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No documento Eubactérias e Arqueobactérias (páginas 28-47)

Coqueluche é uma doença recorrente, de notificação compulsória ao Ministério da Saúde;

Principalmente nas crianças e nos idosos, ela pode evoluir para quadros graves com complicações pulmonares, neurológicas, hemorrágicas e desidratação;

De acordo com dados fornecidos pela OMS, em 2010, houve aumento significativo dos casos de coqueluche em adolescentes e adultos no Brasil. Na América Latina, eles praticamente triplicaram em cinco anos;

Casos de coqueluche costumam ser mais raros na vida adulta. No entanto, tosse seca e contínua por mais de duas semanas em jovens e adultos pode ser sinal de que

foram novamente infectados pela bactéria da tosse comprida, apesar de terem recebido a vacina na infância ou de terem ficado doentes.

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria- Estreptococo beta hemolítico do grupo A

Transmissão - A transmissão ocorre pelo contato direto com a saliva ou a secreção nasal de

pessoas doentes ou portadoras da bactéria que não apresentam sinais da enfermidade

Sintomas

* Febre alta nos primeiros dias, que vai baixando aos poucos nos dias subsequentes até desaparecer;

* Dor na garganta, que adquire coloração avermelhada;

* Erupção cutânea (exantemas): pequenas manchas vermelho-escarlate de textura áspera na pele que aparecem inicialmente no tronco, depois tomam a face, o pescoço, os membros, axilas e virilha, mas poupam as palmas das mãos, as plantas dos pés e ao redor da boca, e descamam com a evolução do quadro;

* Língua adquire o aspecto de framboesa, porque as papilas incham e ficam arroxeadas; * Mal-estar;

* Inapetência;

* Dor no corpo, de barriga e de cabeça; * Náuseas e vômitos

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria- Streptococcus pneumoniae

Transmissão - A transmissão ocorre pelo contato direto com a saliva ou a secreção nasal de

pessoas doentes ou portadoras da bactéria que não apresentam sinais da enfermidade.

Pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa

Sintomas

* Febre alta; * Tosse;

* Dor no tórax;

* Alterações da pressão arterial; * Confusão mental;

* Mal-estar generalizado; * Falta de ar;

* Secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada; * Toxemia;

* Prostração.

Profilaxia– Evitar contato com pessoas infectada, não se exponha a mudanças bruscas de temperatura, não fume, não beba em excesso..

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Meningococos, pneumococos e hemófilos

Transmissão- vias respiratórias ou associadas a

quadros infecciosos de ouvido

Sintomas– febre alta, mal-estar, vômitos, dor forte

de cabeça e no pescoço, dificuldade para encostar o queixo no peito e, às vezes, manchas vermelhas espalhadas pelo corpo. Esse é um sinal de que a infecção está se alastrando rapidamente pelo

sangue e o risco de septicemia aumenta muito. Nos bebês, a moleira fica elevada.

Profilaxia – vacina conjugada contra meningite por meningococo C, evitar contato com pessoas

infectada, não se exponha a mudanças bruscas de temperatura, não fume, não beba em excesso

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Clostridium tetani

Transmissão- Sob a forma de esporos, essa bactéria é encontrada nas fezes de

animais e humanos, na terra, nas plantas, em objetos e pode contaminar as pessoas que tenham lesões na pele (feridas, arranhaduras, cortes, mordidas de animais,etc.) pelas quais o micro-organismo possa penetrar.

Sintomas– A toxina produzida pela bactéria ataca principalmente o sistema

nervoso central. São sintomas do tétano rigidez muscular em todo o corpo, mas principalmente no pescoço, dificuldade para abrir a boca (trismo) e engolir, riso sardônico produzido por espasmos dos músculos da face. A contratura muscular pode atingir os músculos respiratórios e pôr em risco a vida da pessoa.

Profilaxia – Crianças até cinco anos devem receber a vacina tríplice contra tétano e, a partir dessa idade a vacina dupla (contra difteria e tétano) que também é

recomendada para os adultos e pode ser obtida em qualquer posto de saúde, limpar os ferimentos com água e sabão.

