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estudos da cadeia produtiva de minerais estratégicos

PROGRAMA: 2041 - Gestão Estratégica da Geologia, da Mineração e da Transformação Mineral

Realizar 5 estudos da cadeia produtiva de minerais estratégicos

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Análise Situacional da Meta

O estudo "Usos e Aplicações de Terras-Raras no Brasil: 2012-2030", realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) indica que deverão ser priorizadas as seguintes cadeias produtivas de aplicação de elementos

terras raras: imãs permanentes, catalisadores contendo terras raras, ligas metálicas, fósforos e pós para polimento. Com o desdobramento deste estudo, está em fase de execução o estudo que objetiva a “Estruturação da Cadeia Produtiva Competitiva em Produtos Derivados de Elementos de Terras Raras no Brasil”, por meio de um consórcio tecnológico constituído pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras – CERTI, Centro de Tecnologia Mineral – CETEM/MCTI, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que deverá desenvolver e estruturar a cadeia produtiva de ímãs de terras raras no Brasil. O prosseguimento do referido estudo aguarda disponibilização de recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Quantidade alcançada 1

Data de Referência 31/12/2013

0039 - Estabelecer cooperação em exploração, processamento e transformação mineral com foco nos países da América do Sul e da África a fim de ampliar a troca comercial e o desenvolvimento equilibrado entre os países.

OBJETIVO:

Órgão Responsável: Ministério das Relações Exteriores Análise Situacional do Objetivo

As oscilações dos preços das “commodities” minerais, em um contexto de crise financeira internacional, têm conferido maior ênfase ao tema da cooperação em exploração, processamento e transformação mineral em encontros bilaterais e multilaterais sobre o tema. Em 2012 e 2013, foi possível identificar algumas das principais demandas de interlocutores estrangeiros sobre a política brasileira para recursos minerais, entre elas o desenvolvimento de um marco regulatório para o setor, a questão da sustentabilidade na extração e mineração e a agregação de valor à produção local.

Nos próximos anos, são esperados avanços nesses temas, por meio de reuniões de mecanismos de diálogo entre governos que incluam o tema da mineração bem como por meio de parcerias entre empresas do setor, essenciais para facilitar o fluxo comercial inter e intra-regional de recursos minerais, bem como o desenvolvimento equilibrado entre os países.

Metas 2012-2015

Desenvolver projetos internacionais de cooperação técnico-científica

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Análise Situacional da Meta

Em 2012, com vistas a fortalecer e ampliar a atuação internacional da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais – CPRM, que contribui para o desenvolvimento de projetos internacionais de cooperação técnico-científica no contexto dos países do Cone Sul, foram desenvolvidas as seguintes ações:

(i) Em consonância com as diretrizes da política externa brasileira, a CPRM estendeu suas ações junto aos países da América do Sul, firmando o Memorando de Entendimento com o Instituto Nacional de Geologia y Minería do Equador (INIGEMM). Em prosseguimento, promoveu uma reunião com representantes do INIGEMM e da CPRM, no Rio de Janeiro, durante o qual foram definidas linhas de pesquisa de interesse comum, e consolidado acordo em que consta o detalhamento dos projetos bilaterais a serem desenvolvidos. Este instrumento está em fase de coleta de assinaturas das instituições CPRM e INIGEMM;

(ii) Sob a coordenação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), teve prosseguimento a execução das atividades do Projeto Apoyo a la Declaración del Patrimônio Geológico y Mineiro de la Republica de Cuba, com a conclusão do Relatório Final, tendo como executora a Oficina Nacional de Recursos Minerales (ONRM) de Cuba e apóio téecnico da CPRM. Ainda dentro do contexto desta cooperação, representante da CPRM participou da XII Reunião do Grupo de Cooperação Técnica Brasil-Cuba, realizada em novembro de 2012, em Havana, Cuba;

(iii) No contexto da América do Sul – países fronteiriços, inseridos no Programa Mapeamento Geológico e dos Recursos Minerais em Área de Fronteira, ações foram desenvolvidas objetivando a retomada pela CPRM dos dois projetos: Brasil-Guiana e Brasil-Suriname, bem como a definição da implantação do Projeto Brasil-Peru.

