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3 METODOLOGIA

3.3 CLASSIFICAÇÃO E ESTRATÉGIA

3.3.2 Essência da Marca

A partir da compreensão, clareza e posicionamento da marca, é necessário efetuar o refinamento dos principais valores que representarão a essência da marca, ou seja, o que formará o conceito único quanto a sua forma e significados visuais para a construção da marca, isto é, nome, símbolo e logotipo, e também dos demais elementos da identidade visual.

A figura a seguir sintetiza as principais associações e propensões que farão parte da essência da marca. Os elementos visuais e conceituais encontrados anteriormente serão aplicados na tabela a seguir na forma de valores de expressão pretendidos. Esses valores serão eleitos de maneira sugerida pelo autor, pois se trada

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de uma proposta de projeto com bases empíricas no conhecimento do design e do referencial bibliográfico.

Os pares semânticos a seguir serão escolhidos e colocados frente a frente com a ideia de designar uma medida e/ou nota para determinar qual atributo deverá se aproximar do conceito da marca, ou melhor, eles servirão de parâmetro na construção visual e formal do símbolo (figura 36).

Figura 36 – Painel de diferencial semântico

Fonte: Do Autor (2017)

Farão parte da essência da marca, também cores e imagens representativas desta. Os elementos visuais foram escolhidos fazendo referência à concentração de foco da marca (figura 37).

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Figura 37 – Painel de relações visuais

Fonte: Do Autor (2017)

3.4 DESIGN DA IDENTIDADE

3.4.1 Geração de Alternativas

A geração de alternativas é a parte criativa do trabalho. Nessa etapa relaciona- se as imagens, os valores e atributos para ajudar a compor os elementos visuais da marca. Nesse momento ainda não se sabe exatamente como será o resultado final, mas as informações coletadas e descritas farão parte da composição.

3.4.1.1 Rafes

Nesta fase foram criados ideias de desenhos e traçados que pudessem suprir a ideia da marca, ou do símbolo que representará a marca. Ou seja, a assinatura que representa de forma visual os significados da empresa (figura 38).

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Figura 38 – Rafes e esboços para a proposta de marca

Fonte: Do Autor (2017)

3.4.1.2 Seleção de Conceito Formal

Após uma fase de análise, testes e rafes relacionados aos objetivos de identidade da marca, e de um período onde ideias foram incubadas, foi escolho o desenho conceitual que irá representar a marca. Com base nisso, a marca começa a ganhar sua forma e seu estilo (figura 39).

A alternativa escolhida entre as rafes faz referência principalmente a uma flor, que representa seis dos principais resultados do painel de relações significativas (figura 35): crescimento, mudança, avanço, melhoramento, modernidade e originalidade. Ou seja, a flor não nasce já em sua forma final, ela passa por mudanças, cresce com o decorrer do tempo – mostra avanço, saindo de uma forma para chegar em outra totalmente diferente ao final – que a deixa com semblante moderno e atual. A flor também traz consigo o significado figurativo de pessoa bela e/ou doce, amável, de bons sentimentos – o que faz lembrar e remete as crianças em sua infância: são doces e repletas de bons sentimentos, não tendo malicias e nem segundas intenções.

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As pétalas desta flor são formadas por corações, que representam mais três resultados do painel de relações significativas: postura, personalidade e aparência. Além destas duas representações, o coração também traz o significado figurativo de ser a sede das principais atividades de uma comunidade ou de um sistema organizado, o que remete a excelência, que a empresa buscará com seus produtos, que também está presente no painel.

Por fim, temos a nomenclatura da empresa: VULGO – do latim vulgo que significa 'por toda parte, aqui e ali' – traz a representação dos últimos resultados do painel: reconhecimento, assiduidade e visualização. Ou seja, a empresa tem a visão de ser reconhecida, ter uma visualização maior por parte do consumidor perante as outras e aparecer com frequência em todos os meios possíveis, seja eles em uma simples divulgação ou no dia-a-dia de uma criança que usa seus produtos. Uma empresa que busca o reconhecimento e a visualização pelo seu trabalho e sua qualidade.

