1) 12 - 13xl � 39 7) Ix + 1 1 � l x - 2 1 2) 1 20x - 3 1 > 5 8) I x I < 1 2x - 1 1 3) 1 (5 - 2x)/3 1 � 3 9) I x2 - 4x - 5 1 � 1 4) I (x + 3)/4 1 < 5 10) 1 36x - 271 > 5 5) 1 2x - 5 1 < I x + 3 1 1 1 ) I x2 - 4 x - 5 1 � Ix - 1 1 6) 1 3x + 5 1 > 1 2x - 1 1 12) I x2 - 4x - 5 1 � 1 2x + 1 1
13) Dê exemplo em que a, b E ]R. e l a + bl < l al + I bl . O que dizer dos sinais de a e b? Se a, b, c E ]R., mostre que l a + b + cl � l al + Ibl + l ei -
14) Se r é um número racional, r i=- O, e x um irracional, mostre que rx é irracional e, por conseqüência, não existe racional cujo quadrado seja 32. 15) Indique sup, inf, max e min dos seguintes conjuntos, se existirem:
A = {n E Z I I nl < lO} , B = {n E Z I l nl � lO}, C = {x E Q I l xl � y'3} , D = [- 1 , 1 ) U ( y'3, 4) , E = {x E ]R. I x2 - 4x + 4 > O e x2 - 3x < O } , F = { x E ]R. I Ixl = m + ( l/n) , m, n = 1 , 2 . . . }, G = { x E ]R. I x = l/(m + n) ; m, n = 1 , 2, . . . }, H = {x E ]R. I x = ( l/m) + ( l/n) ; m, n = 1 , 2, . . . }, I = { x E Q I l x - )21 < 2}, 16) Se A, B C ]R. e a E ]R., defina A + B = {z I z = x + y, x E A, y E B} , I A I = { z I z = I xl , x E A} , aA = {z I z = ax, x E A}.
o que se pode dizer de sup(A + B) , sup I A I , sup aA, em termos de sup ou
inf de A e B? Considere separadamente os casos, a > O, a < O e a = O.
1 7) Dado um conjunto P C ]R., denota-se com P' o conjunto de todos os
seus pontos de acumulação. Considerando os conjuntos abaixo:
A = [- 1 , 1 ) U (y'3, 4) ,
B = {n E Z I I nl < lO} ,
C = {n E Z I Inl � lO},
E = {x E � I Ix l = m + � , m, n = 1 , 2 . . . },
F = {x E � 1 m, n = 1 , 2, . . . },
G = {x E � 1 x = � + � , m, n = 1 , 2, . . . },
Exer"CÍcios • 39
indique quais são os conjuntos A', B', C' , D' , E' , F' e G'
18) Sejam A C �, A #- 0, limitado superiormente, e L = sup A. Mostre que L = max A ou L é ponto de acumulação de A. Formule uma propriedade análoga para o caso em que A é limitado inferiormente.
19) Em cada caso abaixo, qual é o domínio da função f? ( a) f ( x) = x2 / (x - 2)
(b) f(x) = + 1)
(c) f(x) = + 3x) (2 - x) (d) f (x) = vx=--I/ (x + 2)
20) Verifique que qualquer função monotônica definida num intervalo fe chado e limitado é limitada. O intervalo precisa ser fechado?
21) Se fl , h : A � � são duas funções limitadas, demonstre que
sup [fl (x) + 12 (x)] :(: sup fl (x) + sup h (x)
xE A xEA xE A
e inf[Jl(x) + 12 (x)] ?: inf fl (x) + inf 12 (x) .
xE A xE A x E A
Mostre através de exemplos que as desigualdades estritas podem ocorrer. 22) A função seno não é monotônica, mas a sua restrição a convenientes intervalos é. Quais são os maiores intervalos onde sen x é estritamente decres cente? [o termo "maiores " significa que esses intervalos não estão contidos propriamente em intervalos onde o seno é estritamente decrescente].
23) Esboce o gráfico das seguintes funções: ( a) f ( x) = sen ( 1 / x ) (b) f (x) = x sen( l /x) ( c) f ( x) = x2 sen ( l /x) (d) f(x) = x + x/ lx l (e) f (x) =-- V1=X (f) f (x) = [x2] .
24) Classificar as funções abaixo, quando possível, quanto a serem monotô nicas, limitadas, pares ou ímpares, sobrejetoras, injetoras, ou bijetoras: (a) f : � � � tal que f (x) = Ix l . Considerar também o caso em que o
contra-domínio é �+ . (b) f ( x) = x + l/x.
(c) f : ( -7r/2, 7r/2) � � tal que f (x) = tan x.
( d) f (x) = sen 2 x + cos x. ( e ) f ( x) = sen ( 1/ x4 ) .
25) O produto de duas funções pares, f, 9 : A � lR, é par? O que se pode
dizer do produto de duas funções ímpares? E do produto de uma par por uma ímpar?