(iv) Ainda com relação ao continente sul-americano, a CPRM promoveu três eventos, no Rio de Janeiro: (a) GT-15 Geologia e Mineração do MERCOSUL com participação dos representantes dos países membros; (b) Programa Comitê Intergubernamental Coordinador de los Países de la Cuenca del Plata (CIC Cuenca del Prata), reunindo representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, com o objetivo de discutir os avanços na caracterização dos aqüíferos transfronteiriços da Bacia do Prata; e (c) Programa Cuenca Poopó, conduzido pelo Departamento do Governo Autônomo de Oruro, Bolívia, propiciando a discussão sobre a experiência da CPRM em Hidrologia e Gestão Territorial no Brasil visando à sua aplicação na região de Oruro, Bolívia.

Em 2013 com recursos institucionais e/ou suporte financeiro da ABC do Ministério das Relações Exteriores (MRE), a CPRM priorizou a aproximação com os países do Cone Sul. Essa atuação seguir deu-se nos seguintes termos:

(i)Bolívia: assinado o Memorando de Entendimento com o Servício Nacional de Geología y Técnico de Minas (SERGEOMIN), que definiu linhas de pesquisa de interesse mútuo, visando a estabelecer futuras ações conjuntas;

(ii)Cuba: foram concluídas as atividades do Projeto Apoyo a la Declaración del Patrimônio Geológico y Mineiro de la República de Cuba, com a publicação delivro escrito por técnicos de Cuba e da CPRM, responsáveis pela condução técnica dos trabalhos;

(iii)Equador: firmado o Acordo Especifico de Colaboração Técnica com o Instituto Nacional Geológico Minero Metalúrgico. No âmbito do acordo, dois treinamentos foram ministrados: “Curso Avançado em Geoprocessamento com Ferramentas ARCGIS”; e “Curso Capacitação no Tratamento e Interferometria com Base em Imagens SAR“

realizado na CPRM;

(iv)Guiana: deu-se seguimento ao projeto Mapeamento Geológico e dos Recursos Minerais em Área de Fronteira Brasil-Guiana. Em 2013, ocorreu na CPRM encontro entre brasileiros da CPRM e guianeses do Guyana Geological Mines Commission (GGMC), para discutir e integrar informações e dados (geologia, geocronologia, petrologia, e geoquímica) levantados em etapas anteriores, visando à consolidação dos mapas finais geológico e da geodiversidade na área de fronteira Brasil-Guiana. O projeto encontra-se em fase de conclusão;

(v)Suriname: deu-se continuidade ao Programa Mapeamento Geológico e dos Recursos Minerais em Área de Fronteira Brasil-Suriname, abrangendo: (a) Encontro entre técnicos da CPRM e surinameses, ocorrido na CPRM; e (b) Realização da campanha de campo bilateral, no lado da fronteira no território do Suriname. O encerramento das atividades está prevista para final de 2014.

(vi)Países da Bacia do Prata: Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai: promovidos e organizados pela CPRM, foram realizados três eventos em 2013. Foram discutidos: (a) avanços na caraterização dos aqüíferos transfronteriços da Bacia do Prata; e (b) discussão e análise da proposta da base metodológica para o desenvolvimento do Mapa Hidrogeológico da América do Sul, escala 1:1.000.000.

Quantidade alcançada 20

Data de Referência 31/12/2013

Regionalização da Meta Total Unidade Qtde. Alcançada Data

Exterior 36 projeto 20 31/12/2013

Fortalecer e ampliar a atuação internacional da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM

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Análise Situacional da Meta

A CPRM avançou sua atuação internacional no Cone Sul e, mundialmente, por meio do diálogo bilateral com os seguintes países:

China: No exercício de 2012 CPRM e o “China Geological Survey (CGS)” realizaram ações com o objetivo de consolidar projetos de interesse mútuos. Destacamos a realização de missão para Xangai, com objetivo específico no âmbito da Geologia Marinha, que participou da "41st Underwater Mining Conference 2012", em outubro, e discutiu atividades no Atlântico Sul implementadas no início de 2013.

