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GLOSSÁRIO INFANTIL ILUSTRADO: O PRODUTO FINAL

3 O PROCESSO DE CRIAÇÃO DOS GLOSSÁRIOS EM MAPUTO E SANTA

5.2 GLOSSÁRIO INFANTIL ILUSTRADO: O PRODUTO FINAL

Como apontado no item 5.1.2 (Figura 27), a capa sofreu mudança de fontes, causando um visual diferenciado – mas ainda sutil – comparada aos glossários 1 e 2. O glossário segue então para a folha de rosto, que é semelhante à capa com a retirada do “ilustrado por crianças, para crianças” e a faixa da paleta de cores. As próximas páginas 4 e 5 compõe a seção pré-textual da apresentação, que quando comparada aos locais, recebeu nos cantos extremos-externos das páginas a faixa com a paleta de cor. Esse elemento da faixa foi percebido como um detalhe bastante importante, além de um toque bonito ainda que simples, portanto, foi melhor aproveitado no produto final. Ele também está presente nas páginas 6 e 7 que compõem o sumário, (Figura 28).

Passamos, então, para as 17 páginas das ilustrações escolhidas na etapa de análise e interpretações das mesmas e os seus significados. Essas páginas foram compostas pela palavra no canto extremo-externo-cima da página (variando entre impar e par) acompanhada da minifaixa de paleta de cores; a paginação no canto extremo-externo-baixo da página. As ilustrações organizadas o mais fiel possível do desenho original e os retângulos com as significações, idade e série, assim como o nome acompanhado da bandeira de nacionalidade não possuíam posição fixa, pois foram posicionados de maneira que não atrapalhasse ou escondesse elementos importantes dos desenhos (Figura 29).

FIGURA 28 – Seção “Sumário”.

A próxima seção é “equipe envolvida” com as subseções das páginas 25 a 27.

A última seção do livro é nova, "nossos agradecimentos" (FIGURA 31) foi onde se julgou importante uma nota especial de agradecimentos diretamente aos participantes do projeto, desde as instituições até as crianças, pois era preciso mais que apenas creditá-las.

FIGURA 29 – Páginas 10 e 11 com a representação das palavras ‘branca’ e ‘família’. Elas demonstram todos os elementos presentes e suas organizações fixas ou não.

Fonte: Glossário Infantil Ilustrado: Brazil-Moçambique.

FIGURA 30 – Compilado da seção ‘equipe envolvida’ e suas subseções.

O livro é realmente encerrado com a página de colofão, responsável por informar as fontes usadas no livro e em caso de versão impressão, sobre que material (folha e gramatura) o miolo e a capa foram impressos, seguido do verso da contracapa (nesse caso em branco) e enfim a contracapa contendo uma pequena sinopse sobre o livro (ver figura 32).

FIGURA 32 – Seção “nossos agradecimentos”.

Fonte: Glossário Infantil Ilustrado: Brazil-Moçambique. FIGURA 31 – Seção ‘nossos agradecimentos’.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Chegando ao final desse percurso de pesquisa acreditamos que nossos objetivos foram atingidos, uma vez que analisamos significações e representações dos desenhos feitos pelas crianças em Santa Maria e Maputo, bem como produzimos, de forma colaborativa, três glossários (dois locais e um internacional). Assim, através desse Projeto Experimental, aplicamos o aprendizado obtido ao longo do curso de Produção Editorial e, mais especificamente, voltada a produção gráfica.

Cabe registrar o que julgamos uma limitação de nosso trabalho, ou seja, o fato de não termos conseguido seguir com a ideia inicial de trabalharmos com as mesmas palavras no Brasil e em Moçambique. Essa ideia se mostrou inviável visto que muitos desenhos e entrevistas se mostraram muito simplórias de significação, resultando na seleção das que apresentavam riqueza de múltiplos aspectos.