26) Suponha que a função f(x) dependa somente de potências de x com
expoentes pares. Mostre que f é uma função par. E se depender apenas de potências de x com expoentes ímpares? A função f (x) = cos(x3 + x7) é par
ou ímpar? E a função f(x) = x3 + I?
27) Se f, 9 : lR � lR são ambas pares, verifique que f o 9 e 9 o f são funções
pares. Mostre também que se f e 9 são ambas ímpares, então f o 9 e 9 o f
são ímpares. O que se pode dizer das composições f o 9 e 9 o f se f é par e
9 é ímpar?
28) Seja f : A � B (A, B C lR) uma função sobrejetora. Mostre que se f
é estritamente crescente (ou estritamente decrescente) , então f é invertível. Vale a recíproca? Isto é: se f é invertível, então poder-se-ia afirmar que ou f é estritamente crescente ou f é estritamente decrescente?
29) Nos termos do exemplo 1 .2.3 em seu item (9) , página 22, mostre que uma condição necessária e suficiente para que uma função f : lR � lR seja
linear é que, dada qualquer constante a E ]R, tenhamos f (ax) = af (x),
2
LIMITE E CONTINUIDADE
o conceito de limite é o mais fundamental do Cálculo; a derivada e a integral,
seus principais objetos de estudo, às quais se dedicam os capítulos 3 e 4, são, ambas, formas de limite. Além disso, a idéia de limite permeia nossos argumentos em todo o transcorrer dos cursos de Cálculo e de suas aplicações.
2.1 LIMITES
Antes de entrarmos no assunto propriamente, vamos fazer uma pequena digressão bem informal. Tomemos uma função f : B ---+ IR. , B C IR. , e sej a
a E IR. não necessariamente pertencente a B. Suponhamos que exista I! E IR.
tal que f (x) se aproxima de I!, quando fazemos x se aproximar de a, embora
x #-a. Quando isto ocorre, dizemos que I! é o limite de f em a [ou o limite
de f (x) quando x tende a a] e escrevemos lim f(x) = t
x -+ a
Por exemplo, suponhamos que f seja dada por 2X2 � 4x
f (x) = x2 � 3x + 2 '
logo o domínio é B = IR. \ { I , 2 } . Vemos que f coincide em seu domínio com
a função g(x) = 2xj (x � 1), definida em IR. \ { I } . Observamos que f (x) pode
próximo de 2. Então escrevemos
2X2 � 4x
lim = 4.
x-->2 x2 � 3x + 2
Note que, ao considerar o limite de f em a, estamos vendo se é possível saber
para onde vai f(x), quando x se aproxima de a. Não estamos interessados
em quanto vale f (a), nem mesmo em saber se f (a) existe.
Estando por trás dos conceitos centrais do Cálculo, a noção de limite está por trás de muitos conceitos das ciências. Não podemos nos conformar, portanto, com uma "definição" tão precária como a que temos até aqui. Não é claro, por exemplo, o significado de uma variável aproximar-se de a E ]R..
É necessário colocar as coisas em termos precisos.
DEFINIÇÃO 2.1.1. Dados f : B � ]R. e um ponto de acumulação a do
conjunto B, diz-se que g E ]R. é o limite de f em a se está satisfeita a
seguinte condição:
Para todo E > O, existe um número 6 = 6(E) > O tal que
x E B, O < I x � ai < 6 => I f(x) � gl < E.
Escreve-se: lim f(x) = g ou f(x) � g, com x � a .
x-->a
Damos preferência à primeira notação.
(2. 1. 1)
Observação 2.1.2. (1) A definição 2.1.1 traduz a idéia de pontos próximos,
mas distintos, de a serem levados por f a pontos próximos de g.
(2) No contexto da definição 2.1.1 não importa quão pequeno seja E > O; é possível encontrar 6 > O tal que a frase (2. 1. 1) sej a verdadeira.
(3) Dada f : B � ]R., a notação limx-->a f(x) = g presume que a é ponto
de acumulação de B. Mesmo que este fato não esteja mencionado, não se abre mão de a ser ponto de acumulação de B, pois (2. 1. 1) é imposta sob a condição de existir x E B tal que O < I x � ai < 6.
Analisemos a definição 2.1. 1 num caso concreto. Seja, por exemplo,
f (x) = 2 (x2 � 1) .
(x � 1)
Note que f não está definida em x = 1. No entanto, para x =1= 1 temos
f(x) = 2(x + 1), o que sugere limx-->l f(x) = 4. Mostremos que este é o caso
[veja a figura 2.1.1.]. Se x =1= 1 podemos escrever
= 4 a = 1
Figura 2.1.1: lirnx-tl 2 (x2 - l ) /(x - 1) = 4 [o = c/2]
Assim, dado c > O, se escolhermos 6 = c/2 obtemos
Limites • 43
O < Ix - 1 1 < 6 =? 2 1 x - 1 1 < 26 =? I f (x) - 41 < 26 = c.
