• Nenhum resultado encontrado

ORÇAMENTO DE CAPITAL 2005 R$mil

COMPANHIA Fontes 381

A. FATORES DE RISCO MACROECONÔMICOS

1. Impacto da Inflação Elevada e Política Monetária

O Brasil tem apresentado, historicamente, taxas de inflação extremamente altas. A inflação e algumas medidas governamentais destinadas a combatê-la geraram, no passado, significativos efeitos sobre a economia do País. O Plano Real, introduzido em 1994, resultou na redução sustentada do nível de inflação no país até o fim de 1998. A crise nos mercados internacionais acabou por levar o governo brasileiro a promover, no início de 1999, uma mudança na política cambial vigente desde a introdução do Plano Real, o que acarretou forte desvalorização da moeda brasileira e trouxe novas incertezas quanto à manutenção das baixas taxas de inflação verificadas desde a adoção do Plano Real. O aumento significativo destas taxas pode afetar negativamente a economia brasileira, os negócios da Usiminas, suas condições financeiras e seus resultados operacionais .

Atualmente, não há qualquer política de controle de preços em vigor, mas não há qualquer garantia de que estes controles não serão aplicados. A eventual volta de um processo inflacionário no País poderá afetar adversamente os resultados das atividades da Usiminas.

2. Efeitos das Flutuações das Taxas de Juros Local e Internacional

O cenário econômico internacional atual é desfavorável e uma eventual redução do volume de investimentos estrangeiros no País poderá ter impacto no balanço de pagamentos, o que poderá

COMPANHIA

forçar o Governo a ter maior necessidade de captações de recursos, tanto no mercado doméstico quanto no mercado internacional, a taxas de juros mais elevadas. A desaceleração da economia americana pode trazer impacto negativo sobre a economia brasileira, afetando, da mesma forma, a taxa de juros, elevando o custo de captação ou obtenção de recursos por empresas brasileiras.

A elevação das taxas de juros poderá ter impacto negativo no resultado da Usiminas, na medida em que pode inibir a demanda pelos produtos fabricados pela Usiminas, e que suas atividades exigem intensos investimentos de capital. Tais investimentos são, em sua maioria, financiados com recursos de terceiros, remunerados a taxas de juros pós-fixadas. Uma flutuação das taxas de juros pactuadas nos contratos de que a Usiminas é parte pode afetar negativamente sua rentabilidade e seus resultados.

3. Efeitos da Política Cambial

No início de 1999, a moeda brasileira sofreu substanciais desvalorizações em relação ao dólar dos Estados Unidos da América e outras moedas estrangeiras, diante da adoção da nova política cambial que se caracteriza pela livre flutuação da moeda brasileira. Desde a introdução desta nova política, a moeda brasileira, além de se desvalorizar, tem apresentado grande volatilidade, como a ocorrida no segundo semestre de 2002 e no início de 2003, não sendo possível prever o comportamento da paridade do real em relação ao dólar dos Estados Unidos da América e às demais moedas estrangeiras.

O risco de desvalorização do real frente ao dólar dos Estados Unidos da América e demais moedas estrangeiras recai sobre o custo de parte da matéria-prima utilizada pela Usiminas em seus respectivos processos produtivos, sobre o custo dos equipamentos adquiridos pela Usiminas para a manutenção e modernização de suas instalações e sobre o custo de empréstimos obtidos Usiminas no mercado internacional.

Visto que a Usiminas capta recursos e realiza outras operações com obrigações denominadas em moeda estrangeira, a desvalorização efetiva do real perante tais moedas pode afetar negativamente os negócios da Usiminas, suas condições financeiras e resultados operacionais. O risco de flutuação do real frente às demais moedas estrangeiras recai sobre posições em moeda estrangeira, contratos de hedge e swap, dívidas denominadas em moeda estrangeira e outras operações em que há direitos ou obrigações da Usiminas vinculados a moedas estrangeiras ou nelas denominados, onerando seu passivo, dificultando o acesso ao mercado de capitais internacional a taxas competitivas ou, até mesmo, impedindo o acesso a tal mercado.

