Capítulo III Estágio Curricular
3. Plano de Estágio
3.3.1 Apresentação Multimédia da ESECD
3.3.1.2 Fotografia
A história da fotografia foi marcada pelo período de transição que ocorreu no século XVII para o novo processo de manufaturação, ou seja, a Revolução Industrial. “A partir da década 1860 regista-se a aceitação da fotografia” (Kossoy Boris, 2001: 26). A partir desse momento, a fotografia passou a ter um papel importante na descrição dos acontecimentos.
Segundo Boris, “depois da fotografia, o mundo tornou-se de certa forma mais familiar”, pois “o homem passou a ter um conhecimento mais preciso e amplo de outras realidades que lhe eram, até aquele momento, transmitidas unicamente pela tradição escrita, verbal e pictórica”. A contribuição inovadora da fotografia para o sector da comunicação e informação, referida atrás por Kossoy Boris, tornou-se um auxiliar poderoso para comprovar os factos, suscitar interesse, ou deter a atenção de quem a vê.
Partindo destas ideias, cientes que a imagem fotográfica se relaciona com a realidade dos factos e coisas, escolhemos a fotografia para transmitir a mensagem que pretendíamos, selecionando, assim, a melhor forma de enquadrar os diferentes elementos, com concreta regra dos terços, técnica utilizada para se obter o melhor resultado na captação da fotografia. A regra dos terços consiste num exercício visual, em que o fotógrafo antes de disparar deve procurar centrar bem o elemento que se pretende fotografar na intersecção das linhas.
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O modelo da máquina fotográficas que utilizámos (Digital Single Lens Reflex (DSLR), incorpora as linhas para divisão do ecrã em nove partes, como se pode ver na figura 10, criando quatro pontos de convergência (em vermelho).
Figura 10 - demonstração da regra dos terços
(Fonte: própria)
Nesta fotografia pode ver-se um claro destaque dado às pinturas por cima da bancada, isto é, na convergência inferior esquerda. Outro ponto de interesse que torna a imagem algo desequilibrada é o que fica na parte superior esquerda, quase junto à moldura do quadro.
Após o processo de captura, as fotografias foram cuidadosamente selecionadas, conforme as necessidades, e tratadas no Photoshop.
De seguida, prosseguimos com a criação de storyboards (esboços gráficos associados a cada tela, descrevendo com grande detalhe as combinações dos conteúdos), de forma a ilustrar graficamente como seria a apresentação, sempre com base nas decisões tomadas na fase anterior.
À medida que desenvolvíamos o projeto, procurávamos saber se tudo funcionava como esperado. Por isso, nessa fase, fomos obrigados muitas vezes a recuar e a avançar.
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Desta forma, fomos caminhando para a realização do produto final, criação da última versão executável. Para o efeito, escolhemos o leitor multimédia, QuickTime Player. Passamos agora a descrever o processo de construção faseada do projeto, fazendo referência ao software utilizado em cada parte.
Começamos com a conceção de uma tipografia cinética (movimento mecânico do texto sincronizado com a voz), mas, apesar de ser o primeiro aspeto a ser concebido, entendemos depois ser melhor colocá-la no final de apresentação (figura 11). Importa referir que, em toda a apresentação, o movimento de texto e voz ocorrem em simultâneo. Para isso, redigimos primeiramente um texto para voz off (anexo XI), baseado no texto de apresentação da direção da escola, o qual se encontra no seu próprio
site.
Figura 11 – Tipografia cinética (Fonte: própria)
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Este conjunto de palavras em movimento, sincronizado com a voz, serviu para demonstrar a informação principal da Direção da Escola: garantir aos seus alunos uma formação com bases sólidas para melhor enfrentarem o futuro.
A figura 12 é a representativa da introdução desta apresentação que começa com uma luz radiante no centro e, de seguida, inicia o movimento de partículas que formam um círculo e, quase em simultâneo, surge pouco depois a formação do logótipo do Instituto com o texto para reforçar a informação.
Figura 12 – Modelo da introdução (Fonte: Francisco Saraiva)
É pois um processo que se caracteriza fundamentalmente pela construção gradual, em que se parte de uma visão geral e difusa até alcançar uma especificação, com grande detalhe, do produto desejado.
