O conteúdo do presente artigo não tem por objetivo endos-sar ou desacreditar o uso de antimicrobianos ou cloridrato de racto-pamina. Os autores buscam simplesmente fornecer ideias e consi-derações úteis para a suinocultura rentável sem estes promotores de crescimento. O presente artigo apresentará um panorama de muitas considerações. Uma discussão sobre a rentabilidade da sui-nocultura sem o uso dos tradicionais promotores de crescimento poderia preencher um texto de tamanho considerável. Os pontos específicos de diversas áreas serão apresentados durante a apre-sentação associada. No entanto, resumidamente poderíamos dizer que o sucesso depende das pessoas. As pessoas são a chave na criação. Manter o foco nas mesmas técnicas básicas de manejo que levam a uma suinocultura exitosa com os promotores de crescimen-to tradicionais como os antimicrobianos e o cloridracrescimen-to de raccrescimen-topami- ractopami-na levará ao sucesso sem estes promotores. A diferença é que a intensidade do foco deve ser aumentada. O foco no melhor manejo frequentemente resultará na menor necessidade de investimento e pode, em grande parte, minimizar a busca pela solução “mágica”
que pode ou não existir.
Algumas poucas verdades simples são inevitáveis. De acordo com o Órgão encarregado do Censo nos Estados Unidos, há mais de sete bilhões de pessoas na terra hoje (http://www.census.gov/main/www/popclock.html). Em 2050, a ex-pectativa é de que a população mundial chegue a quase nove
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lhões, antes de atingir um pico em 2075, com um pouco mais de nove bilhões. No entanto, segundo o Banco Mundial, a quantidade de terra agriculturável atualmente utilizada permanecerá relativa-mente constante em cerca de 37% a 28% da massa total da terra (http://data.worldbank.org/indicator/AG.LND.AGRI.ZS/countries?disp lay=graph). A menos que haja uma catástrofe econômica, a de-manda per capita de carne, leite e ovos aumentará drasticamente no futuro. Isto é destacado no artigo de Thorton (2010) que afirma que se espera que a demanda per capita de carne nos países em de-senvolvimento e desenvolvidos cresça 37,5% e 13,2%, respectiva-mente, entre os anos 2015 e 2050. Comparativarespectiva-mente, projeta-se um aumento populacional de 25%. O mais drástico é a demanda geral pela produção de carne (incluindo o crescimento populacional e o consumo per capita), onde se espera um aumento de 77% entre 2015 e 2050 nos países em desenvolvimento e de 12,5% nos países desenvolvidos. A expectativa é que a maior parte do crescimento populacional ocorra em regiões do mundo em desenvolvimento. O aumento na demanda por consumo de carne e uma estagnação ou possível queda na massa de terra agriculturável para a produção das culturas utilizadas para alimentar os animais parece ditar a ne-cessidade de um foco global na melhoria da eficiência na produção de alimentos passando da produtividade das culturas para a eficiên-cia dos ingredientes de ração, para a produtividade dos animais que produzem carne, leite e ovos. No entanto, talvez pela primeira vez na história, a opinião do consumidor sobre como seu alimento é produzido, ou pelo menos a opinião de grupos de interesse especi-ais que dizem atuar no melhor interesse dos consumidores, fala mais alto do que a voz dos consumidores que simplesmente têm fome e querem um alimento saudável a um preço acessível.
Embora se desconheça a data exata da domesticação, acredita-se que os suínos tenham sido domesticados entre 9.000 e 13.000 anos atrás. Durante séculos os suínos sobreviveram sem a administração intencional de compostos antimicrobianos em suas dietas. No entanto, como se sabe que há mais de 2.000 anos com-ponentes antimicrobianos de diversos bolores, fungos e bactérias existem no meio ambiente, é provável que com o tempo, mesmo sem intervenção humana, os suínos estivessem recebendo compos-tos antimicrobianos.
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O debate sobre a suplementação das dietas dos animais de produção com antimicrobianos de forma rotineira já ocorre há mais de quarenta anos, tendo iniciado ao longo dos trinta anos de disponibilidade generalizada de antimicrobianos para rações. Atual-mente, embora a ciência seja mencionada no debate sobre a utiliza-ção de antimicrobianos nas dietas animais, seu uso provavelmente acabará sendo decidido de forma emocional e econômica pelo con-sumidor final ou por aqueles que o defendem em seu nome.
