1- TIPO: DISSERTAÇÃO RIBEIRO, Júlia C. C. Deficiência mental leve - um estudo sobre as concepções da deficiência frente à perspectiva inclusiva. Dissertação de mestrado, UnB, programa: Psicologia do Desenvolvimento Humano, 2002. REFERENCIAL TEÓRICO Histórico-cultural Vygotsky.
TIPO DE
PESQUISA/PROCEDIMENTOS Estudo exploratório (oficinas, observações). MODALIDADE DE ENSINO Ensino Fundamental I
SUJEITOS/OBJETO DE ESTUDO 30 sujeitos de uma escola da rede pública na periferia do Distrito Federal: 4 professores do ensino fundamental; 3 crianças diagnosticadas com deficiência mental leve integradas na rede regular de ensino (idades entre 10 e 11 anos); 2 mães das referidas crianças e outras 21 crianças da turma inclusiva. Turma da 2ª série do ensino fundamental
OBJETIVOS Descrever e analisar as concepções dos grupos envolvidos com a questão da deficiência mental leve no processo de encaminhamento da perspectiva inclusiva de educação.
CONCEPÇÃO DE INCLUSÃO
ESCOLAR Cita Mazzotta e Bueno; faz o histórico do atendimento da Educação Especial no Brasil. CONCEPÇÃO DE DEFICIÊNCIA
MENTAL/INTELECTUAL Defectologia. Coloca-a como uma “mudança de paradigma”, embora faça a crítica sobre a falta de instrumentação que permita atuar nas ZDP rumo à compensação.
“A caracterização da DM depende de sua significação no contexto das intersubjetividades.” (p. 49)
POSIÇÃO DO AUTOR SOBRE A
INCLUSÃO ESCOLAR Favorável
RESULTADOS Sugere: Presença de apoio extraclasse na sala de recursos; capacitação profissional e pessoal da professora.
Inclusão dos demais alunos da classe na dinâmica proposta pelas políticas públicas de educação.
Estabelecer vínculo entre a equipe de diagnóstico psicopedagógico e a escola. Informar e sensibilizar todos os sujeitos envolvidos no processo educacional. Focalizar as competências para a vida, integrando funcionalmente os conteúdos e fazendo adaptações curriculares e reestruturação dos meios mediacionais. Concepções sobre DM atreladas ao modelo médico, embora tenha sido possível identificar na comunidade investigada algumas mudanças no sentido da resolução de problemas a partir da adaptação curricular com o objetivo de encontrar soluções para os problemas de aprendizagem.
Inadequação diagnóstica: diagnóstico inicial evidenciava a presença do retardo, sem considerar o caráter prospectivo, funcional e contextual de uma avaliação diagnóstica.
Concepção mecanicista (Werner) muito presente na Educação Especial, gerando expectativas sobre comportamentos e habilidades esperadas.
Inadequação diagnóstica: diagnóstico inicial evidenciava a presença do retardo, sem considerar o caráter prospectivo, funcional e contextual de uma avaliação diagnóstica.
“As questões como planejamento e avaliação foram tratadas de acordo com a concepção que professores têm em relação ao funcionamento psíquico de seus alunos. A diferença de concepção de aprendizagem entre as professoras determinou encaminhamentos diferentes de solicitação de apoio extraclasse” (p. 72).
“Existe uma considerável lacuna entre o período de encaminhamento do aluno e o momento da realização do psicodiagnóstico propriamente dito (e o que a professora observa no momento do ensino)”. (p.77)
Quando o diagnóstico é produzido com base na Zona de Desenvolvimento Proximal, torna-se mais fácil vislumbrar algumas competências, em que o sujeito é capaz de revelar num sentido mais prospectivo de seu próprio desenvolvimento.
