Como se demonstrou nas seções anteriores, o IFC – Campus Rio do Sul foi constituído a partir de uma instituição de ensino pré-existente, cuja vocação encontrava-se voltada para o ensino profissionalizante, especialmente no ramo agrícola. Ainda neste capítulo, também foi possível constatar a ocorrência de uma série de problemas por ocasião da implantação dos novos cursos superiores, sobretudo em função da insuficiência das condições necessárias ao funcionamento pleno de alguns destes cursos.
Referindo-se às mudanças que deveriam ser aplicadas à escola de sua época, tendo como horizonte a escola unitária, Gramsci ressaltava que a transformação da atividade escolar
[...] requer uma enorme ampliação da organização prática da escola, isto é, dos prédios, do material científico, do corpo docente, etc. O corpo docente, em particular, deveria ser ampliado, pois a eficiência da escola é muito maior e intensa quando a relação entre o professor e aluno é menor, o que coloca outros problemas de solução difícil e demorada. Também a questão dos prédios não é simples, pois este tipo de escola deveria ser uma escola em tempo integral, com dormitórios, refeitórios, bibliotecas especializadas, salas adequadas para o trabalho de seminários, etc. (GRAMSCI, 2001, p. 36-37).
Com fundamento em Gramsci, parte-se do princípio de que a promoção de uma mudança qualitativa do trabalho desenvolvido pelas instituições de ensino deve pressupor a ampliação e a melhoria das salas de aula e dos laboratórios, das bibliotecas e do corpo docente, de modo a possibilitar que os estudantes consigam efetivamente se apropriar do conhecimento historicamente produzido e sistematizado pela humanidade.
A presente seção pretende verificar se os recursos que foram disponibilizados ao IFC – Campus Rio do Sul realmente atenderam às necessidades desta nova Instituição. Passados os três primeiros anos da implantação dos cursos superiores104, os entrevistados foram estimulados a indicar quais eram as condições materiais existentes no período entre novembro de 2012 e fevereiro de 2013, bem como a sua efetiva contribuição para o alcance das metas previstas no Plano de Desenvolvimento Institucional – PDI do IFC, em termos de
104 Apesar da mudança institucional para IFC – Campus Rio do Sul ter acontecido em dezembro de 2008, a
expansão de cursos superiores e desenvolvimento das atividades compatíveis com uma instituição de status universitário, como é o caso dos Institutos Federais.
As respostas, em sua maioria, evidenciaram que o suprimento destas condições vem ocorrendo apenas de forma parcial.
Então hoje a gente vê justamente assim... melhorou um pouco, né. Então teve novos concursos, mas nós teríamos uma demanda maior ainda, porque ela não é atingida. (P013).
Foram verificadas, ainda, embora com menor frequência, respostas indicando que as condições necessárias ao atendimento das metas do MEC ainda não estão sendo supridas, enquanto uma parcela bem menos significativa das respostas tenha respondido positivamente, indicando o atendimento pleno destas condições.
Elas [as condições necessárias] estão sendo implementadas ao longo do processo, porém até hoje não são as ideais. Nós não temos condições físicas e nem humanas para ofertar cursos com qualidade em nenhum dos cursos superiores. (P004). [...] na atualidade, penso que estes cursos possuem as condições necessárias, ou estão sendo viabilizadas e obtidas pela instituição [...] (P016).
As respostas que alegaram não estar acontecendo o suprimento pleno das condições necessárias ao atendimento das metas de expansão projetadas pelo MEC, também indicaram, de forma complementar, quais eram as deficiências que ainda persistiam. Dentre as respostas obtidas, merece destaque as indicações de que o número e a formação acadêmica de docentes105 e técnico-administrativos ainda não atendem às necessidades atuais, sendo necessária a contratação e a capacitação de mais servidores.
