1 OBJETIVOS, FINALIDADE E JUSTIFICATIVA
ELEMENTOS DA PESQUISA
3.4 Fontes e Locais das Buscas
Os locais de busca foram das mais variadas modalidades, a saber: livrarias e sebos, bibliotecas e arquivos, cartórios e tabelionatos, cúrias diocesanas e metropolitanas, cemitérios (públicos e particulares), bem como sites da Internet. Os locais de busca se situaram em Santa Maria, Nova Palma, Cachoeira do Sul, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
Os locais das buscas foram: Casa de Memória Edmundo Cardoso, Biblioteca Pública Municipal de Santa Maria, Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), bibliotecas setoriais do Centro de Artes e Letras (CAL) e do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH) da UFSM, Biblioteca do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA), Arquivo Público Municipal de Santa Maria (APMSM), Arquivo da Casa Provincial dos Palotinos, Arquivo da Cúria Metropolitana de Santa Maria, Sebo Café, Arquivo do Cemitério Ecumênico Municipal de Santa Maria, Centro Genealógico de Nova Palma, Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul, Arquivo do Cemitério das Irmandades de Cachoeira do Sul, Arquivo da Cúria Diocesana de Cachoeira do Sul, Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Arquivo da Cúria Metropolitana de Porto Alegre, Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul (Porto Alegre), Arquivo da Cúria Diocesana de Cruz Alta, Arquivo da Cúria Metropolitana de São Paulo e Arquivo Nacional (Rio de Janeiro, via Internet). Acabou não ocorrendo a consulta aos arquivos das cúrias de Bagé, Uruguaiana, Santo Ângelo e Cruz Alta.
Foram consultados cartórios e tabelionatos, a saber: 1º e 2º tabelionatos e Registro de Imóveis de Santa Maria, Notarial de Camobi/Arroio do Sol, Silveira Martins, São Martinho da Serra, Dilermando de Aguiar, São Pedro do Sul, Cachoeira do Sul e Cruz Alta. Os cemitérios visitados foram urbanos e rurais (uns inclusive abandonados), públicos ou particulares, a saber: o Ecumênico Municipal de Santa Maria, Pau-a-Pique, Caturrita, São José, Santa Rita, Arroio do Só/Sol, Palma, Tronqueiras, Água Boa, Arenal, Sarandi, Pau Fincado, Passo da Porteira, o Cemitério das Irmandades de Cachoeira do Sul e outros.
As entrevistas, com os informantes para o levantamento de dados, deram-se, em residências, mediante agendamento prévio ou abordadas em encontros casuais, como na rua, cafés, locais de trabalho ou em outros espaços. A lista completa dos informantes/entrevistados estará incluída na finalização do inventário biograficogenealógico.
No tocante ao tipo e modalidade, as fontes consultadas foram: a) os documentos originais (fontes primárias) dos arquivos públicos, paroquiais e particulares, disponibilizados nas cúrias diocesanas e metropolitanas, arquivos e residências; b) artigos disponibilizados na internet, trabalhos acadêmicos (monografias, dissertações e teses), artigos de periódicos e livros da historiografia (fontes secundárias e terciárias) e c) entrevistas (semiestruturadas) baseadas na memória oral familiar ou comunitária (fontes primárias, secundárias ou terciárias).
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Na maioria dos casos, o telefone foi o meio para agendar as entrevistas. Em alguns casos e situações, utilizou-se do telefone para se obter informações; mas normalmente, quando viável, as entrevistas eram realizadas pessoalmente, como o recomendado.
