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F ormula c~ ao din^ amica em m ultiplos est agios

No documento tese haffner2000 (páginas 38-48)

No planejamento din^amico integrado da expans~ao da capacidade do sistema de energia

eletrica,asdecis~oessobreosinvestimentosnagerac~aoenatransmiss~aos~aorealizadassimultane-

amente,aolongodosanosqueconstituemohorizontedeplanejamento. Apartirdasinformac~oes

referentesaosvaloresdedemandaprevistosparacadaano,juntamentecom ascapacidadesins-

taladas e candidatas de gerac~ao e de transmiss~ao (com seus respectivos custos de operac~ao e

instalac~ao),determina-seondeequandodevemserrealizadosinvestimentosdemodoqueovalor

presentedocusto total de operac~ao e expans~ao do sistemaeletrico sejaminimizado.

Na formulac~ao do problema de otimizac~ao correspondente, o contnuo crescimento da de-

manda e da gerac~ao ao longo do tempo | que e delimitado pelo horizonte considerado | e

aproximadoporcrescimentosdiscretosqueocorrememanosespec cosquev~aode nirosdiver-

sos estagios representados. Aposcada um dos estagios, considera-se que o sistema permanece

inalterado ate o estagiosubsequente,conforme ilustraaFigura 3.2.

Como na formulac~ao estatica, a func~ao objetivo deste problema de otimizac~ao apresenta

uma parcela relacionada com o investimento, representada porc(x) e outra relacionadacom a

operac~ao,representadapord(y). Na Figura3.3,tem-se umarepresentac~aonotempodoscustos

envolvidosna expans~ao dacapacidade ena operac~ao do sistema. Oanot

0

serve debasepara o

t 0 t 1 t 2 t 3 t 4 t 5 D 3 D 2 D 1 D 0 D 4 T 1 T 2 T 3 T 4 Demanda[MW] t[ano]

Figura3.2: Durac~ao dosestagios.

o perodo de tempo considerado. Observar que os equipamentos vinculados aos investimentos

do estagio tdevemestardisponveis paraoperac~ao apartir doinstantet

t .

Paraoproblemadin^amico,apartedafunc~aoobjetivo,z,relacionadacomoinvestimentocor-

respondeaosomatoriodovalorpresentedosrecursosnecessariosparaaconstruc~aodasunidades

geradoras, linhas de transmiss~ao e transformadores nos diversos estagios considerados | par-

celas c 1 (x);c 2 (x);;c T

(x) da Figura 3.3. A parte de z relacionada com o uso corresponde

ao somatorio do valor presente dos custos anuais de operac~ao do sistema ao longo de todo o

horizonteconsiderado| parcelas d

1 (y);d 2 (y);;d T (y) daFigura 3.3.

Considerandoa taxa de desconto anual I, osvalorespresentesdoscustos de investimento e

operac~ao, noano base t

0 ,s~ao dados por: c(x) = (1 I) t1 t0 c 1 (x)+(1 I) t2 t0 c 2 (x)++(1 I) t T t0 c T (x) (3.15) d(y) = t 2 1 X t=t 1 (1 I) t t0 d 1 (y)+ t 3 1 X t=t 2 (1 I) t t0 d 2 (y)++ t T+1 1 X t=t T (1 I) t t0 d T (y) (3.16)

Para simpli car a notac~ao, o fator de desconto utilizado para converter em valor presente

o custo de investimento do estagio t da express~ao (3.15) sera representado por Æ t

inv

e o fator

utilizado paraconverterem valorpresente ocusto de operac~ao do estagio tda express~ao (3.16)

serarepresentadoporÆ t oper . De ne-se, assim: c(x) = Æ 1 inv c 1 (x)+Æ 2 inv c 2 (x)++Æ T inv c T (x) (3.17) d(y) = Æ 1 d 1 (y)+Æ 2 d 2 (y)++Æ T d T (y) (3.18)

Operac~ao Ano base Investimento Estagio1 Investimento Estagio2 Investimento EstagioT c1(x) d1(y) d1(y) d1(y) Estagio2 Estagio1 c2(x) c3(x) d 3 (y) t0 d2(y) d2(y) d2(y) c(x) t2+1 t3 1 t3 tT tT +1 EstagioT cT(x) dT(y) dT(y)dT(y) t T+1 1 t1      t1+1 t2 1 t2 d(y) tT +1 Investimento t[ano] t[ano]

