Público – Fechado (EFPC)
GABARITO Questão 1)
A letra “a” é correta. É a definição constitucional da seguridade social, sendo o gênero que engloba as ações do governo e da sociedade em prol de todos, agregando ações relativas à previdência social, assistência social e saúde (art; 194, CF/88).
A letra “b” está toda correta, definindo corretamente a seguridade e determinando que nenhum benefício poderá ser criado sem fonte de
www.pontodosconcursos.com.br 16 custeio. Ademais, o caráter contributivo é restrito à previdência social (art. 196 e 203, CF/88).
A letra “c” também é correta. A atual regulamentação da matéria amplia as possibilidades de atuação das EFPC, não se limitando como antes às hipóteses de existência do vínculo empregatício entre participante e patrocinador, podendo hoje o vínculo ser meramente associativo, como, por exemplo, entre um sindicato ou associação e seus participantes. Nestas hipóteses, a entidade associativa é denominada de instituidora (art. 31, LC n. 109/01).
A letra “d” é a incorreta, sendo então o gabarito. Como vimos, a fiscalização das EFPC é de responsabilidade da SPC, pouco importando o fato de ser patrocinada pelo Poder Público. O TCU somente fiscaliza o patrocinador público (empresa pública, por exemplo), mas nunca o fundo de pensão.
A letra “e” está correta. A solidariedade é inerente a todos os regimes previdenciários com planos coletivos, como os RPPS e RGPS. A idéia do seguro sempre implica a repartição do risco. Imagine, por exemplo, um trabalhador que fique inválido aos 19 anos, vivendo até os 70. de onde virão os recursos para a manutenção de seu benefício? Certamente o que este trabalhador contribuiu durante sua vida ativa não chega nem perto do necessário para sua manutenção pelas décadas seguintes. Aí entra a idéia da solidariedade, inerente ao seguro social, pois é a cotização do grupo que irá mantê-lo ao longo de sua vida.
Questão 2)
A letra “a” está incorreta. A previdência básica do trabalhador é sempre pública, seja no RGPS ou em RPPS. Pois erra a questão ao falar em previdência “seja pública ou privada”. Como sabemos, o regime complementar privado de previdência não dispensa o trabalhador ou servidor de contribuir para os regimes básicos, que são públicos.
A letra “b” está incorreta. Como vimos, somente vinculam-se a RGPS aquele que ocupa exclusivamente cargo em comissão, o que não é o caso.
A letra “c” é a correta, sendo então o gabarito. Esta regra é expressamente prevista no art. 36 da LC nº 109/01. Esta lei
www.pontodosconcursos.com.br 17 complementar é a norma básica da previdência complementar brasileira, e tem portanto grande importância. A LC n. 108/01 trata do patrocínio público a entidades de previdência complementar. As entidades fechadas organizar-se-ão sob a forma de fundação ou sociedade civil, sem fins lucrativos (art. 31, § 1º, LC 109/01). Perceba que mesmo com a adoção do novo Código Civil, ainda admite-se sociedade civil como figura jurídica válida para uma EFPC.
Somente aconselho o estudo destas leis se forem exigidas no edital. De resto, a noção apresentada aqui nas aulas já basta!
A letra “d” está incorreta. De acordo com o art. 40, § 15 da Constituição, com a redação dada pela EC nº 41/03, as EFPC dos servidores, criadas por lei de iniciativa privativa do Poder Executivo, serão de natureza pública. Até aí, a questão é correta. Todavia, erra ao prever que a fiscalização das mesmas será feita pelo Ministério da Fazenda. Em verdade, não há sequer definição legal para a entidade responsável pela fiscalização das EFPC públicas, que sequer foram criadas. Por analogia, como as EFPC privadas são fiscalizadas pela SPC, vinculada ao Ministério da Previdência Social, poderíamos adotar esta resposta como correta, mas nunca o Ministério da Fazenda, que por meio da SUSEP, somente se ocupa do segmento aberto.
A letra “e” está incorreta. Como acabamos de ver, o regime de previdência complementar do servidor, quando criado, será organizado por meio de EFPC de natureza pública, e por isso indevida a referência à “previdência privada”, como diz a questão.
www.pontodosconcursos.com.br 18 2ª PARTE: CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS
I
I..NNAATTUURREEZZAAJJUURRÍÍDDIICCAADDAASSCCOONNTTRRIIBBUUIIÇÇÕÕEESSSSOOCCIIAAIISS
No direito tributário reside uma séria controvérsia a respeito de quantas espécies tributárias existem no ordenamento jurídico, sendo que uma primeira posição, clássica, coloca que existem apenas três espécies, que seriam os impostos, as taxas e as contribuições de melhoria.
Uma segunda posição defenda serem na verdade quatro as espécies, acrescentando tão somente os chamados empréstimos compulsórios, pr ai vai...
Contudo, com o advento da Constituição de 1988, prevalece o entendimento de que são em cinco as espécies tributárias existentes, onde se colocam os empréstimos compulsórios e as contribuições parafiscais ou especiais, além dos impostos, taxas e contribuições de melhoria.
As contribuições especiais são: a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, as contribuições de interesses de categorias profissionais e as contribuições Sociais, sendo esta a posição adotada pelo Supremo Tribunal Federal.
Dessa forma, atualmente, é praticamente indiscutível que a natureza jurídica das contribuições sociais seja tributária, mas especificamente de contribuições especiais ou parafiscais.
