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Fatos marcantes da Museologia e seus Documentos Basilares

No documento Tese Márcia Bertotto (páginas 30-36)

CAPÍTULO 1 CULTURA E SISTEMA – MATRIZ E O ESTADO DA ARTE

1.1. Fatos marcantes da Museologia e seus Documentos Basilares

A manifestação dos novos rumos que a museologia (ciência em construção) tomou através dos tempos nos leva ao entendimento da importância do conceito de sociomuseologia.

Pensada e gestada a partir da Mesa-redonda de Santiago do Chile (1972) e da Declaração de Caracas (1992), do curso de Especialização em Museologia Social (da ULHT), do germe do Curso de Mestrado em Museologia (da ULHT) e da criação do Centro de Estudos em Sociomuseologia (da ULHT), a sociomuseologia, como pensa Mario Moutinho (1993), traz aspectos do novo processo de discussões advindos destes encontros e da participação dos profissionais envolvidos com estas temáticas:

“O alargamento da noção de patrimônio, é a consequente redefinição de "objecto museológico", a ideia de participação da comunidade na definição e gestão das práticas museológicas, a museologia como factor de desenvolvimento, as questões de interdisciplinaridade, a utilização das "novas tecnologias" de informação e a museografia como meio autónomo de comunicação, são exemplo das questões decorrentes das práticas museológicas contemporâneas e fazem parte de uma crescente bibliografia especializada”. (Moutinho, 1993, p.6)

Salienta Moutinho (2007), que o museu e a museologia tem na comunidade e na participação, as novas ferramentas para inovar os conceitos e que a sociomuseologia é considerada como uma disciplina articulada com as ciências humanas e as áreas de ensino e serviços, engajada no desenvolvimento sustentável, na inclusão socio-econômica e na busca de uma adequação dos museus aos novos pressupostos da sociedade contemporânea, aos novos problemas e às novas realidades.

Como documentos fundamentais, que influenciaram este processo inovador da sociomuseologia, a Mesa-redonda de Santiago, a Declaração de Quebec e a Declaração de Caracas são ponto de partida.

Inicia-se, cronologicamente, com a Mesa-redonda de Santiago do Chile, em maio de 1972. O documento final tem como príncípios embasadores: a resolução dos problemas do contexto que se apresentava (meio rural, meio urbano, desenvolvimento técnico- científico, educação permanente), que a solução desses problemas devia ser compreendida pelos seus aspectos técnicos, sociais, econômicos e políticos, a tomada de consciência

pelos museus e a integração dos museus à vida da sociedade, a fim de desempenharem um papel decisivo na educação da comunidade.

Segundo as observações de Hugues de Varine13, a Mesa-redonda de Santiago era

a sucessão dos eventos precedentes organizados pelo ICOM a pedido da UNESCO, em 1958 (Rio de Janeiro/Brasil), 1954 (Jos/Nigéria), 1966 (Nova Délhi/Índia). A realidade era a dos grandes museus do México, Brasil, Cuba e Argentina e que “não tinham lições a receber” (Varine, 1995). A principal questão é que na América Latina não se falava nem francês e nem inglês e foi tomada a decisão de organizar um encontro com especialistas da América Latina e com a língua única do espanhol. Paulo Freire, que foi convidado a participar, mas teve seu nome vetado pelo delegado brasileiro da UNESCO por razões políticas, teria como colegas de mesa um grupo formado por um peruano, um panamenho e dois argentinos. Um destes argentinos, Jorge Enrique Hardoy, foi o responsável pela “revolução nos espíritos” que pautou as decisões da carta chilena. Como urbanista e especialista em cidades, este expoente fez ver ao público que era necessário conhecer as suas localidades, os seus públicos, e saber antever as necessidades sociais e culturais das imensas e, muitas vezes, muito pobres populações. Para Varine, o essencial da mensagem de Santiago resume-se a dois pontos: a noção de museu integral e de museu enquanto instrumento de mudança social. E reforça: “esquecia-se assim, aquilo que havia se constituído, durante mais de dois séculos, na mais clara vocação do museu: a missão da coleta e da conservação”. (Varine, 1995)