Japão: Durante o exercício de 2012 avançaram as negociações a respeito das atividades a serem desenvolvidas pela CPRM e a Japan Agency for Marine Earth Sciences and Techonology (JAMSTEC), além da participação do Instituto oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO/USP), em áreas previamente selecionadas no Atlântico Sul, com base no acordo em fase de assinatura entre a CPRM, IO-USP e JAMSTEC.

França: Foram consolidadas as negociações e assinado o acordo entre a CPRM e o Institut Français de Recherche pour l´Explotation de la Mer, para uso do meio flutuante Atlante, de propriedade daquele instituto, a ser usado na execução de projetos de pesquisa na Plataforma Continental Brasileira e Áreas Oceânicas Adjacentes. Em 2012, destacamos acordo entre a CPRM e o Institut de Recherche pour le Développement (IRD), com o objetivo de aumentar o entendimento das influências climáticas andinas no sistema dinâmico na Bacia Amazônica e seus impactos sobre as populações ribeirinhas.

Em 2013, com ênfase na cooperação absorvida visando à capacitação de seus técnicos, a CPRM desenvolveu ações, com recursos financeiros institucionais, junto aos seguintes países:

(i) China: em continuidade aos contatos com o China Geological Survey (CGS), foi desenvolvido acordo de interesse mútuo, que tem como objeto a execução do Projeto Revisão Regional da Geologia e Metalogenia dos Depósitos de Formações Ferríferas no Cráton São Francisco e seus Cinturões Proterozóicos Marginais.

(ii) Japão: avançaram as negociações entre a CPRM, o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO/USP) e a JAMSTEC, tendo sido firmado um acordo de implementação, cujo objeto é a realização de pesquisas conjuntas em áreas com evidências de mineralizações, previamente selecionadas pela CPRM no Atlântico Sul (Elevação do Rio Grande e a Cordilheira de São Paulo). Foram desenvolvidas atividades conjuntas, incluindo treinamento de pessoal, e realizada a expedição cientifica em águas profundas, no Atlântico Sul. Na área "Elevação do Rio Grande" foram coletadas amostras de rocha e crosta mineralizadas em cobalto e minerais associados, bem como reconhecidos indícios que sugerem que essa região possa representar um testemunho de parte submersa de “antigo litoral”. Tal fato poderá assumir importantes implicações no que diz respeito à evolução geológica do Atlântico Sul, bem como à delimitação da plataforma continental jurídica brasileira.

Em junho foi firmado Acordo de Cooperação Técnica entre os governos japonês e brasileiro, visando ao Fortalecimento da Estratégia Nacional de Gestão Integrada de Riscos de Desastres Naturais para o aprimoramento da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil. Participaram, no lado brasileiro, o Ministério das Cidades, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério da Integração Nacional. Tendo em vista que a CPRM é responsável pelo mapeamento das áreas de risco no país e já vem executando atividades para a cooperação em questão, encontra-se em consolidação o Termo Aditivo para inclusão e oficialização da CPRM como parte integrante do Acordo.

O projeto terá suas atividades desenvolvidas nas cidades de Nova Friburgo e Petrópolis, no Rio de Janeiro e Blumenau, em Santa Catarina.

(iii) França: Em 2013, as ações da CPRM com instituições francesas compreenderam:

(a) assinatura de dois instrumentos contratuais, por meio dos quais avançam as pesquisas em execução pelo Projeto Dinâmica Fluvial na Bacia Amazônica, que visam ao entendimento das influências climáticas andinas no sistema dinâmico na Bacia Amazônica e de seus impactos sobre as populações ribeirinhas concentradas na calha que se estende desde os rios Solimões e Negro até a foz do Amazonas;

(b) firmado o Acordo/Consórcio entre a Universidade Federal de Pernambuco, a Agência Pernambucana de Águas e Clima, a CPRM, o Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Bureau de Recherches Géologiques et Minières, a Université des Sciences Humaines et Sociales (Lille 3), a GEOHYD, a Université de Rennes 1 (UR1), o Centre National de la Recherche Scientifique e Geosciences Rennes, que tem como objeto a execução do Projeto COQUEIRAL, que visa ao estudo sobre as condições dos aquíferos e a relação com a questão ambiental urbana na Região Metropolitana do Recife, PE.