Com esta discussão e os exemplos que damos a seguir, visamos exclusiva mente aclarar a definição de limite. Logo veremos, por exemplo, que algumas propriedades permitem mostrar que limx-t2 (x2 + 1 ) = 5 de um modo muito
mais direto do que o apresentado no item (4) do exemplo a seguir.
EXEMPLO 2 . l . 3 . ( 1 ) Se considerarmos f(x) = c (constante) , temos talvez
o exemplo mais simples deste capítulo: lim c = c.
x-ta
Conferindo com a definição 2. 1 . 1 , dado c > O, qualquer 6 > O nos serve, pois sempre ternos I f (x) - cl = O < c.
(2) Se f(x) = x, temos limx-ta x = a. De fato, dado c > O, se tornarmos
6 = c temos
O < Ix - ai < 6 =? I f(x) - ai = I x - ai < 6 = c.
(3) limx-t2 (3x + 4) = 10.
Antes d e iniciar , é útil observar que nos termos d a definição 2.1.1, acima,
a = 2 e I f (x) - fi = 1 (3x + 4) - 10 1 = 3 1 x - 2 1 . Sej a c > O dado, tornando
6 = c/3, ternos:
O < I x - 2 1 < 6 =? I f (x) - f I = 3 1 x - 2 1 < 36 = c.
De fato, dado e > O qualquer, vamos procurar um 6 > O sob a restrição 6 � 1 . Assim, I x -2 1 < 6 implica 1 < x < 3 e, portanto, I x + 2 1 < 5 , ou seja
I (x2 + 1 ) - 5 1 = I x + 2 1 1 x -2 1 < 5 1 x - 2 1·
Logo, tomando O < 6 � min{ l , e/5 } ,
O < I x - 2 1 < 6 =? I (x2 + 1) - 5 1 < 5 1 x - 2 1 < 56 � e. (5) limx--->a cos x = cos a .
Observe inicialmente que I COS Xl - cos x2 1 < IXl - x2 1 , se Xl , X2 E IR, Xl #-X2 , pois IXl - x2 1 é o comprimento do arco de extremos Xl e X2 ; veja a figura 2 . 1 . 2 [estamos admitindo que o comprimento do arco XlX2 é maior do que o da corda Xl X2] .
Dado e > O , tomando 6 = e vem
O < I X - a I < 6 =? I cos x - cos a I < I x - a I < 6 = e.
(6) limx--->a sen x = sen a .
Pode ser provado de modo análogo ao caso do cosseno.
PROPOSIÇÃO 2.1.4. Suponhamos que exista o limite de f : B ----+ IR em um
ponto a . Então ele é único.
Demonstração. Suponhamos que limx--->a f(x) = fI , limx--->a f (x) = f2 e seja
e > O dado. Tomando c/2 no papel de e, de acordo com a definição 2. 1 . 1 , página 42, existem 61 , 62 > O de modo que, se x E B :
O < Ix - ai < 61 =? O < Ix - ai < 62 =?
I f(x) - fl l < e/2, I f (x) - f2 1 < e/2.
Limites • 45
Escolhendo 6 = min{ 61 , 62 } , se x E B e O < Ix - ai < 6, temos
O � Il\ - R2 1 = I Rl - f(x) + f(x) - R2 1 �
I f(x) - Rl l + I f (x) - R2 1 < c/2 + c/2 = c.
Assim, O � I R1 - R2 1 < c, qualquer que seja c > 0, o que equivale a I Rl - R2 1 = O
portanto RI = R2 . O
Observação 2.1.5. Dados f : B ---+ 1Ft e D C B , seja a um ponto de acu mulação do conjunto D. Se limx---+a f(x) = R, é claro que também para a
restrição de f a D temos
pois na definição 2. 1 . 1 , página 42, se vale a implicação (2. 1 . 1 ) , ela tem de valer com a variável x restrita a D .
Para se compreender um conceito é bom entender sua negação. Damos a seguir dois exemplos em que não existe o limite.
. x
FIgura 2 . 1 .3: f (x) = R
x
EXEMPLO 2 . 1 . 6 . ( 1 ) limx---+o
�
não existe.De fato, seja f (x) = x/ l x l , x E 1Ft \ { O } . Veja a figura 2. 1 .3. Como
f (x) = 1 , para x > O, e f (x) = - 1 , para x < 0, se existisse limx---+o f (x) , de
acordo com a observação 2. 1 .5, acima, teríamos lim f (x) = limf
l
(o ) (x) = 1 ,x---+o x---+o , 00
lim f(x) = limfl(� O) (x)
= - 1 ,
x---+O x---+O 00 ,
1
(2) limx--+() sen - não existe.
x 1
De fato, suponhamos, por contradição, que exista f! = limx--+o sen - . x Dado qualquer [ > O, digamos, [ = 1 , deve existir 6 > O tal que
O < I x I < 6 =?