A pressão ao nível regulatório e respectivas decisões to-madas a este nível com relação ao uso de antimicrobianos na pro-dução animal são apenas parte de uma mudança mais ampla nas decisões de criação impulsionadas pelos consumidores que também incluem práticas de alojamento e a pegada ambiental. O interessan-te é que a necessidade de alimentar mais pessoas, que em sua maioria exige mais carne como parte da dieta, com a mesma quan-tidade de terra para a agricultura não está sendo incluída na discus-são sobre os méritos da adição de antimicrobianos. Além disso, o impacto positivo dos antimicrobianos sobre o bem-estar animal tam-bém está sendo ignorado. Apley et al. (2012) indicaram que dos antimicrobianos utilizados na ração na suinocultura dos Estados Unidos, cerca de 20% são incluídos com o objetivo de promover o crescimento. Os restantes 80% são utilizados para prevenção e tratamento de doenças (37% e 43%, respectivamente). Com apro-ximadamente 80% de todos os antimicrobianos utilizados para a prevenção e tratamento de doenças, a redução de sua disponibili-dade representa um risco significativo para o bem-estar suíno. Além disso, ignora-se também o impacto dos antimicrobianos na melhoria da eficiência da utilização/retenção de nutrientes e, posteriormente, na pegada ecológica causada pela produção animal. Os agonistas beta-adrenérgicos como o cloridrato de ractopamina também passa-ram a ser alvo de ataques, tendo seu uso proibido em alguns países e outros países impuseram restrições à importação de suínos pro-duzidos com o uso deste composto. Os agonistas beta-adrenérgicos também foram pegos na encruzilhada entre dar a um mundo faminto alimentos saudáveis a um\ preço acessível e atender as expectati-vas dos consumidores no tocante à forma como este alimento é produzido.
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O Impacto econômico de se atender as demandas do consumidor
Os suinocultores podem facilmente acabar sendo envolvi-dos pelos aspectos emocionais das mudanças nas demandas envolvi-dos consumidores em relação à forma como seu alimento é produzido, sem saber se, de fato, são os consumidores que estão fazendo es-tas demandas. No entanto, o suinocultor bem sucedido irá avaliar as implicações econômicas, não emocionais, e determinará a viabilida-de econômica viabilida-de sua operação se não fizer nada ou, por outro lado, como explorar quaisquer oportunidades econômicas que porventura existirem. Estes últimos são os que determinarão como produzir suínos de forma rentável, ou talvez sem promotores de crescimento como os antimicrobianos e o cloridrato de ractopamina adicionados de forma rotineira na ração.
Ao se discutir as implicações da suinocultura com a redu-ção dos antimicrobianos, é preciso diferenciar entre a proibiredu-ção total de todos os antimicrobianos e uma proibição do uso de antimicrobi-anos para a promoção do crescimento, reservando-se os antimicro-bianos para o tratamento ou prevenção de doenças. Além disso, é preciso determinar se a discussão da produção sem antimicrobianos também inclui a eliminação do uso apropriado e oportuno de antimi-crobianos injetáveis e na água de bebida. O impacto econômico e sobre a produção em cada um dos cenários pode variar enorme-mente. Invariavelmente, o uso reduzido de antimicrobianos para a promoção do crescimento provavelmente resultará num aumento no uso de antimicrobianos por motivos terapêuticos.
Um dos primeiros exemplos reais do potencial impacto econômico e sobre o desempenho resultante da redução no uso de antimicrobianos aconteceu na Suécia, onde se começou a restringir o uso de antibióticos nas rações em meados da década de setenta, com a proibição do uso de antibióticos em rações em meados da década de oitenta (Hayes et al., 2001). O impacto mais notável da proibição do uso de antimicrobianos na ração foi um aumento de 1,5% na diarreia pós-desmame e um aumento de aproximadamente uma semana nos dias para se atingir 25 kg. Outro impacto notável ocorreu na eficiência alimentar no período de crescimento e termi-nação, que aumentou 1,5%. (Hayes et al., 2001). Hayes et al.
