indicando ao usuário uma visão geral sobre o conteúdo e as possibilidades que se desdobraram em outras mídias.
Foi adotada a lousa digital devido ao fato dela proporcionar a inserção da linguagem audiovisual no contexto escolar.
Essa tecnologia reflete a evolução de um tipo de linguagem que não é mais baseada somente na oralidade e na escrita, mas também é audiovisual e dinâmica, pois permite que o sujeito além de receptor, seja produtor de informações. Portanto, a escola deve aproveitar esses recursos tecnológicos que facilitam o trabalho com a linguagem audiovisual em sala de aula, permitindo a elaboração de aulas mais significativas e inovadoras (NAKASHIMA; AMARAL, 2006, p. 33).
Abaixo a figura 3 apresenta exemplos da adoção da lousa na concepção da videoaula criada para o público-alvo dos cursos supracitados, com base em aspectos da cibercultura.
Figura 5: Videoaula com suporte de Lousa Digital
Em outras palavras, o desenho de produção de gravação vídeos foi elaborado juntamente com o roteiro do vídeo, utilizando-se para isso a lousa digital (sensível ao toque) conectada a um notebook com uma câmera de conexão “USB”, um software para videoconferência e um software de gravação de tela. Com isso, concebeu-se um cenário onde o professor ao criar o vídeo educacional com base num modelo híbrido de educação. Ou seja, com esse desenho de produção é possível gravar pequenas videoaulas que incentivem a busca e autonomia do estudante, bem como se pode concomitantemente usar o ambiente de sala de aula como já é feito tradicionalmente, incluindo-se também o modo síncrono de educação a distância, fazendo com que outros participantes, em diferentes regiões geográficas, participem no exato momento em que ocorre a aula.
Pressuposto analisado: Há algum tipo de isolamento ou possibilidade de conexão
entre indivíduos do ciberespaço? Qual o propósito principal da hipermídia?
Observou-se que a aplicação realizada estimulou maior participação dos estudantes mesmo com o uso de uma mídia não fortemente interativa como o vídeo (ponto crítico em ambas as modalidades de ensino - presencial e a distância). O formato adotado instigou a colaboração entre os estudantes e tornou o contato e as trocas mais humanizadas, uma vez que houve identificação e sensação de pertencimento àquele espaço, como averiguado nas entrevistas.
Empregou-se também a técnica de sala de aula invertida, onde os estudantes puderam ter contato prévio com o conteúdo produzido, bem como leituras e links complementares voltadas para o assunto daquele encontro.
Nesse sentindo, cabe ressaltar que a sala de aula invertida é uma possibilidade de organização curricular diferenciada. Ela permite que o estudante seja sujeito da sua própria aprendizagem e que reconheça a importância do domínio dos conteúdos, cabendo ao professor ser o mediador entre o conhecimento elaborado e o estudante (SCHNEIDER, 2013).
Pressuposto analisado: Existem correlações entre as informações e o repertório do
público alvo?
O acompanhamento das atividades realizado por meio de um software de processamento analítico evidenciou a correlação entre o conteúdo e o conhecimento apresentado pelos estudantes nas atividades avaliativas, explicitado também pelo alto grau de engajamento dos mesmos.
Como resultado, sucintamente, percebeu-se: a) Melhoria com relação a adesão, baseado na experiência dos profissionais que ministraram o curso; b) Aprofundamento dos debates e relatos de experiências práticas, enfatizando-se constantemente o cruzamento e a relação entre a teoria e a prática; c) Contemplação dos objetivos de aprendizagem propostos nas videoaulas; d) Mudança no método de avaliação, feita de modo formativo (acompanhando o processo); e) entrega de uma resenha crítica por parte dos estudantes.
6. Considerações Finais
A educação nos moldes vitorianos, com aulas expositivas e grades curriculares, tem formado e capacitado cidadãos e mão de obra para o mercado. Porém, com o desenvolvimento socioeconômico e cultural das últimas décadas há uma defasagem no modelo pedagógico que tornam as aulas menos interessantes para uma parcela significativa de estudantes, bem como há uma deficiência no currículo que não atende satisfatoriamente as necessidades socioeconômicas da contemporaneidade.
A proposição de um modelo de vídeo educacional focado em alguns aspectos culturais e comportamentais relacionados ao Século XXI mostra-se como uma alternativa para solucionar essa lacuna temporal do modelo educacional atual, bem como pode ser visto como uma das iniciativas em vistas de amenizar a evasão nas diferentes modalidades de educação.
Nesse sentido, acredita-se que as diferenças e barreiras entre a educação presencial e a distância tende a diminuir devidos aspectos resultantes do incremento tecnológico e seus desdobramentos que influenciam outros setores da sociedade.
O modelo de educação híbrido, que mescla diferentes modalidades de educação, mostra-se como uma alternativa cada vez mais concreta para a atualidade e consequentemente, demanda a utilização de vídeos para sua execução - sendo este uma característica marcante da maneira do estágio evolutivo da internet nos últimos anos, mudando a maneira de se relacionar e aprender.
Por conseguinte, os estudos relacionados a sua produção devem tomar como parâmetros todo o conhecimento audiovisual adquirido através dos anos, bem como aspectos incorporados pela expansão da criação e uso de vídeos.
Por fim, constatou-se que o desenho de produção de vídeo, bem como o modelo e linguagem estética empregada nas videoaulas surtiram os efeitos almejados, cumprindo os objetivos de aprendizagem propostos. Por outro lado, sabe-se que os resultados apesar de relevantes e indicarem sintonia com aspectos da cibercultura, são incipientes e carecem de melhorias e estudos mais aprofundados que englobem outras realidades relacionadas ao setor da educação, para que com isso seja possível fornecer alicerces cientificamente seguros para promover o avanço do conhecimento e melhoria da qualidade da educação.
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