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4. FLUXO DE PACIENTES EM MINAS GERAIS EM 2002

4.2 Fluxos Segundo Municípios e Microrregiões de Saúde

O fluxo entre as microrregiões apresenta um comportamento diferenciado segundo o tipo de procedimento. As internações por procedimentos de alta complexidade e de psiquiatria não se deram em algumas microrregiões. No caso das internações por procedimentos de psiquiatria, diferentemente das internações por outros tipos de procedimentos, a microrregião Belo Horizonte/Nova Lima/Caeté parece não desempenhar papel muito relevante como principal destino. Já com relação às internações por procedimentos de alta complexidade, a microrregião Belo Horizonte/Nova Lima/Caeté desempenha importante papel, com destaque para Belo Horizonte. Outras microrregiões que se destacaram como destinos dos fluxos de pacientes para tratamento de alta complexidade foram Passos/Piumhi, Poços de Caldas, Juiz de Fora/Lima Duarte/Bom Jardim de Minas, Montes Claros/Bocaiúva, Uberaba e Uberlândia/Araguari (TAB. A4 do Anexo).

Das microrregiões, aproximadamente 39% não registraram internações de alta

complexidade10. No caso dos procedimentos de média complexidade, todas as

microrregiões registraram internações. As internações de procedimentos estratégicos ocorreram em todas as microrregiões, com exceção da de Nanuque. Já as internações por

procedimentos de psiquiatria ocorreram em apenas 28% das microrregiões11 (TABs. A4 a

A7 do Anexo).

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As seguintes microrregiões não registraram internações de alta complexidade em 2002: Três Corações, Três Pontas, Conselheiro Lafaiete/Congonhas, Diamantina, Minas Novas/Turmalina, Bom Despacho, Itaúna, Caratinga, Mantena, Peçanha, Resplendor, Além Paraíba, São João Nepomuceno/Bicas, Brasília de Minas/São Francisco, Coração de Jesus, Francisco Sá, Janaúba/Monte Azul, Januária, Pirapora, Unaí, Águas Formosas, Almenara, Araçuaí, Itaobim, Nanuque, Padre Paraíso, Pedra Azul, Frutal/Iturama e Ituiutaba. 11

As microrregiões que registraram internações de procedimentos de psiquiatria foram Alfenas/Machado, Itajubá, Lavras, Passos/Pihumhi, Poços de Caldas, Pouso Alegre, São Sebastião do Paraíso, Barbacena, Belo Horizonte/Nova Lima/Caeté, Divinópolis, Ipatinga, Carangola, Juiz de Fora/Lima Duarte/Bom Jardim

Os municípios encaminham a maior parte de seus pacientes residentes para tratamento de saúde de alta complexidade, sendo que cerca de 88% dos municípios encaminham 100% dos seus pacientes residentes para outros municípios. Já no caso das internações de procedimentos de média complexidade, os municípios encaminham um menor volume de pacientes residentes a outros municípios, mas aproximadamente 50% dos municípios encaminham 100% dos seus pacientes residentes (FIGs. 5 e 6).

Nas internações por procedimentos de psiquiatria, assim como nas de alta complexidade, há um grande número de municípios (cerca de 86% dos municípios de Minas Gerais) que encaminha 100% dos seus pacientes residentes. Relativamente às internações referentes aos procedimentos estratégicos, um número elevado de municípios (aproximadamente 69%), mas inferior ao observado para os procedimentos de alta complexidade e de psiquiatria, encaminha 100% dos seus pacientes residentes (FIGs. 7 e 8).

Minas, Leopoldina/Cataguases, Montes Claros/Bocaiúva, Patos de Minas, Araxá, Uberaba, Ituiutaba, Patrocínio/Monte Carmelo e Uberlândia/Araguari.

