Este Programa de Ação tem como uma das prioridades melhorar a internacionalização nas seguintes cinco componentes:
• Aumentar o número de estudantes da U.Porto em mobilidade internacional em escolas de qualidade reconhecida.
• Acolher um número de estudantes estrangeiros em mobilidade na U.Porto idêntico aos que partem, dando prioridade aos que frequentam escolas de qualidade reconhecida.
• Aumentar o número de estudantes estrangeiros na U.Porto para obtenção de grau, diversificando a sua origem e nacionalidade.
• Promover a criação de graus conjuntos com outras universidades, promovendo critérios de qualidade elevada.
• Melhorar a criação de conteúdos de ensino a distância que sejam uma referência e que contribuam assim para melhorar as candidaturas e o ingresso de estudantes estrangeiros.
As Tabela 14 e Tabela 15 mostram a evolução da situação da U.Porto e metas propostas.
Ano (2016 significa 2016/17) 2016
2017 2018 2019 2020 2021 2022-25 2026 2026-2021 2026/2021 Oferta de Educação
Internacional (p. ex.
Integralmente em inglês) Licenciaturas
Mestrados Integrados Mestrados
Programas Doutorais
% Licenciaturas
% Mestrados Integrados
% Mestrados
% Programas Doutorais
Tabela 14 – Indicadores de Internacionalização da Educação
Fonte 2016 a 2021: RUP — Serviço de Formação e Organização Académica Diferença Aumento % Programa de Ação U.Porto 2022-2026 > João Falcão e Cunha
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Tabela 14 (continuação)– Indicadores de Internacionalização da Educação
Ano (2016 significa 2016/17)
2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022-25 2026 2026-2020 2026/2020 1.876
Estudantes estrangeiros em cursos conferentes de grau
Estudantes estrangeiros em Licenciatura
Estudantes estrangeiros em Mestrado Integrado Estudantes estrangeiros em Mestrado
Estudantes estrangeiros no Doutoramento Nº de nacionalidades de estudantes
Estudantes inscritos em cursos conferentes de grau
Nº de estudantes portugueses
Nº de outros estudantes europeus
Nº de estudantes brasileiros
Nº de outros estudantes da CPLP
Nº de estudantes de outras nacionalidades
% de estudantes portugueses
% de estudantes não portugueses
% de outros estudantes europeus
% de estudantes brasileiros
% de outros estudantes da CPLP
% de estudantes de outras nacionalidades
Fonte 2016 a 2021: RUP — Serviço de Formação e Organização Académica Diferença Aumento %
3.2.4 Internacionalização – incentivos para candidatos e outras medidas
A U.Porto deve promover o aumento de candidaturas de estudantes internacionais em mais ciclos de estudo, sobretudo para mestrado e doutoramento. O financiamento de programas existentes tais como o ERASMUS deve ser reforçado com outras origens. A manutenção de mobilidade internacional pode contribuir para melhorar o número e a qualidade dos candidatos internacionais de grau.
Para além dos mecanismos de apoio existentes irá promover-se a redução da propina para valor idêntico ao nacional para um conjunto de estudantes de 1º e 2º ciclos com desempenho superior na candidatura e na frequência.
Todos os candidatos de mestrado e doutoramento podem também recorrer a um pro-grama de Bolsas da U.Porto que será promovido como indicado pelo objetivo 6.
A melhoria da comunicação externa internacional será essencial para atingir estes objeti-vos, e deverá ser articulada com os embaixadores Alumni da U.Porto e com as UOs e EPs, assim como com as representações diplomáticas de Portugal.
Ano (2016 significa 2016/17) 2016
2017 2018 2019 2020 2021 2022-25 2026 2026-2021 2026/2021 Oferta de Educação
Internacional (p. ex.
Integralmente em inglês) Acordos de cooperação com univs. estrangeiras (válidos) Estudantes de mobilidade estrangeiros na U.Porto (entradas)
Estudantes da U.Porto em mobilidade no estrangeiro (saídas)
Dissertações de mestrado no âmbito de progs. mobilidade
% Dissertações de mestrado no âmbito de progs.
mobilidade
Fonte 2016 a 2021: RUP — Serviço de Relações Internacionais Tabela 15 – Indicadores de Mobilidades de Estudantes
Diferença Aumento % Programa de Ação U.Porto 2022-2026 > João Falcão e Cunha
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Ensino a Distância
A U.Porto deve desenvolver programas em cooperação com a U.Aberta, visto ser essa a atual legislação.
Estas iniciativas devem servir também para apoiar as restantes ações de internacionalização e como tal ser cuidadosamente preparadas.