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Chlamydia trachomatis

Transmissão- A transmissão pode ocorrer sempre que houver lesões ativas na

conjuntiva pelo contato direto entre as pessoas, ou por contato indireto com mãos ou objetos contaminados (toalhas, lenços, produtos de maquiagem, etc.). Alguns gêneros de moscas, especialmente as domésticas e as conhecidas como lambe-olhos, podem transmitir a bactéria para uma pessoa sem a enfermidade,

mecanicamente, se pousarem sobre olhos infectados de um doente

Sintomas– sensação de corpo estranho nos olhos, prurido (coceira),

lacrimejamento, irritação, ardor, secreção mucopurulenta, hiperemia (olhos

vermelhos) e edema palpebral (inchaço). Surgem deformações na parte interna dos olhos, causando ulceras que destroem a córnea, causando a cegueira.

Profilaxia – Higiene pessoal, evitar dividir materiais de uso pessoal e caso tenha a doença iniciar o tratamento com medicamentos o mais rápido possível.

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Leptospira

Transmissão- É transmitida por animais de diferentes espécies (roedores, suínos,

caninos, bovinos) para os seres humanos. O contágio é feito pela contato direto com a urina contaminada ou água contaminada pela bactéria.

Sintomas– febre alta que começa de repente, mal-estar, dor muscular (mialgias)

especialmente na panturrilha, de cabeça e no tórax, olhos vermelhos (hiperemia conjuntival), tosse, cansaço, calafrios, náuseas, diarreia, desidratação, exantemas (manchas vermelhas no corpo), meningite, icterícia, hemorragias, complicações renais, torpor e coma são sinais da forma grave da doença, também conhecida como doença de Weil.

Profilaxia – Vacine seu animal, não deixe caixas d’água destampadas, lave bem os alimentos, use luvas e botas em regiões que possam ser reservatórios da bactéria.

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Vibrio cholerae

Transmissão- A transmissão é fecal-oral e se dá

através da água e de alimentos contaminados pelas fezes ou pela manipulação de alimentos por pessoas infectadas.

Sintomas– O principal sintoma é a diarreia volumosa,

que começa de repente, acompanhada por vômitos, mas raramente por febre e dores abdominais. As fezes são líquidas, acinzentadas sem odor fétido nem sinais de sangue ou pus. Em questão de poucas horas, a perda excessiva de água e de sais minerais nas evacuações pode resultar em desidratação grave,

baixa expressiva da pressão arterial, insuficiência renal e coma, que pode levar à morte.

Profilaxia – Saneamento básico e vacinação constante.

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Neisseria gonorrheae

Transmissão– Relação sexual, eventualmente, essa bactéria se dissemina pela

corrente sanguínea, agride as grandes articulações ou causa feridas na pele. Ela pode também ser transmitida para a criança pela mãe no momento do parto. A prática de sexo oral e de sexo anal pode levá-la para a região anal e da orofaringe, resultando em obstrução do canal anal e alterações da voz.

Sintomas– A partir do momento em que penetra no canal da uretra, a bactéria da

gonorreia provoca inflamação local, infecção, dor ou ardor ao urinar e saída de secreção purulenta através da uretra. Nos homens, em geral, a doença provoca sintomas mais aparentes (secreção purulenta, ardor, eritema), mas, nas mulheres, pode ser assintomática

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Treponema pallidum

Transmissão– Relação sexual, pode também ser transmitida verticalmente, da

mãe para o feto, por transfusão de sangue ou por contato direto com sangue contaminado.

Sintomas

1) sífilis primária – pequenas feridas nos órgãos genitais (cancro duro) que

desaparecem espontaneamente e não deixam cicatrizes; gânglios aumentados e ínguas na região das virilhas;

2) sífilis secundária – manchas vermelhas na pele, na mucosa da boca, nas

palmas das mãos e plantas dos pés; febre; dor de cabeça; mal-estar; inapetência; linfonodos espalhados pelo corpo, manifestações que também podem regredir sem tratamento, embora a doença continue ativa no organismo;

3) sífilis terciária – comprometimento do sistema nervoso central, do sistema cardiovascular com inflamação da aorta, lesões na pele e nos ossos

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Salmonella enterica typhi

Transmissão– via fecal-oral

Sintomas– febre prolongada, alterações intestinais que

vão da constipação à diarreia com sangue, cefaleia (dor de cabeça), falta de apetite, mal-estar, prostração,

aumento do fígado e baço, distensão e dores

abdominais, náuseas e vômitos. Em alguns casos, aparecem manchas rosadas no tórax e abdômen conhecidas por roseola tífica. Sem tratamento, esses sintomas se agravam e podem surgir complicações graves, como hemorragias abdominais e perfuração do intestino, com risco de o quadro evoluir para

septicemia, coma e morte.

