O reômetro consiste essencialmente de 2 pratos, que são aquecidos, e de um registrador de torque versus tempo. A amostra é colocada em uma cavidade termicamente regulável, na temperatura de vulcanização escolhida. A resistência oferecida (torque), pelo composto de borracha a uma oscilação de baixa amplitude (0,5º para o MDR e 1, 3 ou 5º para o ODR) de um rotor bicônico (ODR) ou de uma meia-cavidade (MDR), é medida em função do tempo (ASTM D2084), (ASTM D5289). A curva resultante é mostrada no Gráfico 1 (ROCHA; LOVISON; PIEROZAN, 2003).
Gráfico 1: Gráfico do torque em função do tempo.
(ROCHA; LOVISON; PIEROZAN, 2003)
Entre os parâmetros determinados estão (ROCHA; LOVISON; PIEROZAN, 2003).
Torque mínimo (ML), que reflete razoavelmente a viscosidade de uma composição à temperatura de vulcanização considerada;
Tempo de pré-vulcanização (scorch time) (tsx), que é o tempo necessário para aumentar o torque mínimo de 0,226N.m (2,0lbf.in) quando se usa o arco ± 3º ou ± 5º, ou de 0,113N.m (1,0lbf.in) quando se usa o arco ± 1º. Essa propriedade é de grande importância, especialmente nos casos de misturas destinadas à extrusão e calandragem, pois indica o grau de segurança do processo;
- Torque máximo (MH), que reflete razoavelmente o módulo do vulcanizado; e
- t90, também chamado de tempo ótimo de vulcanização, que é o tempo necessário para atingir 90 % do torque máximo, obtido pela Equação E2.
t90 = (MH — ML) x 0,9 + ML (3) (E2)
A determinação dos parâmetros de vulcanização foi feita em reômetro de disco oscilatório PRESCOTT, modelo Mini Tester Moving Die, com freqüência de 100cpm, amplitude de deformação de 1o e temperatura de 150oC. Os testes foram realizados segundo ASTM 2084 e ASTM 5289. A Fotografia 8 apresenta o reômetro utilizado.
Fotografia 8: Reômetro de disco oscilatório PRESCOTT, modelo Mini Tester Moving Die utilizado.
3.2.2.2 Análise Microestrutural
As amostras foram observadas em microscópio óptico BX-60M da Olympus, luz incidente e pelo método de luz refletida e opaca. Para a observação as amostras foram resfriadas a -65oC e cortadas. As superfícies não foram submetidas a qualquer tipo de preparação.
3.2.2.3 Dureza
A dureza mede a resistência de uma superfície oposta à penetração por um instrumento de dimensões determinadas, sob carga também determinada. Os índices numéricos de dureza podem representar a profundidade de penetração, ou valores arbitrários convenientes, derivados dessa profundidade.
A dureza da borracha e de compostos elastoméricos pode ser determinada em IRHDs (Grau Internacional de Dureza da Borracha) e Grau de Dureza Shore (tipo A ou D).
O durômetro tipo Shore A tem um penetrador cônico e é usado para medir dureza de compostos de borrachas macias até cerca de 90 Shore A. O durômetro tipo Shore-D tem um penetrador cônico sendo recomendado para testar materiais mais duros (acima de 90 Shore A) (NAGDI, 1993).
A dureza das amostras foi obtida por meio de durômetro Shore A, de acordo com a norma ASTM D 2240.
A dureza Shore A das amostras foi medida nas placas obtidas com uma espessura maior ou igual a 6mm.
A Fotografia 9 apresenta o durômetro do tipo Shore A, da Mitutoyo, utilizado na determinação de dureza das amostras.
Fotografia 9: Durômetro do tipo Shore A, da Mitutoyo, utilizado na determinação de dureza das
3.2.2.4 Resistência à tração
O objetivo do teste é descrever o comportamento de um material quando este é submetido a forças que tendem a puxá-lo separadamente (opostamente), e determina qual a extensão máxima atingida pelo material em relação ao seu comprimento inicial. O módulo de elasticidade sob tração é uma indicação da rigidez relativa de um material e do grau de vulcanização de um composto de borracha, sendo determinado pelo diagrama tensão versus deformação.
Propriedades de tração incluem resistência à tração, alongamento e módulo de elasticidade. Estas propriedades são determinadas por meio de um ensaio padrão das amostras submetidas a uma taxa constante de estiramento, usando um equipamento de tração.