(2001) relataram que o impacto da proibição foi maior nos produto-res com práticas de higiene pioproduto-res. A experiência sueca destaca a
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importância da biosseguridade, das condições ambientais no pós-desmame, da limpeza das instalações de parto e creche e do fluxo de animais (all in/all out x fluxo contínuo) na transição bem sucedida para uma redução no uso de antimicrobianos. Hayes et al. (2001) também modelou os impactos potenciais da proibição dos antimi-crobianos na suinocultura dos Estados Unidos. A idade de desmame estimada precisaria mudar para 21-28 dias, o que acabou aconte-cendo até certo ponto nos anos que se seguiram. O maior impacto, com base nos exemplos sueco e dinamarquês de proibição dos antimicrobianos na ração provavelmente ocorrerá na creche onde número de dias entre o desmame e os 25 kg poderia aumentar de 5 para 12 dias. Além disso, antecipa-se que conversão alimentar du-rante o período de creche aumente 1,5% e a mortalidade na creche aumente de 1,5% a 4,0%, dependendo de diversos fatores de sani-dade e das habilisani-dades de criação dos tratadores dos suínos. O custo do leitão desmamado também poderia aumentar ligeiramente em função da redução no número de leitões/matriz/ano resultante de uma lactação mais prolongada.
No entanto, o impacto de um aumento na idade do des-mame pode ser irrelevante à medida que a produtividade das fê-meas continua a aumentar. O aumento estimado no custo de produ-ção poderia, portanto, facilmente variar de cinco a oito dólares por animal comercializado. Kohler et al. (2008) relataram um exemplo de caso dos Estados Unidos onde a taxa de crescimento na terminação e a mortalidade dos animais em um sistema de mil matrizes prati-camente não se alteraram depois de dois anos (1,85 libras por dia e 1,7%, respectivamente) ou cerca de 1,5% conforme observado nos sistemas sueco e dinamarquês e previsto por Hayes et al. (2001).
Kohler não relatou os efeitos sobre a creche da remoção de antimi-crobianos que é onde se antecipa que deva ocorrer o maior impacto (Cromwell, 2002).
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Riscos e principais áreas de gerenciamento
Entender os potenciais impactos sobre a produção e os custos associados é importante para se discutir de forma racional onde se deve enfocar e investir na suinocultura com o uso reduzido de antimicrobianos e de outros promotores de crescimento. O im-pacto da redução no uso de antimicrobianos se expressará em au-mentos no número de dias ao abate, conversão alimentar, mortali-dade e variabilimortali-dade do grupo. No entanto, o impacto da diminuição do uso de antimicrobianos se fará sentir através da redução de ren-da por animal, ou perren-da de lucro. Para minimizar o impacto econô-mico e sobre o desempenho causado pela redução no uso de anti-microbianos, deve-se colocar a ênfase no seguinte: seleção genéti-ca para a produtividade e sobrevivência dos leitões (Roehe et al., 2010); procedimentos de biosseguridade para o fluxo de pessoas e animais; sistemas e ambiente de alojamento; higiene, incluindo a minimização à exposição a patógenos e estratégias de vacinação apropriadas e oportunas; modulação do sistema imune para uma resposta imune apropriada; disponibilidade e qualidade da água;
necessidades nutricionais dos animais e qualidade dos ingredientes das dietas dos animais.
A equipe de produção deveria enfatizar o peso dos leitões ao nascimento, consumo precoce de colostro e peso ao desmame.