No mesmo documento, Hugues de Varine aponta as dificuldades que ocorreram nos mais de vinte anos pós Mesa-redonda de Santiago nos países latino-americanos que, grosso modo, não conseguiram implementar muitas das ideias gestadas. Embora,

importantes museus tenham sido criados seguindo a conceituação de ecomuseu14 (tipo de

museu onde a comunidade é chamada a discutir, interagir, criar e gerir e que representa

aquela comunidade) e de museu integral e, a despeito do Encontro de Caracas, Varine

aponta o rejuvenescimento da Mesa-redonda de Santiago.

No Chile, bem como nas demais nações sulamericanas que se democratizaram ao longo do último quartel do século XX, nota-se ainda uma retomada cultural. Em termos de políticas públicas, os ‘pensares’ de 1972 ainda estão por serem realizados. Um volume expressivo de ações foi efetivado, mas ainda faltam ações para a concretização da totalidade do que foi discutido.

13

Análise do documento oficial feita por Hugues de Varine “A respeito da mesa-redonda de Santiago (traudação de Marcelo M. Araújo e Maria Cristina O. Bruno (1995, p.17)

14

A respeito da conceituação de ecomuseu verificar os Escritos de George Henri Riviere em: http://redemuseusmemoriaemovimentossociais.blogspot.com.br/2010/08/definicao-evolutiva-de-ecomuseu- por.html - acesso em 24/03/2012.

Olhando hoje, após a recente comemoração dos quarenta anos da Mesa-redonda de Santiago do Chile, o Brasil possui uma rede organizada de museus, traduzida pela manutenção de uma Política Nacional de Museus, proposta e mantida pelo governo federal e com uma gama de órgãos sistematizadores em várias unidades da federação.

A Declaração de Quebec, em 1984, foi uma retomada das discussões de 1972, onde surgiu um movimento por uma nova museologia. Num dos únicos encontros realizados fora da América Latina, foi no Canadá, que se reforçaram as ligações da museologia com outras ciências, destacando a interdisciplinaridade e a ação cultural como fundamentais para as novas necessidades do mundo contemporâneo, quais sejam (em termos de museologia): a ação cultural e novos métodos de gestão.

A nova museologia, tão presente nas discussões realizadas em Quebec, utiliza-se de todos os recursos da museologia – coleta, conservação, investigação científica, restituição e difusão, criação – que se adapta a cada meio e realiza projetos em conjunto com a sociedade.

São adotadas a partir da Declaração de Quebec as seguintes resoluções: o reconhecimento do novo movimento museológico e a aceitação de todas as formas de museologia ativa; o dever dos poderes públicos em ajudar as iniciativas locais a aplicarem os novos princípios; a criação de um comitê de museus comunitários nos quadros do ICOM; a criação de uma federação internacional da nova museologia e a criação de um grupo de trabalho provisório visando organizar as propostas e a aplicação de um plano de encontros e de colaboração internacional.

Mario Moutinho (1995) ao fazer um balanço da Declaração de Quebec, destaca que a contextualização desta Declaração – e que veio a lhe dar forma – se relaciona com a organização do Ateliê Internacional Ecomuseus – Nova Museologia, que também ocorreu em outubro de 1984, em Quebec. Moutinho ressalta o intercâmbio entre a nova museologia e a museologia até então instituída e diz: “por uma oposição a uma museologia de coleções, tomava forma uma museologia de preocupações de caráter social”. Ao destacar a existência de uma resistência de alguns setores do ICOM (particularmente o ICOFOM), manifestada numa reunião ocorrida em Londres, um ano antes de Quebec, que rejeitava a existência de práticas que não estivessem em consonância ao status quo da museologia, Moutinho alerta para a tomada de consciência de um movimento simultâneo em vários países que davam conta de uma realidade nova da museologia.

