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Fonte: elaboração da autora a partir de dados fornecidos pelo Instituto Juvino Barreto/RN, nos anos de 2016/2017.

Por fim, dada as considerações sobre a Instituição, discutiremos a seguir, como se concretiza o fazer profissional da profissão diante das condições do espaço sociocupacional.

3.3 O FAZER PROFISSIONAL DO ASSISTENTE SOCIAL NO INSTITUTO JUVINO BARRETO.

Como exposto anteriormente, o Instituto Juvino Barreto configura-se como uma importante entidade do Terceiro Setor e de Longa Permanência na cidade do Natal/RN, tendo como a finalidade atender idosos com vulnerabilidade socioeconômica e familiar, proporcionando a efetivação de direitos preconizados no Estatuto do Idoso. Nos anos de 2016 e 2017, a única assistente social da Instituição possuía a responsabilidade de buscar estratégias para a garantia dos direitos pertinentes ao idosos, e resolução de questões institucionais.

Detalhadamente, pode-se citar como atribuições da profissional, de acordo com a revista produzida pela própria instituição (Instituto Juvino Barreto, 2005) e a observação sistemática realizada pela autora durante o estágio obrigatório:

31%

47% 22%

0%

QUANTO À NATURALIDADE

encaminhamento médico-ambulatorial; visita domiciliar para possível internamento e averiguação da realidade vivida; visita hospitalar; orientação aos familiares quando o idoso vai a óbito; inclusão e exclusão do idoso na instituição; e triagem para internamento (que possui alguns critérios, como: idade superior a 60 anos; precária condição socioeconômica; rejeição ou ausência familiar; aceitação da família e do idoso para a internação; inexistência de doenças infectocontagiosas; portar toda a documentação necessária [carteira de identidade, CPF, certidão de nascimento, cartão de benefício, título de eleitor e comprovante de residência]; ter um responsável com endereço fixo; contribuir com 70% de seus proventos, de acordo com o contrato de serviços para a manutenção da Instituição; e assinar o contrato de prestação de serviço). Após os procedimentos burocráticos necessários para a admissão, o idoso fica em observação durante sessenta dias para adaptação.

Além disso, é de responsabilidade do serviço social no Instituto a realização de eventos e atividades de lazer; a orientação sobre os critérios de inserção na Instituição; a promoção de palestras educativas; a orientação e coordenação de alunas do estágio obrigatório; e, por fim, a orientação para o quadro de funcionários em relação aos cuidados com os idosos e conflitos familiares existentes.

Sob tal enfoque, uma das demandas postas ao Serviço Social é a inclusão dos idosos em atividades ocupacionais diversas, a fim de trabalhar os sentidos cognitivos. Nesse sentido, faz-se necessário a prática de modalidades esportivas, corporais e recreativas para que o idoso não se enquadre em um quadro de fragilidade, culminando em uma ausência de autonomia. Deve-se haver, também, a preservação de valores como o respeito e a dignidade, propiciando motivações para viver.

Ainda no que se refere às atribuições necessárias ao trabalho na instituição, tem-se o acolhimento a prestadores de serviço da Justiça Federal, que exercem alguma atividade necessária na Instituição a fim de cumprir mandado judicial de trabalho voluntário; a articulação com os diversos setores; e a produção de declarações. Contudo, as atribuições previamente estabelecidas pelos gestores, comprometem a autonomia profissional, levando-se em consideração que a profissão possui um Código de Ética a ser seguido.

De acordo com a revista da Instituição (IJB, 2005, p 08.), o objetivo do setor social consiste em “abrigar idosos que não tem meios de suprir a sua própria sobrevivência e contribuir para uma melhor qualidade de vida do idoso institucionalizado”. Além disso, afirma que

Dentre as dificuldades encontradas ressaltamos que apenas dos idosos serem estimulados a participarem, existem alguns que não se mobilizam sozinhos, e a falta de lucidez dos mesmos. Tal situação é trabalhada através da nossa equipe multiprofissional. Tentando buscar e ampliar a visão do idoso, mostrando a importância de uma atuação e motivação para que possamos juntos buscar soluções para o seu bem estar dentro do âmbito institucional.

