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A seguir neste item serão vistos os diversos fluxos dentro do escopo deste estudo.

6.3.1. Fluxos Virtuais

Com base no que foi relatado até agora e para que se possa prosseguir na análise, definem-se agora dois fluxos virtuais básicos. O primeiro fluxo é composto de informação que se relaciona com Comunicações, onde o valor agregado é o de Tempo, pois permite que se conheçam dados ou informações sobre música, os seus preços, os locais para aquisição, para ouvir as rádios de Internet ou DABs (Digital Audio Broadcasting Transmissão Digital de Audio), os Portais de Música e as redes sociais, além das e-vistas (revistas eletrônicas) (PARIKH, 1999; WILLIAMSON e CLOONAN, 2007; IFPI, 2009b; WILLIAMSON et al., 2003; WENDEL, 2008).

FIGURA 23: Rede simplificada de Oferta e Demanda Digital de música, ressaltando o sistema de fluxos virtuais (comunicações e logística e em especial os transportes) de

O segundo fluxo é o de transportes de ativos digitais, relacionado com a agregação de valor de Tempo e Espaço na música digital. Considerado como um ativo digital que precisa unicamente de uma interface física que transforme o código digital em formato audível (SADLER, 1997; PARIKH, 1999; GRAHAM e HARDAKER, 2003; WEHLAGE, 2008) e que trafega de um CDN (Content Delivery Network), através de um ISP/IBP, para o celular, o computador pessoal ou outro equipamento de recepção de um consumidor que o:

 adquire por meio de uma loja virtual, portal de música ou rede sociais; ou

recebe gratuitamente por meio de um site de um artista, site de loja virtual, rede social etc. (os promotores tradicionais ficam excluídos, salvo que tenham uma interface na Internet/Web e vendam ativos digitais, além de CDs como e-tailer (PARIKH, 1999)); ou

transfere por uma rede P2P, F2F, VPN ou site “one click”, sem autorização do processo de DRM.

FIGURA 24: Rede simplificada de Oferta e Demanda Digital de Música, ressaltando o Sistema de logística e em especial os transportes de música digital na Internet/Web. Fonte:

o autor.

Como se pode ver na Figura 23, os traços contínuos entre todos os atores representam os fluxos virtuais tanto de informações (Comunicações) quanto de tráfego de ativos digitais de música (Transportes). São os fluxos identificados no Capítulo 3.

A Figura 24 apresenta apenas o fluxo de transporte desmembrado. Pode-se perceber que praticamente todo o processo está concentrado na estrutura da Internet/Web. Ressalta-se que, no caso das Rádios ou DABs, o fluxo de transporte inicia-se com o ativo digital sendo enviado pelo agrupamento de artistas ou de produtoras, mas este poderá ser difundido diretamente pela rádio baseada em um CDN. Com a tecnologia atual, é possível gravar o streaming, com isso se tornando em um ativo digital sem pagamento de direitos autorais, seja para uso pessoal seja para ser disponibilizado nas redes P2P, F2F, VPN ou “one click”.

6.3.2. Fluxos Financeiros

Os fluxos financeiros da Digital Supply Chain, com base na revisão da literatura, podem ser vistos na Figura 25. Os fluxos financeiros nesse setor são extremamente complexos. Não se busca, nesta pesquisa, defini-los a todos, mas os principais relacionados com ativos digitais na Internet/Web (excluindo os e-tailers).

FIGURA 25: Rede simplificada de Oferta e Demanda digital de música, ressaltando o fluxo financeiro na Internet/Web. Fonte: o autor.

6.3.3. Fluxos de Serviços

Seguindo os mesmos princípios das análises anteriores baseadas na pesquisa da literatura disponível, o fluxo dos serviços pode ser visto na Figura 26. Os fluxos em verde são os serviços provenientes dos prestadores para trás, para, no final, servir aos agrupamentos de produtores e artistas. No sentido contrário deste fluxo, pode-se ver em vermelho o fluxo para servir o consumidor.

FIGURA 26: Rede simplificada de Oferta e Demanda digital de Música, ressaltando o Fluxo de serviços na Internet/Web. Fonte: o autor.

7. MÉTODO APLICADO AO PROBLEMA

Neste capítulo será inicialmente apresentada a justificativa do método usado, a descrição e as observações específicas relacionadas aos procedimentos metodológicos deste estudo.

7.1. Justificativa do Método aplicado ao Problema

Justifica-se o uso do método de estudo de caso nesta pesquisa porque se busca entender a dinâmica presente em contextos individuais (EISENHARDT, 1989). Investigou-se um fenômeno contemporâneo, como a rede de oferta e demanda digital de música, em seu contexto real, especialmente nessa situação em que se encontram as fronteiras entre o fenômeno de Digital Supply Chain e o contexto da Web/Internet: não evidentemente claras (YIN, 2009).

Também de acordo com Ellram (1996) e Yin (2009), esta é uma pesquisa eminentemente qualitativa e descritiva em que se procura responder à pergunta “Como funciona a

logística e especificamente o transporte de ativos digitais de música da Digital Supply Chain?”, uma típica questão de estudos de caso descritivos. Acrescente-se a isso

que o grau de controle do pesquisador sobre os eventos reais comportamentais é limitado; o foco foi em eventos atuais e se buscou entender um caso mais profundamente (YIN, 2009). Portanto, desenvolveu-se um estudo de caso descritivo em que se buscou fazer uma descrição completa do fenômeno em seu contexto.

Esta abordagem procurou o entendimento da logística e em especial dos transportes da Digital Supply Chain, baseando-se em múltiplas fontes de evidências (triangulação de informações), procedimentos, métodos ou ferramentas científicas para a coleta de dados e informações (protocolo de pesquisa), o que assegurou que os fatos fossem realmente verdadeiros (MEREDITH, 1998). Tais fontes de evidências deram-se por observação

direta, entrevistas, documentos em arquivos públicos ou privados físicos ou disponíveis na internet (VOSS et al.,2002).

A seguir, detalham-se a justificativa do método e os procedimentos desta tese.