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EXPLORATION OF PHENOLIC COMPOUNDS LEVELS AND OTHER NUTRIENTS IN DIFFERENT SUNFLOWER GENOTYPES (Helianthus annuus L.)

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EXPLORAÇÃO DOS TEORES DOS COMPOSTOS FENÓLICOS E OUTROS NUTRIENTES EM DIFERENTES GENÓTIPOS DE GIRASSOL (Helianthus

EXPLORATION OF PHENOLIC COMPOUNDS LEVELS AND OTHER NUTRIENTS IN DIFFERENT SUNFLOWER GENOTYPES (Helianthus annuus L.)

ThAíS dOLFINI ALExANdrINO1, LuANA CrISTINA rABONATO1, ríVIA dArLA ALVArES AmArAL1, NATÁLIA VALLIm1,

rOSELI APArECIdA FErrArI1, rITA dE CÁSSIA S.C. OrmENESE1, mArIA TErESA BErTOLdO PAChECO1

Os fenólicos são compostos desenvolvidos como agente de defesa vegetal ao ataque de insetos e no girassol predominam os ácidos clo- rogênicos, compostos pelos ácidos quínico e cafêico (duran e Padilla, 1993). O objetivo do presente trabalho foi avaliar em 13 novas varie- dades genotípicas de sementes de girassol os teores de alguns componentes de composição química e os compostos fenólicos totais. A con- tribuição deste estudo pode prover informações que associadas a outras qualidades possam nortear a seleção dos melhores genótipos para trabalhar com seu conteúdo proteico.

Material e Métodos

As sementes de girassol de 13 genótipos dife- rentes fornecidas por 5 produtores da cidade de Campo Novo do Parecis - mT. Estes foram identificados com letras diferentes (A,B,C,d e E) para cada produtor. As análises foram reali- zadas no Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) em Campinas - SP.

As análises de proteína e cinzas foram reali- zadas segundo metodologia oficial da AOAC (horwitz, 2010) e umidade de acordo com AOCS (Firestone, 2014). Os compostos fenóli- cos foram determinados segundo a metodologia de Kim et al. (2003), utilizando para construção da curva padrão o ácido gálico (mg EAg/100 g amostra). A caracterização da coloração ins- trumental realizada por espectrofotômetro (Ko- nica minolta modelo Cm-5) segundo a ASTm (2000). Os resultado são expressos com os valores de luminosidade (L*), vermelho (+a*) ou verde (-a*), amarelo (+b*) ou azul (-b*) utilizando o sistema CIELab. Todas as análises foram realizadas em triplicadas, nas amostras moídas e homogeinizadas.

Resultados e Discussão

A Tabela 1 apresenta os resultados da compo- sição química dos genótipos de girassol prove- nientes de 5 produtores. Os resultados foram apresentados em base seca para facilitar a com- paração dos componentes. O teor de material inorgânico (cinzas) foi similar, sendo observada maior diferença entre os genótipos para a com- posição em proteínas (12,63% a 18,18%). O conteúdo de fenólicos foi o componente mais variável e não foi observada uma correlação en- tre este e o conteúdo proteico, conforme obser- vado na Figura 1.

Na Figura 2 pode ser observado os valores de luminosidade (L*), que variaram entre 55,66 a 71,07, indicaram uma predominância da colo-

ração clara e do amarelo (b*) nas sementes. Já o vermelho (a*) apresentou valores poucos ex- pressivos, abaixo de 2,5. Como as amostras fo- ram moídas inteiras e as amêndoas contribuem com maior conteúdo em massa predominou a coloração clara, independente de alguns genó- tipos apresentarem casca de coloração escura.

Conclusões

As maiores variações dos componentes pre- sentes nas sementes foram em relação ao teor proteico e compostos fenólicos. O produtor d obteve sementes com maiores valores de pro- teína. Não foi observada nenhuma correlação entre os componentes analisados neste estudo. Portanto, a produção de genótipos de sementes de girassol com teores elevados de proteína não implicam em um acréscimo do conteúdo fenóli- co, de acordo com resultados encontrados.

Agradecimento

Os autores agradecem ao apoio financeiro do CNPq Processo402022/2014-9.

Referências

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Tabela 1. Composição química parcial de diferentes genótipos de girassol (Helianthus annuus L.)

Figura 1. Valores de conteúdo proteico (g/100g) e de compostos fenólicos totais expresso em ácido gálico (mg EAg/ g amostra) para comparação dos valores dos 13 genótipos

KIm, d. O.; JEONg, S. W.; LEE, C .Y. Antioxi- dant capacity of phenolic phytochemicals from various cultivars of plums. Food Chemistry, v. 81, p. 321-326, 2003.

