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1 existe no corpo da decisão que justifique o manuseio dos embargos de

No documento EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL (páginas 96-98)

declaração, recurso que, como é cediço, não se presta para o reexame da causa.

No mais, a decisão ora embargada é suficientemente clara ao afirmar a inexistência de similitude fática entre o acórdão impugnado e os paradigmas apresentados no incidente e a impossibilidade de reanálise do conjunto fático-probatório dos autos.

Cabe ressaltar, a propósito, que o simples descontentamento da parte com o resultado do julgamento não tem o condão de viabilizar os embargos declaratórios, recurso de rígidos contornos processuais que serve ao aprimoramento da decisão, mas não à sua modificação, que apenas excepcionalmente é admitida.

Embargos de declaração rejeitados. Publique-se. Intime-se.

Brasília, 2 de outubro de 2012.

Min JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 2009.71.50.002656-3

ORIGEM: RS - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL

REQUERENTE: LUIZ ROGÉRIO BARCELLOS DAU PROC./ADV.: DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO REQUERIDO(A): CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

PROC./ADV.: ADVOGADO DA CAIXA ECONÔMICA FEDE- RAL

DECISÃO

Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão da presidência da TNU que, ante a ausência de comprovação da divergência ju- risprudencial, inadmitiu o incidente de uniformização (art. 7º, VII, "c", do RITNU).

Aponta a parte requerente existência de erro material no exame da questão indicada, já que a decisão deixou de aplicar o mesmo en- tendimento firmado nos autos dos Processos n. 2008.71.60.004849-7 e 0507577-96.2007.4.05.8100, tendo o embargante comprovado a ti- tularidade da conta.

Inexiste o vício alegado.

A decisão de admissibilidade constatou a inexistência de similitude fática entre o acórdão recorrido e os paradigmas colacionados aos autos. Consignou que os paradigmas apresentados tratavam da apli- cação da regra de inversão do ônus da prova (art. 6° do CDC) na relação jurídica existente entre o poupador e as instituições finan- ceiras, bem como da dispensa de juntada dos extratos à petição inicial quando comprovada a titularidade da conta. O acórdão recorrido manteve a sentença que indeferira a petição inicial nos termos dos arts. 283 e 284 do CPC, a qual concluíra não haver nos autos nenhum início de prova documental da existência da aludida poupança. O decisum, portanto, deve ser mantido por seus próprios funda- mentos.

Os embargos declaratórios são inviáveis se a parte não demonstra a ocorrência de obscuridade, contradição ou omissão, conforme dis- põem os arts. 535 do Código de Processo Civil e 48 da Lei n. 9.099/1995, ou ainda erro material no julgado.

Embargos de declaração rejeitados. Publique-se. Intime-se.

Brasília, 2 de outubro de 2012.

Min JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 2009.71.58.008954-6

ORIGEM: RS - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL

REQUERENTE: PAULO HELLER PROC./ADV.: MARIA SILESIA PEREIRA REQUERIDO(A): INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

DECISÃO

Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão da Presidência da TNU que, considerando já ter sido apreciada no PEDILEF n. 2007.71.95.001292-0 a matéria objeto do pedido de uniformização - necessidade de permanência na exposição a agente nocivo, deter- minou a devolução dos autos à Turma Recursal de origem (art. 7º, VII, "a", do RITNU).

Aponta a parte requerente a existência de obscuridade no exame da questão indicada, já que o pedido de uniformização refere-se a pe- ríodo em que verteu contribuições na qualidade de contribuinte in- dividual e a outro período (1991 a 1998) em que laborou sujeito a condições especiais. Afirma que em nenhum momento houve menção a período de trabalho de 1986 a 2004, sendo certo que a funda- mentação do decisum não tem nenhuma relação com os períodos discutidos no incidente manejado pelo autor.

Inexiste o vício alegado.