Figura 39 – Esboço final do símbolo da marca

Fonte: Do Autor (2017)

Após ser escolhido o desenho que cumpre com o papel pretendido com proposta de merca, o mesmo foi passado digitalmente para o computador. O desenho foi refeito em cima de bases técnicas construtivas utilizadas no design de marcas.

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O primeiro passo foi criar uma malha técnica que serve como base de construção para o desenho da marca.

O segundo passo conta com a utilização de um padrão de cálculo geométrico, que é chamado de Sequência de Fibonacci, o qual a interpretação é uma sucessão de números descrita no final do século XII pelo italiano Leonardo Fibonacci. Ela começa com 0 e 1, porém é infinita. Os próximos números sempre serão a soma dos dois números anteriores, ou seja, depois de 0 e 1, vêm 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34 e assim por diante.

Ao utilizar a sequência, convertendo os números em quadros geométricos, pode-se estabelecer uma proporção ente as dimensões dos desenhos geométricos. O resultado é a possibilidade de criação de formas com equilíbrio e proporcionalidade visual, com uma visibilidade com pregnância agradável.

A próxima figura (figura 40), exemplifica a técnica utilizada:

Figura 40 – Sequência Modular de Fibonacci

Fonte: Disponível em: http://www.thegridsystem.org/understanding-the-golden-ratio/

E a figura 41 e 42 apresenta a marca já desenhada nos padrões de conformidade, com a técnica aplicada, atendendo ao conceito do projeto.

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Figura 41 – Desenho técnico digitalizado

Fonte: Do Autor (2017)

Figura 42 – Símbolo da marca

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3.4.1.3 Infográfico de Conceituação da Marca

Na figura a seguir (figura 43), segue a conceituação do painel infográfico que clareia e explica as relações finais que a marca busca alcançar em sua proposta. Ou seja, todos atributos visuais que formam a identidade da marca.

Figura 43 – Infográfico da marca

Fonte: Do Autor (2017)

3.4.1.4 Avaliação da Marca

A avaliação da marca busca um questionamento autônomo de alguns parâmetros funcionais da mesma. A devida etapa serve para avaliar se a marca desenhada cumpre os objetivos pretendidos e reavalia sua configuração formal para, posteriormente, ser dado continuidade a construção do MIV.

1. A marca mostra os conceitos que devem ser transmitidos e decodificados pelo público alvo?

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Sim, de forma implícita e explícita, mostra decodificações que explicam a marca de acordo com a sua identidade.

2. A marca é original no mercado em questão?

A marca possui o máximo de originalidade, levando em conta as avaliações feitas de outras marcas presentes no mercado. A mesma possui particularidades especificas para diferenciação de outras já existentes.

3. A marca possui legibilidade e facilidade em ser identificada?

Apesar de ter sido utilizado a técnica low poly nas cores institucionais, ela é percebida como unidade gráfica. Essa técnica aplicada não dificulta seu reconhecimento, muito pelo contrário, a torna fácil de ser identificada pelo fato de ser diferenciada perante as outras. Possui boa legibilidade e pode ser ampliada e diminuída sem problemas.

4. Como se comporta a marca a testes de redução? É necessário outras versões de restrições para o uso?

O desenho possui flexibilidade de aplicações e restrições. Pode ser usado tanto na versão principal, que seria a versão colorida, como nas outras versões apresentadas até então, sem perder a unidade gráfica do símbolo. Ela também não perde sua legibilidade com reduções e tem possibilidade flexível de se adaptar em outros vários tipos de suportes para impressão e confecção através do padrão de assinatura.

5. A marca possui coexistência?

Sim, pois a marca da empresa Vulgo foi elaborada foi elaborada com a proposta de permanecer em longevidade, sendo que os seus elementos visuais possuem singularidade, coerência e são legíveis facilmente.