“[...] diagnóstico incompatível com a percepção da mãe, mesmo assim, esta decide acatar o parecer da autoridade, embora não assumindo integralmente o rótulo de atraso global que a equipe confere ao seu filho”. (p. 93)
“Do ponto de vista estrutural: turma reduzida no número de alunos. [...] Do ponto de vista operacional: libertar a escola do conteudismo excessivo”. (p. 111)
2- TIPO: DISSERTAÇÃO BOTTINO, G. L. O acompanhante terapêutico como mediador do processo de inclusão escolar da criança com deficiência mental no ensino regular. Dissertação de mestrado, Universidade São Marcos. Programa: Fundamentos Psicossociais do Desenvolvimento, 2003.
REFERENCIAL TEÓRICO Histórico cultural: Vygotsky.
TIPO DE
PESQUISA/PROCEDIMENTOS Pesquisa qualitativa MODALIDADE DE ENSINO Ensino Fundamental
SUJEITOS/OBJETO DE ESTUDO Psicólogas que atuam como Acompanhante Terapêutico de crianças que atuam no Ensino Fundamental.
OBJETIVOS Compreender o papel mediador do Acompanhante Terapêutico no que concerne à inclusão escolar da criança com Deficiência Mental no Ensino Regular.
CONCEPÇÃO DE INCLUSÃO
ESCOLAR Cita Omote, “devemos reconsiderar a maneira como reabilitamos ou educamos essa pessoa, deslocando a responsabilidade do indivíduo com sua especificidade para a mobilização de recursos existentes na sociedade” (p. 34). Cita, também, Masini (conceito de “Inclusão Responsável”): “que salienta que o objetivo da educação é a qualidade de vida da pessoa” (p. 30); e Aranha (Paradigmas de Suporte e Paradigma de Serviços): “No ‘Paradigma de Suporte’, faz-se necessário identificar e disponibilizar o suporte e os instrumentos que viabilizam e garantem o acesso da pessoa com deficiência mental a todo e qualquer recurso da comunidade” (p. 35).
Afirma que: “O Paradigma de Inclusão propõe mudanças, estruturais, de capacitação, e principalmente de valores, na sociedade de modo geral e na escola especificamente. Inserir-se no Paradigma de Suporte, pressupõe retirar o foco da impossibilidade e colocar ‘lentes que façam enxergar’, a diferença como possibilidade de aprendizagem mútua e que provoca crescimento em todos envolvidos” (p. 65).
CONCEPÇÃO DE DEFICIÊNCIA
MENTAL/INTELECTUAL Compartilho com os autores OMOTE (1995), MENDES (1995) SCHALOCK (1999) que a deficiência mental deve ser considerada e diagnosticada levando- se em consideração o contexto social; validando o nível sócio-econômico, o acesso à escolaridade, as relações sociais que permeiam o cotidiano desta pessoa com deficiência mental, para uma avaliação e um entendimento de seu funcionamento e, a partir dessa compreensão, definir os apoios que possam propiciar e mediar o desenvolvimento desta pessoa.
POSIÇÃO DO AUTOR SOBRE A
INCLUSÃO ESCOLAR Favorável.
RESULTADOS Acompanhantes terapêuticos: “objetivo de proporcionar ao acompanhado construir novas narrativas, através da mobilização de seus recursos, ressaltam a importância de se observar as capacidades da pessoa com deficiência mental, focalizar a pessoa e não a doença” (p. 101).
“A escola aceita a criança deficiência mental, mas não proporciona a inserção desta criança nas diversas atividades da escola, exercitando a segregação social e não a inclusão social”. (p. 107)
“A flexibilidade da escola pode ser um aspecto importante no processo de inclusão escolar” (p. 108)
“[...] a inclusão possa ocorrer desde que os envolvidos estejam preparados, escola, família, a pessoa com deficiência”. (p. 109)
“Escolas cujo nível sócio-econômico das pessoas é de classe social mais baixa o preconceito é menos dissimulado” (p. 113)
“A escola, as família esperam a normatização desta criança com deficiência mental, quando da matrícula em uma escola regular” (p. 115)
“a inclusão escolar é benéfica, desde que haja uma parceria com a escola e que a responsabilidade seja dividida. Para que isso ocorra é necessário discutir sobre essa criança, com a família, com a instituição escolar, e levar em consideração sua história, seu contexto, e sua especificidade”. (p. 120) “[...] o rótulo, e o enquadre dificultam a inclusão escolar, pois a escola, percebe a criança pela sua especificidade e não pelas suas potencialidades, reportando a um modelo médico, cujo diagnóstico é o principal referencial de análise desta pessoa”. (p. 122)
“O AT pode ser considerado um mediador [...] leva a criança a agir com mais independência e autonomia” (p.123)
“[...] os Acompanhantes Terapêuticos, atuando nos diversos sistemas e contextos sociais da criança com deficiência mental focalizando esta pessoa nas relações, constitui-se como apoio, e desta maneira se insere no Paradigma de Suporte” (p. 124).
