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Exemplos e Implicações

8) Exemplo – Lucas 6:

Devemos ler sabbatw deuteroprwtw (variante 1) ou sabbatw (variante 2)? A variante 1 é atestada por A,C,D,K,Q(P(Y( uns 1,800 outros MSS gregos, por lat,syh,goth,arm,geo, e por vários dos antigos Pais. A variante 2 é atestada por P4,,B,L,W, por uns 12 outros MSS gregos, e por itpt,syp,pal,cop,eth,Diat. A atestação da variante 2 é certamente antiga e variada, mas ela dificilmente tem mais que 1% dos vo- tos! As passagens paralelas em Mt. 12:1 e Mc. 2:23 ambas têm “os sábados” (plural). Embora deuteroprwtw [segundo-primeiro] sem dúvida fizesse excelente senso no primei- ro século, temos desde então perdido a informação cultural relevante. Assim, a variante 1 é definitivamente a leitura “mais difícil” e a palavra ofensiva poderia facilmente ter sido retirada, aqui e ali, especialmente em locais como Egito e Etiópia, onde as minúcias da cultura judaica provavelmente seriam desconhecidas. O fato que tanto Mateus como Marcos utilizam o plural sugere que Lucas simplesmente foi mais específico. Temos aqui uma ilustração eloqüente da fidelidade que caracterizou a vasta maioria dos copistas através dos séculos de traslado manual. Embora, presumivelmente, não entendessem a palavra deuteroprwtw, nem por isso eles deixaram de reproduzi-la letra por letra, em su- as cópias. Devemos a eles um débito de gratidão.

8) Implicações

A variante 2 tem “Antigüidade” e “Variedade”. A variante 1 também tem “Anti- güidade” e “Variedade”, mais “Continuidade” e “Número” (esmagadoramente). “Razoabi- lidade” não pode ser alegada contra a variante 1, neste caso, porque a dificuldade surge da nossa ignorância, não do contexto nem de fatos demonstráveis da história, ciência ou seja o que for. A “marca” de “Respeitabilidade” atua neste caso: os MSS citados para a variante 2 são todos de qualidade demonstravelmente inferior. Não temos a mais leve dúvida que a variante 1 é a leitura original.

Discutirei agora as implicações de “número esmagador.” No começo desta seção [Exemplos e Implicações] fiz referência a um “piso” de atestação, e sugeri 80%. Onde uma leitura domina 80% (para não mencionar 90% ou 95%) da atestação, ela evi- dentemente dominou o rio da transmissão, ou árvore genealógica, e as chances de um erro assim fazer são minúsculas. (Naturalmente, um erro poderia ter conseguido isso, aqui e acolá, mas cada vez que nós “descontamos aquele [mau] cheque” isto aumenta as chances contra qualquer uso subsequente daquele expediente—uma dúzia de maus cheques é suficiente para fechar a conta.) Eu pessoalmente não concederia sequer a possibilidade teórica que um erro poderia dominar tanto quanto 95% da atestação, e provavelmente nem mesmo 90%. (Meus “maus cheques” hipotéticos ficariam portanto entre 80% e 90%. Favor de notar o termo hipotético: ainda não encontrei um exemplo real.) Assim, “Jeremias” em Mat 27:9 tem que ser original, uma vez que é atestado por mais que 98% dos MSS gregos. Em 1 João 5:7-8, 99% dos MSS gregos não trazem as “três testemunhas celestiais”. Marcos 16:9-20 é atestado por não menos que 99,8% dos MSS existentes!

Mas por que por o piso em 80% ao invés de 70%, ou mesmo 60%? Bem, a escolha é arbitrária. Qualquer coisa com mais de 2/3 de atestação é muito provável de ser correta, mas há uma significativa diferença entre 70% e 80%—uma racha 70/30 dá uma proporção 2.33:1, mas uma racha 80/20 dá uma proporção 4:1, quase duas vezes mais forte (90% dá uma proporção 9:1 enquanto 95% dá uma proporção 19:1 e 98% dá uma proporção 49:1!) Os acidentes da história poderiam facilmente resultar em uma transmissão desigual tal que uma leitura sem méritos poderia aparecer com 60% de a- testação, ou mesmo mais. Tenho visto diversas leituras com até 75% de suporte que eu suspeito irão ser provadas estar em erro. Onde a atestação é seriamente dividida (ou estilhaçada) temos que verdadeiramente “pesar” as testemunhas, não apenas contá-las. Com base em colações completas, temos que estabelecer famílias ou agrupamentos de MSS, e determinar a “média de acertos’ ou quociente de credibilidade de cada uma—

especial atenção deve ser dada aos grupos que obtêm as mais elevadas notas. 9) Exemplo – Apocalipse 4:8