A decisão embargada é clara ao afirmar que a matéria objeto de discussão no pedido de uniformização - necessidade de permanência na exposição a agente nocivo - já foi objeto de análise pela Turma Nacional de Uniformização quando do julgamento do PEDILEF n. 2007.71.95.001292-0, determinando-se, por conseguinte, a devolução dos autos à Turma Recursal de origem para aplicação do enten- dimento pacificado.

Para melhor compreensão, na decisão embargada, foi apenas trans- crita a ementa do referido PEDILEF, no qual o período discutido estava compreendido entre os anos de 1986 a 2004. Em nenhum momento a decisão embargada explicitou o período discutido no incidente de uniformização interposto pelo ora embargante, até por-

que isso será objeto de análise pela Turma Recursal de origem quan- do da verificação da adequação do julgado.

Mantém-se, portanto, o decisum por seus próprios fundamentos. Os embargos declaratórios são inviáveis se a parte não demonstra a ocorrência de obscuridade, contradição ou omissão, conforme dis- põem os arts. 535 do Código de Processo Civil e 48 da Lei n. 9.099/1995, ou ainda erro material no julgado.

Embargos de declaração rejeitados. Publique-se. Intime-se.

Brasília, 3 de outubro de 2012.

Min JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 0502381-68.2009.4.05.8200

ORIGEM: PB - SEÇÃO JUDICIÁRIA DA PARAÍBA REQUERENTE: VALDÉSIO LUCEMÁRIO BRUNO PROC./ADV.: MARCOS ANTÔNIO INACIO DA SILVA REQUERIDO(A): INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

DECISÃO

Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão da presidência da TNU que, ante a ausência de comprovação da divergência ju- risprudencial, inadmitiu o incidente de uniformização (art. 7º, VII, "c", do RITNU).

Aponta a parte requerente a existência de equívoco na decisão em- bargada, uma vez que não observou a clara divergência entre o acór- dão recorrido e o paradigma apresentado na oportunidade em que interposto o incidente de uniformização.

Inexiste o vício alegado.

A decisão de admissibilidade constatou a inexistência de similitude fática entre o acórdão recorrido e os paradigmas colacionados aos autos. Consignou que, enquanto o acórdão recorrido manteve a sen- tença que afastara o direito ao reconhecimento de tempo de serviço especial, tendo em vista a informação de que a empresa empregadora teria sido desativada em 1998 e que autor teria permanecido pres- tando atividades de manutenção, os paradigmas apresentados trata- vam da possibilidade do reconhecimento do tempo de serviço especial em período anterior a 1995 e da desnecessidade de comprovação da habitualidade e permanência.

O decisum, portanto, deve ser mantido por seus próprios funda- mentos.

Os embargos declaratórios são inviáveis se a parte não demonstra a ocorrência de obscuridade, contradição ou omissão, conforme dis- põem os arts. 535 do Código de Processo Civil e 48 da Lei n. 9.099/1995, ou ainda erro material no julgado.

Embargos de declaração rejeitados. Publique-se. Intime-se.

Brasília, 3 de outubro de 2012.

Min JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 2009.71.50.001248-5

ORIGEM: RS - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL

REQUERENTE: LUCAS MIELNICZUK CAVALEET PROC./ADV.: LUCIANA PEREIRA DA COSTA PROC./ADV.: MARIA ISABEL PEREIRA DA COSTA REQUERIDO(A): INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

DECISÃO

Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão da presidência da TNU que, ante a ausência de comprovação da divergência ju- risprudencial, inadmitiu o incidente de uniformização (art. 7º, VII, "c", do RITNU).

Aponta a parte requerente existência de omissão na decisão de ad- missibilidade no exame da questão indicada, já que não observou os princípios constitucionais da ampla defesa, do contraditório e da iso- nomia. Ademais, alega que não se está diante de reexame de provas, mas de valoração adequada.

Inexiste o vício alegado.

