CAPÍTULO II – ATRAVESSANDO O TEMPO E VIVENDO A
2.3 ESPIRITUALIDADE
Espiritualidade é uma palavra muito utilizada nos dias atuais. Muitos indivíduos se dizem em busca dela para alcançar uma vida melhor, uma vez que estão cansados dos vários tipos de sofrimentos a que estão expostos na vida. Há quem entenda que um dos caminhos que leva à espiritualidade é o da religião e o seu arsenal de práticas de devoção.
O termo religiosidade é utilizado popularmente pelas pessoas religiosas, ou não, para se referirem ao modo como o indivíduo se relaciona e internaliza princípios religiosos, mesmo que não esteja formalmente filiado a alguma religião específica. E na mesma forma de pensar, popularmente, a espiritualidade é conhecida como um processo do ser que busca uma relação com o transcendental, o que, por sua vez, com frequência, é também intimamente ligado à religião.
Também na literatura filosófica e científica, esses termos sofrem variações, algumas vezes sobrepondo-se, e em outras se diferenciando uns dos outros, conforme cada abordagem em foco. Para ter uma ideia dessa variabilidade, Valle (1998) relata que, já em 1958, W. H. Clark reuniu nada menos que 48 definições psicológicas de religião. Não seria exagerado dizer que, se essa tarefa
fosse realizada hoje, em relação ao termo espiritualidade, poderíamos facilmente encontrar maior número de definições concernentes.
Especificamente no campo da psicologia da pessoa idosa, Goldstein e Sommerhalder (2002) utilizam a palavra religião originária do latim, religare, que significa a ligação entre Deus e os homens. No entanto, Rodrigues (2012), colunista da revista Veja, afirma que religião é uma palavra existente no português desde o século 13, um termo que se derivou do latim religio, religionis, e expressa a ideia de culto, prática religiosa ou cerimônia divina. Ele diz se inclinar à acepção da palavra que é “reler, revisitar, retomar o que estava largado”, assumindo nesse contexto a definição de releitura e interpretação contínua dos textos de doutrina religiosa. Possibilidade de retomada da dimensão espiritual da vida, que os homens estão afastados em virtude dos afazeres do cotidiano.
A tradicional e contestada visão do vocábulo religião com o sentido de religare, atar a humanidade à esfera divina, obteve muito sucesso entre os dicionaristas, devido a sua força poética. Temos, portanto, relegere, como reler; revisitar e religare, como sentido prosaico de prender os cabelos; enfeixar a lenha e não de estabelecer uma ligação perdida entre os homens e a divindade.
Conforme exposto acima, a religiosidade é percebida como um fenômeno multifacetado, que segundo Goldstein e Sommerhalder (2002), é a avaliação da experiência subjetiva que envolve as dimensões de um comportamento religioso, o qual está ancorado em quatro itens: rituais (atividades religiosas institucionalizadas ou não), as crenças, o conhecimento religioso e as experiências religiosas.
Moberg (1973) identifica a religiosidade de modo a caracterizá-la em cinco dimensões. A primeira delas é a dimensão experimental, na qual as pessoas religiosas demonstram ter necessidade de uma convicção no transcendental, caracterizada pela fé, crença, cognição e temor. A segunda dimensão, intitulada por ideológica, diz respeito ao que de fato eles acreditam, na importância dessa crença e suas funções na vida da pessoa. A terceira é a ritualística, correspondente às práticas que vão das adorações públicas, pessoais, orações, jejuns e participações em geral. A quarta dimensão, intelectual, está intimamente ligada com o conhecimento e as informações pessoais de base doutrinária sobre determinada crença. E, por fim, a dimensão resultante, que inclui todas as especificidades que as pessoas devem fazer e no que acreditar como resultado da religião.
Obviamente, há distinções tanto em tipos e graus entre as cinco dimensões. Assim como a própria religiosidade não é um conceito unilateral, cada uma das principais dimensões são complexas e multidimensionais. As áreas de comprometimento religioso são todas intrinsecamente confinadas umas as outras na vida real; nenhuma pode ser estudada efetivamente sem o reconhecimento e consideração das outras (MOBERG 1973).