“O Acompanhante Terapêutico pode mediar a inclusão escolar da criança com Deficiência Mental, e tornar-se um profissional importante neste processo, mas há que se relevar uma atuação direcionada ao grupo de crianças que interagem com essa criança na sua especificidade e aos profissionais envolvidos nesse processo social”. (p. 124)
3- TIPO: DISSERTAÇÃO MACHADO, Valdirene. Repercussões da proposta "Educação Inclusiva" a partir do discurso de professoras de educação especial da rede pública estadual paulista. Dissertação de mestrado, USP-SP. Programa: Psicologia escolar e do desenvolvimento humano, 2003.
REFERENCIAL TEÓRICO Mazzotta, Mrech e Mantoan.
TIPO DE
PESQUISA/PROCEDIMENTOS Abordagem qualitativa. MODALIDADE DE ENSINO Ensino Fundamental.
SUJEITOS/OBJETO DE ESTUDO 18 educadoras, sendo 15 delas professoras das quatro áreas da deficiência (5 da área de DM; 4 da área de DA; 4 da área de DF e 2 da área de DV); 2 representantes da equipe técnico-administrativa das escolas (diretora e vice- diretora) e uma coordenadora pedagógica.
Análise das Resoluções Estaduais SE nº 247/1986 e SE nº 95/2000.
OBJETIVOS Analisar as repercussões da proposta denominada “educação inclusiva” pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo a partir do discurso de professores de educação especial.
CONCEPÇÃO DE INCLUSÃO
ESCOLAR “O discurso da educação inclusiva pode servir para a exclusão de todos, disfarçada de inclusão, se não forem tomadas medidas efetivas que garantam a legitimação da qualidade educacional para todos os que fazem parte do sistema regular de ensino e para os que ainda estão fora dele” (p. 25).
Considera que a legislação, em si, não garante efetivamente a inclusão escolar, que deve incluir a participação dos agentes educacionais enquanto protagonistas em todas as fases de sua elaboração. Coloca que cabe ao professor de educação especial um papel bastante amplo e imprescindível para o sucesso na efetivação da política inclusiva.
CONCEPÇÃO DE DEFICIÊNCIA
MENTAL/INTELECTUAL Não refere. POSIÇÃO DO AUTOR SOBRE A
INCLUSÃO ESCOLAR Favorável. Defende também a Educação Especial.