A segunda imagem do trabalho consiste na apresentação do exterior da ESECD (anexo
XII), e serve de boas-vindas aos novos alunos, destacando-se o efeito do texto: Escola
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Posteriormente, criamos os outros planos com umas fotografias do átrio da entrada da ESECD e a do auditório, onde procuramos passar às informações relativas às linhas de orientação que a direcção da mesma traçou, com vista a promover uma dinâmica institucional (anexos XIII e XIV).
Tendo como cenário a sala dos computadores (anexo XV), apresentamos, em tópicos, os graus do ensino que a ESECD dispõe e, nas fases seguintes, os respectivos cursos, variando sempre as animações dos cenários, através de máscaras16. Entretanto, como uma espécie de transição de uma imagem para a outra, mostrámos o Ginásio e o Bar (anexo XVI e XVII), que são parte integrante das valências da ESECD. Para terminar, apresentamos os laboratórios devidamente equipados, pois são eles que permitem a prática das atividades educativas. (anexos XVIII, XIX, XX, XXI, XXII, XXIII, XXIV e
XXV).
Outras atividades
Durante o período de estágio integramos ainda a comissão organizadora do II Fórum sobre a Toponímia na Guarda, sob a coordenação do Dr. Hélder Sequeira, realizado do dia 30 de outubro do corrente ano, no auditório dos Serviços Centrais, tendo participado na organização do espaço.
Este evento foi precedido pelo lançamento do livro com os conteúdos de apresentação do primeiro Fórum realizado no ano transato pela mesma instituição, intitulado
“Toponímia da Guarda: Comunicações do I Fórum sobre Toponímia”. Em simultâneo,
também foi lançado o livro “A Toponímia da cidade da Guarda e a construção da
memória pública no séc. XX,” da autoria da professora Maria José Neto.
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No adobe Flash (um dos software para a criação dos conteúdos multimédias), a máscara funciona para exibir o objecto escondido.
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Conclusão
Da forma mais abrangente possível, podemos dizer que os objectivos
previstos no plano de estágio foram cumpridos, com ênfase particular na
paginação
do livro que compila as comunicações do I Fórum sobre a Toponímia na cidade da Guarda, conforme referimos.Os desafios que nos propuseram tornaram possível o aprimoramento dos conhecimentos adquiridos ao longo dos três anos de curso da licenciatura de Comunicação Multimédia. Saber que o nosso desempenho ao longo do estágio curricular que efetuamos no GIC foi reconhecido é algo que nos deixa satisfeitos e, ao mesmo tempo, abre-nos perspectivas para a nossa futura atividade como profissionais na área da C.M; para isso muito contribui o ambiente profissional que encontrámos no GIC.
As tarefas que nos foram confiadas foram um constante desafio à nossa capacidade de associar os conhecimentos teóricos adquiridos durante a licenciatura e a prática num contexto tão exigente como aquele que encontrámos no GIC. Porém, não basta ter conhecimentos teóricos; é preciso trabalhar em equipa, comunicar e aceitar as ideias propostas pelos outros para que a nossa contribuição seja reconhecida e de utilidade.
A realização das tarefas que nos foram confiadas, permitiu-nos também aprender mais sobre o software After Effects e ao mesmo tempo aprofundar os nossos conhecimentos no InDesign, Flash e Première.
Ao reflectirmos agora sobre o estágio que realizámos, verificamos quanto este contribui parao nosso conhecimento.
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Bibliografia
ARRUDA, Luísa (1993). Azulejaria Barroca Portuguesa, Edições e Pina S.A. COSTA, Fernando (1998). Concepção de Sistemas de Formação Multimédia: KOSSOY Boris (2001). Fotografia & História, São Paulo, Ateliê Editorial, 2º ed. MECO, José (1993). O Azulejo em Portugal, Lisboa, Publicações Alfa.
MIRANDA, Maria Adelaide; Silva, José Custódio Vieira da. (1995). História da Arte
Portuguesa - época medieval, Lisboa.
PRATA, Manuel (2008). Escola Superior da Educação da Guarda - Breves notas soltas
para a sua história, Covilhã.
Webgrafia
Elaboração de um Guião de Autor, consultado em 19 de Novembro de 2013 in
http://www.academia.edu/744098/Elaboracao_de_um_Guiao_de_Autor.