O impacto do peso ao nascimento na mortalidade pré-desmame e no peso ao desmame está bem documentado, pois os leitões meno-res tem maior probabilidade de serem esmagados nos primeiros dias após o parto. Uma melhoria no peso ao nascimento pode ser obtida com um esforço concentrado na condição corporal da matriz durante toda a gestação e no consumo de ração durante a gestação nos últimos 35 dias antes do parto. Imediatamente após o parto, é fundamental secar e aquecer rapidamente os leitões (Pedersen et at., 2011) e fazer com que consumam colostro (Quesnel et al., 2012). A adoção cruzada deveria limitar-se às primeiras 24-48 horas após o nascimento (Straw et al., 1998). A adoção cruzada de leite-gadas para primíparas ou de primíparas deveria ser limitada sempre que possível. Durante os primeiros sete a quatorze dias, deve-se monitorar o surgimento de diarreia nos leitões e caso a mesma seja identificada, os animais devem ser rapidamente tratados por um período apropriado. No entanto, é preciso tomar cuidado para dife-renciar a diarreia causada por um agente patogênico como
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dium, TGE, E. coli, etc. da diarreia que pode ocorrer como resultado de uma falha de lactação da fêmea. Se a diarreia for causada por uma falha na lactação da fêmea, avaliar a capacidade da fêmea de consumir uma quantidade adequada de água, seu estágio de lacta-ção e o desaparecimento de ralacta-ção nos últimos dias. A fim de mini-mizar o risco de exposição dos leitões a patógenos, mantenha as instalações de parto o mais limpas possível. A limpeza inclui a re-moção das placentas rapidamente após o parto, removendo o má-ximo possível de esterco da baia ou cela de parição, limpando e removendo o excesso de ração que não estiver mais adequada para o consumo e limpeza e desinfecção e, o que é mais importante, a secagem das instalações de parição entre leitegadas.
Embora a mortalidade pré-desmame possa ultrapassar os 10%, o que ocorre com frequência, fatores que estão fora do contro-le dos funcionários frequentemente são os principais fatores que contribuem para o problema, como o esmagamento dos leitões pe-las fêmeas. É no período de pós-desmame que ocorre o segundo maior percentual de mortalidade de suínos. Os tratadores de suínos podem ter o maior impacto na mortalidade pós-desmame com ou sem o uso de antimicrobianos. O reconhecimento precoce dos ani-mais doentes, seguido de tratamento com antimicrobianos injetáveis ou na água por duração adequada é essencial a fim de se minimizar a mortalidade e o impacto do desafio da doença sobre o crescimen-to e a eficiência do uso da ração. O segundo facrescimen-tor na otimização do desempenho do leitão desmamado é fazer com que os animais não parem de comer. O estímulo precoce do consumo através de várias refeições por dia, monitoramento e ajuste da temperatura do galpão para estimular o consumo e a manutenção de ração fresca na frente dos leitões o tempo todo é fundamental. Além disso, os comedouros devem ser ajustados de forma que os animais consigam consumir a maior quantidade possível de ração, ao mesmo tempo em que se mínima o desperdício. Trata-se de um equilíbrio constante durante todo o período da creche, mas isto é especialmente crítico durante o período em torno dos 20-30 kg quando o tamanho dos animais co-meça a se aproximar ou ultrapassar os parâmetros de projeto do comedouro.
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Com as estratégias de vacinação apropriadas e cuidados prévios com a sanidade, normalmente há um número relativamente pequeno de desafios ao desempenho e saúde dos animais durante o período de terminação. No entanto, o reconhecimento rápido da necessidade de se administrar antibióticos injetáveis ou na água e de se aplicar estes tratamentos com os antimicrobianos adequados pela duração apropriada não é menos importante do que durante a fase de creche. À medida que os animais se aproximam do peso de abate, é preciso seguir de forma estrita os tempos de retirada dos diversos antimicrobianos recomendados pelo fabricante. À medida que os animais se aproximam do peso de abate, o padrão de matu-ridade dos suínos, exigências de espaço de alojamento e seus im-pactos sobre a conversão alimentar tornam-se importante. A con-versão de suínos precoces (por exemplo, os primeiros machos cas-trados que vão ao abate), especialmente os que estão alojados em espaços apertados, pode se elevar rapidamente, reduzindo a opor-tunidade de lucro obtido com estes animais. A conversão alimentar dos animais precoces, afeta negativamente a conversão alimentar de todo o grupo no final do lote e a oportunidade de lucro obtido para todo o grupo. De forma semelhante, as fêmeas alojadas em espaços apertados no final da terminação podem tornar-se maduras rapidamente e ciclar, às vezes resultando numa duplicação de sua conversão alimentar. Portanto, os padrões de maturidade no final da terminação e as estratégias de comercialização apropriadas assu-mem maior importância quando se tenta recuperar uma perda po-tencial na oportunidade de lucro de cinco a oito dólares por animal resultante da não utilização tradicional de antimicrobianos.
