• Nenhum resultado encontrado

Um modelo de planejamento do sequenciamento de corte da cana-de-açucar

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Um modelo de planejamento do sequenciamento de corte da cana-de-açucar"

Copied!
156
0
0

Texto

(1)

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA DE PRODUÇXO E SISTEMAS

UM MODELO DE PLANEJAMENTO DO SEQUENGIAMENTO DE CORTE DA

CANA-DE-AÇÚCAR

DISSERTAÇXO SUBMETIDA À UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

PARA A OBTENÇXO DE GRAU DE MESTRE EM ENGENHARIA

RINALDO VIANNA PIEDADE

FLORIANÓPOLIS

SANTA CATARINA - BRASIL

(2)

UM MODELO DE PLANEJAMENTO DO SEQUENGIAMENTO DE CORTE DA

CANA-DE-AÇÚCAR

RINALDO VIANNA PIEDADE

ESTA DISSERTAÇXO FOI JULGADA ADEQUADA PARA A OBTENÇXO DO TÍTULO DE

"MESTRE EM ENGENHARIA"

ESPECIALIDADE ENGENHARIA DE PRODUÇXO E APROVADA EM SUA FORMA FINAL

PELO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇXO

BANCA EXAMINADORA:

Prof. Ricardo Miranda Barcia, Ph. D.

Coordenador do Curso

Prof. Bruno Hartm ut Kopittke, Dr.

Presidente

Prof. Júlio C. ST Gonzalez, M. Sc

(3)

Gléo e Mytsrael

(4)

AGRADECIMENTOS

p esso as

Maruf esto meus sinceros agradecim entos ás seguintes e instituiçSes:

Aos P r o fe s s o r e s BRUNO HARTMUT KOPITTKE e JÚLIO G. B.

GONZALEZ, pela eficiente orientação oferecida.

Ao Analista de Sistem as LUIZ HENRIQUE BRILLINGER, pelo

apoio e dedicaçao na elaboração do programa computacional.

À CAPES, pelo auxilio financeiro.

Ao P r o fess o r MIGUEL FIOD NETO, e enfim, a todas as p essoas

que direta ou indiretam ente, contribuiram para a realização d e sta dissertação.

(5)

SUMÁRIO C A P ITULO 1 . 1 .1 In t r o d u ç ã o ... 1-2 A im portância do t r a b a l h o ... 2 1 . 3 0 o b je t iv o do t r a b a lh o ...6 1 . 4 L im ita ç S e s do t r a b a l h o ...7 1 . 5 A m etodologia a p l i c a d a ...y

GAPÍ TULO 2 - ELEMENTOS BÃSICOS SOBRE A LAVOURA DE

CANA-DE-AÇÚCAR...g

2 . 1 . A origem e as condi cSes c lim á tic a s e x ig id a s pela cana-de-açúcar...

2 . 2 V arie d ad es de cana-de-açúcar

10 2 . 3 Curvas de maturação...

^ Preparo da lavo ura de c a n a —d e —a ç ú c a r... 1 0

...15 2 . 4 . 1 Preparo do solo. 2 . 4 . 2 P l a n t i o ...

^

2 . 4 . 3 T ratos c u l t u r a i s ... ^ 7 2 . 4 . 4 C o l h e i t a ... 2. 5 A a g r o in d ú s t r ia c a n a v i e i r a ...

2 . 5 . 1 O programa nacional de melhoramento da cana-de-açúcar...

2 . 5 . 2 O programa nacional do á l c o o l ...

21

(6)

v i

s a c a r o s e ... 2 3

2 . 7 Subprodutos da cana-de-açúcar... 26

CAPITULO 3 - 0 PLANEJAMENTO DO SEQUENCIAMENTO DE CORTE DE LAVOURAS

DE CANA-DE-AÇÚCAR NA ATUALIDADE...29

3 .1 O procedim ento usual no B r a s i l ...2 9

3 . 2 O modelo a u s t r a l i a n o ... ... 3. 3 O modelo am erican o ... 3 2 3 . 3 . 1 Programa de c o l h e i t a ... ... 3 . 3 . 2 Programa de r e p l a n t i o ... 3 5 3 . 3 . 3 Programa d i r e t r i z ... 3 0 3. 4 O modelo da c o p e r s u c a r ... 3 g

3 . 5 C o n sid e raçSe s sobre os modelos a p re se n ta d o s... ... 40

CAPÍTULO 4 - SUBSISTEMA DE CÁLCULO DA RENTABILIDADE E DO VALOR

PRESENTE...