I
senl -
f!I
< 1 . (2. 1 . 2) Considerando Xn = 2/ (4n + 1)1f e Yn = 2/ (4n - 1 )1f, n = 1 , 2 . . . , temos. 1
FIgura 2 . l .4: Y = sen
x
sen ( l /xrJ = 1 e sen(l/Yn) = - 1 . Se n é suficientemente grande, temos
O < Xn , Yn < 6 e de (2. 1 .2) segue a contradição 2 =
I
sen �-
seu �I
=I
sen �-
f! + f!-
sen �I
�Xn Yn Xn Yn
�
I
sen � -EI
+I
f!-
sen �I
< 1 + 1 = 2.Xn Yn
Por inspiração do item ( 1 ) do exemplo 2. 1 .6, vamos tratar agora dos
limites laterais. Necessitamos da seguinte definição:
DEFINIÇÃO 2 . 1 . 7. Um número a é chamado ponto de acumulação à direita
para B C IR se a é ponto de acumulação de B n (a, (0). O número a é ponto
de acumulação à esquerda para B, se é ponto de acumulação de Bn( - 00 , a).
EXEMPLO 2 . 1 . 8 . O ponto a é ponto de acumulação à direita para o in
tervalo [a, b), a < b, [embora ele se localize à esquerda de [a, b) ; é que os
pontos de [a, b) se acumulam em a pela direita de al o O ponto b é ponto de
acumulação à esquerda para [a, b). Os pontos c, a < c < b, são tanto pontos de acumulação à esquerda como à direita para [a, b).
Limites • 4 7
DEFINIÇÃO 2.1.9. Consideremos uma função f : B ---+ IR, B C IR, e a um
ponto de acumulação à esquerda para B. Diz-se que € E IR é o limite lateral à esquerda de f em a se limx--+a f I Bn( -oo,a) (x) = € e denota-se:
lim f(x) = € ou f(a- ) = t
x----+a-
o encargo de definir limite lateral à direita de f, quando x tende a a,
em termos de f I Bn(a,oo) ' é deixado como exercício. Neste caso a notação é lim f(x) = € ou f(a+) = t
x--+a+
Às vezes, ao nos referirmos a limites do tipo acima, omitimos, por brevi dade, o adjetivo lateral. A figura 2 . 1 .5 mostra como é tipicamente o gráfico de uma função que tem limites laterais distintos num ponto a.
f(a+ )
f(a- )
a
Figura 2 . 1 . 5 : Limites laterais distintos
O bservação 2.1. 10. Suponhamos que a seja ponto de acumulação à esquerda
e à direita para o domínio de f. Neste caso, existe o limite € de f em a a se
e somente se existem os dois limites laterais e ambos são iguais a €, isto é,
lim f (x) = € {::} lim f(x) = € = lim f(x) .
x --+ a x --+ a - x--+a+
Embora possa ser considerada óbvia, a observação 2 . 1 . 10 é um bom recurso em muitas situações. No item ( 1 ) do exemplo 2. 1 .6 temos
x x
lim - = - 1 e lim -I I = 1 ,
x--+o- I x I x--+o+ x
por isso concluímos que o limite em questão não existe. EXEMPLO 2.1. 11. A função
f(x) = max{O, x2 + (xl lxl ) } ,
definida em IR \ {O} , cujo gráfico é mostrado na figura 2 . 1 .6, tem limites laterais em O distintos, limx--+o- f(x) = O e limx--+o+ f(x) = 1 , portanto não
Figura 2 . 1 .6: f(x) = max{O, x2 + (x/lxl) }, x i- O
2.2 PROPRIEDADES DOS LIMITES
Veremos a partir de agora algumas propriedades que, em muitos casos, tor nam desnecessário recorrer-se à definição de limite para o cálculo. São pro priedades muito úteis, uma vez que freqüentemente a definição de limite não é muito manejável .
N a seguinte proposição está subentendido que as funções f e 9 têm o
mesmo domínio e que a variável independente x sempre pertence a esse domínio. Adotamos essa prática em geral para não carregar os enunciados com condições óbvias.
P ROPOSIÇÃO 2.2.1. Se limx->a f(x) = e e limx->a g(x) = m, então
1. limx->a (J(x) + g(x) ) = e + m,
2. limx->a f (x)g (x) = em,
3. limx->a f(x)/g(x) = e/m, se m -I o.
Demonstração. Seja c > O dado e tomemos 61 , 62 > O tais que
O < Ix - ai < 61 ==? O < I x - a I < 62 ==? Tomando 6 = min { 61 , 62 } > O, temos
I f(x) - el < c/2, Ig(x) - ml < c/2. O < I x -ai < 6 ==? I f (x) + g(x) - (e + m) 1 �
I f(x) - el + Ig(x) - m l < c/2 + c/2 = c,
o que prova o item 1 .