A resistência à tração é a tensão, expressa em MPa ou N/mm2, necessária para romper uma amostra em teste padrão pelo estiramento, com uma taxa de velocidade constante.
O alongamento é definido como uma expansão produzida pela força de tração aplicada para uma amostra e é expressa como uma porcentagem do comprimento original.
O alongamento na ruptura é o alongamento obtido na ruptura da amostra e é determinado, simultaneamente, com o teste de resistência a tração.
O módulo de elasticidade é definido como a tensão, expressa em N/mm2, necessária para produzir certo alongamento.
As propriedades de tração foram determinadas de acordo com a norma ASTM D 412, em equipamento de ensaio universal Q-Test 65, apresentado na Fotografia 10.
3.2.2.5 Resistência ao Rasgamento
Os ensaios de resistência ao rasgamento foram realizados de acordo com a norma ASTM D-624, utilizando um corpo de prova do tipo B, em uma máquina de ensaio universal da marca Q-Test, modelo 65X.
Neste teste a força aplicada não é distribuída por todo o corpo de prova, mas concentrada na posição do corte. O teste mede a energia necessária para rasgar o corpo de prova numa velocidade específica de separação. A energia necessária inclui a energia requerida para distender totalmente o elastômero e depende parcialmente das propriedades viscoelásticas do material, sendo, contudo, altamente dependente da velocidade empregada. A resistência ao rasgo de um elastômero não é relacionada à sua tensão de ruptura.
3.2.2.6 Resiliência
A resiliência é determinada pela quantidade de energia devolvida após a deformação, por aplicação de uma tensão. É medida normalmente em percentual da energia recuperada e fornece informações sobre o caráter elástico do material (ASTM D 2632). A histerese é um fenômeno observado em alguns materiais, no qual certas propriedades, em determinado estado, dependem de estados anteriores. No caso de propriedades mecânicas a histerese pode ser medida pela perda de energia durante um ciclo de deformação e recuperação do material (ASTM D 2231). Nas espumas flexíveis e elastômeros celulares, a resiliência é determinada pela quantidade de energia devolvida após o impacto do material com uma massa conhecida, sendo medida pelo ricochete resultante. Um material perfeitamente elástico tem uma resiliência de 100% e um perfeito absorvedor de 0%. Para espumas flexíveis de baixa densidade é preferido um método simples (NBR 8619 - ASTM D 3574) no qual uma bola de tamanho e peso padrões cai sobre a amostra da espuma, de uma altura padrão. A quantidade de energia devolvida é determinada então pelo ricochete resultante. A Fotografia 11 apresenta o equipamento utilizado nos testes de resiliência.
Fotografia 11: Equipamento utilizado nos testes de resiliência
3.2.2.7 Deformação permanente sob compressão de elastômeros vulcanizados (Compression set)
Os ensaios de deformação permanente sob compressão foram realizados de acordo com a norma ASTM D 395.
A finalidade deste ensaio é a verificação da capacidade da borracha vulcanizada de conservar suas qualidades elásticas quando submetidas à ação prolongada de compressão.
Este ensaio fornece importante indicação sobre a propriedade da borracha de absorver vibrações. A borracha que apresenta elevada deformação permanente escoa e torna- se muito delgada para conservar as características de amortecimento de vibrações.
Compressões prolongadas conduzem à alguns graus de deformações permanentes, significando que parte da deformação é recuperada e parte é permanentemente retida.
Compression set é definida como uma soma de deformações permanentes após a remoção da força de compressão. Portanto, se o elastômero está sendo comprimido acima das condições especificadas haverá uma redução residual na espessura depois da completa cessação da força compressiva que é conhecida como Compression set. A extensão da deformação da Compression set depende da temperatura e da força compressiva do tempo de duração do esforço (NAGDI, 1993).
A Compression set pode ser determinada por meio das normas ASTM D 395, que determina a Compression set sob constante desvio da temperatura normal e alta, e ASTM D 1229 que determina a Compression set sob constante desvio da temperatura baixa.
A norma ASTM D 395 indica dois métodos para a determinação da
Compression Set: métodos A e B.
Método A: determina a deformação permanente à compressão sob carga constante é a deformação residual da altura do corpo de prova, relativamente à altura original, medida depois da remoção do corpo de prova do dispositivo de ensaio, o qual foi submetido a uma carga constante durante tempo e temperatura determinados. O aparelho de ensaio deve possuir um dispositivo capaz de comprimir o corpo de prova sob força constante, entre duas placas de aço planas e paralelas, tendo as superfícies especularmente polidas.
