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3.5 GONSIDER AÇ 5ES SOBRE O S MODELOS A PRESENTADOS
Os modelos de uma form a geral, não apresen tam restriçSes
de t r a n s p o r t e s , tampouco comentam sobre o sistem a de custos
utilizado, sendo que o da Copersucar nem se quer considera custos,
mas apenas maximiza a produção de açúcar. D e sta m aneira ele
considera erroneam ente que a produção de 50 kg de açúcar em um
bloco a 50 km de distância, t e r á o mesmo valor, no modelo, que a
produção dos mesmos 50 kg d istan tes 10 km.
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capacidade de corte e moenda nos vários períodos da estação de
corte.
O modelo americano, embora, s e j a o de mais difícil
implantação, é o mais completo dos t r ê s , pois procura maximizar
rec e ita e não produção, considera potenciais desafiantes para as
decisSes de replantio, considera limites máximos e mínimos de
capacidade de corte e utiliza o conceito de bloco considerando
grupos de variedade de cana e tipo de solo.
No próximo capítulo elabora-se o subsistem a de cálculo
da rentabilidade e do valor p rese n te do modelo proposto neste
trabalho, d e s ta m aneira, ter-se-á um sistem a de benefício e custos
detalhado, que s erá a base do modelo matemático desenvolvido de
CAPÍTULO 4
SU BSISTEM A DE CÁLCULO DA RENTABILIDADE E DO VALOR PRESENTE
A fim de que se possa program ar um cronograma de corte
p ara a lavoura canavieira, com o objetivo de maximizar o lucro do
proprietário, é fundamental que se tenha um sistem a que s e ja capaz
de considerar os custos e benefícios diferenciados para cada área
com cana.
O s custos se diferenciam em função do tipo de manejo
utilizado, da distância da área á usina e da su a produtividade.
Quanto aos benefícios, e s t e s se diferenciam segundo a
produtividade da área e de s u a riqueza em açúcar.
P a r a que o sistem a pudesse s e r desenvolvido, foi preciso
primeiro definir c erto s conceitos. E s t e s conceitos dependem de
alguns cálculos ou colocaçSes :
a> FATOR DE RATEAMENTO
S e a em presa dedica-se a difere n tes exploraçSes, tais
como o u tra s culturas agrícolas, pecuária, avicultura etc., as
de sp e sas e custos comuns de sta s exploraçSes devem s er rateados,
respeitando um certo critério, a cada uma delas. O fa t o r qu© vai
r a t e a r e s t a s d e spesas e custos comuns será denominado de fa t o r de
r ateam en to "F R " <23>.
Apenas aconselha-se aqui que o critério utilizado deva
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v en d as ", metodologia e s t a aplicada a sistem as de custos de
p ro cesso s conjuntos (15) e (3 0 ), que busca uma m aneira de atribuir
a cada produto final um custo que s e j a rep re sen tativ o da sua
capacidade de gerar receitas.
b)BLOCO
Utiliza-se o conceito de bloco para definir uma unidade
física da lavoura de cana-de-açúcar com as seguintes características :
- m esma variedade;
- mesmo tipo de solo (bom, médio ou ruim );
- mesmo estado (cana-planta, soca 1 , soca 2 ..., etc.);
- mesmo estágio (tem po de m aturação);
- mesmo manejo (cultivo mínimo ou convencional).
c) COEFICIENTE CCT
O coeficiente CCT (c o rte , carregam ento e t r a n s p o r t e ) é o
coeficiente correspondente ao custo de corte, carregam ento e
tr a n s p o r t e da cana na colheita. No seu cálculo incorporam-se as
características do bloco, tais como tipo de caminhão utilizado
p ara o t r a n s p o r t e , carregadeira e distância do bloco à usina. Este
coeficiente é um valor previamente calculado p ara cada bloco, e
s e r á multiplicado posteriorm ente pela produtividade do bloco.
d) COEFICIENTE TPH
O coeficiente TPH (tonelada de cana por h ec ta re ) varia
em cada bloco de estado para estado, e em cada estado de acordo
produtividade do bloco, e posteriorm ente s e rá multiplicado pelo
coeficiente CGT para form ar os custos correspondentes ás operaçSes
de c o rte , carregam ento e t r an sp o rte da cana. Por su a v ez e ste
coeficiente ainda s e rá multiplicado pelo valor da tonelada de
cana, segundo a su a riqueza em açúcar, para o respectivo bloco,
formando assim o benefício de determinada decisão.
