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Extraindo-se o mapa da AC via Mapa de Segmentos ASA (114

modelo computacional de simulação TRANSYT (TRAffic Network StudY Tool), destinado a simular o comportamento

Situação 3) Extraindo-se o mapa da AC via Mapa de Segmentos ASA (114

segmentos)

Passo final, em função dos resultados, opta-se pelo melhor método para a etapa 4.4.4.

4.4.4 Modelagem Sistêmica – Base SIG-SE-USO

Objetivo: Elaborar uma base sistêmica composta de dados Resultado: BASE SIG-SE-USO

De posse das variáveis das três áreas envolvidas no estudo: as da Sintaxe Espacial (morfologia), as de Tráfego (operação) e, as de Uso do Solo (ocupação), segue-se para uma Modelagem Sistêmica que investigue o comportamento da saturação na malha da cidade, em vias de maior fluxo veicular.

4.4.4.1 União (junção) das bases SHAPE, ASA e USO.

Para tanto, será elaborada uma base de dados geográfica SIG-SE-USO, em ambiente de Sistema de Informações Geográfica – SIG, agregando as informações na seqüência:

1) SIG-SE para definição da Área Crítica de Congestionamentos (AC), onde são detectados os maiores volumes de tráfego da AMC e de fluxos potenciais da SE; 2) SIG-SE-USO, na AC, para as vias mais congestionadas do sistema oficial (vias

expressas, arteriais e coletoras) de todas as atividades urbanas existentes nestas

vias que deverão incluir os principais usos atratores de transtornos, identificados

na pesquisa de campo exposta no item anterior.

3) SIG-SE-USO e Dados Sócio Econômicos na AC (setores censitários, IDH).

Estima-se que a composição destas bases seja um processo longo e demorado, cuja composição da BASE SIG-SE-USO envolve modernas técnicas389 de SIG associadas a outras de CAD e programação em C++.

4.5 ETAPA 05.

Análise Sistêmica da Malha (2008)

4.5.1 Análise Quantitativa

Objetivo: Análise das variáveis da BASE SIG-SE-USO Resultado: Identificação de relações lineares ou não lineares

Consiste na realização de análises estatísticas, testes de correlação, de distribuição e estudos regressivos das variáveis envolvidas que viabilizem a identificação de suas possíveis relações lineares ou não-lineares. Segundo as hipóteses, estima-se que

389

Estas técnicas/sub-etapas são descritas a seguir e serão mais bem relatadas por ocasião de sua aplicação, no capítulo 5.

estas relações390 sejam explicativas do fenômeno dos congestionamentos e pertinentes a uma área crítica de saturação. Esta área crítica está restrita ao primeiro anel viário de Fortaleza, como caracterizado pela figura 59.

Figura 59. Área Crítica esperada - Vias oficiais (expressas, arteriais e coletoras). Fonte: Adaptado de CAVALCANTE et al (2007).

O processo de modelagem, em ambiente SIG-SE-USO, destas relações passa pela identificação de todas as variáveis importantes que as definem. Como premissa, adota-se algumas mais evidentes: (1) Tráfego: Capacidade por sentido (AB/BA); a Velocidade Média por Sentido e a relação Volume/Capacidade (V/C – Saturação). (2) Uso: Área Total Construída por lote e a Localização de atratores de viagens, os PGV´s. Somem-se a estas, àquelas propriedades inerentes à malha viária, anteriormente captadas pelas medidas sintáticas da SE. Para obter e caracterizar estas relações parte-se para as análises de correlação e regressão.

4.5.1.1 Correlações - TRÁFEGO-SE (Fortaleza)

Os testes de correlação são feitos para duas amostras. A AMOSTRA-01 utiliza VMDs391 de fluxos observados nos anos de 1991, 1997, 2000, 2001 e 2003392. A

AMOSTRA-02 utiliza fluxos estimados da saturação pelo processo de alocação-4E393

SUE (variáveis do anexo 12).

Na AMOSTRA-01 testam-se as relações entre os dados de tráfego observados em campo com as medidas sintáticas (anexo 11). Caso os resultados sejam positivos, serão adicionados os dados de uso do solo nas 68 ruas do sistema de arteriais e coletoras, para realizar nova correlação e regressões.