A tentativa de conceituar a religiosidade não é tarefa fácil, uma vez que os conhecimentos sobre a religião não são simples; ao contrário, são multidimensionais e os fenômenos estudados não são coincidentes. No campo da religião, se consideramos as dimensões descritas por Moberg (1973), precisamos lembrar que elas se influenciam reciprocamente e estão muito próximas entre si.
Barbosa e Freitas (2009), em suas pesquisas sobre religiosidade em idosos sob cuidados paliativos, reservaram ao termo religiosidade a definição de adesão individual às crenças e atributos religiosos específicos de uma doutrina religiosa. Esses atributos individuais vinculam-se aos aspectos institucionais da religião.
A religiosidade pode ter duas fontes motivacionais: intrínseca e extrínseca. A primeira está relacionada às atividades solitárias da pessoa genuinamente religiosa: oração, meditação e leituras religiosas. Neste caso, a religião é parte integrante da vida do indivíduo. A segunda é quando a pessoa utiliza a religião para atender às suas necessidades de segurança e autoproteção. São os rituais religiosos públicos e as demais práticas religiosas que aproximam a pessoa de seus semelhantes que professam as mesmas crenças religiosas. Ainda que não exista literatura especializada que comprove a eficácia de uma sobre a outra, sabe- se que as atividades extrínsecas ampliam e fortalecem o suporte social (SOCCI, 2010).
Goldstein e Sommerhalder (2002) ampliam as considerações sobre a religiosidade, além das dimensões intrínsecas e extrínsecas. As autoras também observaram, a partir do levantamento da literatura concernente, um enfoque motivacional, caracterizado em duas abordagens: substantiva e funcional. A dimensão substantiva é dirigida à experiência espiritual individual que busca a aproximação com a divindade, uma religiosidade com um fim em si mesma. A funcional é uma religiosidade direcionada à busca de significado diante do desconhecido, um meio para atingir um fim, seja ele um controle social ou ainda um
auxílio psicológico. Allport (GOLDSTEIN E SOMMERHALDER 2002) foi um dos principais representantes para a abordagem da religiosidade sob tal perspectiva, ao distinguir entre religiosidade extrínseca e religiosidade intrínseca.
Pargament (1997) define um modelo teórico denominado de enfrentamento religioso (ER) para o processo através do qual a religiosidade funciona como um suporte de enfrentamento de situações difíceis e estressoras, percebida pelo indivíduo como uma ameaça além das suas capacidades suportivas. A busca do sagrado pelo ER permite o alívio, o consolo, perante as importantes exigências impostas pelas situações da vida, além de ser capaz de aumentar a qualidade de vida, bem como interferir positivamente na saúde do indivíduo. A religiosidade pode fornecer um significado à vida que transcende o sofrimento, sendo um eficaz recurso de enfrentamento frente às situações angustiantes.
Araújo et al (2008) afirmam que a religiosidade faz a ligação entre o sagrado e o mundo profano. A religião cria a ideia de espaço sagrado por meio de seus templos, igrejas e santuários, formalizados pelas cerimônias nas quais fica bem delimitada a cisão entre o espaço sagrado e o espaço comum. A sacralização é ritualizada através dos cultos, preces, pedidos, agradecimentos e outros ritos.
O sagrado possibilita a diferenciação entre o natural e o sobrenatural. Sobre este último, pode se delinear como a situação que os homens julgam ser impossível de realizar pela capacidade humana. O encantamento do mundo vivido é percebido nas manifestações do sagrado, que está intimamente ligado à religiosidade humana (ARAÚJO et al., 2008).