Figura3.3: Determinac~aodo valor presente{ problemadin^amico.

em que: Æ t inv = (1 I) t t t 0 (3.19) Æ t oper = t t+1 1 t 0 X p=tt t0 (1 I) p (3.20)

Deformaanalogaasexpress~oesestaticas(videpagina 16),naexpress~ao (3.19),considera-se

que o desembolso do investimento sera realizado no momento em que o equipamento estiver

disponvelparaosistema,ouseja, noinciodoprimeiroanode suaoperac~ao. Damesmaforma,

em (3.20),asparcelas anuais referentes aoperac~aodo sistemas~aoiguaise computadas comose

fossem pagas noinciode cadaano.

Deacordocomo modeloderedeutilizadopararepresentarosistemade transmiss~ao,o pro-

blemadoplanejamentodin^amicointegradodaexpans~aodossistemasdegerac~aoedetransmiss~ao

podeser formuladode diversasmaneiras, como mostrado aseguir.

3.3.1 Modelo de transportes

a seguinte forma: Min v= T X t=1 h Æ t inv  P ij c ij n t ij + P i C i N t i  +Æ t oper  P i OC t i G t i + P j oc t j g t j + P k r t k i s.a. Sf t +G t +g t +r t =d t jf t ij j  P t m=1 n m ij +n 0 ij  f ij P t m=1 N m i G i G t i  P t m=1 N m i G i g t j g t j g t j 0r t d t n t ij n t ij n t ij N t i N t i N t i P T t=1 n t ij n ij P T t=1 N t i N i n t ij e N t i inteiros f t ij irrestrito t=1;2;;T (3.21) em que:

v { valor presente do custo total de expans~ao e operac~ao do sistema ao longo de todosos

anos queconstituem ohorizonte de planejamento [$];

Æ t

inv

{ fatordedescontoparadeterminarovalorpresentedoinvestimento realizadonoestagio

t |videEquac~ao 3.19;

n t

ij

{ numerode linhas adicionadasao corredorij no estagiot;

N t

i

{ numerode geradores candidatos iadicionadosno estagio t;

Æ t

oper

{ fator de desconto alterado paraconsiderar tambem a durac~aoem anosdo estagio t|

videEquac~ao3.20 [ano];

OC t

i

{ custo de operac~ao dogeradorcandidato ino estagiot [$/ano];

G t

i

{ injec~aode pot^encia ativado geradorcandidato ino estagiot [pu];

oc t

j

{ custo de operac~ao dogeradorjainstaladoj no estagio t[$/ano];

g t

j

{ injec~aode pot^encia ativado geradorja instaladoj no estagio t[pu];

{ fator paracompatibilizar aunidadede custo comcorte de carga [$/ano];

r t

k

{ corte de carga nabarra k noestagio t[pu];

S { matriz incid^encia no-ramoda redeinicial edosramos candidatos;

f t

{ vetor dos uxosde pot^encia ativanos ramosno estagiot [pu];

G t

{ vetor dasinjec~oesde pot^encia ativa dosgeradores candidatos no estagiot [pu];

g t

{ vetor dasinjec~oesde pot^encia ativa dosgeradores ja instaladosno estagio t[pu];

r t

{ vetor doscortes de carganasbarras noestagio t[pu];

d t

{ vetor dasdemandas de pot^enciaativa no estagiot [pu];

f t

ij

{ uxo de pot^encia ativa no ramoij no estagio t[pu];

n 0

f

ij

{ uxo maximo de pot^encia ativano ramo ij [pu];

G

i

{ gerac~ao mnimado geradorcandidato i[pu];

G

i

{ gerac~ao maxima dogerador candidatoi[pu];

g t

j

{ gerac~ao mnimado geradorja instaladoj no estagio t[pu];

g t

j

{ gerac~ao maxima dogerador jainstaladoj no estagio t[pu];

n t

ij

{ numeromnimode linhas queprecisamser adicionadasno corredor ij noestagio t;

n t

ij

{ numeromaximo delinhas quepodemser adicionadasnocorredor ij no estagiot;

N t

i

{ numeromnimode geradores candidatos ique precisamser adicionadosno estagiot;

N t

i

{ numeromaximo degeradores candidatosique podemser adicionadasno estagio t;

n

ij

{ numerototal maximo de linhasquepodemser adicionadasno corredorij;

N

i

{ numerototal maximo de geradores candidatosique podem seradicionados;

T { numerode estagios considerados.