Os embargos declaratórios são inviáveis se a parte não demonstra a ocorrência de omissão, obscuridade ou contradição, a teor das dis- posições do art. 535 do CPC, ou ainda erro material no julgado. In casu, percebe-se que nenhum dos vícios acima mencionados ocor- reu. Efetivamente, nenhuma obscuridade, omissão ou contradição existe no corpo da decisão que justifique o manuseio dos embargos declaração, recurso que, como é cediço, não se presta para o reexame da causa.

No mais, a decisão ora embargada é suficientemente clara ao afirmar que o reconhecimento de entendimento diverso do consignado no acórdão recorrido ? incapacidade laboral preexistente à filiação ao RGPS ? demandaria reexame de matéria de fato, inviável em sede de incidente de uniformização.

Cabe ressaltar, a propósito, que o simples descontentamento da parte com o julgado não tem o condão de viabilizar os embargos de- claratórios, recurso de rígidos contornos processuais que serve ao aprimoramento da decisão, mas não à sua modificação, que apenas excepcionalmente é admitida.

Embargos de declaração rejeitados. Publique-se. Intime-se.

Brasília, 3 de outubro de 2012.

Min JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 0502094-62.2010.4.05.8300

ORIGEM: PE - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE PERNAMBUCO REQUERENTE: CARLOS ANDRÉ SILVINO DE ALMEIDA PROC./ADV.: MARCOS ANTÔNIO INACIO DA SILVA REQUERIDO(A): INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

DECISÃO

Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão da Presidência da TNU que, ante a ausência de comprovação da divergência ju- risprudencial suscitada - uma vez que não houve a juntada da cópia dos paradigmas com a citação do repositório de jurisprudência ou com a reprodução de página da internet que indicasse a respectiva fonte, conforme exigência prevista em precedentes da TNU -, de- terminou a devolução dos autos à Turma Recursal de origem (art. 7º, VII, "c", do RITNU).

Aponta a parte requerente a existência de contradição no exame da questão indicada, já que o pedido de uniformização teria sido in- terposto em 2010, mas a exigência a que se refere a decisão im- pugnada só teria sido apreciada em 2011. Sustenta que todos os elementos suficientes à confirmação da autenticidade do acórdão pa- radigma estão presentes no incidente de uniformização.

Inexiste o vício alegado.

O precedente citado na decisão embargada é claro quanto à ne- cessidade de juntada de certidão e de cópia autenticada; à citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado; ou à reprodução de página da internet com indicação da respectiva fonte - endereço eletrônico (URL).

Ressalto, todavia, única e exclusivamente a título de informação, que o entendimento de que é necessária a indicação do repositório ju- risprudencial indicado no pedido de uniformização - incluindo aí a indicação da fonte do julgado tido por divergente - precede o julgado uniformizador prolatado pela TNU, assim como a própria data de interposição do presente pedido de uniformização. Confira-se, a pro- pósito, o PEDILEF n. 200571500089373, DOU de 9/12/2009. Mantém-se, portanto, o decisum por seus próprios fundamentos. Os embargos declaratórios são inviáveis se a parte não demonstra a ocorrência de obscuridade, contradição ou omissão, conforme dis- põem os arts. 535 do Código de Processo Civil e 48 da Lei n. 9.099/1995, ou ainda erro material no julgado.

Embargos de declaração rejeitados. Publique-se. Intime-se.

Brasília, 23 de agosto de 2012.

Min JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 2010.71.64.001204-6

ORIGEM: RS - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL

REQUERENTE: ROSANE PINHEIRO

PROC./ADV.: MÁRCIA MARIA PIEROZAN BRUXEL REQUERIDO(A): INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

DECISÃO

Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão da presidência da TNU que negou provimento a agravo interposto pela embargante, tendo em vista a impossibilidade de reexame de matéria fático-pro- batória em sede de incidente de uniformização, providência neces- sária à resolução da lide.

