silves em 2017 – Apreciação Global 2.4.1. Resumo da Actividade por áreas Funcionais

Departamento Comercial

O ano 2017, foi marcado pela continuidade da implementação de iniciativas internas com vista a potenciar os Resultados Comerciais, e a prestação de um serviço de excelência.

Apesar de continuarmos a conviver com um elevado grau de incerteza económica, social e política, os comerciais da CCAM mais uma vez conseguiram potenciar vendas regulares, sustentadas e convenientemente ajustadas às reais necessidades dos nossos clientes e associados.

Demos continuidade ao trabalho iniciado em 2016 junto dos segmentos de Empresas e Empresários, através do Gestor de Empresas que acompanhou as empresas e os negócios de maior dimensão, através de um atendimento diferenciador e especializado.

A visão 360º da relação comercial do CA Silves para com os seus clientes e associados, desde sempre que assenta na relação de longo prazo, baseada na solidez, confiança e acréscimo de valor para todas as partes. A prova dessa confiança, foi um crescimento do numero de novos clientes em 2017 de mais de 12%.

Assim, e relativamente à excelente prestação quanto à concretização de todos os Objectivos Comerciais definidos para o ano 2017, destacamos o crescimento sustentado da carteira de crédito (sem descurar a rigorosa análise de Risco) e o decréscimo da Carteira de Crédito Vencido, dois vectores estruturais na composição do Balanço de qualquer Instituição Bancária.

O crescimento da Carteira de Recursos que verificámos, é historicamente positivo no CA Silves e reflecte igualmente a confiança que os nossos clientes e associados depositam na Gestão da CCAM, em detrimento de outros concorrentes.

A Caixa Central e as Empresas participadas apoiaram-nos na implementação de Campanhas e Acções de Marqueting Local, que permitiram atribuir ainda melhores condições á nossa oferta, sempre no sentido de ajustarmos a mesma às reais necessidades dos nossos clientes e Associados, propondo os produtos que realmente os clientes necessitam.

O trabalho de dinamização da Economia Social, que tem sido descurado pela maior parte dos

nossos concorrentes, também continuou a merecer a nossa melhor atenção. A CCAM

continuou a apoiar as Instituições Locais de cariz Social, Cultural e Desportivo, clientes e

CA Silves – Relatório e Contas 2017 38

associadas do CA Silves, que escolheram a CCAM como seu parceiro preferencial. Através de Patrocínios e Donativos, foi atribuído a um total de 15 associados, cerca de 27.000 €.

Realizámos novamente várias acções de promoção do Aforro junto de alunos das Escolas dos nossos Concelhos, pois consideramos que a necessidade de construir o Futuro dos nossos Jovens começa cedo, e a literacia financeira deve paulatinamente fazer parte do quotidiano das crianças e jovens.

Em suma, foi um ano em que, foram cumpridos todos os objectivos delineados quer nas Rúbricas de Balanço, quer nas Companhias de Seguros (CA Seguros e CA Vida) e Fundos de Investimento Mobiliário. Este cumprimento de objectivos permitiu um crescimento sustentável dos resultados apresentados, objectivo este que procuraremos manter no futuro.

Departamento de Análise de Risco e Crédito (DRC)

No decorrer de 2017, entraram no departamento 649 processos de crédito, dos quais 635 foram analisados e submetidos a decisão, assim como cerca de 170 análises de revisão e/ou denuncias de limites da Conta Corrente Caucionada e Descobertos Autorizados.

Foi disponibilizada pela Caixa Central à área comercial uma nova solução, designada por CA Flow, para a simplificação do processo de venda de crédito ao consumo (1.ª fase). Porém, as dificuldades foram transversais às duas áreas, comercial e DRC, atingindo o DRC em prosseguir com as análises de risco de forma mais célere nesse segmento, por ter de assegurar a execução e o acompanhamento nas diferentes etapas do processo de crédito.

Há semelhança dos anos anteriores, o acompanhamento da carteira de crédito e a respectiva marcação de clientes em Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento (PERSI) continua a ser realizado de uma forma diária através da aplicação Collection Box.

Numa base mensal o acompanhamento da carteira de crédito foi realizado através do modelo de imparidade – MOAI, de modo acomodar o cumprimento das normas internacionais de contabilidade. A intervenção do DRC consubstancia-se na análise individual de imparidade dos clientes/grupos com maior exposição e na revisão das análises individuais, do CA Silves.

Continuou-se apostar na formação profissional interna e externa de modo a incrementar a produtividade e a rentabilidade, assim como aumentar o conhecimento dos colaboradores.

Salienta-se que, ao nível interno manteve-se a parceria com a área comercial através da

CA Silves – Relatório e Contas 2017 39

formação “On Job” com o intuito de melhorar a qualidade das propostas de crédito provenientes da rede, o que também permitiu ao DRC reduzir o fluxo de processos pendentes para análise e decisão.

A colaboração interdepartamental é um princípio que se promove no departamento. Apesar de haver departamentos distintos com funções diferentes, entendemos que a comunicação é essencial para o bom funcionamento de toda a instituição.

Departamento Jurídico e de Contratação

Área do Judicial:

Durante o ano de 2017, o Gabinete Jurídico (GJ) assegurou através do seu advogado interno, todo o patrocínio judicial em representação e interesse da Caixa Agrícola. Intentou todas as acções judiciais com vista à recuperação de crédito vencido; na representação em todos os processos de Insolvência e PER’s por via das reclamações de créditos bem assim como, as reclamações de crédito com origem em execuções fiscais.

A alteração à Lei de Organização do Sistema Judiciário (LOSJ), que redefiniu a competência territorial dos tribunais, atribuindo competência em matéria de execuções apenas aos tribunais de Loulé e de Silves dentro da região Algarvia, sem antes ter adequado as estruturas para o aumento de processos, causou tais constrangimentos na normal marcha processual que durante o ano de 2017 ainda não foi possível recuperar, penalizando assim em muito, as vendas judiciais.

Nem a operacionalidade do leilão electrónico a funcionar junto da câmara dos solicitadores, já

criado pela portaria Portaria n.º 282/2013, de 29 de Agosto mas que só no final de 2016

começou a funcionar, ajudou na celeridade das vendas judiciais. Ainda assim, as recuperações

Nem a operacionalidade do leilão electrónico a funcionar junto da câmara dos solicitadores, já

criado pela portaria Portaria n.º 282/2013, de 29 de Agosto mas que só no final de 2016

começou a funcionar, ajudou na celeridade das vendas judiciais. Ainda assim, as recuperações

No documento 1. Principais Indicadores do CA Silves (páginas 28-0)

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