No que tange aos instrumentos e técnicas utilizados pelo serviço social na Instituição, podem ser elencados a análise social, parecer social, entrevista social, relatórios, encaminhamentos, reuniões internas e externas e livro de ocorrências.

No período da pesquisa, anos de 2016 e 2017, a assistente social já trabalhava há nove anos na Instituição – sendo uma parte deles em outro setor e, após a sua formação em serviço social, passou a fazer parte do setor social. Diante dessa realidade, neste ponto foi notado sobre a integração da profissional no cargo, excluindo, neste caso, a realidade excludente existente na formalização de vínculos empregatícios que cerceiam a profissão. Questionada sobre como avalia a sua experiência profissional na Instituição, respondeu:

Eu avalio a minha experiência aqui no Juvino, como um desafio. A partir do momento que você vê que em alguns pontos você não tem autonomia para executar sua atividade, sua profissão, e nos outros momentos você encontrar um desafio a ser superado, na parte que você vai buscar/proporcionar o direito daquele benefício, não para você, mas para o usuário, né isso? Então, é um desafio, todos os dias mesmo você amando o que faz, mas você sabe que encontra dificuldades, muitas vezes fora e dentro da própria instituição. (AS)

De acordo com essa concepção acerca da compreensão dos desafios postos profissionalmente, foi observada uma forte tendência a um exercício profissional submetido a uma condição estrutural, no qual se observa uma forte dimensão burocrática, considerando-se as demandas e exigências institucionais, as quais muitas vezes impossibilitam uma ação mais qualificada, devido à tensão que permeia a hierarquia constitucional e que culmina no tolhimento da autonomia da

profissional para a execução de determinadas ações. Além disso, há também a precarização das condições de trabalho a partir da “[...] redução dos recursos humanos e materiais para operar atendimentos e projetos de intervenção.” (FÁVERO, 2010, p. 138).

Como eu falei no começo, a questão da autonomia, onde você não teria autonomia de tipo assim: tem um idoso, que você vê que está em situação de rua, e eu não posso chegar e acolhe-lo, sem que haja antes um acordo com a administração da Instituição. Então, eu vejo isso como um desafio e também vejo como uma questão de falta de autonomia na resolutividade, de não poder resolver situações sem que antes se tenha a autorização da gestão (...). (AS)

A situação narrada pela entrevistada é um exemplo de como as determinações oriundas das condições objetivas e subjetivas da realidade incidem sobre o exercício profissional, assinalando uma tensão na sua autonomia relativa, dada a condição de assalariamento à qual a assistente social em questão é submetida. A entrevistada, ao passo que reconhece a limitação profissional, enfatiza também a necessidade de se estabelecer regras para o bom funcionamento da Instituição:

(...) Mas, isso também é bom, porque se tem que trabalhar articulado com a gestão, você não pode trabalhar em coisas baseadas da sua cabeça, agora, é diferente, por exemplo, no caso de, eu sei que tem um idoso no hospital, então eu não preciso pedir autorização à gestão para visita-lo, pois, sei que é uma das minhas funções ir visita-lo, saber como o idoso se encontra. Ou seja, tem um acompanhamento familiar, eu sei que precisa, então não há necessidade de estar pedindo autorização da irmã para fazer o contato, por exemplo. Uma atividade necessária ao idoso também, posso ir articulando, resolvendo, e depois eu só informo à direção, pois faz parte já do cotidiano da casa, né? E outras coisas, ás vezes tem situações que é necessário, mas também outros casos, que eu tenho autonomia para resolver.(AS)

Assim, entende-se que as formas de racionalidade incidem sobre o enxergar da questão social e contribuem para o agir na prática profissional. Contudo, os limites quanto aos recursos destinados para ações necessárias delimitam a condição do trabalho, sendo assim ocorre uma influência direta sobre as possibilidades existentes, ocasionando a atuação de viés instrumental, pois, para que seja possível o exercício profissional de forma qualificada, fazem-se necessárias condições externas e internas, estas, que na realidade, exprime a entrevistada:

Eu acho que eu acolheria mais idosos em estado de vulnerabilidade social, depois de toda uma analise, parecer, uma fiscalização minuciosa, eu

acolheria. E também, se eu pudesse, na questão familiar, apesar de eu saber de todos esses direitos, da busca e da importância, eu tentaria evitar a busca incessável e angustiante do aparato familiar, esta que, a partir da institucionalização do idoso, não há um retorno, então, mesmo tendo consciência da importância da presença familiar, eu não contataria tanto a família diante das grandes dificuldades impostas. Mas, apesar da frustação quanto a isso, não desisto, vou até o fim. (AS)

Entende-se que o profissional nessas instituições deve promover o acolhimento aos idosos que possuem seus direitos violados seja por omissão da família, do Estado ou da comunidade, buscando com isso enfrentar a vulnerabilidade social, o abandono e a desigualdade, visando a garantia do bem-estar. Conforme apontado no artigo 229 da Constituição Federal de 1988, “os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos tem o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade”.

Compreende-se, assim, que havendo o desamparo familiar, faz-se de extrema importância que o assistente social busque desvelar a complexidade da realidade concreta, ao exercer uma atuação não somente relacionada à perspectiva de garantia de acesso às políticas públicas cabíveis à realidade, mas também relacionada ao fortalecimento de vínculos familiares e da autonomia do idoso, valendo-se, para isso, da articulação com o trabalho dos outros profissionais da instituição. Nesse sentido, no que se refere à articulação profissional, a entrevistada afirma que:

Na verdade, temos um plano de ação da casa, que é o plano de gestão da Instituição, que fazemos anualmente, e que contempla toda as atividades que serão realizadas anualmente, tanto na parte da nutrição, enfermagem, serviço social e administração, e tudo será contemplado dentro do plano de ação da casa, né? No que se refere aos projetos, tem aqueles denominados “adote um idoso”; passeios culturais; parcerias com as clínicas amigas com o intuito de buscar consultas/ exames para os idosos.(AS)

Ressalta-se, então, que, nesse contexto, o trabalho do assistente social articulado às outras profissões pode gerar resultados concretos nas condições culturais, sociais e materiais de vida de seus usuários, refletindo no seu usufruto e acesso às políticas sociais, recursos, bens, serviços e programas, e exercendo significativa influência sobre os valores, comportamentos, formas de organização e luta, bem como no modo de pensar e viver as práticas de resistência (YASBEK, 2002).

De acordo com a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais (2009), o acolhimento institucional deve basear-se em um exercício social desenvolvido pelos profissionais através do acolhimento aos idosos, da escuta qualificada e da busca pela expansão da convivência social e familiar. Nesse contexto, é de suma importância que o profissional se apresente como alguém “qualificado, que reforce e amplie sua competência crítica, não só executivo, mas que pensa, analisa, pesquisa e decifra a realidade.” (IAMAMOTO, 1997, p. 31). Isso porque é necessário lançar mão de uma instrumentalidade que não se reduz à dimensão técnico-operativa. Nessa perspectiva, a assistente social traz que os instrumentais por ela utilizados são:

Relatórios, entrevistas, visitas domiciliares/hospitalares e em loco, este que é dentro da casa, setores; ocorrências, que é um dos que utilizamos com frequência; evoluções no prontuário de enfermagem e acompanhamento da situação social diária deles, que na verdade deveria ser feito constantemente, mas nem sempre é possível abarcar a resolução de todas as necessidades no tempo de 6 horas.(AS)

Durante a realização da entrevista é comum o registro em um formulário específico chamado de ficha social, que possui informações como: nome, data de nascimento, sexo, documento de identidade, escolaridade, profissão, atividade ocupacional, situação trabalhista, tipo de filiação à previdência social, estado civil, condições de moradia, acesso a serviços, composição familiar e participação social.

Nos serviços socioassistenciais, especialmente na área de assistência social, a atribuição profissional voltada à identificação/classificação de necessidades (comumente chamadas de carências) e a triagem/seleção para o repasse dos recursos materiais adquire maior importância devido à realidade orçamentária e estrutural.