Aponta a parte requerente a existência de omissão no exame da questão indicada, uma vez que, em outras oportunidades, a TNU julgou matéria idêntica, isto é, labor rural intercalado.

Inexiste o vício alegado.

Os embargos declaratórios são inviáveis se a parte não demonstra a ocorrência de omissão, obscuridade ou contradição, a teor das dis- posições do art. 535 do CPC, ou ainda erro material no julgado. In casu, percebe-se que nenhum dos vícios acima mencionados ocor- reu. Efetivamente, nenhuma obscuridade, omissão ou contradição existe no corpo da decisão que justifique o manuseio dos embargos declaração, recurso que, como é cediço, não se presta para o reexame da causa.

No mais, a decisão ora embargada é suficientemente clara ao afirmar a necessidade de reexame de fatos e provas para a análise da questão impugnada e a impossibilidade do referido procedimento em sede de incidente de uniformização.

Cabe ressaltar, a propósito, que o simples descontentamento da parte com o julgado não tem o condão de viabilizar os embargos de- claratórios, recurso de rígidos contornos processuais que serve ao aprimoramento da decisão, mas não à sua modificação, que apenas excepcionalmente é admitida.

Embargos de declaração rejeitados. Publique-se. Intime-se.

Brasília, 3 de outubro de 2012.

Min JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

ISSN 1677-7042

EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL

Este documento pode ser verificado no endereço eletrônico http://www.in.gov.br/autenticidade.html , Documento assinado digitalmente conforme MP no-2.200-2 de 24/08/2001, que institui a

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DECISÃO

INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO JURISPRUDENCIAL. DI- VERGÊNCIA ENTRE JULGADOS DE TURMAS DE DIFEREN- TES REGIÕES. AUSÊNCIA DE CÓPIA DOS JULGADOS PARA- DIGMAS COM INDICAÇÃO DA FONTE. NECESSIDADE. QUESTÃO DE ORDEM N. 3/TNU. INCIDENTE INADMITIDO. 1.Incidente de uniformização de jurisprudência interposto com fun- damento no art. 14 da Lei n. 10.259/2001.

2.Alegação de divergência jurisprudencial com julgados de turmas de diferentes regiões. Simples transcrição de trechos dos acórdãos. Au- sência de cópia dos julgados paradigmas com indicação da fonte. Necessidade. PEDILEFs n. 200850500042531, DOU de 25.11.2011, 200563020147573, DOU de 14.10.2011, 05006545020094058402, DOU de 7.10.2011, e 200836007007933, DOU de 22.7.2011. 3.Aplicação da Questão de Ordem n. 3/TNU: "A cópia do acórdão paradigma somente é obrigatória quando se tratar de divergência entre julgados de turmas recursais de diferentes regiões, sendo exigida, no caso de julgado obtido por meio da internet, a indicação da fonte eletrônica (URL)." (Alteração aprovada na 6ª Sessão Ordinária da Turma Nacional de Uniformização, do dia 23.08.2012)

4.Incidente de uniformização inadmitido com base no art. 7º, VII, "c", do Regimento Interno da Turma Nacional de Uniformização. Publique-se. Intime-se.

Brasília, 04 de outubro de 2012.

Min JOÃO OTÁVIO DE NORONHA

Presidente da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais

PROCESSO: 0500972-93.2010.4.05.8500

ORIGEM: SE - SEÇÃO JUDICIÁRIA DE SERGIPE REQUERENTE: NORMELIA SANTOS

PROC./ADV.: ABRAÃO RODRIGUES DE SOUZA REQUERIDO(A): INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

DECISÃO

A questão jurídica debatida nos autos foi julgada pela Turma Na- cional de Uniformização Turma Nacional de Uniformização no PE- DILEF n. 0508032-49.2007.4.05.8201 (relator Juiz Adel Américo dias de Oliveira), nos termos da seguinte ementa:

"INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO. PREVIDENCIÁRIO. AU- XÍLIO-DOENÇA.