Paiva (2011) atribui ao termo espiritualidade a especificidade e a historicidade que os termos da língua possuem para constituí-las. Espiritualidade provem de um adjetivo abstrato: espiritual. Segundo ele, esse termo não existia no latim clássico e foi revelado de maneira genuína pelo latim da igreja, que lhe sugere um significado de referência ao Espírito Santo, o qual ficou conhecido como o primeiro significado da palavra espiritual. Durante séculos, esse foi o sentido real do termo.
O termo espírito foi mantido, mas atualmente com o sentido de espírito humano, aquele que se iguala a todos e oferece o caráter de uma vida guiada pela razão. E, por fim, na década de 60, o termo espiritual ganhou a denotação de autorrealização, através do qual o indivíduo persegue o aperfeiçoamento das potencialidades humanas. Nos dias atuais, esse é o sentido da palavra
espiritualidade, o que o deixa separado da orientação religiosa, podendo até mesmo se expressar por meio de uma “espiritualidade ateia”, conforme salienta Paiva:
Por espiritualidade veio a entender-se o indivíduo, a criatividade, a experiência pessoal principalmente afetiva, os grupos de livre escolha, as celebrações espontâneas e a inserção ecológica, com os sentimentos de liberdade, autenticidade, conexão (PAIVA, 2011, p.37)
A espiritualidade vem do latim, spiritus, e surge com o significado de sopro, em uma referência ao “sopro da vida”. Caracteriza a capacidade de se maravilhar e demonstrar gratidão pela vida e reverência, uma noção de transcendência ligada não apenas ao sagrado, mas às artes, à experiência de doação de si à natureza, ao bem, à bondade, à justiça e ao amor ao próximo. Ainda que multifacetada, a espiritualidade propicia as explicações sobre os fins últimos da existência sobre o passado, o presente e até com predições ao respeito do futuro, propiciando alívio da ansiedade e segurança para as pessoas que vivenciam seus significados (MALDAUN et al, 2008).
Segundo Goldstein e Sommerhalder (2002), a espiritualidade é a capacidade que o indivíduo possui de se ligar consigo mesmo, com outras pessoas e com um ser superior, além de transcender a si mesmo, ao tempo e ao espaço, atento a todos à sua volta e ainda continuar ligado ao mundo em que vive. Dessa ação resulta uma vivência da vida de forma significativa. Isto resulta em emoções positivas:
[...] Essas pessoas alcançam uma percepção de conexão espiritual com elas mesmas mediante a integração de recordações do passado, de fatos da vida presente e da projeção do futuro, ou seja, elas tomam consciência de que pertencem a um todo; e também experimentam os efeitos integrativos da espiritualidade em seus relacionamentos com as outras pessoas e com o mundo. (GOLDSTEIN; SOMMERHALDER, 2002, p. 951).
Socci (2010) define a espiritualidade como um recurso interno que ao entrar em contato com o sagrado, permite a noção de transcendência. As pessoas podem ter um sentimento de espiritualidade sem haver a necessidade de se voltar a um Deus, elas possuem as seguintes características: fé, confiança em um poder supremo, crença no significado da vida, capacidade de perdoar, gratidão pela vida e
ainda conseguem superar o desafio de encontrar sentido no sofrimento resultante dos conflitos existenciais.
Ao refletir sobre o processo da espiritualidade, percebe-se que há uma estreita relação entre a busca pessoal de transcendência e uma qualidade de vida. Independentemente de quais sejam as crenças do indivíduo, a sua espiritualidade lhe dá o sentimento de pertencimento a um universo de paz interior no qual se deseja melhoras de si mesmo e plenitude interior, na qual não se limita apenas a uma prática religiosa (COSTA, 2012).
Recentemente, foi realizado por Marques (2010) estudo teórico com o objetivo de revisar estudos científicos sobre o conceito de espiritualidade e sobre os termos, espiritualidade e religiosidade, nos quais encontrou alguns pontos de encontro e outros de divergência. Entre os destaques sobre a espiritualidade, vale destacar o exposto nos dois parágrafos seguintes.
