2. OS SITES DE COMPRAS COLETIVAS E A RESPONSABILIDADE CIVIL
2.3 FORMAS DE PROTEÇÃO NOS SITES DE COMPRAS COLETIVAS
O consumidor virtual precisa saber que tem ao seu lado para proteger Direitos que foram desrespeitados pelos sites de compras coletivas o atual Código de Defesa do Consumidor. Mas nesse caso será usado quando vier a ser ajuizada eventual demanda processual para efetivar Direitos.
Antes disso, o consumidor virtual pode tomar algumas dicas de precauções para evitar futuro transtorno referente à relação de consumo com os sites de compras coletivas.
Essas medidas que devem ser feitas pelo consumidor virtual antes de realizar suas compras no site são de procurar saber se existe alguma reclamação do site que vai ser usado para efetivar a relação de consumo.
Isso pode ser feito através de sites que existem na Internet, onde consumidores deixam seus depoimentos, onde falam que de forma ocorreu a compra e de eventual transtorno que ocorreu, além do mais, se o site fez alguma coisa para resolver esse transtorno.
Existem outras formas, como verificar junto ao Procon se existe alguma reclamação, ou na própria justiça para verificar algum tipo de demanda contra o site que irá se efetivar a compra.
Dentro do caminho que o consumidor virtual deve adotar para se proteger é referente ao conteúdo existente dentro do próprio site que se está visualizando. Verificar se disponibiliza algum número de telefone para contato através do SAC
(Serviço de Atendimento ao Cliente), se mostra no final na página do site o nome do proprietário do domínio desses sites na Internet, bem como CNPJ, endereço físico são algumas formas que devem ser analisadas pelo consumidor.
Outra forma de proteção que o consumidor virtual deve estar atendo é se na hora de efetivar a compra existe a possibilidade de fazer a compra com seguro. Caso esse que uma seguradora devolve imediatamente o valor da compra em caso de eventual não realização da compra.
Algumas dessas formas de cuidados que eram adotados pelo consumidor agora foram normatizadas para dentro do Decreto Lei. 7.962/2013, dentro do seu artigo 2° quanto trata de comércio eletrônico, e no seu artigo 3º que trata dos sites de compras coletivas. Assim dispõe o artigo 3º do Decreto Lei 7.962/2013 ao estabelecer que:
Art. 3o Os sítios eletrônicos ou demais meios eletrônicos utilizados para ofertas de compras coletivas ou modalidades análogas de contratação deverão conter, além das informações previstas no art. 2o, as seguintes:
I - quantidade mínima de consumidores para a efetivação do contrato;
II - prazo para utilização da oferta pelo consumidor; e
III - identificação do fornecedor responsável pelo sítio eletrônico e do fornecedor do produto ou serviço ofertado, nos termos dos incisos I e II do art. 2o.
Ademais, os artigos 4º, 5º e 6º, informam nos seus artigos e parágrafos, outras formas de proteção que o consumidor tem e que devem ser respeitados pelos sites de compras coletivas bem como aos sites do comercio eletrônico. Assim estabelece a luz desses artigos do Decreto Lei:
Art. 4o Para garantir o atendimento facilitado ao consumidor no comércio eletrônico, o fornecedor deverá:
I - apresentar sumário do contrato antes da contratação, com as informações necessárias ao pleno exercício do direito de escolha do consumidor, enfatizadas as cláusulas que limitem direitos;
II - fornecer ferramentas eficazes ao consumidor para identificação e correção imediata de erros ocorridos nas etapas anteriores à finalização da contratação;
III - confirmar imediatamente o recebimento da aceitação da oferta; IV - disponibilizar o contrato ao consumidor em meio que permita sua conservação e reprodução, imediatamente após a contratação;
V - manter serviço adequado e eficaz de atendimento em meio eletrônico, que possibilite ao consumidor a resolução de demandas referentes a informação, dúvida, reclamação, suspensão ou cancelamento do contrato;
VI - confirmar imediatamente o recebimento das demandas do consumidor referidas no inciso, pelo mesmo meio empregado pelo consumidor; e
VII - utilizar mecanismos de segurança eficazes para pagamento e para tratamento de dados do consumidor.
Parágrafo único. A manifestação do fornecedor às demandas previstas no inciso V do caput será encaminhada em até cinco dias ao consumidor.
Art. 5o O fornecedor deve informar, de forma clara e ostensiva, os meios adequados e eficazes para o exercício do direito de arrependimento pelo consumidor.
§ 1o O consumidor poderá exercer seu direito de arrependimento pela mesma ferramenta utilizada para a contratação, sem prejuízo de outros meios disponibilizados.
§ 2o O exercício do direito de arrependimento implica a rescisão dos contratos acessórios, sem qualquer ônus para o consumidor.
§ 3o O exercício do direito de arrependimento será comunicado imediatamente pelo fornecedor à instituição financeira ou à administradora do cartão de crédito ou similar, para que:
I - a transação não seja lançada na fatura do consumidor; ou
II - seja efetivado o estorno do valor, caso o lançamento na fatura já tenha sido realizado.
§ 4o O fornecedor deve enviar ao consumidor confirmação imediata do recebimento da manifestação de arrependimento.
Art. 6o As contratações no comércio eletrônico deverão observar o cumprimento das condições da oferta, com a entrega dos produtos e serviços contratados, observados prazos, quantidade, qualidade e adequação.
O consumidor virtual que utiliza os sites de compras coletivas ou simplesmente o comércio eletrônico para efetivar a relação de consumo, deve ficar atento a essas informações constantes na Lei e também por outras que achar necessário para evitar qualquer transtorno no futuro. Sabendo ele que terá sempre a Lei ao seu lado, para que seja sempre dentro do possível a relação de consumo seja feita de forma satisfatória.
CONCLUSÃO
A responsabilidade civil possui na história e na atualidade papel importante dentro das relações de cada indivíduo na sociedade. Com o passar dos tempos se modifica e se adapta para melhor atender às necessidades. O ato ilícito é a razão principal da existência do campo da responsabilidade civil.
Com o avanço tecnológico, as formas de responsabilidade civil tiveram que se adequar em razão da necessidade para melhor servir ao individuo que manifesta interesse para resguardar-se com a proteção dentro do Direito.
E dentro dessa responsabilidade, surge uma nova fase no comércio tradicional, agora com um comércio virtual, onde o consumidor ganha com maior facilidade e conforto, além de descontos.
Porém, mesmo com essa nova fase do comércio, o consumidor agora virtual continua a enfrentar problemas na hora de concretizar a relação de consumo dentro do comércio eletrônico. O atual Código de Defesa do Consumidor é usualmente usado para proteger essa relação de consumo.
A forma de adoção do Código de Defesa do Consumidor é a principal ferramenta para proteger e resguardar Direitos que o consumidor virtual possua, uma vez que por mais que essa relação seja virtual, existe proteção para esses consumidores virtuais.
O comércio eletrônico apresentou uma nova fase de comércio com o surgimento dos sites de compras coletivas, pois esses sites com suas formas e características próprias conseguem conquistar novos consumidores.
O foco principal é que dentro desses sites de compras coletivas, o consumidor é protegido pelo Código de Defesa do Consumidor, ainda mais que o Decreto Lei 7.962/2013, vem para dar ao Código de Defesa do Consumidor total aplicabilidade para cuidar das relações de consumo, quando feitas por meio do comércio eletrônico.
REFERÊNCIAS
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ANEXO- DECRETO LEI 7962/2013- Regulamenta a Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990, para dispor sobre a contratação no comércio eletrônico.