Uma nova ordem museológica era então representada pelas reflexões de quem preconizava uma museologia participativa que seria: interdisciplinar, de forte implicação popular, fonte de novas solidariedades, trataria das memórias coletivas e teria o público como colaborador. Transbordaram exemplos de museus em várias partes do mundo

(México, Espanha, Suécia, Reino Unido, Nigéria), que já atuavam coadunados a esta nova estrutura.

O texto final da declaração não foi aprovado sem extensas discussões, em razão da quebra de paradigma que se impusera. Dentre as ações que foram levadas a efeito destaca-se a criação do Movimento Internacional para uma Nova Museologia, um ano após e que, posteriormente, veio a ser reconhecido como instituição afiliada ao ICOM. Mario Moutinho aponta que o importante da Declaração de Quebec, do Ateliê de 1984 e da criação do MINOM foi “o reconhecimento no seio da MUSEOLOGIA, do direito à diferença”.

O MINOM – Movimento Internacional para uma Nova Museologia – organizado em Lisboa no ano de 1985, serviu de ponto inicial para o desenvolvimento de uma nova forma de pensar o museu e define-se como um movimento que compreende a museologia comunitária, a sociomuseologia, a ecomuseologia e a museologia social. Renova-se pelo processo de globalização através de intercâmbios, ligações em rede, integrações regionais e, ainda, pelo contato com ICOM e UNESCO. Na agenda dos últimos dois anos do MINOM priorizam-se temas como: multiculturalidade, museus como prestadores de serviços,

programas de formação e problemáticas de gênero15.

Dando continuidade a linha do tempo, a Declaração de Caracas destacou, duas décadas após o marco museológico chileno, a importância da avaliação permanente e:

“Que os planos e programas elaborados com instrumentos de planejamento moderno estejam baseados em um diagnóstico das necessidades do museu e da sociedade na qual está imerso, e que a realização de tais planos e programas leve em conta as necessidades prioritárias do museu e defina objectivos e metas a longo, médio e curto prazo; [...] Que se promovam políticas culturais coerentes e estáveis que garantam a continuidade da gestão do museu.” (ICOM - Declaração de Caracas, 1992)

A Declaração de Caracas foi emitida em 1992, durante a realização do Seminário

“A Missão dos Museus na América Latina Hoje: Novos Desafios”. Reunindo gestores de museus dos diversos países da América Latina, refletiu sobre a missão do museu como agente de desenvolvimento e ocorreu com o intuito de “atualizar os conceitos e renovar os compromissos adquiridos” na reunião de Santiago do Chile. Esta Declaração, visando retomar as decisões tomadas em Santiago, aponta de forma direta a falta de uma política coerente e duradoura para a cultura, cobrando do Estado o seu papel enquanto mantenedor do patrimônio público que os acervos museais representam. Enfatiza a importância da comunidade no relacionamento com o Museu, também ressaltando características típicas da nova museologia.

15

Movimento Internacional para uma Nova Museologia [MINOM – ICOM]. (2011). www.minom-icom.net. Acedido a 21 de Março, 2011 de MINOM – ICOM em www.minom-icom.net.

Dentre as considerações, destacam-se as que se apresentaram como mais pertinentes a esta tese e, pela atualidade de seus preceitos, nas recentes quatro décadas transcorridas:

“[...] É lamentável a falta de uma política cultural coerente que transcenda a temporalidade e garanta a continuidade de ações. [...]

O Estado não pode abandonar totalmente seu papel de guardião do acervo patrimonial de nossos povos, e deve contribuir para garantir sua conservação e integridade como o órgão mais idôneo. [...]