A Psicologia da Religião surgiu na década de 1880 e entre alguns nomes de destaque, temos os mais conhecidos Wundt, James, Freud e Jung. Nessa época os estudos sobre o tema da religião eram vistos com uma parcela de suspeita. Desde James, o termo espiritualidade está fundido com o termo religião que se traduz por atitudes, sentimentos e experiências do indivíduo na sua introspecção junto com o que considera divino (MARQUES, 2010).
As questões do religioso ganharam um enfoque diferente na década de 1960, a partir da Psicologia da Religião. As formas de expressão da espiritualidade foram ganhando um cunho de experiência individual em oposição ao fenômeno coletivo e institucionalizado da religião. A espiritualidade passa a ser tão abrangente, que se torna uma dimensão da experiência humana de valores, perspectivas, emoções e crenças. Marques (2002) enuncia a espiritualidade como uma fonte propulsora comparável a uma substância capaz de liberar energia; e que ainda possibilita o encontro do ser consigo mesmo, e com o outro, rumo ao transcendental, renovando esse indivíduo para as atividades cotidianas.
Após o processo de caracterização da religiosidade e espiritualidade, este é o momento de esclarecermos que neste trabalho, utilizaremos o conceito de espiritualidade para entender melhor a pesquisa que logo se delineia através das entrevistas com as colaboradoras, como veremos adiante.
Dendena et al. (2011) também conceituam a espiritualidade pela crença ligada ao sobrenatural que acompanha a humanidade desde a sua origem, lembrando que desde os primórdios o homem procurou explicar os fenômenos a seu redor, através do medo, pelo desejo de controlá-los ou ainda por curiosidade. Os autores chamam a atenção ainda para o fato da busca pela espiritualidade na velhice ser um movimento natural, uma vez que a proximidade da finitude leva o indivíduo à busca pela transcendência por meio do sagrado. Reconhecem ainda que esse é um fenômeno cultural, no qual os idosos apresentam-se mais perto da espiritualidade pelo fato de que antes ela ocupava um espaço mais normativo do que na sociedade atual, contribuindo para que os idosos sejam mais expressivos em sua espiritualidade do que os mais jovens.
Essa crença representa um papel importante para o idoso frente às adversidades e perdas comuns da idade, auxiliando-o como instrumental emocional e psicológico, promovendo a superação de fatores estressantes pelo senso de pertencimento ou compromisso a uma crença religiosa.
Diante da vivência do sofrimento físico ou até psicológico vivido pelo idoso que se depara com um processo de declínio constante e progressivo resultante das modificações biológicas, aparece também a dificuldade frente à finitude, como esclarece Barbosa e Freitas:
A morte, apesar de ser condição dada pela própria vida e existência humana, tende a ser temida e, tanto quanto possível, afastada pelo homem, por ser vista como causadora de grande sofrimento psíquico. É encarada como representante de dor, angústia e solidão, roubando-lhe a existência. A perspectiva de morte também pode gerar um temor no ser humano perante a ruptura da existência física e espiritual (BARBOSA; FREITAS, 2009 p.121)
Segundo Barbosa e Freitas (2009), o processo de envelhecimento é inerente à condição humana, e pode ser uma experiência complexa e subjetiva percebida nem sempre de forma positiva. Para as autoras, a espiritualidade funciona como suporte psicológico capaz de favorecer a superação de eventos estressantes, promovendo o equilíbrio frente às questões existenciais.
Maldaum et al. (2008) realçam que a espiritualidade está vinculada com a busca de significados, heroísmo diante de situações de sofrimento e autotranscedência. As autoras percebem que na busca de um significado existencial ao longo da vida, os idosos que possuem uma espiritualidade estão mais propensos
a perceberem a vida com mais sentido e significado, são mais tolerantes e aceitam as situações da vida e o processo natural de envelhecimento. Assim, por exemplo, dificuldades relativas ao vazio existencial são percebidas em menor frequência em pessoas que cultivam sua espiritualidade. Além disso, elas também tendem a ser mais realistas quanto às suas metas de vida, ainda que já estejam vivendo uma fase de perspectiva de finitude.