e2> COEFICIENTE POL % cana
O coeficiente POL%cana refere- se à riqueza da variedade,
cultivada em determinado tipo de solo. Em o u tra s palavras,
trata- se da percentagem de açúcar que determinada variedade tem
sob c e rt a s condiçSes de solo, clima, idade e tempo de maturação.
f> COEFICIENTES TÉCNICOS AGRONÔMICOS
Os coeficientes técnicos utilizados no sistem a foram
baseados em uma grande usina do estado de São Paulo, mais nada
impede que sejam modificados segundo o usuário do sistema. E stes
coeficientes estão associados ás diversas operaçSes de manejo,
como pode s e r visto no Apêndice 1 . Um estudo detalhado destes
coeficientes e operações é fundamental para a precisão dos
resultados. Quanto aos índices de produtividade e riqueza em
açúcar de cada variedade num respectivo tipo de solo, e st e s serão
levantados paira cada usuário, de form a a estabelecer melhor os
benefícios. Porém, na falta de ste s, algumas instituiçSes fazem
levantam entos de curvais por região, os quais podem s er utilizados
como uma base p ara a tomada de decisão no cronograma de corte.
A seguir serão ap resen tados resumidamente os principais
4 5
4.1 C R I A Ç Ã O D O S A R Q U I V O S D E D A D O S
E s t a é a f a s e de geração dos arquivos de dados
n ecessários p ara os cálculos de custos, benefícios, rentabilidade,
valor p r e s e n t e e das inform açSes para a geração do modelo de otimização.
a> ARQUIVO DQ USUÁRIO
VARIAVEL
ENTRADA DENOMINAÇXO DA VARIÁVEL UNIDADE
VALOR USUA LOCAL NFC FCCZ) j Nome do usuáio
Local e sigla do estado Número de fr e n t e s de corte Capacidade de corte da fr e n t e Z no FrotaCk) j mês j Capacidade da fr o t a de caminhão ton. TMA Nb MESES tipo k no mês j
Taxa mínima de atratividade Número de blocos
M eses da estação de corte Cabril,maio, junho....,novembro)
a.l) CALENDÁRIO DO USUÁRIO
A bri 1 M aio Junho Julh o Agosto S e t Out Nov
O arquivo a.l - calendário do usuário - refere- se aos
dias disponíveis para o tra n sp o r te da cana em cada mês da estação
de corte. É sabido que, embora não se corte cana aos domingos e
alguns feriado s, a usina nao deixa de funcionar e realizam-se
previam ente co rte s nos dias úteis. O t ra n sp o r t e , porém, ó feito
b > A R Q U I V O C O M P L E M E N T A R
VARIAVEL .
ENTRADA DENOMINAÇXO DA VARIAVEL UNIDADE VALOR
FINSOCIA rinsocial FUNRURAL Funrural
ICM Imposto de Circulação de Mercadorias
PIS PIS
ANOBASE Ano base para os cálculos do valor p rese n te
ANOZERO Ano base par o início do planejam en to - s a f r a 1 -
ANOFINAL Ano base para o final do horizonte de planejamento
NE Número de estados a considerar
PCC Preço da cana no campo C z $ / t o n
PCE Preço da cana na e st e ir a C z S /t o n PZA P u r e z a média do caldo da cana do
usuário
PB Preço básico da cana CIAA) C z $ / t o n T Custo estipulado p ara t ran sp o rte C z $ TEMAX Tempo máximo de maturação p ara a
Cana-soca m eses
TEMIN Tempo mínimo de maturação para a
Cana-soca m eses
TEMAXK Tempo máximo de maturação para a
Cana- planta m eses
TEMINK Tempo mínimo de m aturação para a Cana- planta
c> ARQUIVO DOS CUSTOS IN DIRETOS
VARIAVEL
ENTRADA DENOMINAÇXO DA VARIÁVEL UNIDADE VALOR
ARREND Realização de arrendam ento ? PRÓPRIA Utilização de t e r r a própria ?