Novamente a questão número de docentes, que não é uma questão do Campus, ou do IF catarinense, é uma questão nacional, né, de código de vagas. Então não é só Física, Matemática, talvez Agronomia, nós necessitamos de mais código de vaga para professores, né, e a gente não tem conseguido. (P026).
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Há evidências de que a insuficiência do número de professores e a elevação da sobrecarga de trabalho sobre estes profissionais não é um problema enfrentado apenas pelo IFC – Campus Rio do Sul. Os resultados da pesquisa conduzida por Prado (2013) indicam que, na instituição de ensino investigada por este autor, “o número de turmas, a quantidade de alunos por turma, a quantidade de disciplinas por professor, e principalmente as de conteúdo prático, e a limitação legal à contratação de professores substitutos para suprir a falta de docentes em afastamento temporário constituem fatores que contribuem para acarretar a sobrecarga de trabalho docente”. (p. 130).
[...] o processo de avaliação, se fosse pelas regras até 2011, nós iríamos tirar uma nota baixíssima, porque hoje nós temos sete professores que seriam focados num curso de graduação, quando o número ideal é acima de doze. O ideal mesmo seria quatorze professores pra tocar o curso de graduação e o técnico. (P023).
Em segundo lugar, apareceram as respostas que apontam deficiências relacionadas à infraestrutura do Campus (salas de aula e laboratórios). Contudo, muitas destas respostas manifestaram também a expectativa de que a futura inauguração do prédio laboratorial, prevista para o ano de 2013 na Sede do Campus, bem como o avanço constatado na construção do segundo prédio ou segundo bloco da Unidade Urbana, viria a suprir plenamente tais deficiências106.
Agora a Instituição começa a ter problemas em comportar os nossos alunos em termos de espaço físico. (P020).
[...] temos salas de aula, e com a criação do novo bloco da Unidade Urbana nós vamos ter laboratórios. (P019).
[...] tem vários colegas com vários projetos de pesquisa e eu acho que a coisa não está avançando mais ainda em função dos laboratórios não estarem prontos. Assim que estiverem prontos os laboratórios, essa estrutura básica pra fazer as análises, eu acho que a coisa vai ganhar mais força ainda. (P007).
Também foram citadas respostas relacionadas à demora excessiva no suprimento das necessidades dos cursos, bem como deficiências em termos de investimentos devido à falta de planejamento estratégico da Instituição, de médio e de longo prazo.
[...] uma instituição que tá nascendo, ela precisa de uma injeção de recursos e um foco, um planejamento mais de perto, um investimento maior e um planejamento estratégico, né, que a princípio não é... não tá sendo bem executado planejamento estratégico no médio e longo prazo. (P002).
Quanto às condições de funcionamento de cada um dos cursos superiores, considerados individualmente, os entrevistados foram estimulados a responder quais destas condições podem ser consideradas satisfatórias e quais ainda não podem ser consideradas satisfatórias, atualmente107. Com relação às condições consideradas satisfatórias, foram
106 Ao tratar da carência de laboratórios nos cursos de licenciatura, especificamente, o entrevistado T011 alerta
para o fato de que tem sido amplamente difundida uma visão equivocada, segundo a qual o “curso de licenciatura se dá em sala de aula, que professor se ensina a ser professor em sala de aula. Mas a gente sabe que existe uma infraestrutura mínima necessária e que não se tem.”.
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citadas, além da infraestrutura (salas de aula, bibliotecas e laboratórios), a quantidade e a formação acadêmica dos docentes. Quanto às condições que ainda não podem ser consideradas satisfatórias, atualmente, segundo os resultados da pesquisa, mereceram destaque a quantidade de docentes, a infraestrutura (salas de aula e laboratórios) e a biblioteca (espaço físico e acervo bibliográfico). Com base nestes dados, é possível depreender que os principais problemas que afetam os cursos superiores, individualmente, coincidem, em grande medida, com os principais entraves colocados à Instituição, de modo geral.