Tomemos agora k max{ lel , Iml } e suponhamos k > O, isto é , pelo menos um dos números e e m é não nulo. Usaremos a identidade
f(x)g(x) - em
Propriedades dos limites • 49
Seja c > O dado e tomemos 61 , 62 > O de modo que O < Ix - a i < 61 =?
O < Ix - a i < 62 =?
I f(x) - RI < min{ v03, c/3k} , Ig(x) - ml < min{ v03, c/3k} . Em (2.2. 1 ) , a condição O < I x - a i < 6 = min{ 61 , 6d implica
J f(x)g (x) - Rm l � I f(x) - Rl lg (x) - mJ + k lg (x) - m l +
+ k l f (x) - RI <
v03v03
+ kc/3k + kc/3k = c,o que prova o item 2 a menos do caso R = m = O, que é muito mais simples
e deixamos como exercício.
Para provar o item 3 é suficiente mostrar que limx-->a (l/g (x)) = l/m e
usar o item 2, com f (x) /g (x) = f(x) ( l/g(x) ) .
Vem da definição 2. 1 . 1 , de limite, página 42, que existe 61 > O tal que O < I x - a i < 61 =? Ig(x) - mJ < Im l /2,
portanto I ml - lg (x) 1 � I m - g(x) 1 < Iml /2, ou seja,
Ig(x) l > I ml /2. (2.2.2)
Dado c > O, existe 6 > O , que pode ser tomado menor do que 61 , tal que O < I x - a i < 6 =? Ig(x) - ml < I mI 2c/2.
Portanto, de acordo com (2.2.2) e (2.2.3) , O < Ix - a i < 6 implica 1 1 /g (x) - l /m l = I (g (x) - m) /mg(x) 1 < 2 Ig (x) - m l / l m J 2 < c.
Ou seja, limx-->a (l/g (x)) = l/m.
(2.2.3)
o
Observação 2.2.2. ( 1 ) O item 1 e o item 2 da proposição 2.2 . 1 , acima, se
estendem para um número qualquer de funções. Assim, por exemplo, se limx-->a f(x) = R, tem-se limx-->a [f(x)r = Rn , n E N.
(2) Dado um polinômio P(x) = anxn + an_1xn-1 + . . . + ao , notando que
limx-->a x = a e combinando o item ( 1 ) acima com as propriedades enuncia das na proposição 2.2. 1 , tem-se
lim P(x) = P(a) .
Mais ainda, os ítens (5) e (6) do exemplo 2.1.3 nos dão: lim P ( cos x) = P ( cos a) ,
x----+a
lim P(sen x) = P(sen a),
x---+a
lim tan x = tan a, se cos a =I- O,
x-+a
lim cot x = cot a, se sen a =I- O,
x-+a
lim sec x = sec a, se cos a =I- O e
x-+a
lim csc x = csc a, se sen a =I- o.
x-+a
o item (4) do exemplo 2.1.3, página 43, onde o limite limx-+2(x2+1) = 5 é
calculado, decorre imediatamente da observação 2.2.2, não sendo necessário o uso direto da definição de limite.
PROPOSIÇÃO 2.2.3. Seja 1 : B � ]R tal que exista f = limx-+a 1(x) . Então
existe uma vizinhança V (a) de a tal que 1 é limitada em V (a) n B.
Demonstração. Seja E = 1. Como limx-+a 1(x) = f, existe 6 > O tal que
x E B, O < Ix - 0,1 < 6 :::} 11(x) - fi < I
:::} 11(x) I - lfl < 1 :::} 1 1(x) 1 < I fl + 1.
Logo, se V(a) = (a - 6, 0, + 6) , x E V(a) n B \ {a} implica 1 1(x) 1 < Ifl + 1.
Assim, 11(x) 1 :S; Ifl + I + 11(0,) 1 , para todo x E V(a) n B. Ou seja, 1 é
limitada em V(a) n B. D
Seja 1 : B � ]R uma função, e seja a um ponto de B ou um ponto de
acumulação de B. Se existe uma vizinhança V (a) de a tal que 1 é limitada em V (a) n B [ou seja, vale a con c lusão da proposição 2. 2. 3], diz-se que 1 é localmente limitada no ponto a. Diz-se que uma função é localmente
limitada em um conjunto B C ]R se for localmente limitada em cada ponto
de B. Neste contexto, a proposição 2.2.3 poderia ser enunciada:
"Seja 1 : B � ]R e suponhamos que exista fi = limx-+a 1 (x). Então 1 é
localmente limitada em a. "
Observação 2. 2. 4. Obviamente, qualquer função limitada 1 : A � ]R é lo
calmente limitada em A. Entretanto, não vale a recíproca desta afirmação
pois, pelo que já sabemos, a função identidade !(x) = x, x E ]R, é local
mente limitada em ]R [pois existe o limite em cada ponto de ]R], mas é claro
que a função identidade não é uma função limitada. A função 1(x) = l/x é
Propriedades dos limites • 51
;ti = l/x
Figura 2.2.1: Não existem os limites para x ---t O
A proposição 2.2.3, acima, pode ser vista como um critério de não exis
tência do limite: "Se uma função não é localmente limitada num ponto a,
então não existe limx---+a f (x) . "
EXEMPLO 2.2.5. (1) Não existem limx---+o(l/x) e limx---+o(1/x2 ) , pois l/x e 1/x2 não são funções localmente limitadas em O. Veja as figuras 2 . 2 . 1.