FIGURA 5

Porcentagem de pacientes residentes encaminhados em relação ao total de internações envolvendo procedimentos de alta complexidade, segundo Municípios de Minas Gerais,

FIGURA 6

Porcentagem de pacientes residentes encaminhados em relação ao total de internações envolvendo procedimentos de média complexidade, segundo Municípios de Minas Gerais,

FIGURA 7

Porcentagem de pacientes residentes encaminhados em relação ao total de internações envolvendo procedimentos estratégicos, segundo Municípios de Minas Gerais, 2002

FIGURA 8

Porcentagem de pacientes residentes encaminhados em relação ao total de internações envolvendo procedimentos de psiquiatria, segundo Municípios de Minas Gerais, 2002

Quando se faz uma análise da porcentagem de pacientes recebidos em relação ao total de internações dos municípios de Minas Gerais, observa-se, como já era esperado, que um pequeno número de municípios recebe pacientes não residentes para internações de alta complexidade. Do total de municípios de Minas Gerais, aproximadamente 96% não receberam qualquer paciente não residente para internação de alta complexidade (FIG. 9). Mas, como visto na FIG. 9, a maior parte dos municípios encaminha todos os seus

pacientes residentes para outros municípios12. Os quatro municípios que apresentaram uma

porcentagem entre 75% e 100% de internações de pacientes não residentes em relação ao total de internações são Nova Lima, Ponte Nova, Varginha e Carangola.

O recebimento de pacientes não residentes para internações de média complexidade se mostrou menos concentrado que aquele para internações de alta complexidade, mas ainda assim há um grande número de municípios que recebem menos de 25% de pacientes não residentes, sendo que aproximadamente 55% dos municípios de Minas Gerais não receberam qualquer paciente não residente (FIG. 10). Neste caso, também cabe mencionar que há municípios que encaminham todos os seus pacientes residentes para outros municípios. O município que mais recebeu pacientes não residentes em relação ao total de internações de procedimentos de média complexidade (cerca de 90%) foi o de Ibirité.

12

Os municípios de Oliveira, Salinas, Taiobeiras e Vespasiano registraram, cada um, apenas uma internação de procedimentos de alta complexidade e esta foi de pacientes não residentes, o que gerou distorções, com esses municípios apresentando uma porcentagem de 100% de pacientes não residentes em relação ao total de internações. Para não prejudicar a análise do mapa, optou-se por não considerar esses municípios.

FIGURA 9

Porcentagem de pacientes não residentes recebidos em relação ao total de internações, envolvendo procedimentos de alta complexidade, segundo Municípios de Minas Gerais,

FIGURA 10

Porcentagem de pacientes não residentes recebidos em relação ao total de internações, envolvendo procedimentos de média complexidade, segundo Municípios de Minas Gerais,

Em se tratando dos procedimentos estratégicos, 83% dos municípios não receberam

nenhum paciente não residente13. Mas, como já ressaltado, há um grande volume de

municípios que encaminha 100% dos seus pacientes residentes ou um volume próximo a esse (FIG. 11).

Entre os municípios que mais receberam pacientes não residentes, em relação ao seu total de internações de procedimentos estratégicos, estão Carangola, Mateus Leme, Guanhães,

Moema e Estrela do Indaiá14.

Em Minas Gerais, há alguns municípios que se destacam no atendimento de psiquiatria. Dessa forma, esperava-se que haveria um grande número de municípios que não recebessem pacientes não residentes, os quais se destinariam a municípios específicos. A FIG. 12 confirma o esperado: 98% dos municípios não receberam nenhum paciente não residente e menos de 1% dos municípios (Alfenas, Carangola, Leopoldina e Matias Barbosa) atenderam de 75% a 100% de pacientes não residentes em relação ao seu total de internações de psiquiatria.

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Houve municípios (Ipanema e Medina) que apresentaram duas internações referentes a procedimentos estratégicos e as duas de pacientes não residentes. Outro município (Rio Piracicaba) registrou uma internação de procedimentos estratégicos e a mesma foi de um paciente não residente. De forma a evitar distorções na análise, optou-se por não considerar esses municípios.

14

Os municípios de Cabo Verde, Ibertioga e Machacalis estão entre esses municípios, mas como o volume total de suas respectivas internações por procedimentos estratégicos é pequena, acreditou-se não ser relevante mencioná-los.

FIGURA 11

Porcentagem de pacientes não residentes recebidos em relação ao total de internações envolvendo procedimentos estratégicos, segundo Municípios de Minas Gerais, 2002

FIGURA 12

Porcentagem de pacientes não residentes recebidos em relação ao total de internações envolvendo procedimentos de psiquiatria, segundo Municípios de Minas Gerais, 2002

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