4 .1 C riaç ã o dos arq uivo s de d a d o s ... 4 5

4 . 2 Sistem a de c u s t o s ... c;q

4 . 2 . 1 Custos d i r e t o s ... 5 1

4 . 2 . 1 . 1 Custos d ir e t o s não associad os à p r o d u t i v i d a d e .51

4. 2. 1 . 2 Custos d ir e t o s asso c iad o s à p r o d u t iv id a d e ... 5 2 4 . 2 . 2 . Custos i n d i r e t o s ... 5 3

4 . 2 . 3 Alocação dos custos nas datas dos c o r t e s ...5 6

4 . 3 Sistem a de b e n e f í c i o s ... 5 0

^ C á lc u lo da r e n t a b i l i d a d e e do valor p r e s e n t e ... 61

4 . 4 . 1 C á lc u lo da r e n t a b i l i d a d e ...0 1

(7)

4 . 5 Um exemplo de a p l i c a ç ã o ...6 3

CAPITULO 5 - SUBSISTEMA DE GERAÇXO DO PROBLEMA DE OTIMIZAÇÃO. . . . 71

5 . 1 C ria ç ã o do í n d ic e " A " ...

5 . 2 C ria ç ã o dos c onjun tos de blocos para as r e s t r i ç S e s ...7 2

5 . 2 . 1 Conjunto dos blocos de determ inado t ip o de caminhão K ... 7 3

5 . 2 . 2 C o n ju n to de blocos de determ inada f r e n t e de corte Z. . 7 3

5 . 2 . 3 Conjunto de blocos s u j e i t o s às r e s t r i ç S e s de moenda. . 74 5 . 3 Função o b j e t i v o ...7 4

5 . 4 R e s t r iç õ e s do problem a... 7 4

C A P ITULO 6 - SUBSISTEMA DE SOLUÇXO DO MODELO E APLICAÇXO. . . . 8 0

CAPÍ TULO 7 - CONCLUSOES E RECOMENDAÇOES...Q6

7 . 1 L im ita ç Se s do m odelo... gg

7 . 2 A n á l is e dos r e s u l t a d o s ... g7

7 . 3 RecomendaçSes ...ÍOO

(8)

v i i i

APÊNDICES

APÊNDICE i - C o e f i c i e n t e s té c n ic o s das operaç3es e insumos segundo os manejos u t i l i z a d o s ...

APÊNDICE 2 - Dados de custos e c ap ac id ad e do u s u á r io para a s it u a ç ã o f i c t í c i a ... 1 2 1

APÊNDICE 3 — Dados r e fe r e n t e s às variedade s u t i l i z a d a s na situaç ã o c^i. ci ... 1 2 5

APÊNDICE 4 — Dados r e f e r e n t e s aos blocos u t i l i z a d o s para a s it u a ç ã o f i c t í c i a ... 1 30

L IST A DE GRÁFICOS

GRÁFICO 1 - Canas moídas - B r a s i l ... 3

GRÁFICO 2 - Produção de açúcar - B r a s i l ...4

GRÁFICO 3 - Produção de álcool - B r a s i l ... ... ...5

GRÁFICO 4 - Curva de maturação da v a r ied a d e Co 7 4 0 , segundo os dados da T a b e l a l ... 1 5

G ^^F IC O — S it u a ç a o t e ó r ic a da evolução da p ol% cana de duas

i edades em funçao do mês da estação de c o r t e ... 30

L IST A DE TABELAS

TABELA 1 — R esultados das médias de p o l% can a, para as 15

v a r ie d a d e s de cana-de—a ç ú c a r , nas 8 épocas de c o l h e i t a , de maio a dez. 1 9 8 0 ... 1 4

TABELA 2 - Tempo de CPU em segundos gastos para resolver o modelo segundo o número de b l o c o s ... g2

L IST A DE FIGURAS

FIGURA 1 - P r i n c i p a i s deriv ad o s e u t i l i d a d e s do bagaço

FIGURA 2 - Sequencíamento de corte dos b lo c o s ...