(2) Com o mesmo argumento vê-se que as funções csc x e cot x não têm limite nos pontos a = k7r, ±k: = 0, 1, . . ..
(3) A função f(x) = sen(l/x) é localmente limitada no ponto x = O,
mas, como já vimos, não existe limx---+o sen(l/x) . Isto é, não vale a recíproca da proposição 2.2.3.
Quando uma função f satisfaz limx---+a f (x) = O, usa-se dizer que f é
um infinitésimo em a. A proposição abaixo diz, em outros termos, que o produto de uma função limitada por um infinitésimo é um infinitésimo. PROPOSIÇÃO 2.2.6. Sejam f, h : B --+ IR, limx---+a f(x) = O e h localmente
limitada em a, então limx---+a h(x) f(x) = O.
Demonstração. Sejam 61 > O tal que h é limitada em V'h (a) n B e K > O tal que Ih(x) 1 � K, para todo x E 1181 (a) n B.
Seja c > O qualquer e tomemos 6, 61 > 6 > O, tal que x E B, O < Ix - ai < 6 =} If(x) 1 < c/ K.
Assim, se x E B,
O < Ix -ai < 6 =} Ih(x) f(x)1 = Ih(x) llf(x) 1 < K K c = c.
1
Figura 2.2.2: g(x) = x sen
x
EXEMPLO 2.2.7. (1) limx-->ox sen
�
= 0, pois este é o limite do produto deuma função limitada, h(x) = sen
�
, por um infinitésimo em 0, f(x) = x. Afigura 2.2.2 mostra o gráfico da função par g(x) = x sen
�
.(2) limx-->o x2 sec x cos3
�
= 0, pois a função considerada é o produto deuma função localmente limitada em 0, h(x) = sec x cos3
�
, por um infinitésimo em 0, f(x) = x2 .
(3) A hipótese de h ser localmente limitada na proposição 2.2.6 é es
sencial. Por exemplo, se tivermos f(x) = x [portanto limx-->o f(x) = O] e
h(x) = l/x, que não é localmente limitada em 0, será inválida a conclusão
da proposição 2.2.6, pois limx-->o f(x) h(x) = 1. Na verdade, quando essa hi
pótese não é imposta nada se pode dizer, pois se tomarmos agora f(x) = x2
e mantivermos h( x) = l/x, teremos limx-->o f(x) h(x) = O.
TEOREMA DA COMPARAÇÃO. Sejam f,g : B ---t IR com f(x) � g(x), para
todo x E B . Se existem limx-->a f (x) e limx-->a 9 (x), então
lim f (x) � lim 9 ( x ) .
x----+a x----+a
Demonstração. Suponhamos por contradição que
Se fi = fil - fi2 , temos
fil = lim f(x) > lim g(x) = fi2.
x----+a x-ta
lim (J (x) - 9 (x) ) = lim f (x) - lim 9 (x) = fi > O.
x---ta x---+a x----+a
Propriedades dos limites • 53
Tomando E = f!/2, segue-se à definição 2. l. 1 que existe 6 > O tal que, se
x E B e O < Ix
-
ai < 6, entãoIf (x) - g(x) - f!1 < f!/2,
-f!/2 < (f (x)
-
g(x))
- f! < f!/2.Assim, O < f!/2 < f (x)
-
o que é uma contradição, uma vez quef(x) :( g(x) , para todo x E B. D
EXEMPLO 2.2.8. (1) limx->2 (sen2 x + x cos2 x) :( 3.
Note inicialmente que o limite existe. Como x ---t 2, podemos considerar
x > O. Portanto
sen 2 X + X cos2 X :( 1 + x
e, como limx->2 (1+x)
=
3, a afirmação decorre do Teorema da Comparação.(2) Mesmo que f(x) < g(x) , x E B, não se pode trocar ":(" por "<" em
(2.2.4). De fato, se g(x) = x e f (x) = -x, para x E (0, 1) , temos f (x) < g(x)
em (0, 1) e
lim f (x) = lim g(x) = O.
x---+O x---+O
(3) Se para alguma função f existe limx---+a 1 = f!, o Teorema da
C _ . l' 1
. f (x)
1
omparaçao lInp lca , pOIS 1 + If (x)1 .
U ma das conseqüências do Teorema da Comparação é o Teorema do Confronto, conhecido popularmente como Teorema do Sanduíche.
