Erros de roteamento
5.5 Exemplos de Servicos
AAL5
A simplicidadedo AAL5, que se traduz na aus^encia de numeros de sequ^encia e na indicac~ao apenas de m da CPCS-PDU, faz com que se torne impossvel garantir quantos segmentos do incio da mensagem foram recebidos corretamente. Portanto, a entidade do AAL5 pode apenas enviar uma indicac~ao de erro ao usuario.
Como n~ao ha CRC para os segmentos, erros simples s~ao detectados apenas apos a vericac~ao do CRC de toda a CPCS-PDU. Nestes casos, toda a CPCS-PDU e descartada.
A perda de celulas com AUU=0 (isto e, n~ao s~ao a ultima celula de nenhuma CPCS-PDU), deve ser detectada por falha na vericac~ao do comprimento da mensagem e/ou na vericac~ao do CRC. Ambas as vericac~oes so poder~ao ser feitas apos o recebimento da cauda da CPCS-PDU.
A perda de celulas com AUU=1 provoca a concatenac~ao de duas CPCS-PDUs. Uma das formas de se detectar esta perda seria atraves da falta de casamento do comprimento da mensagem recebida com o declarado no campo de comprimento e/ou erro do CRC. Uma outra alternativa seria a vericac~ao do comprimento maximo de uma CPCS-PDU. Ou seja, caso a mensagem que esta sendo remontada ultrapasse este comprimento limite, seria enviada uma indicac~ao de erro e os dados seriam descartados. Finalmente, uma terceira alternativa consiste em limitar o intervalo de tempo maximo de remontagem das mensagens: se este intervalo for ultrapassado antes do termino da remontagem, e enviada uma indicac~ao de erro e os dados recebidos ate ent~ao s~ao descartados. Em geral, estes metodos levam a perda de (pelo menos) duas CPCS-PDUs. Uma forma de evitar a perda de ambas as CPCS-PDUs, seria avaliar a partir do comprimento especicado da ultima CPCS-PDU, onde teria tido incio a mesma, calcular o CRC para esta sequ^encia de segmentos e caso haja um casamento com o campo de CRC da CPCS-PDU, recuperamos a ultima delas. Obviamente, o \overhead" introduzido com este mecanismo de recuperac~ao e difcil de ser justicado quando consideramos a implementac~ao do AAL em hardware.
Em relac~ao ao AAL3/4, apesar da impossibilidade de passar mensagens incompletas para o usuario, seria necessaria uma taxa de perda de celulas superior a aproximadamente 2;610
,3
para que o overhead do AAL3/4 se justicasse [AA93].
Do ponto de vista dos mecanismos de controle de congestionamento, uma vez que seja des- cartada uma celula, podem ser descartadas todas as celulas seguintes com AUU=0, dado que a CPCS-PDU tera que ser retransmitida de qualquer forma. No entanto, para n~ao perder duas CPCS-PDUs consecutivas, nao devem ser descartadas celulas com AUU=1.
5.5 Exemplos de Servicos
A nalidade desta sec~ao e apresentar alguns dos servicos especcos que ja se encontram denidos pelo ITU-T e/ou Forum ATM. Um destes servicos: o suporte a servicos n~ao-orientados a conex~oes e apresentado no captulo 6.
72 Captulo 5. A Camada de Adaptac~ao
5.5.1 Servico de
Frame Relay
O servico de uma redeFrame Relay e suportado pela RDSI-FL como um servico classe C, isto e, servico de dados com taxa variavel de transmiss~ao e orientado a conex~oes. Para o interfunciona- mento entre estes dois servicos e necessario atender aos seguintes requisitos genericos [ITU93b]:
Mapear as indicac~oes de prioridade de perda e controle de congestionamento do Frame Relay; Denir procedimentos de negociac~ao para o comprimento do quadro do Frame Relay; Utilizar a operac~ao insegura no modo mensagem sem controle de uxo;
Efetuar a transfer^encia imediata de dados do usuario uma vez estabelecida a conex~ao sem
negociac~ao dos par^ametros da camada AAL.
A subcamada de converg^encia especca do servico frame relay (FR-SSCS) suporta as func~oes basicas de Frame Relay (FRBS |Frame Relaying Bearer Service) especicadas na Recomendac~ao I.233.1. A tabela 5.6 apresenta a divis~ao de func~oes entre a FR-SSCS, a AAL5 e a camada ATM. A FR-SSCS e descrita na Recomendac~ao I.365.1.
5.5.2 Encapsulamento de multiplos protocolos sobre o AAL5
Heinanen [Hei93] descreve dois metodos de encapsulamento para o transporte de trafego de interco- nex~ao sobre a AAL5. O primeiro metodo permite a multiplexac~ao de varios protocolos sobre uma unica VCC, enquanto que o segundo metodo assume que cada protocolo distinto e transportado sobre VCCs tambem distintos.
No primeiro metodo o protocolo de uma dada PDU recebida e identicada atraves de um cabecalho de controle de enlace logico (LLC denido pelo IEEE 802.2), e por isto e denominado de \Encapsulamento por LLC". Enquanto que no segundo metodo, o protocolo de uma dada PDU e identicado implicitamente pelo identicador da conex~ao virtual (VCI) onde a PDU foi recebida, sendo denominado de \Multiplexac~ao baseada no VC".
5.5. Exemplos de Servicos 73
Tabela 5.6: Divis~ao de func~oes para o suporte ao servico FRBS. Func~oes basicas do
FRBS Func~ao da camadaATM Func~oes da AAL5 Func~ao do FR-SSCS Delimitac~ao, alinhamento e trans- par^encia do quadro Preservac~ao da CPCS-SDU Multiplexac~ao e demultiplexac~aode quadros utilizando o campo DLCI Multiplexac~ao e de- multiplexac~ao utili- zando o VPI/VCI Multiplexac~ao e de- multiplexac~ao utilizando o campo DLCI Inspec~ao do quadro para garantir que e- le consiste de um numero inteiro de octetos
Inspec~ao da PDU para garantir que e- la consiste de um numero inteiro de octetos
Inspec~ao do quadro para garantir que e- le n~ao seja demasia- do longo nem dema- siado curto
Inspec~ao da PDU para garantir que e- la n~ao seja demasia- do longa nem dema- siado curta
Detecc~ao (mas n~ao recuperac~ao) de er- ros de transmiss~ao
Detecc~ao (mas n~ao recuperac~ao) de er- ros de transmiss~ao Controle de conges- tionamento no senti- do do uxo Controle de conges- tionamento no senti- do do uxo Controle de conges- tionamento no senti- do do uxo Controle de conges- tionamento no senti- do contrario ao uxo Controle de conges- tionamento no senti- do contrario ao uxo Comando/resposta Comando/resposta Indicac~ao de possibi- lidade
de descarte por par- te do controle de congestionamento
Prioridade de perda
de celulas Indicac~ao de possibi-lidade de descarte por par- te do controle de congestionamento