Dada as condições objetivas e estruturais – que remetem, antes de tudo, à forma de ser do modo de produção capitalista –, o direcionamento da prática profissional no sentido de garantia dos direitos sociais não é suficiente para romper a lógica fragmentária dos serviços socioassistenciais. A perspectiva do direito social, ainda que seja enfatizada e buscada, é, dessa forma, diversas vezes atropelada pela

seletividade imposta pela Instituição através de critérios focalistas e seletivistas para a sua concessão.

O assistente social, nesse contexto, executa as providências necessárias para a facilitação do acesso e para o provimento de condições institucionais para que o atendimento se realize, prescindindo, para isso, de uma articulação com a rede de serviços, além de oferecer um suporte emocional ao usuário diante das dificuldades geradas pela fragilidade dos mesmos, ponto este, em desacordo com a prática profissional.

A utilização de instrumentos no cotidiano da prática profissional é um fator preponderante em seu exercício, levando em consideração a necessidade da consciência do saber acumulado a fim de propiciar estratégias de enfrentamento às demandas postas baseado no compromisso profissional estabelecido. Para que se possa discutir os instrumentos e técnicas, tem-se a necessidade da compreensão da realidade em que os profissionais estão inseridos, ou seja, a partir da fundamentação teórica, esta que opera e transforma representações e conceitos, sendo fundamental para a produção de objetivos e conhecimento.

O reconhecimento no que tange ao exercício profissional implica na existência de instrumentos e técnicas que permitam a operacionalização das propostas de ação conscientemente definidas, através de ações com objetivos concretos que perpassam a sociabilidade e subjetividade implícita que compõe a atividade humana e social.

Ao passo em que a profissão sofre novas reformulações, a instrumentalidade acompanha essas transformações. Sendo assim, “na medida em que os profissionais utilizam, criam, adequam, às condições existentes, transformando-as em meios/instrumentos para a objetivação das intencionalidades, suas ações são portadoras de instrumentalidade” (GUERRA, 2000, p. 02).

Compreende-se a instrumentalidade como a capacidade de sistematizar as situações geradas pelo condicionamento da prática, ou seja, a capacidade de agir frente às demandas existentes a fim de alcançar os objetivos cabíveis. Nesse sentido, a instrumentalidade profissional é construída e reconstruída através do processo sócio histórico, sendo necessária ao trabalho a fim de auxiliar na escolha das medidas necessárias à realidade. Nessa perspectiva, a racionalidade – definida

como modo de pensar, ser e agir em relação aos fatos – incide sobre o cotidiano profissional. (GUERRA, 2013)

Conforme já foi exposto anteriormente, o estatuto de assalariamento acaba por condicionar o agir profissional do assistente social, o qual é ainda submetido à racionalidade formal-abstrata e a outras formas de expropriação de uma análise de totalidade da realidade social.

O documento “Parâmetros para Atuação de Assistentes Sociais na Política de Assistência Social”, publicado pelo Conselho Federal de Serviço Social (CFESS) em 2011, tem, dentre outros, o intuito de assegurar o direito de autonomia no planejamento e exercício do trabalho, objetivando o fortalecimento da intervenção profissional juntamente com as atribuições privativas e as competências existentes.

Nessa discussão, é importante assinalar a grande relevância da atuação do assistente social em Instituições de Longa Permanência para Idosos. Levando em consideração essa perspectiva, é possível destacar na fala da entrevistada uma concepção que dialoga com isso:

Eu acredito que é de muita importância, conheço todas as casas aqui em natal, que possuem o serviço social presente, e a única que tem o serviço social, as 30 horas cumpridas mesmo, é o Juvino Barreto. É uma demanda permanente dentro da instituição e problemática. É muito importante, ter a demanda nas instituições, a busca pelas orientações, tanto no acolhimento na parte do idoso, da familia, das problemáticas existentes, apesar de que, você sabe que falam que qualquer pessoa pode fazer, mas se bem que tudo isso se resume muito no serviço social, este, considerado como porta de entrada e saída da instituição, de toda a problemática que venha a ser resolvido numa instituição de longa permanência. Onde houver serviço social, tudo vai para o serviço social! É muito importante na execução das atividades, acompanhamento do idoso, nas documentações, controle, articulação com as outras instituições e órgãos de controle. Demandas de forma a proporcionar esse direito.(AS)

