• Nenhum resultado encontrado

Resultados e discussão

No documento Anais... (páginas 99-102)

Observou-se que os genótipos apresentaram média de 7,9 dias para emergência variando de 7,0 a 8,8 dias. A maior precocidade de emer- gência foi observada para os genótipos: CF 101, AguArÁ 04, PArAíSO 20, hÉLIO 250, SYN 045. A emergência mais tardia foi obser- vada para os genótipos: m 734(T), BrS 323,

AdV 5504, AguArÁ 06, gNz NEON, hÉLIO 251, BrS g 43, mg 360 (Tabela 1).

Observou-se que os genótipos diferiram (P<0,05) em relação à floração inicial, apre- sentando média de 54 dias, com variação entre 51,3 a 57,5 dias. A maior precocidade de flora- ção foi observada para os genótipos: BrS 323, CF 101, AdV 5504, hÉLIO 250 e mg 360. A floração mais tardia foi observada para os genó- tipos: AguArÁ 04, AguArÁ 06, gNz NEON e PArAíSO 20. Precocidade intermediária foi observada para os genótipos: m 734(T), hÉLIO 251, BrS g 43 e SYN 045 (Tabela 1). Santos (2013) encontrou média de 58 dias para flora- ção inicial. Carvalho et al. (2014a) encontra- ram média de 60 dias. Carvalho et al. (2014b) apresenta em seus resultados dos Ensaios Na- cionais de girassol (de primeiro ano, segundo ano - safra 2013/2014 e de safrinha 2014) médias variando entre 34 a 72 dias; Santos (2011) registrou 55,6 dias para esta variável; gomes (2007) identificou um período médio de 44 dias, enquanto que Carvalho et al. (2008) constatou resultado médio nacional de 57 dias. A maturação mais precoce foi observada nos genótipos: BrS 323; CF 101; AdV 5504; AguArÁ 04; hÉLIO 250; BrS g 43 e mg 360. A maturação mais tardia observou-se para os genótipos: m 734(T); AguArÁ 06; gNz NEON; PArAíSO 20; hÉLIO 251 e SYN 045. Apresen- tando média de 84,4 dias (Tabela 1). Carrafa e riffel (2014) encontraram média 98 dias, já Carvalho et al. (2014) registraram média de 91 dias.

Conclusões

Os genótipos BrS 323, CF 101, AdV 5504, hÉLIO 250 e mg 360 apresentam floração ini- cial mais precoce. Já os genótipos hÉLIO 250, CF 101, AguArÁ 04, se destacam em relação à precocidade quanto à emergência e matura- ção fisiológica.

O genótipo hÉLIO 250 apresenta melhor de- sempenho frente as variáveis avaliadas, tendo em vista apresentar alta precocidade para emer- gência, floração inicial e maturação fisiológica, sendo, portanto, o mais recomendável para cul- tivo nas condições do presente trabalho.

Referências

CArAFFA, m.; rIFFEL, C. T. Ensaio final de segundo ano - safra 2013/2014 Três de maio (rS). In: rEuNIÃO dA COmISSÃO NACIO- NAL dE CuLTIVArES dE gIrASSOL, Londrina, 2014. p. 1-2. (Apostila).

CArVALhO, C. g. P. de; gruNVALd, A. K.; OLIVEIrA, A. C. B. de; SALASAr, F. P. L. T.; SILVA, F. P. da; CAmPOS, r.; FAguNdES, r. A. (Org.). Informes da avaliação de genótipos

de girassol 2006/2007 e 2007. Londrina: Em-

brapa Soja, 2008. 108 p. (Embrapa Soja. docu- mentos, 295).

CArVALhO, C. g. P. de; SATO, E. T.; FAguN- dES, r. A. Ensaio final de segundo ano - sa- fra 2013/2014 Londrina (Pr). In: rEuNIÃO dA COmISSÃO NACIONAL dE CuLTIVArES dE gIrASSOL, Londrina, 2014a. p. 3-4. (Apostila). CArVALhO, C. g. P. de; SILVA, m. F. da; AmABILE, r. F.; gOdINhO, V. de P. C.; OLI- VEIrA, A. C. B. de; CArVALhO, h. W. L. de; rAmOS, N. P.; rIBEIrO, J. L. (Ed.). Informes da

avaliação de genótipos de girassol 2012/2013 e 2013. Londrina: Embrapa Soja, 2014b. 105

p. (Embrapa Soja. documentos, 355).