RESTABELECIMENTO. DECURSO DE MAIS DE CINCO ANOS ENTRE CANCELAMENTO ADMINISTRATIVO E AJUIZAMEN- TO DA AÇÃO. PRESCRIÇÃO DO FUNDO DE DIREITO. AU- SÊNCIA. APLICAÇÃO DO ART. 103 DA LEI N. 8.213/91. QUES- TÃO DE ORDEM 20/TNU. INCIDENTE CONHECIDO E PAR- CIALMENTE PROVIDO.

1. Pedido de restabelecimento de auxílio-doença e conversão em aposentadoria por invalidez.

2. Sentença de improcedência do pedido, ao argumento de que, tendo ocorrido a cessação do benefício que se busca restabelecer em 30.08.2002 e sido ajuizada a presente ação em 28.11.2007, operou-se a prescrição do fundo de direito prevista no Decreto nº 20.910/32. 3. Manutenção da sentença pela Turma Recursal da Paraíba. 4. Incidente de uniformização de jurisprudência, interposto pela parte autora, com fundamento no art. 14, § 2º, da Lei nº 10.259/2001. 5. Alegação de que o acórdão recorrido é divergente da Súmula 85 do Superior Tribunal de Justiça e de precedente desta TNU no jul- gamento do PEDILEF 2005.37.00.753233-0, bem como de acórdãos proferidos por Tribunais Regionais Federais.

6. Incidente não admitido pela Presidência da Turma Recursal da Paraíba, sob fundamento de ausência de similitude fática.

7. Inicialmente, cumpre referir que as decisões proferidas por Tri- bunais Regionais Federais não são aptas a configurar o dissídio ju- risprudencial, conforme disposto no § 2º do art. 14 da Lei nº 10.259/01.

8. Da mesma forma em relação à Súmula 85 do STJ, já que sua redação se alinha aos

fundamentos do acórdão recorrido.

9. Contudo, tenho que deva ser conhecido o incidente em virtude da caracterização da

divergência com o precedente da TNU no julgamento do PEDILEF 2005.37.00.753233-0.

10. O Decreto nº 20.910/32, ao tratar da prescrição das dívidas pas- sivas da União e suas autarquias (extensão decorrente do Decreto-Lei nº 4.597/42), qualquer que seja sua natureza, prevê que a mesma ocorrerá após cinco anos a contar da data do ato ou fato do qual se originarem.

11. Já a Súmula 85 do STJ prescreve, no tocante apenas às 'relações de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure como devedora' - como no caso da manutenção de benefícios previdenciários pelo INSS -, 'quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado' - situação oposta a dos autos, onde o INSS indeferiu o pleito ad- ministrativamente - 'a prescrição atinge apenas as prestações vencidas antes do qüinqüênio anterior ao ajuizamento da ação'. Fulcrada nessa redação, a decisão recorrida não aplicou o verbete ao caso dos autos, visto que o mesmo estaria reservado apenas aos benefícios que foram deferidos pela autarquia previdenciária e que o segurado objetivasse r e v i s a r.

12. Não obstante tais considerações, entendo que, no que concerne à prescrição do fundo de direito, ou decadência, no âmbito previden- ciário, aplicável as disposições da Lei nº 8.213/91, que traz regras específicas e que, por se tratar de lei especial, prevalece ao Decreto nº 20.910/32, que é lei geral.