A contabilidade das evidências está baseada em Hoskier e no Texto Majoritá- rio de H-F.447 A questão é se “santo” ocorre três vezes (variante 1) ou nove vezes (vari- ante 2). A variante 1 é atestada por A,P.Md,e,g,h, a maioria dos “independentes” e 38% de

Ma, fazendo um total de 108 MSS. A variante 2 é atestado por (),Mc,b,f,a, fazendo um total de 95 MSS. Ma e Mb usualmente concordam e derivam de um exemplar em comum, eu creio. Md e Me usualmente concordam e derivam de um exemplar em comum. Md,e e

Ma,b usualmente discordam, enquanto Mc ora se alinha com um, ora com outro, aproxi- madamente meio a meio. Isto significa que temos três linhas independentes de transmis- são, e elas são mais antigas que Aleph, uma vez que Aleph as conflata (em outros lo- cais). O grupo liderado por Ma é algumas vezes chamado “Q” e inclui Mf e Mg. Mh e os “independentes” são difíceis de avaliar.

Que Ma,b,f estão em concordância presumivelmente indica que o exemplar Ma,b leu variante 2. Neste caso, aqueles MSS “Q” que têm a variante 1 têm se desviado do seu exemplar, quer por mistura ou por simplificação independente (se privássemos a variante 1 daqueles 23 MSS, a atestação numérica mudaria de forma significante). Se- guramente é mais provável que a variante 2 seja mudada para variante 1 do que vice- versa. Aliás, experimente ler alto “santo” 9 vezes em seguida—começa a ficar desconfor- tável! Uma vez que, no contexto, os quatro seres viventes [ou “animais”] estão se repe- tindo interminavelmente, os nove “santos” são tanto apropriados quanto eficazes (cada pessoa da Trindade recebe três). Eu deduzo que Mc e Ma,b preservam o original, enquan- to Md,e se desviou.

9) Implicações

Por causa das três linhas independentes de transmissão (pelo menos), e por cause dos alinhamentos instáveis entre elas e seus sub-grupos, Apocalipse é o único livro onde encontramos muitos jogos de variantes sem nenhuma leitura majoritária— cerca de 150, e mais 250 onde a maioria é menos que 60%. Aqueles que argumentam

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Hoskier, Concerning the Text of the Apocalypse; Hodges e Farstad, The Greek New Testament

que a teoria do Texto Majoritário faz sua melhor defesa em Apocalipse estão redonda- mente enganados; ocorre precisamente o contrário. As colações de Hoskier nos permi- tem agrupar os MSS empiricamente, de modo que, na avaliação de variantes, precisa- mos lidar com os grupos, não apenas contar MSS individuais. As “marcas” de Burgon são freqüentemente difíceis de aplicar em casos tais como os 400 [= 150+250] mencio- nados; a maioria das marcas se dividem, não dando nenhum veredicto claro. Com base no seu desempenho através do livro, eu diria que Mc tem a melhor “média de acertos”, mas se há basicamente três linhas independentes de transmissão, então duas contra uma deverão vencer. Aqui temos Mc e Ma,b (em favor da variante 2) contra Md,e (em favor da variante 1)—se os três “santos” fossem a leitura original, como jamais poderiam os nove “santos” chegar a capturar duas das [três] correntes independentes?