No caso da especialização profissional será promovida a partilha de experiências exis-tentes na U.Porto e enquadrada no objetivo 20.
Outras medidas de apoio à internacionalização:
Para atingir os objetivos de internacionalização na educação é também necessário que:
• A atividade dos coordenadores e técnicos de mobilidade seja especialmente apoiada e valorizada;
• Seja considerada a articulação com a Academia do Porto, as universidades mais próximas e também outras instituições nacionais com presença internacional e com que a U.Porto tenha projetos de cooperação;
• A comunicação seja simples, clara e focada nos públicos-alvo, com base num sistema de informação adequado ao fim.
3.2.5 Formação Especializada não conferente de grau
A U.Porto deverá reforçar e melhorar a formação não conferente de grau, atualmente dispersa pelas seguintes tipologias:
• Cursos de Especialização e de Estudos Avançados;
• Unidades de Formação Independente;
• Unidades de Formação integradas em cursos.
Tal oferta deve envolver todas as entidades da U.Porto e parcerias com empresas e outras organizações. Requer uma análise mais cuidada das necessidades da sociedade e dos interesses científicos e capacidades do corpo docente, investigador e técnico da U.Porto.
Deverá ser considerada a experiência da PBS e adaptado o modelo a outras áreas de
educação profissional compatíveis com a missão da U.Porto para permitir criar a Escola de Especialização, referida no objetivo 20.
Neste contexto pode ser relevante considerar cursos para pessoas aposentadas com interesse em especializações da U.Porto.
Deverá ser considerada a qualidade das instalações e serviços de apoio apropriados para um público profissional, em particular em regime pós-laboral.
3.2.6 Novos espaços
Muitas das instalações da U.Porto foram projetadas e construídas antes de estarem disponíveis tecnologias como os computadores pessoais, projetores de vídeo e
telemóveis. Os espaços físicos existentes têm de evoluir para promoverem a aprendiza-gem ativa e colaborativa, facilitando a interação entre professores e estudantes, per-mitindo usar novos métodos.
É assim urgente, conforme objetivo 2, a adaptação e a criação de novos espaços que promovam a criatividade e a interdisciplinaridade, para estudantes de vários cursos, níveis e nacionalidades, com ligações dentro da U.Porto e ao exterior, para a realização de trabalhos curriculares e extracurriculares.
Estes espaços devem ser construídos com o apoio de financiamentos externos, públicos e privados, de empresas e outras organizações.
3.2.7 Medidas de Melhoria da Qualidade, Eficiência e Eficácia
A melhoria da qualidade, eficiência e eficácia do processo educativo tem de ser constante, e assim devem ser mantidos processos de autoavaliação e de inovação, considerando o contexto da A3ES e de outras acreditações internacionais relevantes.
Propõe-se ainda reforçar a atividade do CCMEUP dotando-o de uma estrutura de apoio distribuída, designada UPTEL – U.Porto Teaching & Learning Laboratory, para promover iniciativas que incluam também a melhoria do processo de avaliação dos estudantes, de modo que o sucesso escolar corresponda a uma aprendizagem efetiva.
Programa de Ação U.Porto 2022-2026 > João Falcão e Cunha
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Serão mantidas e apoiadas iniciativas de reflexão sobre os novos paradigmas de educação, promovidas por docentes e antigos docentes, AEs e FAP, sob a coordenação do CCMEUP.
3.2.8 Investigação e Inovação na Educação
As atividades de Investigação em curso na U.Porto devem permitir enriquecer os pro-cessos de Educação, envolvendo de forma mais significativa estudantes do 1º e 2º ciclos com maior apetência e potencial. Não se devendo perder de vista a empregabilidade, o envolvimento dos estudantes em atividades de investigação deve potenciar a criativi-dade e gosto pela criação de conhecimento que lhes permita criar novos produtos e serviços com valor para a sociedade.
Será reforçada a participação de estudantes no IJUP e dos seus resultados de investi-gação e inovação na mostra da U.Porto. Estes eventos devem ser renovados para melhor adequação à evolução da Sociedade
Os estudantes de 1º e 2º ciclos devem ter a oportunidade de se envolver em atividades de Inovação, nomeadamente através de contatos com as experiências de pessoas e instituições externas e pela participação nas associações temáticas das AEs. No caso do 2º ciclo de estudos a frequência de unidades curriculares de empreendedorismo deve ser fortemente incentivada.
Nesta secção aborda-se a atividade de inovação que corresponde à criação de produtos e serviços com valor económico e social tendo por base conhecimento, nomeadamente gerado pela atividade de investigação, muitas vezes em projetos multidisciplinares. A atividade de inovação pode ainda dar origem a empresas (“spin-offs”) que envolvem transformações sociais.