Salientamos que o projeto que aqui concluímos surgiu durante o intercâmbio na Universidade Pedagógica de Moçambique, na cidade de Maputo, durante o ano de 2018/19, financiado pelo Programa Abdias Nascimento, Projeto Educomunicação Intercultural – CAPES. Experiência essa que por si só já carrega muita riqueza por trazer novos conhecimentos e nos permitir conhecer novas realidades. Aprofundar essa experiência com esse projeto, que buscou criar colaborativamente um livro ilustrado viajando no reino imaginário de todas e cada criança participante enquanto se buscou ouvi-las “dizer sua palavra”, tornou a experiência ainda mais profunda e enriquecedora. Isso ocorreu não somente a nível pessoal, mas também na possibilidade de trazer um pouco desse enriquecimento a quem se dispor a ler e acessar os produtos resultantes.

Nesse sentido, o escrito desse projeto experimental de conclusão de curso tentou resgatar em palavras e teorias pré e pós concebidas ao produto final, todo esse apanhado prático e essa transformação ao longo desse processo para que se transmita – ainda que pouco – o muito do que foi ensinado a todos participantes. Não apenas da parte de crianças moçambicanas que possibilitaram o mergulho e até familiaridade com uma cultura até então distante, mas também o resgate de aspectos da cultura brasileira. Tendo plena ciência de suas limitações de percurso, afinal por mais importante que seja a base teórica para os processos, eles sempre são sujeitos a modificações, erros ou acertos inesperados. Isso porque se trata de marcas

individuais que são e podem ser tratadas ou apenas expostas no coletivo, cujo processo nos ajuda a criar ou a descobrir coisas novas que nos tocam e tocam as crianças participantes.

Nos referimos a respeito de casos inesperados como a criança que desabafou sobre a dor da perda ou os alunos que vão nos ajudar a refletir que ainda não basta conhecer o conceito de algo pesado como o bullying, enquanto sociedade temos que parar de nos ferir e nos esforçarmos para que nossas crianças parem de reproduzi-lo. Para que estejamos sempre dispostos a ouvir ou perceber os sinais que as crianças encontram em se comunicar e nos comunicar algo, ainda que subjetivamente.

Quem sabe os ensinamentos de autoras como Bédard que se dedica a compreender esses seres que adoramos dizer que são o nosso futuro, sejam mais ouvidos, e nos distanciemos da atual realidade de às vezes pouco darmos a devida atenção ao presente desses pequenos, que são determinantes para quem querem, podem e serão em seus futuros.

Ou ainda que os conhecimentos da área editorial aprendidos e expostos neste trabalho, sejam compartilhados para futuros profissionais que querem se dedicar à criação de produtos e serviços que atendam às necessidades e demandas dos nossos leitores sejam eles crianças ou adultos. Precisamos estar cientes que somos a prova de falhas, que assim como alguns processos desse trabalho, nosso cronograma está sujeito a atrasos, o processo está sujeito a falhas, seja ele dependendo de terceiras pessoas ou somente de você, mas que tenhamos sempre forças para nos reerguer e tentar fazer melhor.

Por fim, desejamos que esse projeto tenha tocado não somente a médio, mas também a longo prazo as crianças participantes como coautoras, que esse produto seja só o primeiro que eles vejam concretizar, visto que possuem potencial criativo dentro de cada um. E que ainda tenhamos outras oportunidades de fazer sonhar, não somente as crianças, mas também em nós adultos, podendo sempre inovar com nossos projetos e transformar não somente a nós mesmos, mas também nosso entorno.

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APÊNDICE

APÊNCIDE A – COMPILADO DE PÁGINAS QUE COMPÕE O ENSAIO “ALFABETO ILUSTRADO”, REALIZADO EM 2018 NO CENTRO MARIA GRAZIA.

APÊNDICE B – COMPILADO DE FOTOS DA APLICAÇÃO DOS JOGOS EM SANTA MARIA E NO CENTRO MARIA GRAZIA.

APÊNDICE C – COMPILADO DE FOTOS DA CRIAÇÃO DOS DESENHOS EM SANTA MARIA E NO CENTRO MARIA GRAZIA.