Conclusão

E agora? Como identificarmos a exata redação original? Primeiro devemos a- juntar as evidências disponíveis—isto incluirá os MSS gregos (incluindo os lecionários), os Pais e as Versões. Depois devemos avaliar as evidências para determinar qual forma de texto goza da mais antiga, mais plena, mais ampla, mais respeitável, mais variada atestação.448 Deve ser enfatizado que a força das “marcas da verdade” reside na sua cooperação. Elas têm que ser consideradas e tomadas todas juntas, porque o mesmo fato da existência de variantes em competição [umas com as outras] significa que pelo menos algumas das notas não podem ser plenamente satisfeitas. Mas ao aplicarmos todas elas, seremos capazes de formar um julgamento inteligente quanto à independên- cia e credibilidade das diversas testemunhas.

Na verdade, o trabalho de Hoskier e Wisse449 nos mostra que é possível a- grupar os MSS empiricamente, com base em um mosaico compartilhado de leituras. Uma vez que isto seja feito, estaremos lidando com grupos independentes, não com MSS individuais. Deste modo, o estudo de Wisse sobre Lucas reduziu 1386 MSS a 37 grupos (mais 89 MSS, cada um “independente de todos”).450

Estes [grupos] têm que ser avaliados quanto à independência e credibilidade. As testemunhas independentes e me- recedoras de confiança têm então que ter seus votos contados. Eu proponho que o pro- cesso devido exige de nós que recebamos como original aquela forma de texto que é atestado por uma maioria clara daquelas testemunhas; rejeitar seu testemunho em favor da nossa própria imaginação a respeito do que a leitura deveria ser é manifestamente indefensável.

Estou seguro que se Burgon estivesse vivo hoje concordaria que as descober- tas e pesquisa dos últimos cem anos tornam possível, e mesmo necessário, alguns reto-

448

Compare Burgon, The Revision Revised, pag. 339.

449

As colações publicadas na série Text und Textwert, editada por K. Aland, representam uma con- tribuição importante com referência aos jogos de variantes tratados.

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Favor notar que estou aqui interessado no princípio envolvido. Naturalmente estudiosos dife- rentes podem argumentar em favor de alinhamentos diferentes, atribuir MSS individuais a grupos diferen- tes, etc., mas nada disto altera o princípio que os MSS podem ser agrupados, empiricamente.

ques na sua teoria. Prossigo para esboçar o que considero ser a abordagem correta pa- ra a crítica textual do N.T. Aventuro-me a chamá-la Teoria do Texto Original.451

1) Primeiro: a TTO está interessada em identificar a exata redação original dos escritos do N.T.

2) Segundo: os critérios devem ser bíblicos, objetivos e sensatos.

3) Terceiro: uma atestação de 90% será considerada inatacável, e 80% virtualmente inatacável. 4) Quarto: as “marcas da verdade” de Burgon entrarão em ação, especialmente onde a atestação

caia abaixo de 80%.

5) Quinto: onde existem colações, fazendo possível um agrupamento empírico dos MSS na base de mosaicos compartilhados de leituras, este [agrupamento] deve ser feito. Tais grupos têm de ser avaliados com base nos seus desempenhos, e terem atribuídos um quociente de credibili- dade. Uma história presumível da transmissão do Texto precisa ser desenvolvida, com base nos inter-relacionamentos de tais grupos. Agrupamentos e relacionamentos que tenham

sido demonstrados substituem a contagem de MSS.452

6) Sexto: a TTO pressupõe que o Criador existe e que Ele tem falado para nossa raça. Ela aceita o implícito propósito divino de preservar Sua revelação para o uso das gerações subsequentes, incluindo a nossa. Ela entende que tanto Deus como Satanás têm um interesse ativo e contí- nuo no destino do Texto do N.T.—abordar a crítica textual do N.T. sem devidamente tomar em conta estes interesses é agir de forma irresponsável.

7) Sétimo: a TTO insiste em que pressuposições e motivações sempre devem ser tratados e ava- liados.

451Já pensei em ressuscitar o termo “tradicional”, mas desde que Burgon e Miller não estão aqui

para protestar, eu hesito; ademais, aquele termo não mais é descritivo. Termos tais como “antioquino” ou “bizantino” carregam um peso inapropriado de antipatia, ou têm sido já escolhido por outros. Assim, aqui decidimos por Teoria do Texto Original. Uma vez que eu realmente creio que Deus tem preservado a redação original para nossos dias, e que podemos saber qual é ela, com base em um procedimento de- fensável, eu não temo a acusação de arrogância, ou presunção, ou seja o que for, por eu usar o termo “original”. Toda crítica textual merecedora de assim ser chamada está em busca da redação original.