Profilaxia – Vacinação, evite alimentos crus, lave bem as mãos e beba somente água fervida.

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Clostridium botulinum

Transmissão– Ingestão do alimento contaminado (enlatados).

Sintomas– visão dupla e embaçada, fotofobia (aversão à luz), ptose palpebral (queda

da pálpebra), tonturas, boca seca, intestino preso e dificuldade para urinar. À medida que a intoxicação evolui, o comprometimento progressivo do sistema nervoso se manifesta na dificuldade para engolir, falar e de locomoção. O mais grave de todos os sintomas do botulismo é a paralisia dos músculos respiratórios, que pode ser fatal

Professor: Fernando Stuchi

Tipo de Bactéria - Rickettsia rickettsii

Transmissão– É uma doença transmitida pelo carrapato-estrela ou micuim da

espécie Amblyomma cajennenseinfectado pela bactéria.

Sintomas– febre alta, dor no corpo, dor da cabeça, inapetência, desânimo. Depois,

aparecem pequenas manchas avermelhadas, as máculas, que crescem e tornam-se salientes, constituindo as maculopápulas. Essas lesões podem apresentar o

componente petequial (petéquia é uma pintinha hemorrágica parecida com uma picada de pulga) e, às vezes, ocorrem pequenas hemorragias subcutâneas no local das maculopápulas petequiais. A erupção cutânea é generalizada e manifesta-se também na palma das mãos e na planta dos pés, o que em geral não acontece nas outras doenças exantemáticas (sarampo, rubéola, dengue hemorrágico, por

exemplo).

Professor: Fernando Stuchi

A evolução nos trouxe mais do que os genes humanos; com ela vieram os genes dos microrganismos que vivem em simbiose conosco. A esse conjunto de simbiontes damos o nome de

microbioma.

Tidos no passado como simples parasitas de nossas entranhas, o

microbioma hoje é considerado parte intrínseca da condição humana.

Enquanto um homem de70 kg é formado por cerca de 70 trilhões de células, apenas em seu tubo

gastrointestinal vivem pelo menos 100 trilhões de bactérias.

Professor: Fernando Stuchi

O Projeto Genoma nos trouxe técnicas de sequenciamento que permitem

identificar os genes, sem a necessidade de preparar meios de cultura para

bactérias desconhecidas e exigentes.

Os resultados desses sequenciamentos mostraram que, enquanto herdamos dos pais 20 a30 mil genes, existem em nosso organismo 3 milhões de genes

bacterianos. Na verdade, o que chamamos de corpo humano é um

ecossistema, atualmente analisado com ferramentas muito semelhantes às dos ecologistas que estudam florestas ou o fundo do mar

Professor: Fernando Stuchi

Para ilustrar as interações entre o microbioma e os órgãos humanos, vamos citar o caso de uma bactéria que os australianos Barry Marshall e Robin Warren descreveram na década de 1980: o Helicobacter pylori, uma das únicas capazes de sobreviver no meio ácido do estômago;

Quando o suco gástrico está excessivamente ácido, ocorre ativação do gene cagA do Helicobacter, que controla a síntese de proteínas capazes de reduzir a liberação de ácido pela mucosa gástrica. Infelizmente, essa atividade tem o inconveniente de

provocar ulcerações, em pessoas suscetíveis;

O H. pylori participa da regulação da quantidade de grelina produzida quando o

estômago se distende. Erradicá-lo comprometeria um dos mecanismos de controle do apetite.

No documento Eubactérias e Arqueobactérias (páginas 28-47)

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