TEOREMA DO CONFRONTO. Sejam f, g, h : B ---t ]R tais que f (x) :( g(x) :( h(x) ,
para todo x E B, então
lim f (x)
=
lim h(x) = f! =? lim g(x) = f!.x->a x---+a x---+a
Demonstração. Seja E > O dado e tomemos 61, 62 > O tais que
x E B, O < Ix - a i < 61 => x E B, O < Ix
-
ai < 62 =? Logo, se 6 = min{61, 6d > O e x E B, f-
E < f (x) < f + E, f!-
E < h(x) < f! + E. O < Ix - ai < 6 =? f! - E < f (x) :( g(x) :( h(x) < f! + E =? Ig(x) - f!1 < E. Ou seja, limx->a g(x) = f!. Dg
f
Figura 2.2.3: Teorema do Confronto
A figura 2. 2. 3 representa uma situação típica dos gráficos de J, 9 e h nas
condições do Teorema do Confronto.
1
Observação 2.2.9. O fato lim x sen -
=
O, apresentado no exemplo 2. 2.7-x--+O x
(1), página 52, decorre também do Teorema do Confronto, urna vez que
1
- Ixl � x sen - � Ixl
x e limx--+o - I x I
=
limx--+o I x I=
O.PRIMEIRO LIMITE FUNDAMENTAL.
lim sen x
=
1. x--+O xsen x ,
Demonstração. Corno -- e uma função par, é suficiente mostrar que
x sen x
limx--+o+ --
=
1 [veja o exercício 48].x
Seja O < x < 7r /2. Na figura 2.2.4 representamos o arco AB de compri-
mento x da circunferência unitária. Sejam 51 a área do triângulo OAB, 52 a
do setor circular OAB e 53 a do triângulo OAG. Corno as alturas dos triân
gulos OAB e OAG, relativas à base OA, são sen x e tan x, respectivamente,
de acordo com o exemplo 1. 2. 23, página 28, podemos escrever:
Propriedades dos limites • 55
Como o setor contém o primeiro triângulo e está contido no segundo, temos 51 < 52 < 5;{, logo sen x < x < tan x. Dividindo por sen x e invertendo.
sen x
1>
--
> cos x. xPassando ao limite, com x ---+ 0+, a conclusão agora é conseqüência direta
do Teorema do Confronto, pois limx--->o + cos x = 1. O
c
Figura 2.2.4: 6 OAB C Setor OAB C 60AC
EXEMPLO 2.2.10. (1)
sen2 x
lim
--
= O.x--->o x
sen2:r
(
sen X)
De fato, limx--->o = (limx--->o sen x) limx--->o
(2)
tan x lim -- = 1. x--->o x
= 0·1 = O.
De fato, limx--->o tan x =
(
limx--->o(
limx-+o seu X
)
= 1 . 1 = 1.x cos x x
1
(3) A função g(x)
=
x sen-, tratada no exemplo 2.2.7, página 52, sax
tü;[az lim g(x) = lim g(x) = 1.
x--+oo X-t-CX)
Finalizamos esta seção antecipando dois fatos sobre raízes n-ésimas e
expoentes fracionários que serão provados mais tarde. O primeiro, que é um
caso particular do segundo, é também conseqüência direta da proposição
2. 4. 21, página 78 [veja o exemplo 2.4.23, subseqüente a essa proposição]. O
PROPOSIÇÃO 2.2.11. Se n é um inteiro positivo, então
lim ifi =
y'a,
x-+a
sempre que :çra exista em IR..
Mais geralmente,
PROPOSIÇÃO 2.2.12. Suponhamos limx-+a f(x) = fi E ]R e seja n um nú mero inteiro positivo. Suponhamo8 ainda fi > O se n for par. Então
lim f(x) = V1. (2. 2. 5)
x-+a
Em outros termos, esta proposição diz que a ordem dos sinais de limite e de radiciação pode ser trocada, isto é,
lim f (x) = n lim f ( x ) .
x-+a x-+a
A hipótese fi > O no caso n par é necessária. De fato, tomemos fi = O e
consideremos a função f(x) = -x2, n par e a = 0, por exemplo. Todas as
hipóteses da proposição 2. 2. 12 estão satisfeitas, mas a equação (2. 2. 5) não faz sentido neste caso.
EXEMPLO 2.2.13. (1) Se a > O; m, n = 1, 2, . . . , temos
lim
( ifi)
m = lim yrxm=
vc;m =( y'a)
m .x-+a x-+a
Em outros termos,
x-+a
(2) Ainda como conseqüência da proposição 2. 2. 12 temos
lim -5x - 36 = - 2.
x-+4
2.3 LIMITES NO INFINITO E LIMITES INFINITOS
Não existe limx-+o (1/x2 ) , uma vez que a função g(x) = 1/x2 não é localmente
limitada [veja figura 2. 2. 1, página 51]. Os valores 1/.1:2 podem ser feitos
arbitrariamente grandes tomando-se x suficientemente próximo de O. Por
esta razão, embora não exista o limite de 9 em O -e isto deve ficar claro, pois
não existe um número fi satisfazendo a definição de limite, definição 2.1.1,
página 42 - ainda assim se escreve
1 lim ----:2 = 00.
x-+ox De um modo geral, temos:
Limites no infinito e l'imites infinitos • 57
DEFINIÇÃO 2.3.1. Sejam f : B ---+ IR e a um ponto de acumulação de B. Diz-se que o limite de f (x) é infinito quando x tende a a e se denota
lim f(x) = 00
X----+(l
se, dado qualquer número K > O, existe 6 = 6(K) > O tal que
x E B, O < Ix -ai < 6 f(x) > K.