Com menos frequência, ainda foram citados como insatisfatórios: a) a quantidade de técnico-administrativos;
b) o planejamento e a organização do setor pedagógico; c) os reagentes e os equipamentos para os laboratórios;
d) a burocracia e a morosidade no trâmite de processos internos, associadas à problemas de organização da Instituição no que se refere à compras, de modo geral, e à pesquisa, especificamente;
e) a estrada de acesso à Sede do Campus; f) a capacitação dos servidores;
g) a quantidade de recursos financeiros;
h) o sistema informatizado de gerenciamento acadêmico – SIGA-EDU;
i) instalações adequadas para que os docentes desenvolvam as suas atividades, sobretudo aquelas em que, pela sua particularidade, exigem um espaço mais reservado.
Para que se possa fazer uma interpretação adequada das respostas apresentadas nos parágrafos apresentados acima, é necessário ressaltar, em primeiro lugar, que a frequência de respostas indicando os aspectos que podem ser considerados satisfatórios, atualmente, atingiu menos de um quinto do total correspondente às respostas que apontaram o seu oposto, ou seja, as condições que não podem ser consideradas satisfatórias. Em segundo lugar, é necessário salientar, mais uma vez, que alguns quesitos apareceram tanto entre as condições satisfatórias quanto as insatisfatórias. Isso ocorreu pelo fato das diferentes respostas estarem vinculadas a cursos específicos, os quais usufruem de estruturas distintas dentro do mesmo Campus, como é o caso do curso de Agronomia, que se encontra instalado na Sede do Campus, enquanto os cursos de Ciência da Computação, Matemática-Licenciatura e Física-Licenciatura permanecem alojados no prédio da Unidade Urbana, localizada no centro do município de Rio do Sul.
Levando-se em consideração o fato de que os IFs são Instituições Federais de Ensino Superior – IFES legalmente equiparadas às universidades, os roteiros de entrevista incluíram questões voltadas à verificação das atuais condições que estão sendo propiciadas aos servidores e aos estudantes com relação às atividades de pesquisa e extensão.
A primeira questão perguntava aos participantes da pesquisa como se encontram, hoje, as condições de trabalho para a realização de atividades de pesquisa. A parcela mais significativa das respostas indicou que a pesquisa evoluiu muito em relação à antiga Agrotécnica, devido à participação dos IFs em editais de financiamento e ao acesso a bolsas de pesquisa para os estudantes.
Bom, a regulamentação final ainda está um pouco confusa porque está sendo organizado... estava sendo organizado o regimento geral, [...] o regimento de pesquisa, quantas horas que deveriam ser aplicadas a isso para a carga horária [docente], de um lado. Do outro lado, está sendo induzido o processo através dos editais de pesquisa para que você tenha bolsistas. (P023).
Em segundo lugar, tiveram destaque as respostas que apontaram, de um lado, que as atividades de pesquisa ainda são incipientes, mas estão se ampliando em razão da implantação dos cursos superiores, e de outro, que o Campus ainda não está totalmente estruturado para o desenvolvimento destas atividades. Vale destacar, também, a ocorrência de respostas que afirmaram que a pesquisa evoluiu muito em relação à época da antiga Agrotécnica, seja pela criação da pró-reitoria de pesquisa, na reitoria, ou pela criação das coordenações de pesquisa, nos campi.
Hoje eu diria que ainda estamos descobrindo como fazer pesquisa, né. Boa parte da produção que a gente tem hoje no IFC é fruto do que os servidores novos estão trazendo de fora. Então ainda... muitos servidores novos estão envolvidos em projetos que fizeram em seus mestrados e nos seus doutorados que acabaram dando continuidade aqui. (P014).
Eu vejo que hoje nós temos sim já alguns avanços. Nós temos já uma Coordenação de Pesquisa, tanto na reitoria, em cada campus... então tem avanços. Mas ainda precisa caminhar bastante para poder atingir um nível de universidade. (P013).