Que se reformulem as políticas de formação de coleções, conservação, investigação, educação e comunicação, em função do estabelecimento de uma relação mais significativa com a comunidade, com a qual o museu desenvolve suas atividades; [...]

Que se promovam políticas culturais coerentes e estáveis que garantam a continuidade da gestão do museu; [...]” (Declaração de Caracas, 1992)

Maria de Lourdes Parreiras Horta (1995) escrevendo após vinte anos da realização dos debates ocorridos em Santiago aponta para o programa intenso de mais de vinte dias de convivência em debates, reuniões e grupos de trabalho, dos quais participaram representantes de: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Peru, Nicarágua e um grande volume de venezuelanos, todos da área diretiva de museus. Pelo depoimento de Horta, diferentemente da reunião de Quebec, na Venezuela houve consenso e harmonia de ideias, pensamentos, vivências, crenças e esperanças. Foram cinco os pontos de enfoque que fizeram resultar a redação do documento final: Museus e Comunicação, Museus e Gestão, Museus e Liderança, Museus e Recursos Humanos, Museus e Patrimônio.

Horta (1995) destaca novidades no documento final de Caracas, que sintetiza em três ângulos:

1. Mudanças políticas, sociais, econômicas e tecnológicas ocorridas na América Latina que gerou a transformação ocorrida nas instituições museológicas; 2. A releitura do documento de Santiago e sua atualização tomando por base o

limiar do século XXI;

3. Uma nova visão das instituições museais em relação a suas funções e modos de atuação na América Latina.

O que se apresenta de mais inovador na Declaração de Caracas é o alargamento do conceito de museu integral, transpondo-o para a expansão, a abertura para o entorno e a realidade de cada museu; o museu é uma ação concreta, comprometida com seu território e com as realidades de seu entorno, como parceiro em busca do desenvolvimento, enfim, o museu integrado à vida da comunidade.

Os três documentos observados até aqui, foram os suportes mais importantes de sustentação da museologia e, estão, ainda, muito atuais, seja pelo que preconizavam, seja

pela atuação dos profissionais e pelos estudos que partiram deste período final do século XX e seguiram em direção à adoção de uma museologia inclusiva, reflexiva, comunitária e comunicante, a museologia preocupada com o social.

A UNESCO16, organismo essencial para o campo17 museológico, traçou há poucos

anos objetivos estratégicos para o desenvolvimento da cultura no Brasil, visando contribuir com a problemática museológica, apoiando programas de formação e pesquisa para o desenvolvimento de políticas públicas.

Há que se pensar que na América Latina, como explanado acima, muito se tem discutido a respeito da museologia, mais propriamente a partir dos anos 1970. É a partir destes marcos que se desenrolaram histórias, práticas, reflexões, que contribuem com suas potencialidades para a função social que os museus hoje desempenham.

A museologia produzida até os anos 1970 no Brasil como procedimentos de Gustavo Barroso (bastião e decano da museologia brasileira) detalhava a história do herói, da identidade nacional, revelando uma narrativa oficial. De outro lado, aqui, falava-se na democratização do acesso aos museus. Há pontos sobre a valorização do objeto, valorização acima de qualquer coisa, mas o que importa não são os objetos, mas as ideias.

Segundo Mario Chagas (2008), em 1983 a museologia passa por novas discussões, e na Declaração de Quebec, se reconhece o nascimento da nova museologia como um conjunto de postulados que vieram a reforçar no mundo contemporâneo a interdisciplinaridade e a comunicação nos museus e que permitiu a integração das populações.

Foi o período de repensar uma nova realidade, de compreender uma museologia sobre outros aspectos. Aqui se propõe que a museologia passe a ser uma ciência em construção. Mario Chagas chama de uma arqueologia e que devemos observar as sedimentações do tempo. Podemos estudar o campo da museologia sob diferentes

perspectivas: nova museologia, micro museologia, bio-museologia18, alter museologia –

conceito este cunhado por Pierre Mayrand em 200719 e destacado por Pedro Pereira Leite e

Judite Primo (2011) no sentido de uma museologia preocupada com as desigualdades

16

Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura [UNESCO]. (2011). www.unesco.org. Acedido a 21 de Março, 2011 de UNESCO em www.unesco.org.