As fontes (primárias, secundárias e terciárias) compreendem:
• Documentos arquivísticos gerais: livros de registro civil e paroquial (certidões e assentos de nascimento, batismo, casamento e óbito, lembranças de batismo e falecimento), livros de sepultamento (cemitérios), registro de imóveis, inventários, testamentos, escrituras, atas, correspondências, diplomas, títulos, declarações, currículos, súmulas biográficas, mapas/maços de população (antigos censos demográficos), cartas e mapas geográficos, apontamentos, notas fiscais, listas telefônicas, passaportes, carteiras, diários, agendas e bilhetes, fotografias/retratos, ilustrações, microfilmes e placas de rua;
• Mapeamentos genealógicos das gerações;
• Livros, cadernos, álbuns, anais, artigos, monografias, dissertações e teses; • Periódicos (jornais, revistas e almanaques);
• Lápides de túmulos/jazigos;
• Blogs, home pages, portais, comunidades virtuais e sites – páginas da internet;
• Pessoas entrevistadas (informantes).
As informações obtidas e organizadas desta forma, constituíam-se o próprio inventário biograficogenealógico, servindo tanto de banco de dados para construir a discussão sobre os resultados, na elaboração da dissertação, como de produto da própria pesquisa. De modo que, ao mesmo tempo, as finalidades da pesquisa foram a dissertação enquanto trabalho acadêmico (que dali sairá um livro) e o inventário como produto, a ser posteriormente difundido, cumprindo os quesitos e propósitos do Mestrado Profissional em Patrimônio Cultural.
No tocante aos livros da historiografia consultada que mencionam o guarda-mor e família, aborda-se do modo a seguir. No início dos estudos, não se imaginava que existisse literatura relativamente considerável a respeito do guarda-mor e a família, ainda que, em sua grande maioria, de modo rarefeito, não aprofundado ou um tanto superficial. As expectativas eram mínimas, quanto ao encontrar livros que abordassem algo sobre o guarda-mor. Gradativamente, foi-se vislumbrando um cenário um tanto diferente.
Por outro lado, considerando aqui principalmente os campos da
Arquivologia/Arquivística e da História, uma aparente simples e pequena informação pode abrir portas rendosas para o desenvolvimento da pesquisa. As primeiras citações a mencioná- los, estas, importantes referências da histografia local, são os livros dos historiadores João Belém (1933) e ROMEU BELTRÃO (1958, 1979), este, quadra/tetraneto do guarda-mor.
Existem três trabalhos que tratam dos distritos de Santa Maria. Há duas obras de Irene Fernandes dos Santos, que mencionam ramificações do Ramo Teixeira Penna: um material datilografado que aborda os distritos de Santa Maria (1984) e um livro sobre o Distrito de Pains (2009). Há também um livro de Eneida Izabel Schirmer Richter (1997), sobre o Distrito de Arroio do Sol, que menciona o guarda-mor e a família do estudo.
Quanto à historiografia, foram consultadas obras referentes aos municípios da Região, com intuito de encontrar dados a respeito de descendentes do guarda-mor, como: Cachoeira do Sul, Restinga Seca, Silveira Martins, Santa Maria, São Gabriel, São Martinho da Serra, Júlio de Castilhos, Tupanciretã, Cruz Alta, Santiago, Bossoroca, São Luiz Gonzaga, Santo Ângelo, Carazinho e Passo Fundo. Por outro lado, foram consultados diversos livros sobre a formação do Rio Grande do Sul, especialmente relacionada com a Região Central e Missões.
Ultimamente, há na literatura da História da Quarta Colônia Italiana, três livros que fazem referência ao guarda-mor, em função dos filhos que se estabeleceram no Vacacaí- Mirim, hoje Distrito da Palma: Município de Santa Maria, especialmente JOSÉ FERNANDES PENNA, proprietário da Fazenda da Palma, mencionando ajuda (levando-se em conta a proximidade geográfica) por ele dada aos primeiros imigrantes, ao chegarem à Colônia de Silveira Martins (1877/78). O primeiro livro, o de Breno Sponchiado (1996), sobrinho do Pe. Luizinho Sponchiado, o segundo, um de Severino Tranquilo Bellinaso (2000) e o outro, de José Vicente Righi, Edir Lúcia Bisognin e Valmor Torri (2001).