CASTIgLIONI, V.B.r.; BALLA, A.; CASTrO, C de.; SILVEIrA, J.m. Fases de desenvolvimen-

to da planta de girassol. Londrina: EmBrAPA-

-CNPSO, 1997. 24p. il. (EmBrAPA-CNPSO. documentos, 59).

CASTrO, C. de; FArIAS, J. r. B. Ecofisiologia do girassol. In: LEITE, r. m. V. B. de C.; BrI- ghENTI, A. m.; CASTrO, C. de (Ed.). Giras-

sol no Brasil. Londrina: Embrapa Soja, 2005. p.

163-218.

gOmES, d. P.; KrONKA, A. z.; LEITE, r. m. V. B. C. de; mOrAES, m. F. h.; SILVA, g. C.; TOrrES, S. B. Caracterização agronômica de genótipos de girassol e desempenho das se- mentes em São Luís - mA. In: rEuNIÃO NA- CIONAL dE PESQuISA dE gIrASSOL, 17.; SImPÓSIO NACIONAL SOBrE A CuLTurA dO gIrASSOL, 5., 2007, uberaba. Anais... Londri- na: Embrapa Soja, 2007. p. 36-39.

OLIVEIrA, m. F. de; CASTIgLIONI, V. B. r.; CArVALhO, C. g. P. de. melhoramento do gi- rassol. In: LEITE, r. m. V. B. de C.; BrIghENTI, A. m.; CASTrO, C. de (Ed.). Girassol no Brasil. Londrina: Embrapa Soja, 2005. p. 269-297. SANTOS, A. r. dos. Parâmetros agronômicos

de genótipos de girassol. 2013. 1. 99f. Tese

(doutorado em zootecnia) - universidade Esta- dual do Sudoeste da Bahia, Itapetinga.

SANTOS, A. r. dos; SALES, E. C. J.; rOChA JÚNIOr, V. r.; PIrES, A. J. V.; rEIS, S. T.; rOdrIguES, P. S. desempenho de genótipos de girassol sob irrigação nas condições do se- miárido. Revista Brasileira de Saúde e Produção

Animal, v. 12, n. 3, p. 594-606, 2011.

SILVEIrA, J. m.; mESQuITA, C. de m.; POr- TugAL, F. A. F. Colheita de girassol. In: LEITE, r. m. V. B. de C.; BrIghENTI, A. m.; CASTrO, C. de (Ed.). Girassol no Brasil. Londrina: Embra- pa Soja, 2005. p. 571-605.

Tabela 1. médias para emergência (EmEr), floração (dFI), maturação fisiológica (dmF), de 13 genótipos de

girassol 2013-2014. Bom Jesus da Lapa / BA.

GENÓTIPO EMER (dias) DFI (dias) DMF (dias)

M 734(T) 8,3 b 53,8 b 86,5 b BRS 323 8,3 b 51,8 a 81,0 a CF 101 7,3 a 52,0 a 81,0 a ADV 5504 8,3 b 51,3 a 81,0 a AGUARÁ 04 7,5 a 55,8 c 83,5 a AGUARÁ 06 8,5 b 57,0 c 87,3 b GNZ NEON 8,8 b 57,5 c 88,3 b PARAÍSO 20 7,0 a 56,5 c 87,0 b HÉLIO 250 7,5 a 52,8 a 83,3 a HÉLIO 251 8,5 b 54,0 b 85,0 b BRS G 43 8,0 b 53,0 b 83,3 a MG 360 8,0 b 52,3 a 82,5 a SYN 045 7,5 a 54,3 b 87,5 b Média 7,9 54,0 84,4 CV(%) 6,56 2,21 2,47

