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Gestão do cuidado e relação médico-paciente

CAPÍTULO 3:  METODOLOGIAS ATIVAS E DIFERENCIAÇÃO ENTRE

4.3  Gestão do cuidado e relação médico-paciente

• CONTEÚDOS:

› Acolhimento e matriciamento; › Projeto terapêutico singular; › Abordagem individual e familiar;

• OBJETIVO GERAL:

› Desenvolver habilidades relacionais.

• OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

› Construir estratégias de fortalecimento da relação médico paciente; › Propor formas de favorecer a adesão do paciente ao seu trata-

mento e empoderamento do usuário;

› Criar uma situação interdisciplinar para atender ao usuário da situação apresentada.

• MÉTODO:

› Aprendizagem baseada em problemas.

• RECURSOS:

› Artigos, celulares e livros, datashow.

• AVALIAÇÃO:

› Encenação pelos alunos.

› Preenchimento do formulário de avaliação da atividade.

SITUAÇÃO PROBLEMA 6:

Dra. Lana, que trabalhava em uma Unidade da Estratégia Saúde da fa- mília do município X, foi realizar uma visita domiciliar com a agente comu- nitária Maria dos Anjos. A visita havia sido agendada pela equipe, pois o Sr. Jeofrancis já não ia a unidade a quase 1 ano e tratava-se de um paciente diabético insulino-dependente. Ao chegar à casa do mesmo, se depararam com várias queixas deste senhor que tinha 67 anos e morava com uma das filhas e seu genro. Jeofrancis já apresentava sinais de perda da acuidade visual em olho direito e esquerdo, neuropatia periférica e uma lesão no pé esquerdo que já fazia um mês e ao invés de cicatrizar a lesão começava a se expandir mais. A filha relatava dificuldade em aplicar as insulinas e que seu pai dizia não conseguir fazê-lo por não enxergar a agulha da seringa. A filha Raquel, que morava com o pai, era a caçula e se queixava que seu pai estava almoçando 3 vezes ao dia e que não adiantava mais falar, pois ele

era muito teimoso. Raquel alegava que estava muito cansada e que tinha que se responsabilizar por tudo, pois seus outros quatro irmãos apesar de morarem perto não se importavam com o pai. Eles alegavam que a mesma era a única que morava na casa que pertencia aos pais. Dra. Lana solicitou novos exames laboratoriais e encaminhou para o oftalmologista e neuro- logista. Prometeu retornar na semana seguinte com outros membros da equipe e pediu que os demais filhos estivessem presentes.

A situação do seu Jeofrancis foi levada para reunião de equipe onde assistiram a equipe da estratégia Saúde da Família e representantes da equipe do NASF e da atenção bucal. Dra. Lana propôs que construíssem juntos um projeto terapêutico singular para aquele paciente e que retornas- sem a casa do mesmo na semana seguinte com um grupo interprofissional.

1º ENCONTRO:

• Os alunos receberão cartões com cores diferentes onde represen-

tarão seu grupo de trabalho. Nos cartões deverão constar as se- guintes funções. Médico, enfermeiro, dentista, nutricionista, fisiote- rapeuta, assistente social, psicólogo, auxiliar de enfermagem e ACS;

• Cada grupo deverá construir um projeto terapêutico para ser tra-

balhado no caso proposto. 2º ENCONTRO:

• Os alunos deverão apresentar em forma de teatro sua proposta. • Preencher o formulário de avaliação da atividade.

7ª AULA: RELAÇÃO MÉDICO-PACIENTE E A MÁ NOTÍCIA.

• CONTEÚDOS:

› Abordagem individual e familiar; › Linguagem e comunicação; › Protocolo Spikes.

• OBJETIVO GERAL:

• OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

› Construir estratégias de fortalecimento da relação médico-paciente; › Aplicar o protocolo Spikes numa situação apresentada.

• MÉTODO:

› Aprendizagem baseada em problemas.

• RECURSOS:

› Artigos, celulares e livros, datashow.

• AVALIAÇÃO:

› Encenação pelos alunos;

› Preenchimento do formulário de avaliação da atividade.

SITUAÇÃO PROBLEMA 7

Nesta atividade podemos utilizar diferentes formas de situação- problema como cenas de um filme, vídeos ou narração de uma história.

Dr. Felipe, que trabalhava em uma Unidade da Estratégia Saúde da Família do município X, recebeu em seu consultório o Sr. Francisco com sua filha Laís, ambos se demonstravam muito preocupados. Veio a mente do Dr. Felipe a cena de 1 ano atrás quando descobriram o câncer de cólon descendente do Sr. Francisco e o quanto o mesmo ainda sofria com a aceitação do uso da bolsa de colostomia. O cenário da vida da- quele homem havia mudado bruscamente, o mesmo que antes era ativo e sempre fazia comentários divertidos agora apresentava sinais de de- pressão e desânimo. Desde o diagnóstico anterior o mesmo acompa- nhava com oncologista, mas não deixava de repassar as informações do seu tratamento para o seu médico e enfermeira do UBSF.

Quando Dr. Felipe viu a sacola nas mãos daquele senhor, sabia que os novos exames de rastreamento haviam chegado. A filha Laís, que sempre acompanhava o pai nas consultas, entregou os exames na mão do médico com olhar assustado e relatando que não tinha coragem de

ver o resultado da tomografia de tórax e que mesmo que visse não con- seguia entender aqueles termos médicos escritos. Era um momento de extrema tensão, o Dr. Felipe abriu o laudo do exame e constatou algo que ele preferia não ter visto, o paciente estava com metástase nos pul- mões. Sabendo da gravidade do caso e do que a família já havia pas- sado pensou por alguns instantes como comunicar aquele diagnóstico.

ENCONTRO:

• O docente deverá apresentar os seis passos do protocolo Spikes.

Sugerimos a leitura do artigo: “Uso do protocolo Spikes no ensino de habilidades em transmissão de más notícias.” (LINO et al., 2011).

• Os alunos deverão ser divididos em grupos de três e vivenciarem

os personagens no grupo.

• No segundo momento os alunos farão uma roda de conversa

onde os participantes reverão relatar e discutirem três pontos: › Como foi vivenciar o personagem?

› Quais as dificuldades encontradas nesta situação? › Como foi utilizar o protocolo Spikes?

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