Foram menos frequentes as respostas que atribuíram os avanços ocorridos no âmbito da pesquisa à existência de incentivo, às melhorias relativas à infraestrutura e às condições de trabalho dos docentes, bem como à admissão de novos docentes com experiência na área de pesquisa.
A segunda questão indagava aos entrevistados como se encontram, hoje, as condições para a realização de atividades de extensão no IFC – Campus Rio do Sul. O destaque ficou por conta das respostas que indicaram que ainda não se atingiu as condições adequadas para a realização de atividades de extensão, mas houve avanços com relação à época da Agrotécnica.
Eu percebo que sim, teve mudanças, mas ainda estão bem lentas. Mas tem mudanças. (P013).
Também foram frequentes as respostas que apontaram que houve um aumento das atividades de extensão, em razão de fatores diversos, tais como: a participação da Instituição em editais de financiamento, a concessão de bolsas e a distribuição de auxílios para os estudantes; a estruturação de uma pró-reitoria e de coordenações de extensão, além da disponibilização de recursos para este fim; a oferta de cursos vinculados aos “programas de governo”, tais como o PRONATEC e o Programa Mulheres Mil, que o governo “obriga”108
a Instituição a oferecer. Outra parcela das respostas assinalou que não houve melhora significativa no quesito extensão, haja vista que a contribuição deste tipo de atividade ainda é muito pobre.
Talvez hoje eu ainda veja esse como ponto mais fraco do Instituto. Eu não vejo ele fazendo muita extensão. Faz por “programas de governo” que a gente é obrigado mesmo, mas assim, de livre e espontânea vontade, não tem muitos não. (T010). A própria existência de uma pró-reitoria de extensão, né, com descentralização de recursos, né, com as bolsas, com os auxílios, né. Isso tudo tá mostrando que houve uma mudança, que houve um incremento em termos de infraestrutura, né, disponibilizando então editais onde os campi podem melhorar sua estrutura e através dos cursos. O próprio PRONATEC, né, os próprios cursos de extensão, né, de curta duração e até média duração. (P002).
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Vale ressaltar que a adesão “compulsória” ao PRONATEC não ocorre somente no âmbito das instituições de ensino. Desde o fim de 2013, todo trabalhador que solicita o seguro-desemprego pela segunda vez num prazo de dez anos, precisa necessariamente comprovar matrícula em qualquer que seja o curso vinculado a este programa, pois só assim ele passa a ter acesso a este benefício. A falta de interesse ou identidade com os cursos escolhidos levou quase um milhão de trabalhadores a desistirem deles, após o início das aulas. Mesmo assim, o aluno desistente “é contabilizado pelo discurso oficial do governo como um dos ‘formados’ pelo programa.” (PITOMBO, 2014). A situação descrita reforça o entendimento de que os cursos ofertados pelo PRONATEC visam à inclusão subordinada de trabalhadores ao longo da cadeia produtiva. Mesmo sendo anteriores à criação deste programa, as pesquisas conduzidas por Kuenzer (2010, p. 253) demonstram que, por conta das condições materiais que se expressam no modo de produção capitalista, bem como de políticas públicas supostamente inclusivas e democráticas, mas que, no entanto, não se materializam, os trabalhadores são levados a buscar modalidades de educação profissional que resultam em mera oportunidade de certificação. Trata-se de um processo que a autora denomina de “inclusão excludente”, que consiste em um tipo de educação inclusiva que, “dada a sua desqualificação, é excludente.”.
Para uma parte dos servidores da Instituição, se o PRONATEC é o principal instrumento dos Institutos Federais para desenvolver a dimensão da extensão, alguns ainda se sentem um pouco confusos com relação a isso.