Resumo

Objetivou-se com este experimento avaliar os parâmetros: altura de plantas, rendimento e peso de mil aquênios de genótipos de girassol cultivados sob irrigação nas condições de Bom Jesus da Lapa - BA. O delineamento experimen- tal foi em blocos casualizados com 13 genóti- pos e 4 repetições. Foram utilizadas parcelas experimentais de 4 linhas de 6 metros de com- primento cada, e o espaçamento utilizado foi 70 cm entre linhas. Os genótipos apresentaram média de 193,7 cm para altura de planta. maior rendimento de aquênios foi observado para os genótipos CF 101, AdV 5504, AguArÁ 04, AguArÁ 06, PArAíSO 20, hÉLIO 250 e hÉ- LIO 251. maior peso de aquênios foi observa- do para as cultivares: m 734, BrS 323, gNz NEON, BrS g 43, mg 360 e SYN 045.

Palavras-chave: Bom Jesus da Lapa, Helianthus

annuus, cultivar

Abstract

The aim with this experiment to evaluate the parameters: plant height, yield and weight of thousand achenes of genotypes of sunflower grown under irrigation in Bom Jesus da Lapa, Bahia. The experimental design was randomi- zed blocks with 13 genotypes and 4 repetitions. Experimental plots were used to 4 rows of 6 meters long each, and the spacing used was 70 cm between rows. The genotypes showed de 193.7 cm average plant height. high pro- ductivities of achenes were observed for the genotypes CF 101, 5504, AguArA 04 AdV, AguArA 06, PArAdISE 20, hELIum 250 and hELIum 251. higher achene weight was obser- ved for the cultivars: m 734, BrS 323, gNz, BrS NEON g 43, mg 360 and SYN 045.

Key-words: Bom Jesus da Lapa, Helianthus

annuus, cultivate

Introdução

O girassol é a quinta oleaginosa com estimativa de produção de grãos de 25,23 milhões de to- neladas em abril de 2005. Possui sementes do tipo aquênio e teor de óleo que varia entre 30 e

48%. O peso de 1000 aquênios varia de 30 a 60 g, com número de aquênios oscilando entre 800 e 1.700 por capítulo e produtividade de se- mentes de 1.500kg/ha. A planta apresenta altu- ra variando entre 0,7 a 4,0 m (Castro e Farias, 2005), com ciclo de 90 a 130 dias e inflores- cência do tipo capítulo, com diâmetro de 6 a 50 cm. As sementes são apresentam tamanho, cor e teor de óleo variável (30 a 48%) dependen- do do cultivar (Oliveira et al., 2005). A planta destaca-se mundialmente como a quinta oleagi- nosa em produção de grãos, com estimativa de 33,6 milhões de toneladas na safra 2011/2012 (uSdA, 2012).

de acordo com Carvalho et al. (2005), plantas altas são desejáveis, principalmente, em am- bientes com baixo controle de doenças ou solos com baixo nível de fertilidade. Para os mesmos autores, o acamamento do girassol tem limitado a produção de grãos em muitas partes do mun- do (Oliveira et al., 2005).

de acordo com Castro e Farias (2005), a den- sidade ótima de semeadura é decisiva no rendi- mento da cultura, devendo variar, em cultivos comerciais, entre 40.000 e 45.000 plantas por hectare. Esta densidade de plantas pode ser au- mentada quando se tratar de cultivo destinado ao preparo de silagens.

O peso de 1000 aquênios varia de 30 a 60 g, com número de aquênios oscilando entre 800 e 1.700 por capítulo, com produtividade de se- mentes de 1.500 kg ha-1 (Silveira et al., 2005).

A produção brasileira de girassol concentra- -se principalmente nos Estados de goiás, mato grosso do Sul, rio grande do Sul, mato gros- so, São Paulo e Paraná, podendo ser cultivado em todo território brasileiro. O girassol se desta- ca como uma planta promissora, de grande im- portância para a economia regional, podendo se constituir, inclusive, num grande projeto para a região de Bom Jesus da Lapa - BA, agregando valores para os pequenos produtores da região, por ser resistente à seca, fixadora de mão de obra, geradora de empregos e de matéria-prima para diversos usos.

ALTURA E CARACTERÍSTICAS DE PRODUÇÃO DE GENÓTIPOS DE

No documento Anais... (páginas 99-102)

Outline

Documentos relacionados