3.5 ESPECIFICAÇÃO

A presente etapa é dedicada a construir a identidade visual e os elementos que a compõem. Depois de ser criada a marca, serão estipuladas as especificações técnicas dentro do sistema, a fim de dar continuidade, uniformidade e padronização para normatizar a aplicação da mesma. A criação da identidade visual proposta para a empresa Vulgo prevê a aplicação básica e alguns exemplos extas de aplicação da marca, que será impressa para a apresentação.

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Em seguida, figuras com a marca finalizada contendo os principais elementos da identidade visual proposta para a empresa.

3.5.1 Elementos Primários

3.5.1.1 Versões da Marca

A proposta marca conta com duas versões de assinaturas básicas. Sendo a prioritária, a vertical com o símbolo sobre o logotipo (figura 44) e, a secundária, em horizontal com o símbolo ao lado esquerdo do logotipo (figura 45).

Figura 44 – Assinatura prioritária em cor na versão vertical

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Figura 45 – Assinatura secundária em cor na versão horizontal

Fonte: Do Autor (2017)

3.5.1.2 Espacejamento e Área Reserva

O espacejamento tem a função de harmonizar tecnicamente a marca para que sempre haja uma boa legibilidade. Já a área de reserva, como o próprio nome diz, serve para proteção ou também como uma área para não ser interferida, que deve ser respeitada para que não haja conflitos com outros elementos visuais (figura 46).

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Figura 46 – Demonstrativo de espacejamento e área reserva

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3.5.1.3 Padrão Cromático de Assinatura

Figura 47 – Padrão cromático de assinatura vertical

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Figura 48 – Padrão cromático de assinatura horizontal

Fonte: Do Autor (2017)

3.5.1.4 Padrão Tipográfico

O padrão tipográfico da marca (figura 49) busca especificações para a família tipográfica que a compõe. Ela é essencial para um sistema de identidade visual, por que além de integrar a marca, ela também possui a capacidade de distinção e personalidade.

A tipografia ajudará a estabelecer identidade da marca na descrição do nome, títulos, textos, frases e demais materiais.

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Figura 49 – Padrão tipográfico

Fonte: Do Autor (2017)

O padrão escolhido levou em conta a legibilidade, clareza na interpretação das palavras, seja elas para a tipografia principal como também para auxiliar. A tipografia principal foi escolhida com o intuito de fazer referência ao símbolo, pois o mesmo é formado por formas arredondadas.

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3.5.1.5 Cores Institucionais

Cores institucionais (figura 50) estabelecem uma das partes mais importantes de uma identidade visual: elas possuem significados e conceitos, são interpretadas e estão intimamente ligadas aos conceitos da identidade da marca.

As aplicações das cores devem estar de acordo com padrão em escala e prioridades. Usa-se, de forma geral, as cores dos elementos da marca para compor as cores institucionais. No devido caso também será utilizado.

Figura 50 – Cores institucionais

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Figura 51 – Escala de cores

Fonte: Do Autor (2017)

A cor escolhida para o símbolo da marca foi azul pelo fato de que é utilizada na decoração dos mais variados espaços. Um ambiente azul favorece o exercício intelectual e tranquiliza. É a cor ideal para ambientes formais, escritórios ou mesmo para o quarto de crianças ou adolescentes agitados, devido ao seu efeito calmante.

O símbolo, além da cor aplicada, teve também aplicação da técnica low poly que remete a modernidade e também originalidade, pois, segundo as pesquisas com as marcas existentes no mercado, nenhuma utiliza a técnica em suas marcas.

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Figura 52 – Escala de cinzas

Fonte: Do Autor (2017)

3.5.1.6 Redução Máxima

Os limites de impressão variam de acordo com o suporte de impressão e de materiais utilizados para isso, na figura a seguir estão os limites de redução aceitáveis para a aplicação da marca.