390

A configuração da malha e o seu efeito primário e, a localização, porte e distribuição das atividades atratoras de

tráfego, ou seja, o seu efeito terciário. 391

Volumes Médios Diários;

392

Gentilmente cedidos pela AMC, obtidos nos 960 pontos de contagem nas interseções viárias da cidade.

393

Caso os resultados não sejam satisfatórios, redimensiona-se o uso de medidas sintáticas de um mapa maior, o da cidade inteira (AMOSTRA-02).

4.5.1.2 Regressões - Equação de Saturação (congestionamento - AC)

Assumindo o uso de uma AMOSTRA-02, estas terão como subproduto uma equação de saturação (2) de cunho explicativo394:

V f [ K + a(VAR_PGV) + b(VAR_SE) + c(VAR_TRÁFEGO) + D ] (16) Onde:

V = taxa de movimento, traduzida por diversas variáveis de fluxos: (VMD,

V/C395, VMD_pico, etc.);

K = constante;

a, b, c = coeficientes estimados

VAR_PGV = quantidade/qualidade de micro e macro PGV´s na área considerada ;

VAR_SE = variáveis de SE referentes à malha viária (suas propriedades

intrínsecas:

AXIAL, LC ou ASA);

VAR_TRÁFEGO = variáveis de tráfego (V/CAB-BA, VFLAB-BA, TIMEAB-BA, etc);

D = variável dummy de calibração (Área Construída396, PGV397,

Transtornos398)

Passo seguinte realiza-se uma análise de distribuição de freqüências das Variáveis

de Saturação: (1) Variáveis de tráfego (fluidez); (2) Variáveis sintáticas (co-presença

veicular), e; (3) Variáveis de atratores (PGV´s). Esta análise objetiva ‘dissecar’ as

propriedades de cada variável, identificando relações de causalidade entre si, favorecendo a identificação das categorias funcionais na AMOSTRA-1 e AMOSTRA-

2. Finaliza-se com as principais Conclusões – Quantitativas nas escalas: (1)

Macroscópica; (2) Mesoscópica, e; (3) Microscópica:

4.5.2 Análise Qualitativa

Objetivo: Análise morfológica da BASE SIG-SE-USO

Resultado: Análise da categoria funcional e aspectos socioespaciais da cidade

Reúne-se a análise quantitativa anterior sobre a acessibilidade global da malha enquanto Categoria FUNCIONAL. Discorre-se sobre os principais resultados encontrados neste quesito, avaliando o aspecto de acessibilidade para toda a cidade, percebendo em que condições os movimentos ‘sofrem’ o efeito da malha.

394 Pré-definida pelo autor em parceria com a AMC. Publicada em Cavalcante et al (2007); Não há intenção de elaborar

uma equação preditiva pois devido a variabilidade dos dados, cada via teria uma equação representativa, o que não é intuito deste trabalho apresentar.

395

Acredita-se que a relação Volume dividido pela Capacidade (V/C) ou conhecida como saturação seja a mais

representativa dos congestionamentos. No entanto, as outras variáveis também serão testadas.

396 Área total resultante da multiplicação da área projetada no SIG-T versus o número de pavimentos obtidos em

campo. Caso seja necessário, será utilizada como variável de seleção de PGV´s. 397

Caso seja PGV, o valor é ‘1’, caso não é ‘0’.

398

Em adição ao aspecto funcional, avalia-se: (1) a relação da organização social com a distribuição da ocupação espacial da cidade, traduzida por seu espaço de circulação; (2) Os padrões de movimentos veiculares em função da acessibilidade viária enquanto causa dos congestionamentos, e; (3) Avaliação do uso do solo e atratores enquanto participantes no fenômeno dos congestionamentos.

ETAPA 06.

Conclusões

Conclusão do trabalho com as principais contribuições distribuídas em: Teóricas,

Metodológicas e Técnicas. Além destas relatam-se as principais contribuições para a

Cidade de Fortaleza. São listadas as contribuições da pesquisa para a Arquitetura e Urbanismo, para a Engenharia de Transportes, tanto no aspecto profissional quanto acadêmico. Finaliza-se com as críticas à situação sintática da AC e da cidade de Fortaleza, apresentando os principais problemas de Acessibilidade Global da Malha e Local das Vias da AC, sugerindo ‘flancos’ investigativos para pesquisas futuras.