4. Necessidade de Financiamento Governamental

O Estado tem papel relevante como financiador do setor privado brasileiro, principalmente em projetos de maior prazo de maturação. Através de bancos de desenvolvimento controlados pela União, como o BNDES, e pelas unidades federativas, oferece à iniciativa privada financiamentos de longo prazo a taxas e em condições melhores que as obtidas no mercado bancário privado.

COMPANHIA

Em 31 de dezembro de 2004, a Usiminas tinha empréstimos junto a instituições públicas no valor total de R$ 669,9 milhões.

Alterações nas políticas de gastos governamentais, investimentos e fomento do Estado brasileiro como um todo e, principalmente, do Governo Federal, podem influenciar a disponibilidade de financiamentos de longo prazo e o nível geral de atividade da economia nacional, podendo afetar negativamente os negócios da Usiminas.

5. Dependência de Capitais Externos

A política monetária praticada pelo Governo brasileiro tem acarretado em altas taxas de juros praticadas pelo mercado doméstico financeiro forçando empresas brasileiras aproveitarem-se da relativa disponibilidade e fluxo de recursos externos para países emergentes e captarem recursos no exterior a taxas mais competitivas. Ademais, a queda no nível de atividade econômica no Brasil tem incentivado empresas a exportar seus produtos.

Alterações nos cenários político e econômico internacional podem afetar a demanda de aço no mercado internacional, assim como podem influenciar a disponibilidade de hedge ou de financiamentos a taxas acessíveis no mercado internacional, podendo afetar negativamente os negócios da Usiminas.

6. Aspectos Políticos e Institucionais e Legais

O Estado é o maior empregador e maior consumidor individual do País, além de ser detentor do poder de legislar e de inúmeros instrumentos políticos e econômicos, incluindo de política fiscal e monetária, capazes de influenciar a atividade econômica.

6.1 Influência do Governo na Economia

A política monetária e econômica do Brasil está, desde 1º de janeiro de 2003, sob a administração do novo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O novo governo já se pronunciou em favor de uma ampla reforma no sistema tributário e no sistema previdenciário nacional. O insucesso dessas reformas pode ter impacto negativo na economia brasileira, com resultado adverso às condições financeiras da Usiminas.

O Governo brasileiro tem poderes para intervir na economia e, ocasionalmente, adotar mudanças drásticas em sua política.

As ações do Governo brasileiro para controlar a inflação podem envolver controle de salários e preços, desvalorização cambial, controle sobre remessas de capital e limites à importação, entre outros.

Os negócios, as condições financeiras e os resultados operacionais da Usiminas podem ser adversamente afetados por mudanças na política envolvendo flutuações da moeda, inflação, indexação da economia, instabilidade de preços, taxas de juros, política fiscal e outros

COMPANHIA

6.2 Legislação Fiscal

Caso o Governo Federal implemente mudanças na legislação fiscal vigente, essas mudanças podem acarretar aumento nas alíquotas de alguns tributos.

Um aumento no nível de tributação hoje suportado pela Usiminas poderá afetar negativamente os resultados de sua atividade.

7. Efeitos do Nível de Atividade Econômica

Dadas as características dos produtos oferecidos pela Usiminas, seus resultados estão diretamente relacionados ao crescimento econômico e ao nível de investimentos e consumo no País. Desta forma, uma retração na economia brasileira, ocasionada tanto por crises internas como por crises externas, pode afetar negativamente seus negócios.

A Usiminas também pode ser prejudicada pelos efeitos negativos da desaceleração da economia mundial, que poderá causar uma redução das exportações brasileiras e do nível de investimentos estrangeiros no País. Além disso, uma piora da situação econômica dos grandes grupos empresariais estrangeiros poderá refletir negativamente nas operações de suas subsidiárias no Brasil, algumas das quais são seus clientes efetivos ou potenciais.

B. FATORES DE RISCO SETORIAIS