As contribuições sociais podem ser: gerais e para a seguridade social.
I
III.. DDIISSTTIINNÇÇÃÃOO EENNTTRREE AASS CCOONNTTRRIIBBUUIIÇÇÕÕEESS PPAARRAA AA SSEEGGUURRIIDDAADDEE SSOOCCIIAALL EE AASS
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COONNTTRRIIBBUUIIÇÇÕÕEESSSSOOCCIIAAIISSGGEERRAAIISS
As contribuições sociais para a Seguridade Social são as que visam o custeio da seguridade social, ou seja, da Previdência Social , da assistência social e da saúde, contudo, existem contribuições sociais gerais que possuem o propósito de custear outras atividades sociais governamentais, posto que a Seguridade Social não esgota esse rol de atividades sociais, por exemplo, a educação que é custeada pelo salário educação pago pela empresas.
O principal dispositivo que regula as contribuições para a Seguridade Social é o art. 195 da Constituição Federal, também há o art. 239 do texto constitucional que regula o PIS/PASEP e o art. 84 dos Atos de Disposição Constitucionais Transitórias que trata da chamada Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira.
www.pontodosconcursos.com.br 19 O art. 239 da Constituição Federal trata do chamado PIS/PASEP, que é figura conhecida no ordenamento jurídico brasileiro desde o período constitucional passado onde possuía a natureza jurídica de imposto, e veio a ser recepcionado pelo atual ordenamento constitucional com a natureza de contribuição social e incide, em regra, sobre o faturamento das empresas.
O art. 84 da ADCT cuida da Contribuição Provisória sobre movimentação financeira, cuja alíquota é de 0,38%, e é válida até 2007 face a prorrogação feita pela Emenda Constitucional 42/2003, buscando custear a saúde, a Previdência Social e o fundo de combate e erradicação da pobreza.
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IIIII..RREEGGRRAADDEEIINNSSTTIITTUUIIÇÇÃÃOODDEECCOONNTTRRIIBBUUIIÇÇÃÃOOSSOOCCIIAALL
A regra geral em matéria tributária é a necessidade de que haja lei específica do ente tributante instituindo o tributo, sendo que esta lei, em regra, deverá ser ordinária, salvo algumas exceções, como o empréstimo compulsório e o Imposto sobre Grandes Fortunas, que exigem lei complementar.
Contudo, antes da instituição do tributo pela lei do tributante, é necessário, em tese, que haja uma lei complementar estipulando as regras gerais a serem aplicadas ao tributo, como é posto no art. 146, III da Constituição Federal, e hoje quem assume esse papel é o Código Tributário Nacional, que na sua gênese possui a natureza de lei ordinária, mas foi recepcionado com força de lei complementar.
Por exemplo, o CTN estipula as regras referentes ao fato gerador do IPTU, e somente após isto poderá vir uma lei ordinária de determinado município instituindo o imposto. Não obstante, com relação as contribuições sociais, o Código Tributário Nacional é omisso, o que traz a dúvida de ser ou não necessário que essa determinação seja feita mediante uma lei complementar.
Partindo-se da literalidade do art. 146, III da Constituição Federal, bastaria o uso de uma lei ordinária para a instituição, sendo desnecessário, em matéria de contribuições sociais, lei complementar definidora de normas gerais sobre a hipótese de incidência, posto que o mesmo faz menção expressa a impostos, e as contribuições sociais não poderão ser tidas como sendo impostos. Este é o entendimento formulado pelo Supremo Tribunal Federal.
Concluindo, basta a lei ordinária instituidora da contribuição social, independente de definição em lei complementar fixando normas gerais, ao contrário dos impostos (salvo se for NOVA contribuição, não prevista na CF, quando então demandará LC para a INSTITUIÇÃO).
www.pontodosconcursos.com.br 20 ANÁLISE DOS ARTIGOS 195 E 201 DA CONSTITUIÇÃO
Estes dois artigos são da maior importância no nosso estudo, além de SEMPRE serão cobrados em qualquer concurso que tenha direito previdenciário. É importante sua análise. Vamos lá!
Art. 195, CF:
“Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais”
Como se observa, o Estado Social, como o caso do brasileiro, com grandes obrigações positivas, no sentido de conceder benefícios dos mais diversos, carece de recursos, sendo a principal fonte destes a sociedade, sendo angariados, principalmente, por meio das contribuições sociais.
De acordo com o STF, as contribuições sociais são espécies do gênero contribuições especiais ou parafiscais (art. 149, CF), em conjunto com as contribuições interventivas (CIDE), contribuições corporativas e as sociais. Apesar de serem tributos, já que são prestações pecuniárias compulsórias, no entendimento do STF são inconfundíveis com impostos, taxas e contribuições de melhoria.
Ou seja, contribuições sociais são espécies de contribuições parafiscais, não se confundindo com impostos, taxas ou contribuição de melhoria. Por sua vez, as contribuições sociais podem ainda subdividir-se em contribuições sociais para a seguridade social ou contribuições sociais gerais.
As primeiras são destinadas ao custeio da seguridade social, e estão previstas nos art. 195 e 239 da CF, além do art. 84 do ADCT (CPMF). As demais, contribuições sociais gerais, são fontes de recurso para a manutenção de outras ações sociais do governo, não relacionadas à
www.pontodosconcursos.com.br 21 seguridade, tais como educação. Por isso a contribuição das empresas ao salário-educação é contribuição social geral.