RESULTADOS “O discurso de educação inclusiva propagado pela Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, e presente na resolução em vigência, não está sendo seguido na prática nas escolas públicas pesquisadas”. (p. 182)
“As professoras especializadas enfatizaram a necessidade de uma política educacional comprometida de fato com a qualidade educacional oferecida a todos”. (p. 182)
“Constatou-se nos discursos das professoras e diretora, diferentes concepções a respeito do que significa o conceito de inclusão, variando de concepções mais próximas dos princípios de integração até aquelas que mais se aproximam dos princípios do movimento de inclusão escolar”. (p. 183)
“As professoras concluem que os princípios de educação inclusiva poderão se constituir em realidade apenas com uma política de inclusão social mais ampla. Advertem que as apropriações dos discursos sobre inclusão escolar constituem- se num modismo”. (p. 183)
“Quanto aos critérios de escolha relativos à qual professor de classe comum aqueles encaminhar, o juízo das educadoras pautou-se pelos aspectos humanos que pré-concebiam como elemento integrante dos princípios de ação daquele profissional, quanto à aceitação do aluno com deficiência em sua sala e à disposição e comprometimento em busca dos conhecimentos necessários a favorecer o processo de ensino-aprendizagem desse aluno”. (p. 185)
“Com relação ao fato de algumas professoras avaliarem o seu trabalho em classe especial estando em consonância com uma política que se pretende “inclusiva”, podemos considerar que o que pode estar orientando a concepção de trabalho dessas educadoras ainda conserva resquícios dos princípios de integração escolar, uma vez que a ênfase no processo de encaminhamento do aluno com deficiência à classe comum reside no próprio aluno, em seu nível de escolaridade e em suas limitações em decorrência do seu tipo de deficiência e grau de comprometimento”. (p. 185)
4- TIPO: DISSERTAÇÃO VOIVODIC, Maria A. M. de A. Inclusão de Crianças com Síndrome de Down em Classes Comuns de Escolas Regulares, com a Mediação do Projeto "Educar Mais 1": Análise de uma Experiência. Dissertação de mestrado, Universidade Presbiteriana Mackenzie, programa de pós-graduação: Distúrbios do Desenvolvimento Humano, 2003.
REFERENCIAL TEÓRICO Não refere.
TIPO DE
PESQUISA/PROCEDIMENTOS Pesquisa qualitativa. MODALIDADE DE ENSINO Ensino Fundamental.
SUJEITOS/OBJETO DE ESTUDO Profissionais que trabalham com o projeto (professores e coordenadores). OBJETIVOS Analisar um projeto em desenvolvimento, Projeto "Educar mais 1", de inclusão
de crianças com Síndrome de Down em classes comuns. CONCEPÇÃO DE INCLUSÃO
ESCOLAR Afirma a necessidade de manter o serviço da Educação Especial (cita) e a necessidade de recursos especiais para atender as necessidades educacionais especias (Cita, Mazzotta,Mrech) (p.29) e a inclusão “dentro dos limites” (Schwartzman).
Cita também Mantoan e afirma que: “[...] entendemos que uma mudança na maneira de ver a inclusão, deslocando o foco das características ou dificuldades do aluno para a forma de ensiná-lo [...]” (p. 30)
Concorda com Carvalho, que “sugere que seja deslocado o eixo das necessidades especiais para a remoção de barreiras à aprendizagem” (p. 30). CONCEPÇÃO DE DEFICIÊNCIA
MENTAL/INTELECTUAL Concepção histórico-cultural: “O ser humano é muito mais que sua carga biológica, e é através de interações com o meio e da qualidade dessas interações, que cada indivíduo se constrói ao longo de sua vida.” (p. 45) POSIÇÃO DO AUTOR SOBRE A
INCLUSÃO ESCOLAR Favorável.
RESULTADOS As escolas recebam a criança com deficiência, não estavam preparadas para atender às suas necessidades educacionais especiais, necessitando de um apoio ao professor.
A pesquisa evidencia a importância de um trabalho com os pais em um processo de inclusão, pois este é o primeiro contexto onde a criança deve estar incluída é a família.
Nas escolas, as principais mudanças apontadas foram: maneira de ver e lidar com a deficiência, atividades propiciadas ao grupo e organização da classe como um todo.
Nas famílias, as mudanças estão relacionadas à visão dos pais sobre a deficiência de seu filho e a forma de relacionarem-se com ele, valorizando suas possibilidades e estimulando sua autonomia.
Ficaram evidenciadas na pesquisa algumas dificuldades enfrentadas pelos profissionais que desenvolvem o projeto: o projeto ser mantido por uma associação de pais, tornando os pais seus próprios empregadores; problemas relacionais entre as pessoas envolvidas no projeto (profissionais, pais, educadores); os estereótipos em relação à deficiência (pais e educadores); a resistência às mudanças psicológicas e atitudinais (família e escola); o currículo adotado nas escolas e a interferência da mediação na dinâmica familiar. A análise dos dados mostra que, embora as escolas recebam a criança com deficiência, não estão preparadas para atender às suas necessidades educacionais especiais, necessitando de um apoio ao professor.