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Figura 53 – Redução máxima

Fonte: Do Autor (2017)

3.5.1.7 Grafismos de Apoio

São elementos gráficos que dão suporte a marca e, também, servem de acessório, tendo assim a capacidade de dar continuidade a marca e refletir ela mesmo sem o uso de assinaturas. A utilização do grafismo de apoio será dada sempre que possível, nos materiais de suporte, seguindo a regra de não ofuscar a marca, mas sim dar apoio e continuidade, podendo ser alterado – escalonado, rotacionado e tensionado.

Como proposta para esses grafismo, designou-se o uso dos elementos que compuseram o símbolo. Os mesmos podem ser aplicados de várias formas desde que estejam sempre em equilíbrio e peso visual com a marca.

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Figura 54 – Modelos de grafismos de apoio

Fonte: Do Autor (2017)

3.5.1.8 Papelaria Básica

Os materiais de papelaria recebem, como proposta de aplicação da identidade visual, cartões de visitas, folha timbrada, envelope de carta e pasta para documentos.

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Figura 55 – Modelo de cartão de visitas

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Figura 56 – Modelo de folha timbrada

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Figura 57 – Modelo de envelope de carta

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Figura 58 – Modelo de pasta para documentos sem medida

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3.5.2 E-commerce

Como o devido projeto também conta com vertentes para o lado de vendas usando o sistema e-commerce, foi elaborado a página inicial de um site de vendas para a mesma, conforme a figura 59 e também uma proposta de propaganda para ser utilizada em outros meios de comunicação online (figura 60).

Figura 59 – Site fictício da empresa

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Figura 60 – Imagem Dia das Crianças

Fonte: Do Autor (2017)

Podendo utilizar diversas plataformas de comunicação online, cada propaganda e postagem em si contará com o tamanho e resolução necessária para adequar-se melhor.

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4 CONCLUSÃO

O presente projeto se idealizou a partir da observação e comparação de grandes marcas presentes no segmento de moda infantil dentro do Brasil. A devida analise deu início a uma investigação do que era feito a nível nacional e, então, tornou- se possível a observação do grau de importância que essas marcas tem dentro desse mercado. Então, a partir disso, o trabalho explorou a evolução no decorrer dos anos, o público alvo, apresentou uma análise sincrônica de marcas do mercado brasileiro, apresentou as propostas, as oportunidades e pontos fortes da empresa e, com isso, uma identidade visual clara e objetiva que, até então, não existia.

Durante o desenvolvimento deste projeto, foi percebido a realidade do mercado de moda infantil e o crescimento que ele vem tendo no decorrer dos anos. Ou seja, a percepção do segmento e o que poderia ser usado na marca como personalidade.

Ficou-se claro também, a importância da contribuição do design aplicado a um projeto de identidade visual, sendo que a identidade visual é cada vez mais utilizado por marcas, sendo elas grandes ou pequenas, nacionais ou internacionais, como forma de estar disposto a uma competitividade e expressão de marca, assim melhorando a relação com seus consumidores através da aplicação de uma metodologia de projeto para a criação e comunicação da mesma. O então estudo possibilitou a criação de um manual de identidade visual impresso que facilitará a compreensão da marca para qualquer pessoa ou público que venha a fazer uso do mesmo, com orientações de forma sistematizada e compreensível de todas as normas de aplicação da marca para qualquer tipo de suporte.

O devido projeto alcançou as expectativas desejadas e cumpriu com tudo que foi estudado para a realização do mesmo. Obteve aprovação não só do autor, como também de pessoas que trabalham e vivenciam o dia-a-dia dentro do meio desse segmento mercantil.

Com este trabalho, abre-se a possibilidade de se obterem mais pesquisas sobre a identidade visual usada por diversas empresas, seja do segmento infantil quanto para qualquer segmento, apresentando impactos positivos que podem ser alcançados. Existem vários outros meios de abordagens relacionados a aplicação do design em uma marca e em uma identidade desse mercado.

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O uso das marcas nessa área engloba a imagem e todos os valores de uma empresa, não só do segmento do presente trabalho, mas também como para todos os outros, porém, com uma grande responsabilidade estratégica e de mudança feita por um profissional da área, ou seja, um designer.

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