Método B: determina a deformação permanente quando a amostra é submetida a uma deformação constante. Consiste em submeter um corpo de prova padronizado a uma deformação constante de compressão, determinando-se a deformação residual relativamente à deformação imposta ao corpo de prova. O aparelho de ensaio deve possuir um dispositivo capaz de comprimir os corpos de prova sob deformação constante, entre duas placas de aço planas e paralelas, tendo as superfícies de ensaio especularmente polidas. A deformação imposta é mantida constante por meio de espaçadores convenientemente localizados.
A Fotografia 12 apresenta o equipamento utilizado neste ensaio (Método A).
3.2.2.8 Teste de imersão em fluidos
O ensaio de imersão em fluidos foi realizado de acordo com a norma ASTM D 471. Os corpos-de-prova foram submetidos à imersão pelo período de 168 horas em óleo ASTM #3 à temperatura de (100±2)ºC. Foi observada a variação da massa.
O teste de imersão em fluidos determina a influência nas propriedades do material elastomérico quando expostos a líquidos. O procedimento do teste envolve a exposição da amostra em líquidos sob condições definidas de temperatura e tempo. Embora o equilíbrio ou a mudança no volume final seja uma boa indicação geral da resistência ao fluido, em alguns casos é também importante medir as mudanças nas propriedades mecânicas assim como a dureza, resistência à tração e alongamento. Um baixo inchamento nem sempre significa boa resistência aos fluidos, pois esta exposição pode causar uma grande deterioração das propriedades físicas (NAGDI, 1993).
O grau de inchamento depende, além das estruturas do elastômero e do solvente, do tempo e da temperatura que o elastômero permanece em imersão. A Fotografia 13 apresenta a estufa na qual as amostras foram mantidas a 100oC por 168 horas.
Fotografia 13: Estufa na qual as amostras foram mantidas a 100oC por 168 horas.
3.2.2.9 Ensaio de caracterização de materiais atenuadores
O objetivo deste ensaio foi avaliar as propriedades de atenuação dos compostos.
Neste ensaio são realizadas medições da razão de atenuação em amostras do material, sendo que as medições são realizadas utilizando um equipamento radiológico industrial de potencial constante.
O ensaio foi realizado em temperatura ambiente e as medições foram realizadas utilizando-se os equipamentos descritos na tabela 8
Tabela 8: Equipamentos utilizados no ensaio de caracterização de materiais Atenuadores
EQUIPAMENTO Marca Modelo
Equipamento de raios X Philips MGC 30
Câmera de Ionização Radcal 10x5-6cm3
Monitor de Radiação Radcal 9015
Espectrometro Amptec CdTe
Fontes de Calibração de 241Am and 133Ba --- Fabricação IPEN
Foram realizados testes de transmissão da radiação com uma câmara de ionização e com um espectrômetro de alta resolução nas tensões de 40, 80 e 140 k.V nas seis amostras de EPDM, onde foi relacionada a razão de atenuação (K/Ko), isto é, a intensidade de radiação atrás de cada uma das amostras (K) dividida pela intensidade de radiação sem nenhuma amostra (Ko), na energia solicitada para realização do ensaio
3.2.2.10 Ensaio de espessura equivalente de atenuação em Pb
Foram determinadas as espessuras equivalentes em chumbo de acordo com a norma de ensaio de materiais para radioproteção ABNT NBR/IEC 61331, onde as medições nos corpos de prova foram realizadas para determinar a indicação de suas propriedades de atenuação, utilizando os equipamentos apresentados na Tabela 10, e com tensão do tubo de raios X de 100 kV com filtração total de 0,25mm Cu, em conformidade com os métodos descritos pela norma utilizada.
Tabela 9: Equipamentos utilizados no ensaio de espessura equivalente de atenuação em Pb Equipamentos Fabricante Modelo
Filtros de Cobre ---- ---- Absorvedores de
Chumbo ---- ----
Câmera de Ionização PTW 23361 Monitor de Radiação PTW Unidos
Tubos de raios X Philips MCN323
Gerador Philips MG 325
Comando Philips MGC 40
O Anexo A apresenta o arranjo arranjo experimental utilizado para o ensaio descrito.
3.2.2.11 Envelhecimento pela radiação ultravioleta
A exposição artificial das amostras foi feita numa câmara de envelhecimento da marca Q–Lab que utiliza lâmpadas fluorescentes UVA, com controle de radiação, temperatura e ambiente de condensação. A exposição seguiu a norma ASTM G-154 a qual indica um ciclo de 8 horas de lâmpadas ligadas com emissão de 0,89 W/m2 a 60°C, seguido de um ciclo de 4 horas com lâmpadas desligadas sob condensação a 50°C.