17

Desenvolvido por Pierre Bourdieu, o conceito de campo é uma rede de relações objetivas (de dominação ou de subordinação, de complementaridade ou de antagonismo) entre posições, estando associado ao conceito de habitus e dos vários tipos de capitais: econômico, social, cultural e simbólico que perpassam as ações dos agentes sociais. Mais informações em BOURDIEU, P. (2007). A gênese dos conceitos de habitus e de campo. In O Poder Simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. e BOURDIEU, P. (1996). As Regras da Arte: Gênese e estrutura do campo literário, São Paulo: Companhia das Letras.

18

Uma nova vertente da museologia, que incorpora as condutas sustentáveis e a utilização racional de recursos e que é desenvolvido por Rita Pedreira. Para maiores detalhes consultar: http://www.cinform.ufba.br/v_anais/artigos/ritadecassiaoliveirapedreira.html

19

Ver www.minom-icom.net e

http://coimbra.academia.edu/PLeite/Papers/1174402/Olhares_Biograficos_na_Museologia_O_Desafio_da_Inters ubjetividade

sociais e os recursos naturais e o envolvimento do museólogo com os atores e os movimentos sociais. Para Mario Chagas (2008) isto se dá porque se produzem determinados marcos teóricos, determinadas correntes ou linhas de força.

Para Waldisa Rússio (1984), a museologia é tratada como ciência que estuda o fato museológico, a relação entre homem e objeto num cenário institucional, o museu. Nos anos 1990, se faz distinção entre museal (que se refere ao museu) e museológico (que se refere à museologia). Mas nisso ainda não há consenso, é um esforço necessário para o conhecimento. Rússio não faz essa distinção. Dizia ela: “(...) a musealização (...) exige novas técnicas, novos métodos, novos tipos de cenários museais, quer dizer, uma nova tipologia museológica e, também, um museólogo que seja um cientista mais completo e um trabalhador social mais atuante.” (Rússio, 1984, p. 4)

Os anos 1990 já trazem uma reflexão mais ampla acerca dos museus e da museologia, ampliando o raio de atuação dos museus e trazendo novas formas de pensar o museu, distante da sacralização do século anterior e mais próxima da disseminação que a abertura política trouxe no final dos anos 1980.

Verificando a ‘Carta de Salvador’, documento elaborado pela categoria museológica no ano de 2007, no Brasil, revela-se a importância de citá-la como um testemunho das inquietações que, ao findar-se a primeira década do século XXI, ainda preocupam os pensadores da museologia. No item 2 das Recomendações, postula: “Que os governos nacionais de todos os países da Ibero-América implementem políticas públicas de museus, que contemplem, entre outros aspectos, a comunicação, a educação, a preservação e a investigação científica do patrimônio cultural e natural.” (Ministério da Cultura [MINC], 2007). Parece que os países signatários, uns mais e outros não tanto, já estão desenvolvendo ações neste sentido, e são ações não muito diferentes das aconselhadas desde o século passado. Entende-se que a população destas nações não está representada, não se identifica com seus patrimônios, com suas memórias, talvez porque os museus não estejam comunicando-se ou exercendo seu papel de salvaguarda da memória local.

Destarte as discussões do Chile terem sido feitas com profissionais de toda a América Latina, o panorama dos museus no Brasil é diferenciado e têm sido feitas muitas ações políticas na área. No Chile, embora não seja foco desta pesquisa, importante de ser citado em função de ter sido palco de discussões em 1972, também há uma atuante política museológica, que se traduz nos museus em melhores condições.

No documento Tese Márcia Bertotto (páginas 30-36)