Tu vê assim estrutura para pesquisa, a estrutura de ensino está montada e, no entanto, tu vê pouco movimento na questão da extensão. A não ser que o PRONATEC... é um projeto de extensão? Ou é um projeto de ensino? Se tu considerar o PRONATEC um projeto de extensão, tu até tens uns trabalhos na comunidade, mas se tu falar que o PRONATEC é um projeto de ensino, fora da comunidade não tem outros. Pelo menos se tem outro projeto não está sendo divulgado para a comunidade. (P007).
A falta de clareza quanto às especificidades do ensino, da pesquisa e da extensão não se restringiu à relação dúbia do PRONATEC com o ensino e com a extensão. Em alguns projetos de pesquisa e de extensão este problema também tem sido constatado.
Primeiro, aqui, eu acho que ainda nem se definiu... não se pegou ainda o que é a definição do que é extensão e do que é pesquisa. Porque as coisas aqui, os projetos se misturam. Então eu acho que primeiro a gente precisa saber o que é extensão e o que é pesquisa, estar claro isso para os coordenadores, estar claro isso para quem lança os editais lá da reitoria [...] (P003).
Os resultados apresentados neste item destacam, como fator positivo, a melhoria das condições de trabalho relacionadas à pesquisa e à extensão. Ainda que a estrutura disponível para a realização destas atividades não seja suficiente para atender plenamente às demandas da comunidade interna, houve avanços significativos, no intervalo entre 2010 e 2012, principalmente quando se faz a comparação com a situação existente na época da antiga EAFRS. Por outro lado, verifica-se que a função assumida pelo PRONATEC no IFC – Campus Rio do Sul vai além da qualificação de mão de obra. De forma distorcida, os cursos vinculados a este programa também têm sido apontados como atividade de extensão, apesar do seu conteúdo não estar articulado ao conhecimento produzido no âmbito do Ensino Superior e da pesquisa acadêmica.
Como mencionado durante a abordagem da relação do PRONATEC com o financiamento do IFC – Campus Rio do Sul, a oferta destes cursos produz uma contradição evidente: o caminho que conduz à melhoria da estrutura de atendimento dos cursos técnicos integrados e superiores, no caso da Instituição investigada, passa pela ampliação da oferta dos cursos do PRONATEC, restringindo-se, portanto, a expansão da oferta de outros cursos. O
IFC – Campus Rio do Sul se vê obrigado a ampliar os cursos e as matrículas neste Programa como forma de viabilizar o acesso a recursos extras, os quais têm proporcionado melhorias importantes na Instituição, tal como a construção do segundo bloco da Unidade Urbana (segundo as informações obtidas nas entrevistas). Deste modo, o PRONATEC é assumido como alternativa, tanto no que se refere ao ensino quanto no que tange a extensão. Mas ao mesmo tempo, a vinculação das novas matrículas (cursos FIC, cursos técnicos subsequentes, Mulheres Mil, entre outros) a este Programa prejudica o alcance dos índices previstos no Plano de Metas, uma vez que as matrículas que estão sob o “guarda-chuva” do PRONATEC não podem ser contabilizadas no Censo Interno da Instituição.
Frente aos entraves colocados à diversificação e à ampliação dos cursos de graduação, à pesquisa e à extensão, tem sido muito difícil para o IFC – Campus Rio do Sul fazer jus ao seu status universitário perante às demandas e necessidades da sociedade. Até o momento, a sua equivalência em relação às universidades permaneceu relegada ao plano meramente formal. Até porque muitos dos benefícios que as universidades proporcionam à sociedade, de modo geral, são resultados de longos anos de pesquisas, muitas das quais são desenvolvidas na pós-graduação. A extensão universitária, propriamente dita, tem a função de socializar estes resultados/benefícios, ao mesmo tempo em que retroalimenta a pesquisa, levando para o interior da universidade novos problemas e desafios da sociedade, mas que podem ser convertidos em problemas de pesquisa. No caso em estudo, a dimensão da pesquisa ainda não se encontra consolidada, o que por consequência inviabiliza a realização da extensão, segundo os moldes universitários.