5- TIPO: TESE BARTALOTTI, C. C. TÍTULO: Nenhum de nós é tão esperto como todos nós. Construindo histórias de sucesso na inclusão de crianças com deficiência mental na creche. Tese de doutorado, PUC-SP, programa: Educação: Psicologia da Educação, 2004.
REFERENCIAL TEÓRICO Concepção histórico-cultural de Vygotsky TIPO DE PESQUISA Pesquisa Participante
MODALIDADE DE ENSINO Creche
SUJEITOS Quatro crianças com deficiência mental, que freqüentavam os grupos de 0 a 3 anos e 11 meses de idade em creche. Foram observadas, também, duas outras (de maneira não sistemática), uma por ter ingressado na creche na fase final da coleta de dados e outra por freqüentar o grupo de pré-escola.
OBJETIVOS Analisar o processo inclusivo de crianças com deficiência mental em uma Creche, visando a compreensão de fatores que levam à construção de ações de sucesso, entendidas como participação ativa nas atividades e situações que compõem a vida cotidiana da instituição, cumprimento satisfatório dos objetivos estabelecidos para o grupo em geral e para cada criança em particular, considerando-se as peculiaridades de seu quadro.
CONCEPÇÃO DE INCLUSÃO
ESCOLAR “a participação plena e com sucesso nas atividades pedagógicas desenvolvidas” “[...] podemos afirmar que a questão da inclusão da criança com deficiência na escola é algo muito maior do que uma mudança física (espacial) - não se trata apenas de inserí-Ias nos recursos regulares de educação, trata-se, antes, de mudar o lugar social que estas pessoas, até então, vinham ocupando. As concepções correntes, referendadas pelas práticas em curso, legitimam a noção de que esta parcela da população necessita de espaços e profissionais diferenciados” (p.30).
CONCEPÇÃO DE DEFICIÊNCIA
MENTAL/INTELECTUAL Deficiência mental estudada a partir do referencial teórico da teoria histórico cultural de Vygotsky, que aborda a deficiência mental como um processo, “entendida não como um diagnóstico estanque, tinha como pressuposto que seu processo de aprendizagem e desenvolvimento seria facilitado pela freqüência a ambientes regulares de educação nos quais a criança pudesse conviver com seus pares e vivenciar a riqueza das situações escolares”. (p. 152)
POSIÇÃO DO AUTOR SOBRE A
INCLUSÃO ESCOLAR Favorável.
RESULTADOS Oferecimento, ao educador de acesso a conhecimento que lhe permita elaborar estratégias de intervenção.
Desenvolver ações pautadas na vivência coletiva, na parceria e na interação com o educador, de forma a construir um contexto de significação que amplie a consciência de todos os nele envolvidos sobre o tema.
Necessidade da superação de barreiras atitudinais.
O ato de educar, quando relacionado aos espaços escolares, confunde-se com a transmissão seqüenciada de conteúdos pré-definidos, o que reduz muito o papel da educação formal.
Quanto ao papel da creche: mesmo no mini-grupos e no maternal, nos quais havia uma proposta de planejamento de ações e situações, essa ainda não encontrava respaldo em objetivos pedagógicos claros, o que resultava em ação pouco intencional por parte das educadoras.
Dificuldade de aceitação que se manifesta de duas formas: Por princípio, define- se que aquele lugar não é o da criança; e, generalização indevida que coloca a deficiência como incapacidade.
Superproteção, supervalorização das ações da criança como se estas fossem algo quase sobrenatural.
“Muitas vezes professores preocupados em ‘diagnosticar’ as defasagens da criança e, não raro, usando esse diagnóstico como critério para a definição das turmas.
