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4.1 – Introdução

Iniciamos a escrita deste capítulo 2 com uma pequena chamada de atenção relativamente a aspectos struturais desta tese. O assunto principal desta tese centra-se na especificação de um sistema de

planeamento e controlo da prod m base em unidades

inovador ecificação do referido sistema realiza-se recorrendo-se à metodologia IDEF0.

Aparentemente, os esclarecim o

auxílio na leitura dos esquem a

metodologia, deveriam ser re recorrer a esquemas basead

ineren o de trans

estrutura baseada em sistema tarefa de justificação da utilização d parte deste capítulo, seguindo

No capítulo 1 enumerámos as directrizes q esta tese. Um

os objectivos apresentados passava pela introdução de um conceito original que consistia na organização interna das empresas tradicionais, conducente a agilizar a sua participação em mpresas virtuais e que paralelamente permite optimizar o funcionamento interno da empresa. esse sentido é proposta a reorganização interna das empresas tradicionais com base numa nova nidade elementar designada por Sistema Produtivo Autónomo (SPA)(Carvalho et al., 2002). ntes de avançarmos no tema, tentando orientar o raciocínio no sentido de discernir a necessidade este novo conceito, realizar-se-á uma breve resenha acerca da evolução organizativa das empresas adicionais, motivações, causas e consequências dessas reorganizações, que terminará com a resente proposta de reorganização com base no SPA. Relativamente a esta nova proposta rganizativa, apresentar-se-á o conceito, a forma de geração bem como as vantagens que lhe são tribuídos em termos de organização interna à empresa. De seguida far-se-á a ponte com as mpresas virtuais e serão apontadas potenciais vantagens das empresas organizadas desta forma uando pretendem integrar empresas virtuais

e

ução para empresas virtuais formadas co as. A esp

entos pertinentes relativos à sua funcionalidade, conducentes a como a just

as apresentados, bem ificação da utilização d

alizados no capítulo 5. No entanto, ao longo deste capítulo 2 vai-se os na metodologia IDEF0 para explicar algumas funcionalidades formação da organização estrutural de uma empresa tradicional numa s produtivos autónomos. Desta forma decidimo-nos por realizar a

a metodologia e explicação da sua funcionalidade na primeira tes ao process

depois para o tema concreto, atribuído a este capítulo 2. ue norteavam a investigação subjacente a d re e N u A d tr p o a e q

4.2 – A Metodologia IDEF0

Uma vez que todo o esquema conceptual do sistema apresentado nesta tese foi realizado com base na metodologia IDEF0, pretende-se nesta breve secção explicar as motivações que levaram à utilização desta metodologia. Para além disso, são fornecidos elementos sobre as regras que regulam o uso desta ferramenta e metodologia de leitura de um esquema IDEF0.

4.2.1 – História e objectivos

A Integration Definition for Function Modeling (IDEF) é uma família integrada de métodos de odelação com aplicabilidade em vários cenários,

ector industrial até à área comercial (Browne, 1996; Waltman e Presley, URL). Em Dezembro de 993 o Computer Systems Laboratory do National Institute of Standards and Technology (NIST) normalizou a

Standards Pu

Analysis Design Technique) e tem uma grande utilização nos dias que correm (Chiles e McMackin,

996; Feldmann e Tieso, 1998);

s objectivos primários desta norma são (FIPS-PUBS, 1993):

1. Documentar e clarificar a técnica de modelação IDEF0 e especificar a sua correcta utilização;

2. Providenciar meios para uma modelação completa e consistente

ou área de estudo, bem como definir os dados e objectos que relacionam essas funções;

m indo desde a área da governação, passando pelo

s 1

metodologia IDEF0 através da publicação nº 183 do Federal Information Processing

blications (FIPS PUBS). A técnica IDEF0 emergiu da técnica SADT (Structured

1 O

das funções de um sistema 3. Providenciar uma linguagem de modelação que seja independente dos métodos ou

ferramentas a utilizar;

4. Providenciar uma linguagem de modelação com as seguintes características:

a) Genérica (permite analisar sistemas e áreas temáticas de grande variedade, objectivo e complexidade);

b) Rigorosa e precisa (permite produzir modelos correctos e utilizáveis);

c) Conceptual (Para representação de requisitos funcionais independentemente da sua implementação física ou organizacional);

d) Flexível (uma vez que permite suportar diversas fases do ciclo de vida de um projecto).