13. Nesse particular, o art. 103, caput, da LBPS refere que 'É de dez anos o prazo de decadência de todo e qualquer direito ou ação do segurado ou beneficiário para a revisão do ato de concessão de PROCESSO: 2010.71.61.001621-9

ORIGEM: RS - SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RIO GRANDE DO SUL

REQUERENTE: ELMAR JOSÉ MULLER PROC./ADV.: PAULO ROBERTO HAAS PROC./ADV.: RODRIGO BASTOS HAAS REQUERIDO(A): INSS

PROC./ADV.: PROCURADORIA-GERAL FEDERAL

DECISÃO

Verifico que a questão jurídica debatida nos autos foi julgada pela Turma Nacional de Uniformização no PEDILEF n. 2007.71.95.001292-0/RS (processado sob o rito do art. 7º do RIT- NU), nos termos da seguinte ementa:

"PREVIDENCIÁRIO. INCIDENTE DE UNIFORMIZAÇÃO. APO- SENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO. RECONHE- CIMENTO DE TEMPO ESPECIAL. CONVERSÃO APÓS 1998. POSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE PERMANÊNCIA NA EXPO- SIÇÃO A AGENTE NOCIVO. POSSIBILIDADE DE RECONHE- CIMENTO DE TEMPO ESPECIAL SOMENTE ATÉ 28/04/1995. INCIDENTE PARCIAMENTE PROVIDO.

1. Pretende a parte autora a modificação de acórdão, que negou provimento ao recurso que interpôs, no qual se insurge contra o não reconhecimento do tempo especial de trabalho laborado de 01/10/1986 a 09/12/2004. Alega ser desnecessária a comprovação de contato habitual, não ocasional e nem intermitente para períodos anteriores à vigência da Lei nº 9.032/95. Aduz ser possível o re- conhecimento de tempo especial para períodos posteriores a 28/05/1998. Apresenta como paradigmas o Enunciado nº 4 da 2ª Turma Recursal de Minas Gerais e acórdão da Primeira Turma Re- cursal da Seção Judiciária da Bahia (2004.33.00.762729-1). 2. As hipóteses que autorizam o manejo do incidente de unifor- mização encontram-se previstas no art. 14 da Lei n.º 10.259/2001, que estabelece a competência desta Turma Nacional de Uniformi- zação dos Juizados Especiais Federais quando demonstrada diver- gência entre decisões sobre questões de direito material de Turmas de diferentes Regiões ou quando presente decisão proferida em con- trariedade a súmula ou jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça. Entendo presentes os requisitos da similitude fático-ju- rídica e da necessária divergência entre os acórdãos em cotejo. Aden- tro, portanto, o exame do mérito recursal.

3. A matéria atinente à conversão de tempo especial em comum após 28/05/1998 já foi objeto de decisão pelo eg. STJ, em Recurso Es- pecial repetitivo (REsp 1151363), oportunidade em que aquela Corte Superior, revendo sua jurisprudência anterior, firmou o entendimento de que é possível a conversão de tempo especial em comum mesmo após 1998. Esse mesmo entendimento foi, inclusive, firmado em acórdão prolatado nos autos do Pedilef 2006.71.95.019784-7, de mi- nha relatoria, ao qual se imprimiu a sistemática prevista no art. 7º do Regimento Interno da TNU, que determina a devolução às Turmas de origem dos feitos congêneres, para manutenção ou adaptação dos julgados conforme a orientação pacificada. 4. Com relação à com- provação de exposição aos agentes nocivos no período de 01/10/1986 a 09/12/2004, o acórdão recorrido considerou o referido período co- mo tempo comum de trabalho, ao fundamento de que houve ex- posição ocasional no período anterior a 29/04/1995 e ausência de permanência no período de posterior a 28/04/1995.

5. Consoante entendimento pacificado desta Turma Nacional (Pedilef nº 2004.51.51.061982-7/RJ; Pedilef nº 2007.70.95.012758-6/PR; Pe- dilef nº 2006.71.95.021405-5; Pedilef nº 2006.72.95.016242-2/SC), os requisitos da permanência e da não intermitência, introduzidos pela Lei nº 9.032/95 para o reconhecimento da natureza especial do tempo

No documento EXEMPLAR DE ASSINANTE DA IMPRENSA NACIONAL (páginas 96-98)