Recentemente, surgiu um livro, sendo uma dos autores Ana Lúcia Aguiar Melo (2011), que traz um estudo sobre a formação da comunidade remanescente do Quilombo
Arnesto Penna Carneiro, situada na hoje Localidade dos Evangélicos, Distrito da Palma:
Município de Santa Maria, que se formou com descendentes de escravos do guarda-mor e de filhos (JOSÉ FERNANDES PENNA e possivelmente FRANCISCO FERNANDES PENNA). A obra elucida (mais detalhada que as outras) a respeito da origem e dados biograficogenealógicos do casal e família, bem como da inicial formação dos clãs e o desenvolvimento socioeconômico, advindo de sua evolução patrimonial – escravos e bens móveis e imóveis. Há muitos outros trabalhos da histografia local e regional que citam descendentes nas diversas gerações, necessitando uma minuciosa ação de garimpagem.
A construção do inventário biograficogenealógico foi impulsionada pelo acesso às obras realizadas por outros autores, adiante mencionados. Graças aos trabalhos genealógicos encontrados, foi possível identificar alguns clãs e dar a arrancada inicial ao estudo, servindo de esboço – esqueleto/croqui – ponto de partida ao inventário biograficogenealógico.
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Os clãs foram: Silva Cezimbra (F1), Martins Beltrão (F4), Fernandes Penna (F6) e Teixeira Cezar (F8). Nestes clãs, observou-se maior facilidade para identificar e obter informações e considerável número de descendentes e disseminação na Região, e difusão e participação na sociedade, referenciada na historiografia. A descoberta e identificação dos integrantes tiveram grande impulso com os estudos préexistentes. Se não, seria muito difícil deslanchar o inventário biograficogenealógico, devido à larga e esparramada descendência.
Um trabalho genealógico feito por JOÃO ANTONIO DA SILVA CEZIMBRA, auxiliado por VALDOIR QUINHONES CEZIMBRA, estes, quadra/tetranetos do guarda-mor, incluído no final do livro sobre o bisneto JOÃO CEZIMBRA JACQUES, organizado pelos professores Júlio Ricardo Quevedo dos Santos e Orlando Fonseca (2000), serviu para desenvolver o clã dos Silva Cezimbra (F1). Um material genealógico datilografado feito pelo quadra/tetraneto ROMEU (CALDERAN) BELTRÃO (por volta de 1969), serviu para desenvolver o clã dos Martins Beltrão (F4). Um trabalho genealógico do quadra/tetraneto WILSON BOTTEGA ALVES (1995), uns apontamentos digitalizados pelo pentaneto LUIZ ROBERTO LOVATTO ALVES (2001), outro material genealógico, em manuscrito, escrito pelo trineto JOSÉ PEDRO BARCELLOS PENNA (1962 ?), um trabalho genealógico sobre a descendência do Barão de Candiota (Família Chagas), realizado por Ivon Chagas da Rocha (1997), auxiliado pelo irmão Victor Antonio Chagas da Rocha c.c. a quadra/tetraneta ODETE D‟ÁVILA ROCHA, serviram para desenvolver ramos do clã dos Teixeira Cezar (F8). Há importantes trabalhos genealógicos do Coronel Osvaldo Bittencourt Menna Barreto (2003), tratando-se do Visconde de São Gabriel (Família Menna Barreto), e de Tácito Remi de Macedo van Langendonck (1970), tratando-se do Visconde do Serro Formoso (Família Macedo), onde abordam inclusive ramos do clã dos Teixeira Cezar (F8).
Foram importantes, também, as buscas no sistema genealógico (Estudos de Família) dos Mórmons, por meio dos seguintes caminhos: a) sites disponíveis a todos, como o Family
Search; b) site somente disponível para os membros da Igreja de Jesus Cristo do Santos dos
Últimos Dias (Mórmons), portanto, nesta modalidade, as buscas são feitas conjuntamente (o pesquisador junto com um membro da igreja, experiente em Genealogia) e c) mediante encomenda de microfilmes (o que pode demorar). Todavia, muitos arquivos paroquiais não são disponibilizados para serem microfilmados, dificultando as buscas.