Promover cooperação internacional para fortalecimento da cadeia mineral com países sul-americanos e africanos

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Análise Situacional da Meta

Em 2012, foram iniciadas atividades de mapeamento geológico em áreas fronteiriças dos países membros do Mercosul, em linha com as decisões emanadas do Subgrupo de Trabalho nº 15 do Mercosul, executadas com a colaboração do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM).

Outras atividades para o fortalecimento da cadeia da transformação mineral em países da América do Sul e África ainda se encontram em fase de planejamento por parte das áreas técnicas e políticas envolvidas, sem ser possível, até o momento, a definição de datas para início de execução.

0042 - Realizar estudos e projetos visando a implantação de Zonas de Processamento e Transformação Mineral - ZPTMs associadas às Áreas de Relevante Interesse Mineral, nos polos de desenvolvimento, voltadas à integração mineral sul-americana, à industrialização de base da América do Sul e ao desenvolvimento equilibrado do território.

OBJETIVO:

Órgão Responsável: Ministério de Minas e Energia Análise Situacional do Objetivo

Zonas de Processamento e Transformação Mineral (ZPTMs) são distritos industriais incentivados em regiões menos desenvolvidas, com infraestrutura para o processamento de recursos minerais, objetivando reduzir os desequilíbrios socioeconômicos das macrorregiões brasileiras e intensificar as trocas comerciais de bens e produtos minerais entre os países sul-americanos. As ZPTMs objetivam induzir o desenvolvimento econômico das regiões em que estão inseridas e do País, devido à agregação de valor ao produto e à geração de emprego e renda com impacto territorial.

Este objetivo, portanto, trata da realização de estudos sobre a viabilidade de projetos específicos de ZPTMs, bem como definir seu marco legal. Faz-se necessário o delineamento do arcabouço jurídico, legal e normativo para viabilizar a implantação das ZPTMs, focada na distribuição equilibrada pelas Áreas de Relevante Interesse Mineral (ARIMs) no território, na indução de novos polos estratégicos nacionais e no desenvolvimento equilibrado do território brasileiro, a partir de investimentos coordenados em siderurgia, infraestrutura e logística.

Em 2013, houve a incorporação das ZPTMs às agendas de políticas públicas, com interface perante o novo marco regulatório. O primeiro passo foi a inclusão, no PAC e na PLOA 2013, dos estudos e projetos para definição das ZPTMs.

Também em 2013, o amadurecimento dos critérios e da abrangência da proposta contribuiu para que a implantação das

ZPTMs fosse elevada à categoria de Agenda Estratégica no âmbito do Comitê Executivo de Mineração do Plano Brasil Maior.

Para a contratação do estudo, o Ministério de Minas e Energia elaborou o Termo de Referência em parceria com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Prevê-se a conclusão do processo licitatório no primeiro Prevê-semestre de 2014.

Metas 2012-2015

Realizar estudos e projetos visando a implantação de Zonas de Processamento e Transformação Mineral -ZPTMs

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Análise Situacional da Meta

No final de 2013 o processo licitatório foi concluído. No entanto, as empresas que se candidataram não conseguiram atender as condições do Pregão Eletrônico, devendo ser revisto o Termo de Referência e realizado um novo processo licitatório no primeiro semestre de 2014.

Quantidade alcançada 0

Data de Referência 31/12/2013

0044 - Fortalecer as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação e articular com a indústria mineral para promover a cultura e a prática da inovação tecnológica no setor mineral.

