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EXPERIÊNCIA ENTRE JANEIRO DE 1999 E JUNHO DE

No documento A POLÍTICA MONETÁRIA DO BCE 2004 (páginas 98-100)

4 EXECUÇÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA

Caixa 4.3 Tipos de transacções de mercado aberto

5. Emissão de certificados de dívida do BCE

4.7 EXPERIÊNCIA ENTRE JANEIRO DE 1999 E JUNHO DE

O quadro operacional do Eurosistema tem funcionado bem desde o início de 1999, tendo geralmente permitido ao BCE orientar as condições de liquidez e as taxas de juro de curto prazo de forma regular. As únicas excepções foram algumas ocasiões de sublicitação e sobrelicitação nas operações principais de ref inanciamento. No entanto, a volatilidade média das taxas de juro de curto prazo no mercado monetário da área do euro nos primeiros anos da Terceira Fase da UEM manteve-se baixa face a padrões internacionais. Esta baixa volatilidade das taxas de curto prazo do mercado monetário foi alcançada com um recurso muito reduzido a operações ocasionais de regularização, ou seja, quase inteiramente através de uma combinação de um regime de reservas mínimas com cláusulas de média e operações de mercado aber to semanais. Importância relativa dos factores de absorção de liquidez 0 50 100 150 200 250 300 0 50 100 150 200 250 300 Jan. Jul. 1999 Jan. Jul. 2000 Jan. Jul. 2001 Jan. Jul. 2002 Jan. operações principais de refinanciamento (OPR) por liquidar

operações de refinanciamento de prazo alargado (ORPA) por liquidar total das operações de refinanciamento

2003

Fonte: BCE.

(EUR mil milhões; médias de posições diárias durante o período de manutenção)

Gráfico 4.5Volume das operações principais de refinanciamento e de refinanciamento de prazo alargado

Baixa volatilidade das taxas de juro de curto prazo

Condições estáveis do mercado monetário são úteis para a transmissão ef iciente da política monetária à economia. Além disso! reflectem um elevado grau de credibilidade das capacidades operacionais e de gestão de liquidez do banco central.

A realização de operações de leilão de taxa f ixa nas operações principais de ref inanciamento até Junho de 2000 permitiu assinalar claramente a orientação da política monetária. Esta avaliação positiva de sinalização clara tem também sido válida para o procedimento de leilão de taxa variável com uma taxa mínima de proposta aplicado a partir de Junho de 2000. Este sistema tem funcionado bem, como se pode verif icar pelo diferencial relativamente pequeno entre a taxa de colocação marginal e a taxa mínima de proposta. Além disso, a volatilidade das taxas de curto prazo

do mercado monetário tem-se mantido tão baixa como durante o período de leilões de taxa f ixa.

Por último, o quadro operacional – com operações principais de ref inan- ciamento semanais e operações de refi- nanciamento de prazo alargado mensais – cumpriu os objectivos quer de ceder liquidez a mais longo prazo às instituições de crédito, quer de providenciar ao Eurosistema flexi- bilidade suficiente para controlar a evolução da liquidez com uma precisão adequada a curto prazo. O quadro operacional também mostrou ser robusto quando confrontado com uma série de desafios excepcionais, como por exemplo a transição para o ano 2000 e os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, e tem demonstrado um grau de flexibilidade muito elevado para lidar com circunstâncias imprevistas. Quadro operacional flexível Assinalar claramente a orientação da política monetária

Gráfico 4.6Reservas mínimas e factores autónomos de liquidez

0 50 100 150 200 250 300 Jan. Jul. 1999 Jan. Jul. 2000 Jan. Jul. 2001 Jan. Jul. 2002 Jan. 0 50 100 150 200 250 300 reservas mínimas factores autónomos 1)

total das necessidades de liquidez do sistema bancário

2003

Fonte: BCE.

1) Os factores autónomos incluem as notas em circulação mais os depósitos das administrações públicas mais outros factores menos disponibilidades líquidas sobre o exterior.

5.1 INTRODUÇÃO

Desde o início da Terceira Fase da UEM em 1999, a condução da política monetária na área do euro regeu-se pelo objectivo primordial de manutenção da estabilidade de preços a médio prazo. Ao avaliar os riscos para a estabilidade de preços na área do euro, o Conselho do BCE teve sempre por base o quadro def inido na sua estratégia de política monetária, implicando uma análise abrangente das tendências económicas e monetárias na área do euro (ver Capítulo 3).

Nos primeiros anos da União Monetária, o Conselho do BCE avaliou a orientação da política monetária em reuniões com uma frequência quinzenal. Porém, em Novembro de 2001, o Conselho do BCE decidiu que a partir dessa data – como regra – avaliaria a orientação da política monetária apenas na primeira reunião do mês. Do mesmo modo, foi anunciado que as decisões relativas às taxas de juro normal- mente seriam tomadas durante essa reunião, enquanto na segunda reunião do mês o Conselho do BCE centrar-se-ia em questões relacio- nadas com as outras atribuições e responsabilidade do BCE e do Eurosistema.

No geral, podem ser distinguidas três etapas no que se refere à direcção da política monetária entre Janeiro de 1999 e Junho de 2003 (ver Gráf ico 4.1). No início de 1999, uma combinação de factores que já tinham afectado os países que tinham aderido à área do euro em 1998 aumentaram os riscos descendentes para a estabilidade de preços na área do euro. Em reacção a esta situação, em Abril de 1999 o Conselho do BCE decidiu reduzir a taxa f ixa das operações principais de ref inanciamento para 2.5%.

Mais tarde, entre o Verão de 1999 e o f inal de 2000, as pressões inflacionistas cresceram gradualmente num contexto de forte crescimento económico, pressões crescentes sobre os preços das importações resultantes da subida dos preços do petróleo e de um enfraquecimento da taxa de câmbio, e um elevado crescimento monetário. Neste contexto, o Conselho do BCE aumentou gradualmente as suas taxas de juro directoras num total de 225 pontos base entre Novembro de 1999 e Outubro de 2000.

Posteriormente, após um período de sinais contraditórios no virar de 2000, a partir da Primavera de 2001 a evidência conf ir mou de for ma crescente a perspectiva de que as pressões inflacionistas estavam a Prioridade à manutenção da estabilidade de preços a médio prazo Alteração da frequência das reuniões do Conselho do BCE em que se avalia a orientação da política monetária É possível distinguir três etapas: lançamento da Terceira Fase até ao Verão de 1999,… …entre o Verão de 1999 e o final de 2000… …e uma terceira etapa que teve início na Primavera de 2001

5 A CONDUÇÃO DA POLÍTICA MONETÁRIA NOS

PRIMEIROS ANOS DA POLÍTICA MONETÁRIA ÚNICA

No documento A POLÍTICA MONETÁRIA DO BCE 2004 (páginas 98-100)