Esboce os gráficos das funções dadas no exemplo 2.3.2 a seguir. EXEMPLO 2.3.2. (1) Se f(x) = l/Ix -ai, então lirnx--->a f(x) = 00 .
De fato, dado K > O, tomemos 6
=
1/ K. EntãoIx -ai < 6 =} 1 1 Ix -ai> b = K.
(2) limx--->oj[l/xll = 00, onde [xl denota a parte inteira de x. De fato,
antes de tudo note que l[l/xll + 1 ;? lI/xi, para todo x #- o. Dado K > O,
tomemos 6 = l/(K + 1). Então
Ixl < 6 =} l[l/xll;? 11/xl-1 > (1/6) -1 = K.
A função f(x) = l[l/xll é par?
(3) Se f(x) = 1/x2 + sen(l/x), então limx--->o f(x)
=
00.De fato, dado K > O, tomemos 6 = Então
I
� + sen �I
;? � -1 > � -1 = K.x2 X x2 62
PROPOSIÇÃO 2.3.3. Sejam f, 9 : B ---+ IR, com g(x) > O, x E B, e supo nhamos que existam limx--->a f (x) = P > O e limx--->a 9 (x) = O. Então
. f(x) 11m = 00.
x--->a 9 X
Demonstração. Tomando E = P/2, existe 6 > O tal que
x E B, O < Ix -ai < 6 =} If(x) -PI < P/2 =} f(x) > P/2 > o.
Considerando agora E = P/(2K) e tomando 6 menor, se necessário, podemos
garantir também [note que g(x) > O]
x E B, O < Ix -ai < 6 =} g(x) < P/(2K),
f(x) P/2
x E B, O < Ix -ai < 6 =}
EXEMPLO 2.3.4. limx-t7f I cot xl
=
00, pela proposição 2.3.3.É natural escrever limx--->ü -I/x2
=
-00, pois o número negativo -I/x2 pode ser arbitrariamente grande, em módulo, se tomarmos x suficientemente próximo de O. Mais geral e precisamente,DEFINIÇÃO 2.3.5. Sejam f : B --+ ffi. e a um ponto de acumulação de B.
Diz-se que o limite de f(x) é -00 quando x tende a a e se denota lim f(x)
=
-00x--->a
se, dado um número K > O, existe 5 = 5(K) > O tal que x E B, O < Ix -ai < 5 f(x) < - K.
É claro que limx--->a f(x)
=
-00 se e somente se limx-ta -f(x) = 00.A função f(x)
=
l/x [veja a figura 2. 2. 1] não é localmente limitada em O e não tem limite 00 nem -00 em O. Seu comportamento para x próximo de O, no entanto, inspira a definição de limites laterais infinitos.DEFINIÇÃO 2.3.6. Dada f : B --+ ffi., B C ffi., se a é ponto de acumulação
à esquerda para B e se limx--->a f
I
Bn( �oo,a) (x)=
00, diz-se que o limite à esquerda de f em a é 00 e se denota lim f(x) x----.--ta-=
00.Figura 2. 3. 1: y = tanx
EXEMPLO 2.3.7.
lim tan.1: = 00 e lim tan x = -00.
x--->(�+k7f)� x--->(�+k7f)+
Limites no infinito e limites infinitos • 59
Sejam f : B ---7 IR. e a ponto de acumulação à esquerda e à direita de
B C IR.. Então decorre imediatamente das definições acima que
lim f(x)
=
00 {:} lim f(x) = lim f(x)=
00.x-ra x----+a- x----+a+
x+1 Consideremos agora a função f (x)
= --
.x
1
x+l Figura 2. 3.2: f(x) = -
x
Vê-se que f (x) pode estar ar bi trariamente próximo de 1 tomando-se x > O suficientemente grande. Veja a figura 2.3.2.
Esta situação, que se denota por
inspira a seguinte definição:
x+1 lim --
=
1,x->(X) x
DEFINIÇÃO 2.3.8. Seja f : A ---7 e suponhamos que A C IR. não seja
limitado superiormente. Diz-se que € E IR. é o limite de f (x) q'uando x ---7 00
e se denota
lim f(x) = €,
X-r(XJ
se dado um número E > O, existe um número K = K(E) > O tal que