As variaveis de investimento s~ao representadas pelo numero de equipamentos de gerac~ao,

N t i ,ede transmiss~ao,n t ij

,aseremadicionadosnosdiversosestagiost=1;2;;T. Asvariaveis

de operac~ao, relativas ao estagio t=1;2;;T, s~ao representadas pelas injec~oes dosgeradores

candidatos adicionados, G t i , e existentes, g t j

, e pelos uxos de pot^encia ativa nos ramos, f t

ij .

Alemdisto,umainjec~ao ctciaadicional,r t

k

,eutilizadaparaquanti carocustoden~aoatender

parcialmente ou totalmente o valorprevisto parasuademanda.

Os limites mnimos n t ij e N t i

s~ao empregados para contemplar as decis~oes previas em in-

vestimentos que podem n~ao ser otimos para (3.21) mas que ja est~ao em curso de realizac~ao e

precisam serrespeitados. Os limitesmaximosn t

ij eN

t

i

representamrestric~oesrelacionadas com

aviabilidadedaconstruc~aonotempoeoslimitesn

ij eN

i

representamoslimitesnaturaissobre

a capacidade fsica.

Do mesmo modo como foi observado na pagina 19, o problema assim formulado torna-se

de um problema convexo de programac~ao linear inteira mista (PLIM) e permite resolver o

planejamento da expans~ao de sistemas eletricos mesmo quando a rede de transmiss~ao n~ao e

conexa.

3.3.2 Modelo do uxo de carga CC

Quandoarede detransmiss~ao existenteeaslinhas etransformadores candidatoss~ao repre-

Min v= T X t=1 h Æ t inv  P ij c ij n t ij + P i C i N t i  +Æ t oper  P i OC t i G t i + P j oc t j g t j + P k r t k i s.a. B t  t +G t +g t +r t =d t  P t m=1 n m ij +n 0 ij  j t i  t j j  P t m=1 n m ij +n 0 ij   ij P t m=1 N m i G i G t i  P t m=1 N m i G i g t j g t j g t j 0r t d t n t ij n t ij n t ij N t i N t i N t i P T t=1 n t ij n ij P T t=1 N t i N i n t ij e N t i inteiros  t i irrestrito t=1;2;;T (3.22) em que: B t

{ matriz suscept^ancia da redeiniciale dosramoscandidatosno estagio t[pu]:

 t

{ vetor dos^angulos defase dofasor tens~ao nodalno estagiot [radianos];

 t

i

{ ^angulo de fasedo fasor tens~ao nodaldabarra ino estagiot [radianos].

Comonomodelodetransportes,asvariaveisde investimentos~aorepresentadaspelonumero

deequipamentosdegerac~ao,N t

i

,edetransmiss~ao,n t

ij

,aseremadicionadosnosdiversosestagios

t=1;2;;T. As variaveis de operac~ao,relativasao estagio t=1;2;;T,s~ao representadas

pelasinjec~oesdosgeradorescandidatosadicionados, G t

i

,eexistentes, g t

j

,e pelos ^angulosde fase

dos fasores tens~ao nodal,  t

i

. A injec~ao ctciaadicional, r t

k

,e acrescentada as barrasde carga

para quanti car o custo de n~ao atender parcialmenteou totalmente o valor previsto para sua

demanda.

Como observado na pagina 21, o problema assim formulado e de um problema de progra-

mac~ao n~aolinear inteiramista (PNLIM).