Ainda baseado nessas autoras, acima citadas, os idosos que cultivam alguma forma de espiritualidade são menos propensos às frustrações e insatisfações, apesar do declínio de algumas funções, das perdas e do estresse que os acometem. Eles aceitam a sua forma de vida e demonstram que vão significando a sua existência ancorados na espiritualidade.
O entusiasmo de pesquisadores sobre os temas da religiosidade e da espiritualidade é cada vez mais crescente, uma vez que eles estão imbricados com as relações humanas. Em 1973, Moberg já afirmava que geriatras e gerontologistas possuem opiniões divergentes quando se trata de estabelecer a importância da religião na vida dos idosos. Os desacordos envolvem várias questões que vão desde a predisposição de frequência dos idosos às igrejas até as características da fé dos mais velhos. Segundo ele, após várias pesquisas de análises comportamentais e estudos empíricos, concluiu-se que as divergências e contradições são resultantes apenas da diversidade de conceitos que estão envolvidos em torno da religião. O autor referiu-se também à diversidade de metodologias, o que gerou resultados contraditórios. Havia preconceitos sobre a temática, fazendo com que os profissionais se distanciassem do papel da religião e suas influências na vida dos idosos. Porém, Morberg (1973) via uma possibilidade rica e proveitosa de estudos entre a religião e as ciências, sobre as implicações da religião na vida do idoso. Ainda que houvesse preconceitos contra a religiosidade para a saúde mental dos idosos, também havia fortes tendências de implicações positivas, embora os não religiosos tendem a ver apenas as implicações negativas sobre a religiosidade dos idosos.
No meio acadêmico e científico, o olhar que se lança para as questões da religiosidade e da espiritualidade é de muita suspeita, desconfiança e, até mesmo, descrédito.
É inquestionável o papel das igrejas e associações de voluntários que trabalham para o bem- estar físico, psicológico e espiritual dos idosos. Em várias
instituições com esses fins, os próprios idosos fazem parte do quadro de trabalhadores voluntários em prol das pessoas ainda mais velhas. Pesquisadores não possuem dúvidas quanto à participação desses idosos em instituições dessa natureza, que estão aptos e demonstram que se sentem bem nessa tarefa. Segundo Moberg (1973), as confusões entre os resultados acabam influenciando as tentativas tradicionalistas de práticas que acreditam que a religião mude radicalmente a vida dos idosos ou ainda, que seja totalmente ignorada em programas voltados especificamente para os idosos.
No Brasil, o censo de 2010 registrou a distribuição do percentual da população brasileira que se declarava com e sem religião. Entre as pessoas sem religião dos 20-24 anos, o índice foi de 9,4%. Este índice decresceu a partir dos 30- 39 anos, com 7,2% e com 3,4% entre as pessoas com 80 anos ou mais. No censo de 2010, as pessoas de 20-24 anos declararam não possuir uma religião, eram 10,6% com queda para a partir dos 30-39 anos, de 8,8%. Entre as pessoas de 80 anos ou mais, afirmaram não possuir religião 3,4% (IBGE, 2010).
As informações censitárias, portanto, nos mostram que o segmento populacional de pessoas de 80 anos ou mais apresentam as menores taxas de indivíduos sem religião, acredita-se que o número de pessoas que se declararam sem religião começou a diminuir sensivelmente entorno dos 30-39 anos.
A comparação entre os resultados do censo demográfico de 2000 e 2010 evidencia que houve uma diminuição da totalidade do público sem religião nas idades mais avançadas. Ou seja, número dos indivíduos com idades mais avançadas que apresentam religião está aumentando. Esta é uma tendência dos últimos censos e está válida tanto para o censo do ano de 2010 como para os dias de hoje.
Neste sentido, o tema da espiritualidade foi o escolhido aqui para fundamentar a análise das entrevistas com as colaboradoras, embora o referencial fenomenológico seja o aporte teórico pelo qual acontecerá o estudo e as análises finais, considerando os objetivos desse estudo.