“As ações segregadoras das quais a escola é acusada (e que, efetivamente, existem) não acontecem senão porque esta instituição reproduz, muitas vezes de maneira sistemática, concepções que definem a forma e o lugar que, acredita-se, que cada um deve ocupar na sociedade.” (p. 149)
Ocorreu sucesso na inclusão do grupo estudado: “as crianças estão freqüentando a escola, participando ativamente das propostas pedagógicas e, principalmente, aprendendo.” (p.152)
“A percepção sobre aquilo que o professor precisa saber deve ser definida de forma partilhada, ou seja, nascer das reflexões conjuntas sobre a prática cotidiana da instituição educacional [...] concepção de que a formação do educador se dá na inclusão e não para a inclusão”. (p.160)
“[...] a maior parcela de responsabilidade para se obter sucesso está nas mãos do educador, parceiro mais experiente na relação” (p. 161)
Quanto ao papel da creche: “mesmo no mini-grupos e no maternal, nos quais havia uma proposta de planejamento de ações e situações, essa ainda não encontrava respaldo em objetivos pedagógicos claros, o que resultava em ação pouco intencional por parte das educadoras.
O sucesso das ações inclusivas na escola só será possível por meio de “transformação de concepções e práticas, algo que é alcançado, sobretudo, na e
pela interação”. (p.164)
“As educadoras perceberam que conseguiam atuar junto às crianças, mesmo sem grande clareza dos caminhos a seguir, passaram a buscar, na pesquisadora e nas gestoras da creche informações mais sólidas e consistentes, que lhes permitissem agir de maneira mais efetiva em seu trabalho. Essa “sede” pelo conhecimento foi algo semeado durante esse processo de pesquisa.” (p. 162).
A coordenadora da creche, que anteriormente via-se envolvida pela burocracia institucional, reconstruiu uma parceria com os grupos, as crianças e com as professoras, buscando reconstruir uma parceria perdida e percebida como essencial.
O que se apresentou como estratégia de promoção da inclusão em uma instituição regular de educação foi uma ação que enfocou o processo de constituição mútua do educador e de seu aluno.”(p.164)
6- TIPO: DISSERTAÇÃO DIAS, Sueli S. O sujeito por trás do rótulo: significações de si em narrativas de estudantes de Ensino Médio com indicação de deficiência mental. Dissertação de mestrado, Universidade de Brasília-DF, programa: Psicologia Escolar e do Desenvolvimento, 2004.
REFERENCIAL TEÓRICO Perspectiva Histórico-cultural. Vygotsky.
TIPO DE
PESQUISA/PROCEDIMENTOS “Epistemologia qualitativa”. MODALIDADE DE ENSINO Ensino Médio.
SUJEITOS/OBJETO DE ESTUDO 03 jovens do sexo feminino e 09 do sexo masculino, com idades entre 17 e 24 anos, que cursam o 1º ou o 2º ano do Ensino Médio em escolas públicas em cinco cidades satélite e no Plano Piloto do Distrito Federal.
OBJETIVOS Investigar os processos de significação de si em estudantes do Ensino Médio com indicação de deficiência mental. Compreender a relação entre a indicação de deficiência mental e as interações no contexto social, familiar e escolar. Identificar as estratégias que contribuíram para promover condições de permanência e desenvolvimento na carreira escolar, a despeito de indicação de deficiência mental.
CONCEPÇÃO DE INCLUSÃO
ESCOLAR Não define. Cita Mazzotta e Bueno; faz o histórico do atendimento da Educação Especial no Brasil. CONCEPÇÃO DE DEFICIÊNCIA
MENTAL/INTELECTUAL As alterações que ocorreram nos significados em torno da deficiência mental, atenderam, a cada momento, às mudanças no campo de valores, às investigações científicas na área medica e educacional e às condições sociais e culturais de cada momento. (p. 40)
Vygostky postula que não se pode dizer que uma pessoa é deficiente mental de uma maneira generalizada. Há necessidade de se saber em que aspecto consiste a deficiência mental, visto que devido à complexidade do intelecto, qualitativamente não existe uma, mas várias diferentes formas de insuficiência intelectual. (p. 41)
Para além do que se diz sobre as deficiências, há que se pensar na pessoa, ou seja, as indagações devem ser: quais as características de subjetividade temos