3.3.3 Modelo hbrido

Quando a rede de transmiss~ao existente e representada atraves das equac~oes do uxo de

Min v= T X t=1 h Æ t inv  P ij c ij n t ij + P i C i N t i  +Æ t oper  P i OC t i G t i + P j oc t j g t j + P k r t k i s.a. B 0  t +S 1 f t +G t +g t +r t =d t j t i  t j j ij 8ij 2 0 jf t ij j P t m=1 n m ij f ij 8ij 2 1 P t m=1 N m i G i G t i  P t m=1 N m i G i g t j g t j g t j 0r t d t n t ij n t ij n t ij N t i N t i N t i P T t=1 n t ij n ij P T t=1 N t i N i n t ij e N t i inteiros  t i e f t ij irrestritos t=1;2;;T (3.23) em que:  t

{ vetor dos ^angulosde fasedo fasor tens~ao nodal dasbarras da rede inicialno estagio t

[radianos];

f t

{ vetor dos uxosde pot^encia ativanos ramoscandidatos no estagiot [pu];

 t

i

{ ^angulo de fasedo fasor tens~ao nodaldabarra ida redeinicial noestagio t[radianos];

f t

ij

{ uxo de pot^encia ativa no ramocandidato ij noestagio t [pu].

As variaveis de investimento continuam sendo o numero de equipamentos de gerac~ao, N t i , e de transmiss~ao, n t ij

, a serem adicionados nos diversos estagios t = 1;2;;T. As variaveis

de operac~ao, relativas ao estagio t=1;2;;T, s~ao representadas pelas injec~oes dosgeradores

candidatos adicionados, G t i ,e existentes, g t j

, pelos ^angulos de fasedos fasores tens~ao nodaldas

barras que fazem parte da rede inicial,  t

i

, e pelos uxos de pot^encia ativa nos ramos da rede

candidata, f t

ij

. Observar que os ^angulos de fase das tens~oes nodais so s~ao de nidos para as

barras quefazem parte da rede inicial,8ij 2

0

. Poroutro lado,as variaveis relacionadas com

o uxo depot^encia ativa nosramossos~ao de nidasparaosramos candidatos,8ij 2

1 .

Comomencionadonapagina22,omodelohbridoassimformuladomantemascaractersticas

desejaveisdomodelodetransporteseconstituiumproblemadeprogramac~aolinearinteiramista

Decomposic~ao de Benders e o

planejamento din^amico integrado da

expans~ao

4.1 Introduc~ao

Comoapresentadono Captulo3, oproblemade expans~ao dascapacidadesde gerac~ao ede

transmiss~ao dos sistemas de energia eletrica pode ser representado pelo seguinte problemade

otimizac~ao [Pereira etal.,1985]:

Min z=c(x)+d(y)

s. a. A(x)b

E(x)+F(y)h

(4.1)

Neste problema, as variaveis x representam as decis~oes a respeito das capacidades de gerac~ao

e de transmiss~ao e as variaveis y representam as decis~oes a respeito do modo de operac~ao do

sistema. A(x)bs~aoasrestric~oesassociadasasdecis~oesdeinvestimentoeE(x)+F(y)hs~ao

asrestric~oesassociadasasdecis~oesdeoperac~ao|paraumadescric~aomaisdetalhada,consultar

a pagina 14.

Considerando a decomposic~ao natural entre as decis~oes de investimento e de operac~ao, o

problema do planejamento da expans~ao pode ser representado por um processo de decis~ao em

duas etapas:

 Etapa 1 (Subproblema de Investimento) { Determina-se uma decis~ao de investimento

factvelx 

,ouseja, tal queA(x 

)b.

 Etapa 2(Subproblemade Operac~ao) {Utilizando adecis~aode investimentox 



e operadoda forma maise ciente possvel, istoe,minimizandoo custo deoperac~ao d(y):

Min d(y)

s. a. F(y)h E(x 

)

(4.2)

Observarquena restric~aodoproblema(4.2) otermoE(x 

)passaparaoladodireito,pois



e conhecido.

Neste processo de decis~ao, o objetivo e minimizar a soma dos custos de operac~ao e de

investimento, conformeilustraa Figura4.1.

+

Etapa1(Investimento)

A(x 

)b

Etapa2(Operac~ao)

Min d(y) s. a. F(y)h E(x  ) d(y  ) Min c(x  ) x  y 

Figura4.1: Processo de decis~ao emduasetapas.