Genótipos de girassol

Componentes (Desvio Padrão)

Proteínas Cinzas Sólidos totais Fenólicos Totais

(g/100g) (mg/100g) A1 14,49 (0,13) 3,08 (0,00) 92,46 924,75 (19) B2 13,69 (0,13) 3,34 (0,02) 90,77 763,15 (5) C3 12,63 (0,19) 2,95 (0,01) 92,22 1144,11 (28) C4 14,15 (0,20) 3,43 (0,07) 92,47 1160,98 (5) D5 14,99 (0,14) 3,54 (0,04) 92,45 946,67 (60) D6 13,01 (0,08) 3,53 (0,04) 92,83 944,19(4) D7 17,28 (0,13) 3,89 ( 0,02) 92,19 1035,51 (39) D8 18,18 (0,10) 3,72 (0,02) 92,86 1024,86 (42) E9 14,67 (0,21) 3,79 (0,02) 92,26 1367,59 (37) E10 15,10 (0,18) 3,47 (0,02) 93,14 1327,78 (6) E11 13,49 (0,16) 3,31 (0,05) 92,22 824,49 (4) E12 13,78 (0,23) 3,38 (0,03) 92,69 1274,30 (57) E13 15,33 (0,18) 3,68 (0,05) 92,78 794,89 (38)

Figura 2. Valores de coloração dos parâmetros L* (luminosidade), a* (vermelho), b* (amarelo) de 13 genótipos de giras- sol comparados aos teores de compostos fenólicos

0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 L* a* b* Compostos Fenólicos (mg/g)

Resumo

A necessidade de controle adequado de plan- tas voluntárias de soja (Glycine max) tem se intensificado nos últimos anos em função da incidência de doenças da soja, principalmente a ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi). Além disso, a competição imposta por essas plantas pode causar perdas de produtividade em culturas implantadas na entressafra. dois experimentos foram conduzidos em condições de campo no município de rio Verde, goiás, a fim de avaliar o controle de plantas volun- tárias de soja infestantes da cultura do giras- sol (Helianthus annuus), semeado na época de safrinha. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos aplicados no experimento 1 foram a testemunha capinada, a testemunha sem ca- pina, sulfentrazone 25 g i.a. ha-1, sulfentrazone

50 g i.a. ha-1, sulfentrazone 100 g i.a. ha-1 e

sulfentrazone 150 g i.a. ha-1. No experimento 2,

foram aplicados os mesmos tratamentos men- cionados e acrescentadas as doses de 200 g i.a. ha-1 e 250 g i.a. ha-1 do mesmo herbicida.

O sulfentrazone não proporciona morte comple- ta das plantas voluntárias de soja. No entanto, há uma interrupção temporária do crescimento da soja permitindo o arranque inicial da cultu- ra de girassol. As doses de sulfentrazone que variaram de 114,2 a 158,8 g i.a. ha-1 propor-

cionaram os maiores rendimentos de girassol, evitando a competição das plantas voluntárias de soja com essa cultura.

Palavras-chave: Glycine max, Helianthus

annuus, plantas daninhas, soja guaxa, soja

tiguera, vazio sanitário

Abstract

The control of volunteer soybean plants (Glycine

max) has intensified in recent years in function

of the increasing incidence of soybean diseases mainly the Asian soybean rust (Phakopsora

pachyrhizi). moreover, the competition of

volunteer soybean plants can cause yield losses in successive crops. Two experiments were conducted under field conditions in rio Verde, goiás State, Brazil, in order to evaluate the control of volunteer soybean plants in sunflower

(Helianthus annuus). The experimental design was a randomized complete block, with four replications. Treatments applied on experiment 1 were: hoed check; unhoed check, sulfentrazone 25 g ai ha-1, sulfentrazone 50 g ai

ha-1, sulfentrazone 100 g ai ha-1, sulfentrazone

150 g ai ha-1. The treatments applied on

experiment 2 were the same doses described on experiment 1 plus sulfentrazone 200 g ai ha-1 and 250 g ai ha-1. The sulfentrazone is

unable to completely kill the volunteer soybean plants. however, there is a temporary stoppage of soybean growth enabling the initial startup of the sunflower plants. doses ranging from 114.2 to 158.8 g ai ha-1 provided the highest

sunflower yield, avoiding the competition of the volunteer soybean plants.

Key-words: Glycine max, Helianthus annuus,

weeds, volunteer soybean, host-free period

Introdução

A necessidade de controle eficaz de plantas voluntárias de soja intensificou-se nos últimos anos, em função do aumento da incidência de doenças, principalmente a ferrugem asiática. Plantas de soja que sobrevivem na entressafra podem servir como hospedeiras para a sobre- vivência do inóculo e multiplicação do fungo causador da doença (Yorinori et al., 2004). A partir do estabelecimento do vazio sanitário, o controle dessas plantas é obrigatório e regula- mentado por lei em vários estados brasileiros (Seixas e godoy, 2007).

Além disso, a interferência de plantas voluntá- rias em cultivos em sucessão pode refletir em perdas na produtividade dessas culturas (York et al., 2005).

No caso de girassol, o controle destas plantas torna-se mais complexo, dada a escassez de herbicidas eficazes e seletivos para controlar espécies infestantes de folhas largas (Brighen- ti et al., 2013). Embora o método mais eficaz e amplamente utilizado seja o químico, não há herbicidas registrados para controlar plantas vo- luntárias de soja em girassol no Brasil. Somente os herbicidas alaclor, trifluralin, s-metolchlor e

SUPRESSÃO DO CRESCIMENTO DE PLANTAS VOLUNTÁRIAS DE SOJA

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