Fidalgo, António, (2004). Manual de Semiótica. Disponível em:
http://www.bocc.ubi.pt/pag/fidalgo-antonio-manual-semiotica-2004.pdf http://olhandoacor.web.simplesnet.pt/significado_das_cores.htm
http://www.iapmei.pt/iapmei-art-03.php?id=2344#topo
http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=4717 http://www.priberam.pt/dlpo/formata%C3%A7%C3%A3o
Santaella, Lúcia; NOTH, Winfried, (1997) Imagem: Cognição, Semióticamídia, consultado em 25 de Novembro de 2013 in http://books.google.pt/books?id=u17HivW57DoC&pg=PA38&lpg=PA38&dq=signos+ pl%C3%A1sticos&source=bl&ots=eW5lKHNDnd&sig=dKwVUuQcaL- m6EvPcfL6Jkk8zbU&hl=pt- PT&sa=X&ei=qPWVUqKvDonA7Aax6oGAAw&redir_esc=y#v=onepage&q=signos% 20pl%C3%A1sticos&f=false
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Lista de anexos
Anexo I - Plano de Estágio
Anexo II - Como criar novo documento no InDesign Anexo III - Janela de configura da página
Anexo IV - Exemplo de página amigável Anexo V - Alteração na paleta
Anexo VI - Segunda opção para criar novo estilo Anexo VII - Capa de livro com as respectivas medidas Anexo VIII -Primeira versão da capa (azul)
Anexo IX - Segunda versão da capa (bege) Anexo X - Versão final da capa
Anexo XI - Texto para voz off
Anexo XII - Primeiro cenário de apresentação (vista exterior da ESECD) Anexos - XIII e XIV - Átrio da ESECD e auditório Carreira Amarelo Anexo XV - Sala dos computadores
Anexo XVI e XVII - Fotografia do Ginásio e Bar Anexo XVIII - Laboratório de imagem
Anexo XIX - Laboratório de Artes e Expressões
Anexo XX - Laboratório de Desporto e Promoção da Atividade Fisíca Anexo XXI - Laboratório de Línguas e Multimédia
Anexo XXIII - Laboratório de Música Anexo XXIV - Laboratório de Ciências Anexo XXV - Laboratório de Microensino Anexo XXV - Laboratório de Rádio
Anexo I
Anexo II
Anexo III
Anexo IV
Anexo V
Anexo VI
Anexo VII
Anexo VIII
Anexo IX
Anexo X
Anexo XI
Apresentação da ESECD- Texto para voz off
Bem-vindo à Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto, para um novo ano letivo.
Como forma de promover a dinâmica institucional, a direção da ESECD foca-se em três vertentes fundamentais:
Desenvolver uma Cultura de Empenho, em que todos sejam respeitados e se sintam participantes, reconhecidamente válidos, com capacidade para intervir no processo de construção da formação dos seus alunos;
Afirmar e desenvolver a qualidade de formação ministrada na ESECD, apoiando todos quantos, pelos mais diversos modos, colaboram nesta nobre missão;
Reforçar de laços com a comunidade, que a direção da ESECD tem por
obrigação de servir e cujo apoio lhes é indispensável.
A ESECD oferece vários ciclos de formação, nomeadamente, Cursos de Mestrado, Licenciatura e de Especialização Tecnológica.
Os cursos de Mestrados são:
Ciências do Desporto
Educação e Organização de Bibliotecas Escolares Ensino do 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico
Educação Pré-escolar e Ensino do 1ºciclo do Ensino Básico
Na Licenciatura estão integrados os cursos de:
Comunicação Multimédia Animação Sociocultural Educação Básica
Comunicação e Relações Públicas Desporto
Finalmente, a ESECD oferece os seguintes cursos de CET:
Animação e Organização Cultural Acompanhamento de Crianças e Jovens Repórter de Imagem
Treino Desportivo de Jovens Atletas Desportos de Natureza
Técnicas de Gerontologia
Para complementar as atividades educativas, a ESECD coloca à disposição dos alunos e docentes vários laboratórios para diferentes unidades curriculares:
Laboratório de Vídeo;
Laboratório de Artes e Expressões;
Laboratório de Desporto e Promoção da Atividade Física; Laboratório de Línguas e Multimédia;
Laboratório de Música; Laboratório de Ciências; Laboratório de Microensino; Laboratório de Rádio.
A ESECD preocupa-se com a solidez da tua formação.
Com todos os meios disponíveis ao teu dispor e com o corpo docente qualificado, a ESECD abre-te as portas para o futuro.
Anexo XII
Anexos VII e VIII
Átrio da ESECD