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Favor notar que não estou me referindo a qualquer tentativa de reconstruir uma genealogia de MSS—concordo com aqueles estudiosos que têm declarado tal tarefa ser virtualmente impossível (existem demasiados elos faltando). Estou me referindo, de fato, à reconstrução de uma genealogia de leituras, e portanto da história da transmissão do Texto.

8

CONCLUSÃO

Como o leitor pode agora ver, as palavras do prefácio da RSV, que citei no meu capítulo 1, são altamente enganadoras. O potencial real que existe para melhorar a King James Version, e o Textus Receptus, não tem sido alcançado.453 A perturbadora compreensão nos alcança de que o "progresso" dos últimos cem anos tem sido precisa- mente na direção errada—nossas versões modernas e textos críticos estão algumas ve- zes mais distanciados do original do que estão a AV e o TR!454 Como pode tal calamida- de ter caído sobre nós?! 455

Mas esta não é a história completa do nosso infortúnio. Tal tem sido o efeito soporífico da teoria de W-H, que a evidência disponível não tem sido avaliada, não tem sido assimilada. Nas palavras de Aland:

... o principal problema da crítica textual do N.T. repousa no fato que pouco mais que a existência física é conhecida a respeito da maioria dos manuscritos até aqui identificados, e por isso constantemente temos problemas com muitas in- cógnitas para resolver. Procedemos como se os poucos manuscritos que têm si- do completa ou quase completamente estudados contivessem todos os proble- mas em questão ... .456

Ademais, muito do trabalho que tem sido feito é bastante imperfeito. Assim, no seu relatório sobre o andamento de The International Greek New Testament Project, prestado à Society of Biblical Literature, em 29 de dezembro de 1967, Colwell declarou:

A preparação de um aparato textual exaustivo tem exigido atenção a edições prévias do NT grego, a saber, Tischendorf, Tregelles, von Soden e Legg. Estudo cuidadoso mostrou que a evidência textual nestas edições não pode ser usada no aparato IGNT, desde que eles falham em citar testemunhas completa, consis- tente, e em alguns casos, acuradamente.457

Isto não apenas significa que não podemos presentemente especificar a exata redação do texto original, mas que será necessário considerável tempo e esforço antes

453A NKJV é uma melhoria sobre a AV, mas o é principalmente em termos de modernizar a linguagem—a

NKJV se baseia sobre o mesmíssimo texto grego da AV. The Greek New Testament according to the Ma-

jority Text é certamente uma melhoria sobre o TR, na minha visão—eu diria que ele representa pelo me- nos 99.8% da redação original, enquanto o TR representa cerca de 98% (comparado com 92% para UBS4/N-A27). No entanto, ainda não está disponível nenhuma tradução do Texto Majoritário para o inglês (e nem o português). Uma está sendo preparada e o Evangelho de João está agora em uso (Living Water,

the Gospel of John--Logos 21 Version; editada por Arthur L. Farstad e publicada por Absolutely Free Incor- porated, Glide, OR).

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Quando toda a evidência for computada, creio que será constatado que o Textus Receptus difere do Original em algo mais que 1500 locais, a maioria das diferenças sendo muito insignificantes, enquanto que os textos críticos (UBS/N-A) diferirão em mais que 6500 locais, muitas das diferenças sendo graves.

455

Eu tenho uma resposta, mas ela terá que aparecer em outro lugar. Para entender o que tem acontecido tem-se que reconhecer o mundo espiritual—na minha observação, a grande maioria dos estudiosos do NT não levam em consideração este âmbito da realidade.

456

Aland, "The Significance of the Papyri," pag. 330-31.

457

E.C. Colwell, et. al., "The International Greek New Testament Project: a Status Report," Journal of Bibli-

que possamos estar em posição de fazê-lo. E quanto mais demorarmos a mobilizar e coordenar nossos esforços, mais distante estará aquela posição.458

No entanto, o quadro não é tão escuro quanto poderia ser. O Institut für neu- testamentliche Textforschung, em Münster, Alemanha, tem uma coleção de microfilmes de aproximadamente 5000 dos MSS gregos existentes (cerca de 90% deles) e estudio- sos ligados ao Institut estão colacionado uma seleção deles. Estudiosos ligados a The International Greek New Testament Project também estão fazendo alguma colação.

