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CAPÍTULO 5 GARANTINDO A CONTINUAÇÃO DO CUIDADO DE UM

5.4. Condução do Estudo de Caso

5.4.5. Execução da AA

Como as professoras, os aprendizes envolvidos na AA foram convidados a assinar um termo de consentimento livre e esclarecido, devido às exigências do Comitê de Ética e Pesquisa da UFSCar. O modelo assinado pelos aprendizes encontra-se no APÊNDICE XII.

Assinaram o termo de consentimento 16 pessoas. Contudo, no decorrer da AA, cinco delas desistiram, alegando falta de tempo para a realização das tarefas, concluindo a execução 11 pessoas.

A execução da AA iniciou-se com o envio de um e-mail para os aprendizes, tentando estabelecer horários comuns para a realização de atividades síncronas. Essa foi a primeira dificuldade enfrentada na execução da AA, pois os horários em comum eram escassos. Isso levou a modificações no planejamento de algumas atividades, sendo que as atividades síncronas passaram a ser assíncronas para facilitar a participação dos aprendizes.

Realizou-se uma análise das atividades planejadas e chegou-se a conclusão que não haveria reflexos negativos aos objetivos pedagógicos de cada uma delas, promovendo-se a adequação no planejamento. A única atividade que continuou sendo síncrona foi a atividade exploratória do ambiente TIDIA-Ae, prevista no módulo pré-curso, que deveria ser guiada pelo tutor da AA.

O próximo passo foi enviar por e-mail o nome de usuário e a senha de cada aprendiz e professor, para eles terem acesso ao ambiente TIDIA-Ae. Após isso, enviou-se uma nova comunicação por e-mail, descrevendo as atividades a serem realizadas durante a primeira semana (ver no APÊNDICE XIII a primeira mensagem de orientação de realização de atividades, enviada aos aprendizes).

Como pode ser conferido no APÊNDICE XIII, a primeira atividade prevista era explorar as ferramentas ambiente TIDIA-Ae que seriam utilizadas para a realização das demais atividades. Essa atividade deveria ter sido realizada pela ferramenta Chat do ambiente, porém, vários aprendizes tiveram dificuldades para abrir a ferramenta, devido à necessidade de clicar em um botão (“Run”) na tela de inicialização da ferramenta, que é disponibilizada no ambiente TIDIA-Ae pela tecnologia Java Web Start.

Alguns aprendizes clicaram no botão “Cancel” e a ferramenta não foi iniciada. Para outros aprendizes a tela de inicialização não foi apresentada devido a bloqueadores instalados nas máquinas que eles estavam utilizando. Contudo, aparecia para esses aprendizes uma mensagem na barra de status do navegador que o servidor estava sendo contatado, fazendo alguns aprendizes esperarem por mais de cinco minutos por uma resposta do servidor. Esse é um dos problemas de usabilidade encontrados no ambiente, que faz parte do relatório a ser encaminhado pelo LIA, ao grupo de desenvolvimento das ferramentas do ambiente TIDIA-Ae.

Como vários problemas estavam ocorrendo, tentou-se uma seção em comunicador instantâneo externo ao ambiente TIDIA-Ae para tentar orientar os aprendizes que não estavam conseguindo entrar no Chat. Por não haver a possibilidade de fazer um bate-papo dirigido, no qual uma pessoa exerce o papel de coordenador da seção e gerencia quem deve falar em que momento, a seção não foi bem sucedida. Marcou-se uma reunião presencial, na qual foram discutidas as limitações do ambiente que estava sendo utilizado e combinou-se nessa reunião, que seria montado um tutorial de utilização do ambiente TIDIA-Ae, para os aprendizes testarem individualmente as ferramentas e reportarem problemas que eles encontrassem (ver tutorial no APÊNDICE XIV).

Após a realização das atividades do tutorial, decidiu-se utilizar apenas as ferramentas “Fórum” e “Correio” do ambiente TIDIA-Ae, pois foram as ferramentas que não apresentaram problemas de interação e que não apresentaram comportamentos diferenciados quando executadas em navegadores diferentes.

O fato de algumas ferramentas rodarem apenas em certos navegadores impossibilitava a realização das atividades por alguns aprendizes, porque alguns deles estavam realizando as atividades em computadores onde só havia um navegador disponível e nos quais eles não tinham permissão para instalar outros programas.

Também houve resistência por parte dos aprendizes que estavam utilizando computadores pessoais e que poderiam instalar outro navegador.

Outra mudança realizada, após o primeiro contato com os aprendizes, foi na linguagem utilizada para orientá-los na realização das atividades. Adotou-se a utilização de uma linguagem mais direta, destacando os passos que deveriam ser realizados em cor azul. Essa diferença pode ser observada no APÊNDICE XV.

Durante a execução da AA, interagiu-se com os aprendizes ora fomentando as discussões dos fóruns, ora analisando a discussão realizada. O APÊNDICE XVI traz um exemplo de mensagem para fomentar discussões e o APÊNDICE XVII um exemplo de análise de uma discussão realizada durante a AA. Vale mencionar que todo novo fórum de discussões aberto trazia uma mensagem inicial postada pelo tutor para fomentar a discussão sobre o assunto, como a apresentada no APÊNDICE XVI.

5.5. Considerações Finais

Este capítulo detalhou o estudo de caso desenvolvido para validar a proposta deste trabalho. Apresentou-se a estratégia de pesquisa adotada, bem como a justificativa por sua escolha.

Descreveu-se a situação educacional que se desejava apoiar (professores planejando uma AA para preparar aprendizes da enfermagem para interagir com a população, considerando o senso comum armazenado na base de conhecimento OMCS- Br), a forma como o conhecimento de senso comum foi disponibilizado para as professoras envolvidas e o que foi necessário para essa disponibilização.

Também foi descrito os passos executados para o planejamento da AA, que consistem na instanciação de uma framework para planejamento de AAs que está sendo desenvolvido no LIA.

Por fim, reportou-se como ocorreu a execução das atividades planejadas para AA no ambiente de Aprendizagem Eletrônica, que está sendo desenvolvido no contexto do projeto TIDIA-Ae, mencionando algumas dificuldades enfrentadas e as soluções adotadas durante a execução.

O próximo capítulo apresenta os resultados obtidos no planejamento e execução da AA “Garantindo a continuação do cuidado de um dependente em casa”.