Apesar da conquista das 30 horas semanais a partir da Lei nº 12.317/2010, no Instituto Juvino Barreto não há o cumprimento dessa obrigação, de maneira que a profissional é sujeita a um processo de desgaste físico e mental. Em face do vínculo precário e do baixo salário, ela necessita de dois vínculos empregatícios para o suprimento de suas necessidades, exercendo, assim, uma jornada dupla de trabalho.

Para que haja um fazer profissional qualificado, fazem-se necessárias condições de trabalho, como a existência de um espaço físico adequado para

atendimentos, iluminação, ventilação adequada, recursos e privacidade que possibilite o sigilo profissional.

O cenário de desmonte da seguridade social, ao qual nos remetemos páginas atrás, impõe desafios ao projeto ético-político da categoria de assistentes sociais. Nesse viés, faz-se necessário reforçar a necessidade de uma visão profissional sob uma perspectiva totalizante, a partir de uma análise crítica da realidade e do reconhecimento dos espaços de luta, visando a garantia e ampliação dos direitos sociais.

Nesse sentido, deve-se haver a defesa da valorização do trabalho a partir de concursos públicos, participação de fóruns, elaboração de documentos e exigência de condições dignas de trabalho neste espaço profissional, assim como nos outros.

A maioria das vezes que o profissional realiza suas funções, ele encontra-se na função apenas de executor de atividades pré-determinadas por chefias, gestores ou instituições, possuindo ainda pouco recurso em muitos casos. A partir dessa análise se torna notório mais um fator de limitação para o Serviço Social.

Por muito tempo foi confundido o trabalho voluntário com o trabalho da área assistencial. Entretanto, é necessário compreender que o trabalho do assistente social é embasado a partir de uma apreensão teórico-metodológica e ético-política. A perspectiva do voluntariado é, assim, outra questão que se impõe como desafio para o assistente social na atualidade. Nesse sentido, Iamamotto (2002, p. 15) afirma que é imperativo “traduzir o projeto ético-político em realização efetiva no âmbito das condições em que se realiza o trabalho do assistente social”.

O assistente social se encontra em uma linha tênue entre o empregador e o usuário. Quando o usuário procura o profissional, ele está em busca de uma resposta para sua necessidade (seja ela imediata ou não) e orientações que possam respaldá-lo em quais caminhos percorrer. Nesse sentido, faz necessário que seu fazer profissional esteja claro o suficiente para que consiga responder às demandas, desassociando-se de apenas uma ajuda, e sim, consolidação de um projeto ético político.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Compreende-se que o aparato Legislativo Brasileiro em que se refere os direitos do idoso, engendra-se de forma mais visível na sociedade, a partir da Constituição Federal de 1988, com a implementação da Política Nacional do idoso; assim como também, da implementação do Estatuto do Idoso, propiciando assim, a garantia da dignidade da pessoa humana idosa. Ademais, apesar dos avanços conquistados, diante dos resultados auferidos nesta pesquisa, conclui-se a institucionalização e precarização do serviço voltado para o atendimento do segmento populacional do idoso, que, apesar dos avanços na perspectiva dos direitos, especificamente nas políticas específicas, faz-se necessário que os direitos sejam de fato, cada vez mais efetivados, de forma a abarcar as necessidades específicas dos idosos residentes.

Ante o exposto, utiliza-se também a legislação específica para nortear o agir profissional, buscando efetivar melhorias na qualidade de vida dos idosos, propiciando sua participação social, promovendo uma maior autonomia e compreensão de seus de direitos, a fim de que sua estadia na instituição seja o mais positivo possível.

Apesar das Instituições de longa permanência atuarem como um mecanismo regulador da crise do capital em que elementos constitutivos dificultam o agir

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