379. A vida e o ministério do presbítero exigem atualização no campo da fi losofi a e teologia, como também em outros campos do saber. O mundo da ciência e da técnica exige do presbítero uma verdadeira especialização que no seu rigor possa discernir a presença do Verbo, ajudar o homem moderno no confronto com as realidades que o desafi am e nelas dar testemunho do Evangelho.
380. A urgência na formação de presbíteros qualifi cados para o trabalho pastoral no mundo de hoje contrasta com a es- cassez de formadores e com a defasagem que se nota, em muitos seminários e institutos, entre os métodos de ensino e aprendizagem, as referências pedagógico-formativas e as exigências de renovação (DPES, n. 6-11). Cada Diocese ou Província Eclesiástica deve empenhar-se, de modo es- pecial, na escolha e qualifi cação de presbíteros que assu- mam, com alegria e dedicação, a tarefa da formação, “num contexto de formação permanente como fi éis discípulos e missionários”.48
381. Os Bispos devem “destinar para essa tarefa seus sacerdotes mais aptos, depois de prepará-los mediante formação espe- cífi ca que os capacite para missão tão delicada” (EAm, n. 40).
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“Seu testemunho e preparação são decisivos para o acom- panhamento dos seminaristas” (DAp, n. 317). O Bispo, pois, com seu presbitério, escolha presbíteros para tra- balhar como formadores dos futuros padres, proporcio- nando-lhes oportunidades de preparo qualifi cado; ofereça suporte e demonstre apoio aos formadores. Evitem-se a precipitação e a improvisação na escolha de formadores e professores.
382. Na escolha dos formadores e educadores em geral levem- se em conta os seguintes critérios: espírito de fé e testemu- nho de vida, manifestados na alegria da dedicação total a Cristo e à sua Igreja; fi delidade ao magistério eclesial; experiência pastoral; espírito de comunhão e disposição para trabalho em equipe; maturidade humana e equilíbrio psíquico; capacidade de amar e ser amado, manifestada na atitude de paternidade espiritual para com os formandos; disponibilidade para ouvir e dialogar; atitude positiva e crítica diante da cultura atual (DPES, n. 26-42).
383. Requer-se dos presbíteros candidatos a uma especialização acadêmica que testemunhem comunhão com a Igreja dio- cesana, comprovada experiência pastoral-missionária e de- monstrado ao longo da vida acadêmica sinais claros de va- lorizar a pesquisa, gostar de ensinar e trabalhar em equipe. 384. Considerando a formação dos presbíteros, em todas as suas
dimensões, a preparação acadêmica qualifi cada dos forma- dores e professores dos seminários e institutos de fi losofi a e teologia exige das dioceses constante atenção, sacrifícios pastorais e investimento econômico. As dioceses que man- têm seus próprios institutos possibilitem aos professores das diversas áreas da fi losofi a e da teologia a preparação devida e os respectivos títulos acadêmicos (RFIS, n. 34).
“É necessário contar em cada Seminário com número sufi - ciente de professores bem preparados” (DAp, n. 323). 385. O Brasil e outros países da América Latina contam com
muitos cursos de especialização, mestrado e doutorado nas diversas áreas da fi losofi a, teologia e ciências afi ns. Estes cursos oferecem a vantagem de refl etirem mais o contexto social e a vida pastoral da Igreja do Brasil e da América Latina e Caribe.
386. As dioceses e congregações religiosas cuidem de encami- nhar para estudos científi cos ou de pós-graduação, em universidade do País ou do exterior, um conveniente nú- mero de presbíteros. Valorize-se o Colégio Pio Brasileiro, mantido em Roma pela CNBB para facilitar a realização dos estudos de especialização e pós-graduação por par- te de candidatos idôneos e com comprovada experiência pastoral, considerando-se, especialmente, a qualidade e a variedade dos cursos oferecidos pelas universidades romanas.
387. Além da diversidade de cursos oferecidos no país e no exterior, as dioceses podem contar com o serviço da Con- ferência Nacional dos Bispos do Brasil, que, através da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), continuará promovendo cursos de aperfeiçoamento e atu- alização para os formadores, inclusive de seminários me- nores e propedêuticos, bem como cursos básicos no campo doutrinal, pastoral, humano-afetivo, espiritual, pedagógi- co e intelectual, levando em conta as linhas fundamentais da formação sugeridas pelos documentos da Igreja (DPES 53-59). “Os cursos de formadores que se têm implementa- do são meio efi caz de ajuda à sua missão” (DAp, n. 317). Os formadores diocesanos ou religiosos sejam incentivados
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a participar dos encontros da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB), assim como, da Organização dos Seminários Latino-Americanos (OSLAM), entidades que servem para troca de experiências, formação perma- nente dos formadores e atualização teológico-pastoral- pedagógica.
388. Os Bispos do Brasil, conscientes de sua responsabilidade na formação presbiteral, oferecem as presentes Diretrizes às comunidades eclesiais, aos presbíteros e, de maneira muito especial, aos formadores e formandos dos seminá- rios e casas de formação. Abertos aos apelos do Espírito Santo, acolhem a graça do “Ano Sacerdotal” (19 de junho de 2009 a 11 de junho de 2010), convocado pelo papa Ben- to XVI, para comemorar o 150º aniversário da morte de São João Maria Batista Vianney. Inspirados pelo exemplo e espiritualidade do Santo Cura D’Ars e de tantos outros presbíteros que primaram pela vivência do seu ministério e a dedicação ao Povo de Deus, confi am todo o esforço empreendido para renovar a vida dos seminaristas e pres- bíteros a Maria, fi el discípula missionária, Mãe de Jesus Cristo, Sumo Sacerdote, e Mãe da Igreja.