3.2.2.12 Análise térmica dinâmico mecânico - DMA
A análise térmica dinâmico-mecânico, DMTA, tem sido amplamente usada como uma técnica de caracterização de polímeros através da detecção dos processos de relaxação, por apresentar sensibilidade muito superior (por volta de três ordens de grandeza) quando comparada as técnicas convencionais de análises térmicas (DSC, TMA e outras).
Uma das utilizações mais comuns da técnica DMTA é também na determinação da temperatura de transição vítrea (Tg), que apresenta a grande vantagem de ser um método direto de medição, permitindo ainda determinar transições secundárias que estão relacionadas a relaxação de grupos ou parte de grupos laterais da cadeia polimérica e, também, a temperatura de fusão cristalina de polímeros semicristalinos TM. Essas temperaturas de transição podem ser definidas através de máximos nas curvas do amortecimento mecânico (tan ) como uma função da temperatura (CANEVAROLO JR, 2004).
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os compostos elastoméricos obtidos foram caracterizados por meio de ensaios reológicos, mecânicos, microestruturais e atenuação e proteção a raios X.
4.1 REOMETRIA
Para a determinação do tempo de vulcanização (processo pelo qual o elastômero presente na mistura, constituído de polímeros lineares, se transforma em uma rede tridimensional), as amostras calandradas foram submetidas ao teste de reometria sob vulcanização em reômetro de disco a 150oC.
No ensaio reométrico de torque sob aquecimento o elastômero passa do estado original plástico a um outro elástico com características definidas e estáveis
A Fotografia 15 apresenta uma das amostras após o teste de reometria.
Fotografia 15: Amostra após o teste de reometria.
A Tabela 10 e os Gráficos 2 e 3 apresentam os resultados obtidos nos ensaios de reometria. Por meio dos resultados obtidos observa-se que há um aumento do tempo de vulcanização com o aumento da concentração de barita nos compostos.
Gráfico 2: Torque em função do tempo de vulcanização dos compostos obtidos
Tabela 10: Tempo de vulcanização T 90%.
Amostras
Composto 0 Composto 1 Composto 2 Composto 3 Composto 4 Composto 5 Tempo de
Vulcanização T90% (min)
Gráfico 3: Tempo de vulcanização dos compostos obtidos.
4.2 ANÁLISE VISUAL DAS AMOSTRAS OBTIDAS
A Fotografia 16 apresenta as mantas elastoméricas obtidas, após a vulcanização, sem e com adição de barita moldada.
Como pode ser observado, as mantas obtidas apresentam um aspecto visual uniforme.
Fotografia 16: Mantas obtidas a partir dos compostos após a cura, reforçados com: A)50phr;
B)75phr; C)100phr ; D)125phr E) ; 150phr de barita; F) 0phr de barita
4.3 RESISTÊNCIA À TRAÇÃO
A Fotografia 16 apresenta os corpos de prova obtidos para o ensaio de tração. As Tabelas 11 a 13 e os Gráficos de 4 a 6 apresentam os resultados obtidos para o ensaio de tração.
Fotografia 17: Corpos de prova obtidos para o ensaio de tração. Tabela 11: Resistência à tração na ruptura.
Amostras Tensão Máxima (MPa)
Composto 0 Composto 1 Composto 2 Composto 3 Composto 4 Composto 5
CP1 0,92 1,45 1,45 1,52 0,83 1,65 CP2 0,62 1,57 1,59 1,57 1,28 1,07 CP3 0,83 1,29 1,51 1,55 1,09 1,51 CP4 0,59 1,35 1,62 1,93 1,35 1,44 CP5 0,77 1,26 1,92 1,51 0,50 1,05 Média± DP 0,74±0,13 1,38±0,12 1,61 ±0,18 1,61±0,17 1,01±0,34 1,34±0,27
Tabela 12: Módulo de Elasticidade sob tração das amostras.
Amostras Módulo de Elasticidade (MPa)
Composto 0 Composto 1 Composto 2 Composto 3 Composto 4 Composto 5
CP1 1,70 2,92 3,01 2,63 4,19 3,48 CP2 2,00 2,28 2,15 3,23 3,22 3,43 CP3 2,29 2,51 2,47 2,62 3,90 3,27 CP4 2,44 2,49 2,78 3,38 4,05 2,72 CP5 2,33 2,49 2,44 1,90 3,65 3,26 Média± DP 2,15±0,30 2,53±0,23 2,57±0,33 2,75±0,58 3,80±0,38 3,23±0,30
Gráfico 5: Módulo de Elasticidade sob tração na ruptura dos compostos obtidos.