4.2.2 – Sintaxe e semântica

Existem cinco elementos dentro do esquema funcional IDEF0 (figura 4.1).

São eles a actividade (designada também por função, acção, processo ou operação), representada por caixas; entradas, que são representadas por setas que flúem para o lado esquerdo da caixa que

Actividade

A0

Controlo

Entrada Saída

Mecanismo

representa a actividade; as saídas, que são representadas por setas que saem pelo lado direito da actividade; as setas que entram na parte de cima da actividade r

a de controlar ou limitar o funcionamento da acção; finalmente as setas que flúem para a parte

Esta técnica baseia-se numa decomposição hierárquica, partindo do geral até ao específico (Browne ctividades e essas sub

antém-se até ao nível

e e a

utilizada numa actividade que a precede n

epresentam controlos, cuja função é inferior da actividade são designadas por mecanismos e que podem ser vistos como elementos que permitem que a actividade se desenvolva (Chidambaram et al., 1999)

A cti v id a d e A 0 P . 2 C o n tro lo E n tra d a S a íd a M e c a n is m o O 1 S aí d a E n tr a d a C 1 C o n t ro lo

et al., 1996). Uma qualquer actividade pode ser decomposta em sub a

actividades resultantes podem também ser subdivididas. Este procedimento m

de detalhe pretendido ou razoável. O diagrama de nível hierárquico mais elevado é denominado diagrama de contexto ou diagrama A-0 e representa-se por uma única caixa onde se resumem todas as funções. O diagrama A0 representa a primeira decomposição do sistema. Para além do diagrama A-0, todos os restantes devem ter entre 3 a 6 actividades numeradas. Esta limitação deve-se ao seguinte: Se uma actividade é dividida em mais de seis sub-actividades, então está excessivament pormenorizada neste nível tornando a sua visualização incompreensível. Por este motivo deve-s considerar outro nível hierarquicamente inferior onde se reunirão algumas das actividades presentes. Se pelo contrário existirem menos de três sub-actividades, então com certeza que se estão a representar poucos detalhes, motivo pelo qual se deve reunir essas actividades apenas num hierarquicamente superior.

A localização das caixas num determinado diagrama bem como as setas que as interligam, não implicam uma sequência temporal. Iterações, retorno de informação e processoscontínuos podem ser representados por setas. A saída de uma determinada actividade pode ser

o esquema com o papel de a activar.

Na figura 4.2 mostra-se um modelo hipotético onde se podem ver os diagramas A-0, A0 e A3. Por exemplo se em A0 existirem três actividades, estas serão designadas por A1, A2 e A3. Todas as sub

I 1 M 1 M e c a n is m o S u b a c tiv id a d e 1 A 1 S u b a c tiv id a d e 2 A 2 S u b a c tiv id a d e 3 A 3 C 2 C o n tro l o C 1 S S 2 M 1 M e c a n is m o O 1 S a íd a I1 E n tra d a a c ti v id a d e 3 1S u b A 3 1 S u b a c ti v id a d e 3 2 A 3 2 S u b a c tiv id a d e 3 3 A 3 3 X X 2 X X 1 A -0 A 0 A 3

actividades de A3 devem seguir a designação A3x (com x a variar entre 1 e 6). Na situação da figura será A31, A32 e A33.