OBJETIVO:

Órgão Responsável: Ministério de Minas e Energia Análise Situacional do Objetivo

A partir do estabelecimento pelo Conselho de Competitividade da Indústria de Mineração, no âmbito do "Plano Brasil Maior", do objetivo estratégico "Ampliação do conteúdo local de bens e serviços de empreendimentos da mineração", iniciou-se, em 2013, a contratação do estudo para o “Mapeamento de Fornecedores da cadeia de Mineração”, a partir de um convênio entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto Pró-Inovação e Competitividade da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (IABM), buscando identificar os itens de compras de bens e serviços das empresas de mineração e quem são seus fornecedores, origem e valor.

Metas 2012-2015

Implantar a Rede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM (CEDES/CPRM)

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Análise Situacional da Meta

Meta ainda não executada, visto que o escopo do Centro de Desenvolvimento Tecnológico (CEDES) está sendo redefinido.

Realizar estudo diagnóstico sobre o conteúdo nacional de máquinas e equipamentos para a mineração e transformação mineral

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Análise Situacional da Meta

Em 2012, no âmbito do Comitê Executivo Setorial da Indústria da Mineração do Plano Brasil Maior, foi articulado e aprovado o Termo de Referência para realização de “Estudo do Mapeamento das Cadeias de Fornecedores de Bens e Serviços das Indústrias da Mineração e da Metalurgia”, que se constitui na primeira medida para identificar a capacidade e o potencial do conteúdo local nestes setores. Durante o 1° semestre de 2013, foi articulado o estabelecimento de parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para a sua realização, somente para o setor da Indústria da Mineração, até novembro de 2014. A ABDI contratou em dezembro de 2013 o Instituto Pró-Inovação e Competitividade da Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (IABM). A previsão da realização e conclusão do estudo é até o início de 2015.

0046 - Otimizar o aproveitamento dos recursos minerais e promover mecanismos para o desenvolvimento das atividades, visando o presente e o futuro, por meio de regulação, fiscalização e execução de projetos de produção e transformação mineral.

OBJETIVO:

Órgão Responsável: Ministério de Minas e Energia Análise Situacional do Objetivo

Os estudos sobre a eficiência produtiva da indústria mineral brasileira deverão ser executados a partir de parcerias resultantes de articulações institucionais em andamento, dentro do prazo previsto até 2014.

No que toca às fiscalizações efetuadas, caminha-se para o cumprimento global das metas, assim como aos estudos para redução dos acidentes de trabalho, para aumento da eficiência produtiva da indústria mineral e para a sustentabilidade do aproveitamento dos recursos minerais.

Apesar do desaquecimento da economia global, o principal projeto de produção e transformação mineral – a produção de minério de ferro pela mina S11D da Vale, em Carajás, avançou na sua consolidação, corroborado pela obtenção da Licença de Instalação em 03/07/2013 e pelo significativo percentual de obras e serviços já contratados.

Metas 2012-2015

Fiscalizar anualmente 100% das minas subterrâneas brasileiras, das minas com barragens em 4 anos e das concessões de águas minerais e potáveis de mesa em 4 anos

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Análise Situacional da Meta

Em 2012, foram realizadas 100 vistorias em minas subterrâneas, 85 em minas com barragens e 184 em empreendimentos de água mineral e 23 concessões de minerais estratégicos (K, P, Li e elementos de terras raras).

Em 2013, foram realizadas 99 vistorias em minas subterrâneas, 112 em minas com barragens e 289 em empreendimentos de água mineral e 116 concessões de minerais estratégicos (K, P, Li e elementos de terras raras).

No âmbito da fiscalização das Minas Subterrâneas, a meta para o PPA é a de fiscalizar anualmente todas as minas subterrâneas de maneira que todo aumento na quantidade de empreendimentos minerais com essas características aumente a quantidade dos que são fiscalizado, resultando em uma redução dos riscos dessa estrutura de exploração. Em 2012 o total de minas subterrâneas identificadas foi de 64 (100% das ativas cadastradas pelo Relatório Anual de Lavra – RAL) e foram realizadas 100 fiscalizações.