Mas é a disponibilidade de computadores e programas sofisticados que me parece ser a chave [para o problema]. É agora possível colacionar os MSS de Münster (ou, melhor ainda, ler os MSS com um scanner e deixar o computador fazer a colação, verificada [depois] pelo olho humano) e escrever um programa de computador tal que possamos determinar qualquer coisa que quisermos saber sobre as inter-relações dos MSS (com base em mosaicos compartilhados de leituras). Deste modo deverá ser pos- sível identificar e rastejar a pura corrente de transmissão do texto e declarar com confi- ança, com base em critérios objetivos, qual é a exata redação do texto original. Isto exigi- rá pessoas competentes e dedicadas, bem como dinheiro—bastante de ambos—mas não valerá a pena? Possa Deus instilar nos seus servos um peso para empreenderem tão gloriosa obra!

Em termos de proximidade do original, a King James Version e o Textus Re- ceptus foram os melhores disponíveis até 1979 e 1982 [em inglês]. Em 1979 Thomas Nelson Publishers lançou o Novo Testamento da NKJV, e em 1982 uma edição crítica do Texto Tradicional (Majoritário, "Bizantino")—nele temos um excelente Texto grego interi- no para usarmos até que a história completa e final possa ser contada.459 Embora pos- samos desejar esperar pelo texto definitivo antes de procedermos a uma revisão autori- tativa das AV e NKJV, um meticuloso trabalho baseado no Texto interino seria uma me- lhoria tanto sobre a AV como sobre todas as versões modernas.

Em conclusão, gostaria de tomar emprestadas as palavras encontradas ao fi- nal de uma das obras de Burgon:

E assim aventuro-me a tomar a posição, agora que a questão foi levantada, que tanto os doutos quanto os bem informados virão gradualmente a ver que nenhum outro curso com respeito às Palavras do Novo Testamento é tão fortemente justi- ficado pela evidência, nenhum é tão próprio à mente sã e aberta, nenhum é tão razoável em cada aspecto, nenhum é tão compatível à fé inteligente, nenhum é tão produtor de direção e conforto e esperança, quanto defender contra todos os assaltos de adulteração

O TEXTO TRADICIONAL.460

458

O atual estado do nosso conhecimento (ou ignorância) é tal que nos restam cerca de 400 locais onde não estamos seguros sobre qual de duas leituras em competição deve ser seguida. Contudo, na maioria desses casos a diferença no sentido é pouca.

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Nashville: Thomas Nelson Publishers, 1982. Ele foi editado por Zane C. Hodges, Arthur L. Farstad e outros. Em 1991 a Original Word Publishers (Roswell, GA) publicou The New Testament in the Original

Greek according to the Byzantine/Majority Textform, editado por Maurice A. Robinson e William G.

Pierpont. Eu diria que este texto é provavelmente mais próximo do original do que o Texto Majoritário de H-F (99.9% comparado com 99.8%), mas não é fácil de utilizar.

460

Burgon, The Causes of the Corruption, pag. 286. Embora eu tenha usado as expressões "Texto Bizanti- no" e "Texto Majoritário" ao longo do livro, como uma ajuda ao entendimento, eu prefiro "Texto Tradicio- nal". (Neste livro as três expressões são usadas como sinônimas.) O termo "Bizantino" não é apenas pejo-

rativo (para muitos), ele também favorece a noção [errônea] de que o Texto Tradicional foi confinado àque- la área—embora eu creia que de fato ele lá [região Egéia] se originou, eu diria que o texto "Bizantino" es- tava plenamente instalado na região Egéia até 150 DC, no mais tardar. O termo "Majoritário" encoraja a impressão equivocada de que a defesa do Texto Tradicional é predicada somente em termos de "número" e de "contar." Por "Tradicional" eu quero dizer que em cada era, desde a apostólica até o século XIX, a forma-de-texto em questão (apenas o texto grego) foi aquela que a Igreja em geral reconheceu, usou, e transmitiu.

Apêndice A