O exemplo da figura 4.2, que se pretendeu o mais simples possível por propósitos introdutórios, inclui já alguns detalhes que se considera importante explicar. Para se conseguir perceber de uma forma adequada um diagrama realizado em IDEF0 é necessária uma maior atenção às setas que

realizam mais que

uma activida

Por outr neste caso que

Até ao entanto que mecanism

de uma actividade é mo entrada noutra actividade (linha cinza clara designada por BB). O facto de a linha AA fazer o percurso por cima e a linha BB por baixo é fruto do seguimento da norma.

a interligação entre actividades. As setas podem por exemplo fornecer dados a de (circunferências cinza na figura 4.3).

o lado, diferentes setas também se podem unir numa só, significando diferentes actividades podem produzir saídas do mesmo tipo (circulo cinza na figura 4.4).

momento apenas se tinha falado em setas (independentemente do tipo) únicas. Há no fazer uma menção à possibilidade (comum) de entradas, saídas, controlos e os múltiplos.

Na figura 4.5 é possível ver-se a repercussão de entradas, saídas, controlos e mecanismos múltiplos de um diagrama A-0 no diagrama imediato hierarquicamente inferior. Na imagem apresenta-se um exemplo hipotético onde é possível vislumbrar-se a utilização de junções e ramificações de setas, bem como setas que saindo de uma actividade são utilizadas como controlo noutra actividade (linha

inza clara designada por AA). É possível também ver-se uma seta que saindo c

utilizada co

Figura 4.3 – Ramificação de setas.

E C Sb S C E S Eb

Co1 Co2 A0 P. 2 E2 E3 S1 S2 Re1 Re2 E1 I1 E1 I2E2 I3E3 O1 S1 O2 S2 C1 Co1 C2 Co2 A1 A2 A3 BB M1 Re1 M2 Re2 AA

Figura 4.5 – Entradas, Saídas, Controlos e Mecanismos múltiplos.

Na especificação completa de um determinado sistema, a metodologia IDEF recorre a três elementos que lhe conferem consistência, sistematização e coerência. Concretamente trata-se dos esquemas ou diagramas IDEF0, o texto explicativo e um glossário. Os diagramas são realizados

m base no expresso nos parágrafos anteriores. O texto associado aos diagramas pr apresentar uma explicação resumida do diagrama, dando relevo a determinadas caracter fundamentais deste. O glossário é utilizado para definir determinados rótulos associados a setas e permitir desta forma uma interpretação correcta do diagrama.

4.2.3 – Justificação da utilização da metodologia ID

co etende

ísticas

EF0

A utilização desta norma é fortemente recomendada em projectos que requeiram uma técn odelação para análise, desenvolvimento, reengenharia ou integração de sistemas de infor

Aconselha-se também a sua utilização quando se incorporam técnicas de modelação de sistemas ou mpresas em análise de processos de negócio ou metodologias de engenharia de software. U

que nesta tese (ver capitulo 5)

ica de

m mação.

e ma vez

m sistema de planeamento e controlo

da produção (PPC) para operar num derando também os objectivos da

etodologia IDEF0, e o facto de existirem na Universidade do Minho vários grupos de trabalho a se realiza a especificação de u

ambiente distribuído, consi m

investigarem o tema das empresas virtuais, considera-se estarem reunidas as condições indicadas para a utilização desta ferramenta. Acrescenta-se ainda como factor de incentivo ao seu uso as características da linguagem IDEF0 definidas na sua norma (FIPS-PUBS, 1993):

• É compreensiva e expressiva, capaz de representar graficamente uma grande variedade de negócios, produção e outros tipos de operações de empresas em qualquer nível de detalhe. • É coerente e simples, fornecendo expressões rigorosas e precisas e promovendo

consistência no uso e interpretação.

• Melhora a comunicação entre analistas de sistemas, programadores e utilizadores.

• Está suficientemente provada e testada através de uma utilização de vários anos da Força Área dos EUA e pela industria privada.

• Pode ser gerada por uma grande variedade de ferramentas de software existentes no mercado.

Mais pormenores referentes a esta técnica poderão ser encontrados no excelente livro The Practical

Guide to Business Process Reengineering Using Idef0 (Feldmann e Tieso, 1998) e no texto da Federal-Information-Processing-Standards-Publications (FIPS-PUBS, 1993).