Em 2013 a quantidade de minas subterrâneas ativas cadastradas pelo RAL somavam 87 (100%), das quais 62 foram fiscalizadas, ou seja, foram fiscalizadas 71,30%; contudo, o total de vistorias a essas minas, em razão da necessidade de acompanhar a adequação dos achados da fiscalização, representou 99 vistorias. Destaca-se o trabalho fiscalizatório na região sul de Santa Catarina, extratora de carvão mineral, e nas minas de ouro nos Estados de Minas Gerais, Bahia e Pará. Tais vistorias focam o cumprimento de normas técnicas para a garantia da segurança técnico-operacional das jazidas e minas e das condições de saúde e segurança dos trabalhadores.

No âmbito da fiscalização das minas com barragens, a meta para o PPA é a de fiscalizar todas as minas com barragens nos próximos

4 anos, a qual representa fiscalizar anualmente pelo menos 25% do total de minas em exploração, de maneira que todo aumento na quantidade de empreendimentos minerais com essas características aumente com a quantidade dos que são fiscalizados pela meta. Foram vistoriadas 85 minas com barragens em 2012. Em 2013 foram identificadas por meio do Cadastro Nacional de Barragens de Mineração (CNBM) 240 minas com barragens, sendo fiscalizadas 96 (40%) totalizando 112 barragens vistoriadas. Nos últimos dois anos foi destaque nessa área:

1. publicação da Portaria DNPM nº 416/2012, que estabeleceu o Cadastro Nacional de Barragens de Mineração e dispôs sobre o Plano de Segurança da Barragem de Mineração, a ser cumprido pelos mineradores;

2. elaboração, publicação e divulgação da Portaria DNPM nº 526/2013, que estabeleceu procedimentos para adoção e implantação do Plano de Ações Emergenciais para os empreendimentos que possuem Barragens de Mineração;

3. implantação do Cadastro Nacional de Barragem de Mineração e sua disponibilização ao público externo;

4. classificação de todas as barragens cadastradas, quanto ao risco e dano potencial associado e utilização dessa classificação no planejamento de fiscalização dessas barragens;

5. elaboração de Manual de Fiscalização de Barragens de Mineração; e

6. capacitação de equipes em cursos de Segurança de Barragens na Universidade Federal de Ouro Preto e em cursos da Agência Nacional de Águas.

As medidas adotadas trouxeram um melhor planejamento para as inspeções e otimizaram a identificação dos empreendimentos minerais com barragens a serem fiscalizados prioritariamente. Ressalte-se que, em 2012 e 2013, não houve registro de qualquer acidente com barragem de rejeitos de mineração. O último ocorreu em 2011, em barragem de mina de areia quartzosa em São Paulo, sem vítimas.

No âmbito da fiscalização das concessões de águas minerais, a meta para o PPA é a de fiscalizar todas as concessões de águas minerais e potáveis de mesa nos próximos 4 anos, a qual representa fiscalizar anualmente pelo menos 25% do total de minas em exploração, de maneira que todo aumento na quantidade de empreendimentos minerais com essas características aumente a quantidade dos que são fiscalizados pela meta. Em 2012 foram vistoriados 184 empreendimentos. Em 2013, 25% dos empreendimentos de água mineral somavam 211, sendo fiscalizados durante o período 289 empreendimentos, representando um alcance de 136,9% da meta prevista para o ano.

Fiscalizar anualmente 100% dos projetos/empreendimentos de minerais estratégicos (potássio, fosfato, lítio e terras raras)

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Análise Situacional da Meta

Em 2013, foi atingido um percentual de 76,14% da meta prevista, com destaque para as seguintes ações:

• fiscalização das áreas concedidas visando o aumento da oferta e melhor aproveitamento de produtos, co-produtos e subprodutos tidos, atualmente, como estratégicos (potássio, fosfato, elementos de terras raras e lítio) para o desenvolvimento do País;

• aprovação de novas reservas e reavaliação de reservas em concessões já existentes (com destaque para a aprovação da Reserva de Terras Raras da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração – CBMM no município de Araxá, elevando o Brasil para a 2ª maior reserva de terras raras do mundo);

• aprovação e atualização dos planos de aproveitamento econômico em concessões já existentes (com destaque para a aprovação de nova reserva e do plano de aproveitamento econômico para extração de potássio na mina de Taquari – Vassouras, em Sergipe);

• emissão de “Guia de Utilização de Fosfato” para início de produção em áreas em fases de pesquisa ou requerimento de lavra nos Estados de Tocantins, Minas Gerais e Pará;

• abertura de processos de caducidade em áreas ociosas e pedido de renúncias.