Tabela 13: Alongamento na ruptura sob tração.
Amostras Deformação (%)
Composto 0 Composto 1 Composto 2 Composto 3 Composto 4 Composto 5
CP1 203 351 210 100, 187 63 CP2 197 226 265 121 96 65 CP3 152 155 271 99 187 61 CP4 135 262 285 150 234 71 CP5 154 301 259 91 68 63 Média± DP 168±30 259±74 259±29 112±21 155±10 65±4
Gráfico 6: Alongamento na ruptura sob tração dos compostos obtidos.
De acordo com os resultados apresentados nas Tabelas 11 a 13 e nos Gráficos 4 a 6 observa-se que:
- A tensão de ruptura sob tração aumenta com a concentração de barita até a concentração de 125phr. Provavelmente, para concentrações maiores não ocorre boa dispersão de carga na matriz elastomérica e, portanto, esta carga interfere na cristalização do elastômero, sob tração; - Dentro da faixa de concentração estudada a barita age como carga de reforço;
- O módulo de elasticidade sob tração aumenta com o teor de barita nos compostos;
- A adição de barita aumenta o alongamento na ruptura até a concentração de 75phr. Observa- se que houve um decréscimo para os compostos contendo maiores concentrações de barita. - Comparando os resultados obtidos para os compostos de EPDM contendo barita com os dados fornecidos pelo fabricante de aventais elastoméricos a base de chumbo, observa-se que as propriedades de tração encontram-se dentro do intervalo solicitado para este tipo de artefato.
4.4 RESISTÊNCIA AO RASGAMENTO
A Fotografia 18 apresenta os corpos de prova obtidos para o ensaio de rasgamento.
A Tabela 14 e o Gráfico 7 apresentam os resultados obtidos para o ensaio rasgamento.
Neste ensaio a força aplicada não é distribuída por todo o corpo-de-prova, mas concentrada na posição do corte.
Fotografia 18: Corpos de prova obtidos para o ensaio de rasgamento.
Tabela 14: Resistência ao Rasgamento.
Amostras Composto 0 Composto 1 Resistência ao Rasgamento (N/mm)
Composto 2 Composto 3 Composto 4 Composto 5
CP1 6,78 9,76 10,46 7,65 6,12 6,66 CP2 6,88 9,45 10,21 5,76 6,43 7,34 CP3 7,84 9,60 10,80 9,38 11,00 6,40 CP4 8,61 8,86 9,33 7,56 9,45 8,97 CP5 7,49 8,55 10,57 7,88 10,34 7,99 Média± DP 7,52±0,51 9,24±0,51 10,27±0,56 7,24±1,28 8,66±2,25 7,47 ±1,04
Gráfico 7: Resistência ao rasgamento das amostras.
De acordo com os resultados apresentados na Tabela 14 e no Gráfico 7 observa-se que:
- A tensão de rasgamento aumenta com a concentração de barita no composto até 75phr e acima desta concentração ocorre um decréscimo na tensão de rasgamento;
- Comparando a resistência ao rasgamento das amostras contendo barita com as amostras sem a adição da carga observa-se que as amostras contendo barita apresentam maior resistência; - Os resultados de rasgamento, de acordo com os resultados de resistência à tração, mostram que a barita age como uma carga de reforço no composto elastomérico.
4.5 DUREZA
A Tabela 15 e o Gráfico 8 apresentam os resultados obtidos para o ensaio de dureza.
Tabela 15: Dureza Shore A das amostras.
Amostras Dureza Shore A
Composto 0 Composto 1 Composto 2 Composto 3 Composto 4 Composto 5
CP1 58,0 60,0 60,5 63,0 66,0 66,0 CP2 58,0 59,5 60,5 64,0 66,0 67,5 CP3 58,0 59,0 60,5 64,0 67,0 67,5 CP4 68,0 58,0 60,0 63,5 65,0 68,0 CP5 57,0 60,0 60,0 63,5 66,0 67,5 CP6 57,5 60,5 60,5 63,5 66,5 67,5 CP7 58,0 60,0 60,5 64,0 66,0 68,0 CP8 58,0 59,0 60,5 63,0 65,0 68,0 CP9 57,5 59,5 60,0 63,5 67,0 66,0 CP10 58,0 60,0 59,5 64,0 66,5 68,0 CP11 58,0 60,5 59,5 63,0 66,0 67,5 CP12 57,0 60,5 60,5 63,5 65,0 67,5 CP13 57,0 60,5 60,0 63,0 65,0 68,0 CP14 58,0 60,0 60,0 63,5 66,0 68,0 CP15 58,0 60,5 60,5 64,0 65,5 68,0 Média± DP 58,4±0,6 59,8±0,7 60,2±0,4 63,5±0,4 65,9±0,7 67,5±0,7
Gráfico 8: Dureza Shore A das amostras.