A metodologia de decomposic~ao e baseada nasseguintes observac~oes:

 Os custosde operac~ao d(y 

), ondey 

e asoluc~ao otimado problema(4.2), pode ser visto

como uma func~ao (x) da decis~ao de investimento x, talque:

(x) = Min d(y)

s. a. F(y)h E(x)

(4.3)

 O problema da expans~ao da capacidade do sistema da equac~ao (4.1), pode ser reescrito

em termos dasvariaveis xda seguinte maneira:

Min z=c(x)+ (x)

s. a. A(x)b

A func~ao (x) fornece informac~ao sobre as consequ^encias das decis~oes de investimento x

em termos de custos de operac~ao. Em outras palavras, o problema da Etapa 2 e mapeado no

problemadaEtapa1atravesde (x)[PereiraePinto,1983]. Seestafunc~aoestivessedisponvel,

o problema da expans~ao da capacidade poderiaser resolvidosem uma representac~ao explcita

do subproblema de operac~ao. Como isto geralmente n~ao ocorre, a func~ao (x) precisa ser

determinadaeometododadecomposic~aodeBenderseutilizadoparaconstru-la,comaprecis~ao

requerida,a partirda soluc~ao dosubproblema de operac~ao, comoemostrado na Figura 4.2.

Iniciarcomuma

aproximac~ao (x)~

Resolveroproblema

aproximadodeinvestimento

Dadouminvestimento,

resolveroproblemaexato

deoperac~ao

Usarosresultadospara

construirumamelhor

aproximac~aode (x)~

Figura 4.2: Decomposic~ao de Benders.

No metodo da decomposic~ao de Benders, os problemas das Etapas 1 e 2 s~ao resolvidos

iterativamente doseguintemodo [Pereira etal.,1985]:

1. Iniciar comuma aproximac~ao (x)~ queeum limiteinferiorpara (x).

2. Etapa 1 { Subproblema de Investimento: Resolver uma aproximac~ao do problema

de expans~ao da capacidade(4.4):

Min z=c(x)+ (x)~

s. a. A(x)b

(4.5)

3. Asoluc~aootimadoproblema(4.5)eumlimiteinferiorparaoproblemageraldaexpans~ao

da capacidade (4.1):

4. Etapa 2 { Subproblema de Operac~ao: Resolvero problemadeoperac~ao: Min d(y) s. a. F(y)h E(x  ) (4.7) onde x  

e a soluc~ao do problema (4.5). Observar que o problema(4.7) e escrito somente

em termos dasvariaveis y porquex 



e conhecido.

5. Sejay 

asoluc~aodoproblema(4.7),ent~aoopar(x 

;y 

)eumasoluc~aofactveldoproblema

geralde expans~ao da capacidade(4.1) mas n~ao necessariamenteasoluc~ao otima. Ovalor

correspondente da func~aoobjetivo:

z=c(x  )+d(y  ) (4.8) 

e, portanto, umlimitesuperiordo valor da soluc~aootima do problemageralde expans~ao

dacapacidade (4.1).

6. Se z z e menor do que uma dada toler^ancia, o processo termina e o par (x 

;y 

) e a

soluc~ao otima do problema (4.1). Caso contrario, gerar uma nova aproximac~ao (x)~ a

partirdasoluc~aodoproblema(4.7)|estaaproximac~aocontinuasendoumlimiteinferior

para (x). Retornar paraoPasso 2.

OsPassos1{6descrevemaslinhasgeraisdo esquema dadecomposic~aode Benders. Deve-se

observarqueasetapasdeinvestimento(problema(4.5)doPasso2)edeoperac~ao(problema(4.7)

do Passo 4) s~ao resolvidos separadamente, explorando, matematicamente, a decomposic~ao na-

tural entre asdecis~oes de investimento e operac~ao.

Outracaracterstica importantedometododa decomposic~ao deBenderse adisponibilidade

doslimitesinferioresuperiordasoluc~aootima acadaiterac~ao. Esseslimitespodemserutilizados

para umcriterio efetivo deconverg^encia, como mostrado noPasso 6.

A atualizac~ao da aproximac~ao (x)~ e realizadaa partirdosmultiplicadoresdeLagrange da

soluc~ao do problema(4.7). Tais multiplicadoresavaliam asmudancasno custo de operac~ao do

sistema causadasporvariac~oesmarginais noplano deinvestimentosemteste enascapacidades

das linhas e podem ser empregados para produziruma restric~ao linear, escrita em termos das

variaveis de investimento x. Essasrestric~oes, conhecidascomoCortes de Benders, s~ao incorpo-

radasao subproblemade investimento,queemodi cadoenovamenteresolvidoparadeterminar

um novoplano de investimento paraser testado.

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