Uma excelente criação dos animais constitui uma base de baixo custo que é necessária para se atingir uma produtividade ideal com a redução no uso de antimicrobianos. É preciso gastar tempo para providenciar a formação (conhecimento) e a capacitação (habi-lidades e técnicas) necessárias a todos os funcionários encarrega-dos da criação encarrega-dos animais, pois eles precisarão otimizar o desem-penho no novo sistema de produção. Além disso, quaisquer progra-mas de incentivo deveriam ser desenvolvidos para promover a apli-cação do conhecimento e das habilidades e medir a habilidade das pessoas a fim de se atingir uma suinocultura rentável com a redução no uso de antimicrobianos.
132 Estratégias de vacinação
Conforme o relatório de 2006 do Sistema de Monitoramen-to Nacional de Saúde Animal do DepartamenMonitoramen-to de Agricultura dos Estados Unidos, a média de mortalidade na creche foi de 3% e a mortalidade nas fases de crescimento-terminação foi de aproxima-damente 4%. Na creche, as doenças respiratórias foram responsá-veis por 41,9 a 49,8% de toda a mortalidade, comparadas à diarreia que somente causou entre 12,2 e 12,7% de mortalidade. Da mesma forma, durante o período de crescimento-terminação, foi relatado que a doença respiratória foi responsável por 59,8 a 64,3% da mor-talidade total. A diarreia causou entre 6,7 e 7,4% de mormor-talidade e a claudicação entre 4,9 e 5,8%. Enquanto a diarreia e a claudicação podem ser combatidas através da nutrição e da higiene, os métodos primários para combater os desafios respiratórios são a biosseguri-dade, o isolamento e a vacinação. No entanto, a vacinação contra patógenos entéricos importantes como E. coli, Salmonella e Lawso-nia constitui também um passo importante na otimização do desem-penho e da lucratividade com uso reduzido de antimicrobianos. Há um ditado que diz que prevenir é melhor que remediar. No manejo da sanidade com uso reduzido de antimicrobianos, a prevenção é a vacinação.
Apesar de nenhuma vacina ser 100% eficaz e nem todas as vacinas serem igualmente eficazes, a vacinação tanto contra doenças virais quanto bacterianas é de grande importância para a prevenção de doenças e também para manter taxas ótimas de cres-cimento. Se for feito um investimento em vacinas, é importante que seja aplicada a dose certa no momento certo para que a vacina te-nha as melhores chances de sucesso. Esses fatores podem variar entre vacinas para diferentes doenças, assim como entre diferentes vacinas para a mesma doença. Enquanto vacinas de dose única estão disponíveis para algumas doenças, situações nas quais o desafio é maior podem exigir uma estratégia de vacinação de dose dupla. A administração da vacina deve acontecer quando existe a chance de se maximizar a resposta imune e/ou quando há uma grande possibilidade de proteger contra um patógeno específico.
Vacinas são administradas no começo da vida do suíno, quando os animais são tratados e esse procedimento é mais simples e menos trabalhoso, mas pode não propiciar a melhor imunidade. Um relaci-onamento próximo e boa comunicação entre os veterinários e os
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tratadores são fundamentais para desenvolver e realizar um pro-grama de vacinação de sucesso e com maior retorno econômico.Um exemplo para ilustrar os pontos acima em relação à administração de vacinas é a utilização de bacterina de Mycoplasma hyopneumo-niae. Apesar de que há produtos disponíveis e alguns estão rotula-dos para uso imediatamente depois do nascimento, a experiência com esses protocolos indica que eles não fornecem proteção ade-quada em sistemas desafiadores. A primeira dose de bacterina pre-para o sistema imune e alguns anticorpos específicos são produzi-dos. A segunda dose estimula uma onda de produção de anticorpos necessários para proteger o suíno que enfrenta desafios extremos.
Sistemas de produção de fluxo contínuo, como granjas ou integrações de fluxo contínuo, podem provocar desafios específicos para o manejo de doenças virais e bacterianas. Nos sistemas de fluxo contínuo, há uma liberação permanente de patógenos dos
Sistemas de produção de fluxo contínuo, como granjas ou integrações de fluxo contínuo, podem provocar desafios específicos para o manejo de doenças virais e bacterianas. Nos sistemas de fluxo contínuo, há uma liberação permanente de patógenos dos