DAT D esp esas adm inistrativas totais C z $ JCF Juros so bre o capital fixo %
/
ano QUAFIX Quantidade da participação em ton eladas p ara as t e r r a s arrendadas ton RT F ator de rateam ento
SA L G astos com os sistem as de apoio á
lavoura C z $
TARR Total da área arrendada ha
TRAT Taxa de rem uneração so bre a t e r r a
própria % / ano
VALHEC Valor de um hectare para arrendam en
to na região C z $
VBEN Valor das benfeitorias da fa zen d a ou
da em presa agrícola C z $
4 7
d ) A R Q U I V O D O S C U S T O S D I R E T O S
VARIAVEL
ENTRADA DENOMINAÇXO DA VARIÁVEL UNIDADE VALOR
ABC A b e r tu r a de canal de vinhaça C z $ / h r
ACB Acabamento de plantio C z S / h r
APCADO Aplicação de calcário dolomítico C z S / h r APHEB Aplicação de herbicida barra C z S / h r APHEC Aplicação de herbicida costal C z $ / h r APHES Aplicação de herbicida semi-mec C z $ / h r APTF Aplicação de t o r t a de filtro C z S / h r
APU Aplicação de uréia C z $ / h r
CAM Carregam ento de mudas C z $ / t o n
CCADO Carregam ento de calcário dolomítico C z S / h r
CIS C o bertura com inseticida C z $ / h r
CTF Carregam ento de t o r t a de filtro C z S / h r
CULT Cultivador C z S / h r
DISTV Distribuição de vinhaça C z $ / h r
ENLE Enleradeira C z $ / h r
GRADC Gradeação de curvas de nível C z $ / h r GRADI1 Gradeação intermediária 1 C z $ / h r GRADI2 Gradeação intermediária 2 C z $ / h r
GRADL1 Gradeação leve 1 C z $ / h r
GRADL2 Gradeação leve 2 C z S / h r
GRADP1 Gradeação pesada 1 C z $ / h r
GRADP2 Gradeação pesada 2 C z $ / h r
MOA Mão-de-obra adm inistrativa C z $ /d i a
MOC Mão-de-obra comum C z $ /d i a
MOE Mão-de-obra especializada C z S /d i a
SUBADC Subsolador- Adubador- Cultivador C z S / h r
SUBS Subsolador C z S / h r
SUDUB Sulcação e adubação C z S / h r
SULCR Sulcação e repontas C z $ / h r
TERRC Terraceam ento C z S / h r
TERRP Terraplenagem C z S / h r
TRADUB T r an sp o rte de adubos C z S /t o n TRBG T ran sp o rte de bagacilhos C z S /t o n TRIN T ran sp o rte de insumos do depósito á
lavoura C z $ / t o n
TRMUD T ran sp o rte de mudas C z S /t o n
TRNIA Tran sp o rte de nitrato de amónia C z S /t o n
TRP T ran sp o rte de pessoal Cz$/home»r
TRV T ran sp o rte de vinhaça C z S / m 3
TRCADO T r an sp o rte de calcário dolomítico C z $ / t o n VC Custo da operação de corte C z S /t o n CH Custo horário da carregadeira C z $ / h r
CR Capacidade da carregadeira t o n /h r
CMKCk> Custo por quilômetro do caminhão
tipo k C z $ /k m
e ) A R Q U I V O D O S I N S U M O S
VARIAVEL
ENTRADA DENOMINAÇXO DA VARIAVEL UNIDADE VALOR
ADUB5 Adubo 5-25-25 C z $ / t o n
ADUBló Adubo 5-16-36 C z $ / t o n
ADUB2 Adubo 20-00-32 C z S /k g
ADUB3 Adubo 30-00-20 C z S /k g
BIAG4 Biagro 40 C z $ / L t
CADO Calcário dolomítico C z $ / t o n
DAM 2,4 - Damina 720 C z $ / L t
DIOR Dioron C z $ /k g
EXT Extravion C z S / L t
GEX Gesapax 500 C z $ / L t
ISC Isca granulada C z S /k g
MS MA MSMA C z S / L t
NI A Nitrato de amónia C z $ / t o n
PERF Perflan C z $ / L t
ROUD Roundup C z S / L t
SIMB Simbar 80 C z $ / L t
O ARQUIVO DOS BLOCOS
Este arquivo arm azena dados r e fe r e n t e s aos blocos, de
form a que se p ossa agrupá-los posteriorm ente segundo suas
características de manejo e recursos:
VARIAVEL
ENTRADA DENOMINAÇXO DA VARrÁVEL UNIDADE VALOR
BLOCO VARIED TIPOSOLO ESTADO
Código do bloco
Variedade plantada no bloco
Tipo do solo (ruim ,médio ou bom) Estado da lavoura ou idade do ciclo (cana- planta, cana- socai... e tc )
DATAULTI Data do último corte (m ês) mês
FUNDAÇAO D a ta do plantio (m ês) mês
DATAPLAN Data do plantio (ano) ano
A A rea do bloco ha D TIPOCAM N=VIAGEM ZONA CULTIVO VINHAÇA
Distância do bloco â usina Tipo de caminhão
Número de viagens por dia com o tipo de caminhão do bloco
Número da fr e n t e de corte
Tipo de cultivo utilizado no bloco (mínimo ou convencional) ?
Utilização ou não de vinhaça ?