A U.Porto deve procurar aumentar a prestação de serviços inovadores ao exterior, com base numa política clara sobre a eventual concorrência com organizações externas.
Uma das medidas da capacidade de inovação é o número de patentes registadas e o respetivo rendimento económico. Como mostra a Tabela 16, a U.Porto ainda tem uma atividade embrionária neste domínio. Alguns docentes e investigadores da U.Porto podem ter uma atividade relevante através das EPs sendo assim importante ter acesso a essa informação.
É prioritário identificar o valor das propostas de patentes e das propostas de novas empresas.
São prioridades ao nível da inovação, e no contexto da missão da U.Porto:
• Oferecer uma unidade curricular opcional de Empreendedorismo aos estudantes.
• Promover uma atitude mais empreendedora por parte de estudantes e investigadores, e um programa de reuniões regulares com empresas e organizações externas inovadoras,
3.3 Inovação
FreepikPrograma de Ação U.Porto 2022-2026 > João Falcão e Cunha
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Ano (2016 significa 2016/17) 2017 2018 2019 2020 2021 2022-25 2026 Indicadores de Capacidade de Inovação
Protocolos com empresas e outras organizações Parcerias "PRIME Partner" +
Projetos empresariais UPTEC Transferência de tecnologia Pedidos de patentes1
Patentes totais (ativas)2 Novas empresas "spin-off"3
Empresas "spin-off" (ativas; acumulado)1
envolvendo por exemplo a UPTEC, COTEC e Associações.
• Promover a valorização das dissertações de mestrado e teses de doutoramento em ambiente empresarial e em instituições parceiras.
• Manter as ligações com a UPIN, UPTEC, PBS e empresas júnior das UOs da U.Porto.
• Promover a criação de novas empresas com potencial de inovação, e considerar a partici-pação simbólica da U.Porto no seu capital.
• Será considerada a possibilidade de distinguir nos eventos organizados pela U.Porto as empresas e organizações que empregam mais estudantes da U.Porto em atividades de elevado valor, em particular associadas ao programa “U.Porto PRIME Partner”.
O sistema de avaliação dos docentes e investigadores deve permitir distinguir favoravelmente as atividades de inovação que criem valor a partir de resultados de investigação.
3.3.1 Objetivos dos Indicadores de Inovação
A Tabela 16 mostra a situação da U.Porto nos últimos anos e as metas no horizonte deste programa de Ação, e as secções seguintes referem medidas para os atingir assim como os principais riscos e formas de os gerir.
Tabela 16 – Indicadores sobre Estudantes Diplomados e rácios
Haverá outros indicadores relevantes que podem vir a ser considerados. Por exemplo:
• Contratos de transferência de tecnologia;
• Contratos de licenciamento de propriedade intelectual;
Diferença
• Trabalhos de doutoramento e mestrado em empresas que originaram a criação de produtos ou serviços;
• Empresas criadas por estudantes ou antigos estudantes com base nos seus trabalhos na U.Porto, acolhidas ou não na UPTEC.
3.3.2 Articulação com as Entidades Participadas
No âmbito da política de reforço das ações em prol da inovação será mantida a colabo-ração com a UPTEC, em particular procurando que os estudantes de todos os ciclos de estudo possam visitar as suas empresas ou serem expostos a seminários sobre a UPTEC e a atividade de empresas aí incubadas. O mesmo se aplica à atividade da UPIN,
sobretudo em relação com os estudantes dos 2º e 3º ciclos de estudo.
Estas iniciativas, e outras apresentadas neste programa, podem ser articuladas com a PBS, onde muitos Alumni da U.Porto irão no futuro obter formação especializada em gestão (não conferente de grau).
3.3.3 Política de Prestação de Serviços
Como referido, a U.Porto terá de procurar fontes alternativas de financiamento, diminuindo a parcela que depende do orçamento do estado.
A capacidade de prestação de serviços será uma das formas, sendo feita através das UOs e EPs, mas com regras comuns acordadas.
No contexto dos serviços são relevantes as relações com a CCDR-N (Comissão de Coor-denação e Desenvolvimento Regional do Norte), com a AMP e com as Autarquias da AMP, com particular destaque para a Câmara Municipal do Porto. Tais relações visam facilitar o envolvimento da U.Porto em grandes projetos de desenvolvimento regional, com a prestação de serviços de elevada qualidade e valor.
Programa de Ação U.Porto 2022-2026 > João Falcão e Cunha
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