De acordo com os resultados apresentados na Tabela 15 e no Gráfico 8 observa-se que:
- Quanto maior a concentração de barita presente no composto elastomérico, maiores são os valores de dureza obtidos para os compostos, dentro da faixa de concentração estudada;
- Devido a natureza da carga e a ação reforçadora da mesma no elastômero a adição de barita à matriz de EPDM provoca um aumento na resistência ao risco e penetração dos compostos.
4.6 RESILIÊNCIA
A Tabela 16 e o Gráfico 9 apresentam os resultados obtidos para o ensaios de resiliência.
Tabela 16: Resiliência dos compostos obtidos
Amostras Resiliência (%)
Composto 0 Composto 1 Composto 2 Composto 3 Composto 4 Composto 5
CP1 62,0 62,0 60,0 54,0 54,0 52,0 CP2 62,0 62,0 60,0 54,0 54,0 52,0 CP3 62,0 62,0 60,0 54,0 54,0 52,0 CP4 62,0 62,0 60,0 54,0 54,0 52,0 CP5 62,0 62,0 60,0 54,0 54,0 52,0 Média± DP 62,0±0,0 62,0±0,0 60,0±0,0 54,0±0,0 54,0±0 52,0 ±0,0
Gráfico 9: Resiliência dos compostos obtidos.
De acordo com os resultados apresentados na Tabela 16 e no Gráfico 9 observa-se que:
- A adição de barita no composto elastomérico provoca um decréscimo na energia recuperada durante o ensaio de resiliência;
- Em virtude da ação reforçadora da carga devido a boa interação da barita com o EPDM, a barita provoca decréscimo no caráter elástico do elastômero;
- O decréscimo no caráter elástico aumenta com o aumento da concentração de barita no elastômero.
4.7 DEFORMAÇAO PERMANENTE SOB COMPRESSÃO (COMPRESION SET)
A Fotografia 19 apresenta os corpos de prova obtidos para o ensaio de deformação permanente sob compressão.
A Tabela 17 e o Gráfico 10 apresentam os resultados obtidos nos ensaios de deformação permanente sob compressão.
Tabela 17: Resultados obtidos nos ensaios de deformação permanente sob compressão
Amostras Compression Set (%)
Composto 0 Composto 1 Composto 2 Composto 3 Composto 4 Composto 5
CP1 10,8 9,10 9,50 10,3 11,91 10,70
CP2 10,1 10,80 10,42 10,58 11,73 10,97
CP2 10,4 10,50 9,70 11,46 11,84 10,4
CP2 10,00 9,10 11,14 10,00 11,98 11,01
Média± DP 10,32±0,35 9,87±0,90 10,19±0,74 10,58±0,62 11,86±0,10 10,77±0,28
Gráfico 10: Resultados obtidos nos ensaios de deformação permanente sob compressão.
De acordo com os resultados apresentados na Tabela 17 e no Gráficos 10 observa-se que:
- Praticamente não há alteração da deformação permanente sob compressão com a variação de concentração de barita nos compostos;
- Há um pequeno aumento na deformação sob compressão dos compostos com o aumento da concentração de barita até 125phr. Para a concentração de 150phr, houve um decréscimo, em relação à amostra com 125phr;
- A deformação permanente sob compressão praticamente não varia para os compostos elastoméricos contendo 50 e 75phr de barita.
- Provavelmente a presença da barita interfere na cristalização da matriz elastomérica, mas esta interferência não é significativa.
4.8 ANÁLISE DE DISTRIBUIÇÃO DAS PARTÍCULAS NA MATRIZ POLIMÉRICA
As Micrografias 1 a 10 apresentam a morfologia dos compostos obtidos com 100 e 125phr de barita.
Para a observação as amostras foram resfriadas a -65oC e cortadas. As superfícies não foram submetidas a qualquer tipo de preparação.