Quantidade alcançada 76,14

Data de Referência 31/12/2013

Implementar estudos e projetos de redução de acidentes de trabalho na mineração

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Análise Situacional da Meta

Em 2013, foi efetivado Termo de Cooperação Técnica com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul que, além de trabalhos conjuntos para realização de estudos técnicos sobre segurança em minas subterrâneas, tem como objetivo a capacitação em assuntos relacionados à Segurança de Mina. Esta parceria visa o melhor conhecimento técnico para as ações de fiscalização, principalmente nas minas de carvão do Sul do Brasil.

Trata-se de dois projetos para redução de acidente de trabalho na mineração, que estão em fase inicial e serão desenvolvidos:

• Projeto I: Caracterização Geomecânica da camada Bonito na Bacia Carbonífera de Santa Catarina; e

• Projeto II: Metodologias e tecnologias para o monitoramento de minas subterrâneas de carvão.

O Termo de Cooperação Técnica entre o Departamento Nacional de Produção Mineral e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul foi firmado e publicado no D.O.U nº 217, de 07/11/2013, com previsão de início das atividades operacionais ainda no 1º trimestre de 2014.

Quantidade alcançada 0

Data de Referência 31/12/2013

Realizar estudo sobre a eficiência produtiva da indústria mineral brasileira

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Análise Situacional da Meta

No ano de 2012 foram realizadas discussões sobre indicadores que seriam utilizados para definir a linha-base e avaliar o desempenho do setor com relação à eficiência produtiva e energética, no âmbito do Comitê Executivo e Conselho de Competitividade da Indústria da Mineração, detectando-se deficiências de informações que deverão ser sanadas com a contratação de estudos específicos. Em 2013 foi dada continuidade a discussão de indicadores para o setor mineral no âmbito do Comitê Executivo e Conselho de Competitividade da Indústria da Mineração.

Realizar estudos sobre sustentabilidade do aproveitamento dos recursos minerais

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Análise Situacional da Meta

No ano de 2012, foram concluídos 5 projetos (2 na Região Nordeste e 3 na Centro-Oeste), sendo que um deles trata do lítio na região dos Pegmatitos do Ceará. O lítio é considerado um mineral estratégico, tendo em vista seu uso crescente em baterias recarregáveis. Os outros projetos trazem informações sobre o desenvolvimento da mineração, seja dos granitos exóticos do Ceará, que possuem características próprias de lavra e beneficiamento, seja dos potenciais para minerais oriundos do basalto no Estado de Mato Grosso do Sul.

No ano de 2013 foram realizados 4 projetos de Distritos Mineiros que, somados aos 5 projetos finalizados em 2012, totalizam 9 projetos já desenvolvidos no período do PPA, demonstrando que o governo pode contribuir de forma efetiva com o conhecimento geológico de um Distrito Mineiro, agregação de valor para os bens minerais produzidos pela mineração de pequeno porte e soluções sustentáveis para rejeitos de mineração.

Os projetos buscaram estudar Distritos Mineiros com grande quantidade de rejeitos e o seu possível aproveitamento, como é o caso do carvão em Santa Catarina, com possibilidade de aproveitamento das piritas na produção de enxofre, e o de basaltos no Rio Grande do Sul, com possibilidade de aproveitamento em rochagem para o restabelecimento de solo para agricultura, tema que também entra na linha dos estratégicos na área de fertilizantes.

Em Mato Grosso do Sul foram realizados projetos que visaram agregação de valor para areias, assim como o potencial geológico da região para minerais como ametistas e ágatas, devido à similaridade geológica com a região que contém