28

(9)

L IST A DE GRAFOS

GRAFO 1 — P r i n c i p a i s a l t e r n a t iv a s de c o rte para uma v a r ie d a d e

p la n ta d a em f e v e r e i r o , com tempo de maturação para cana-planta

v a r ia n d o de 17 a 21 meses e tempo de maturaçao para c a n a —soca

(10)

X

RESUMO

O p rese n te trabalho tem por objetivo o desenvolvimento

de um siste m a de planejamento do sequenciamento de corte de

lavouras de cana-de-açúcar, a t r a v é s dos cronojram as de corte de um

ciclo completo d e sta cultura. Isto é conseguido atrav és da

maximizaçao do valor p r e s e n te das várias alternativas de corte,

segundo um modelo de programação linear 0 -1 , com solução heurística.

Na introdução do trabalho são abordados a importância do

s e t o r sucroalcooleiro para a economia brasileira, o objetivo a ser

alcançado e a metodologia aplicada. São, também, apresentadas

c aracterísticas particulares do cultivo da cana-de-açúcar, os

program as brasileiros de apoio ao s eto r, discute—se as

dificuldades do planejamento da lavoura de cana e, ainda, faz-se

uma revisão dos modelos propostos por outros au to res para resolver e st e complexo problema de planejamento.

A seguir

é

ap resentado um novo modelo para

sequenciamento de corte de lavouras de cana-de-açúcar que

incorpora o planejamento de curtíssimo, curto e médio prazo, adaptado às condiçSes brasileiras.

Ao final, é ap rese n tad a uma análise do modelo, quanto às

su as limitaçaes e a seu s resultados. Concluindo faz-se algumas

recom endações p ara novos estudos relacionados ao problema de

planejamento do sequenciamento de corte de lavouras de cana-de-açúcar.

(11)

ABSTRACT

The objective o f this study was, the development o f a

planning sy stem fo r the h arv e st scheduling of sugar cane, through

the chronogram o f ' one full cycle o f this plantation. This was

accomplished by the p rese n t value maximization o f the many cut

altern ativ es, according to a 0 - 1 linear programming model, with heuristic solution.

Importance o f the sugar and alcohol sectors for the Brazilian economy, the objective to be attained and the applied

methodology are discussed in the study introduction.

Particularities of sugar cane cultivation are also presented, as

well as the Brazilian supporting program s to the sector. The

difficulties o f the su gar cane cultivation planning are discussed

tog eth er with a revision o f the models proposed by several authors to solve this complex planning problem.

Next, a new model for h arv e st scheduling planning of the

sugar cane is developed. It incorporates very sh o rt, short and

middle run planning adapted to the Brazilian circumstances.

Finally, an analysis o f the model is presented, with

r eferen ce to its limitations and results. Some recommendations are

formulated fo r new studies related to the subject of planning h a r v e s t schedules fo r su gar cane plantations.

(12)

CAPÍTULO 1

1.1 INTRODUÇSO

O Brasil

ò,

na atualidade, o maior produtor mundial d©

cana-de-açúcar. E s t a colocação privilegiada e n tr e os países

p rodutores de cana-de-açúcar se deve, sem dúvida, ao in te resse

governam ental para que e s t a cultura tivesse sua área de plantio

aum entada, notadam ente nos últimos anos, com a implantação do

P r o g r a m a N a c io n a l do Álcool CPROALGOOL).

A lavoura de cana-de-açúcar, desde a implantação do

P r o g r a m a N a c io n a l de M e lh o r a m e n t o d a Cana- de- Açúcar <PLANALSUCAR>

tem sido alvo de in ten sa pesquisa no sentido de se buscar ag

variedades e épocas de plantio mais adequadas em cada uma das

reg iS es canavieiras do país. Neste contexto, e st e trabalho se

in sere como uma fe rr a m e n ta que irá ajudar os adm inistradores de

lavouras a determ inar as épocas mais adequadas de plantio e corte

de seu s canaviais, de form a a maximizar o lucro desta atividade.

Um nível de eficiência econômica mais elevado é atingido

a t r a v é s do uso de uma tecnologia avançada de planejamento do

sequenciamento do co rte , baseado na construção de sistem as de

inform açSes detalhados e complexos, que subsidiem os modelos de

decisão, a p artir dos quais se pode determinar as épocas mais

adequadas p ara plantio, corte e industrialização de uma lavoura,

além também de ob ter a projeção da evolução do canavial (provável

situação nos anos s e g u in t e s ) e uma série de o u tra s informaçSes

(13)

1.2 A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO

Segundo dados do relatório anual Planalsucar 1985 <29>,

na s a f r a 1985/1986 operaram 390 unidades industriais, mantendo

aproximadamente a seguinte distribuição: 30 usinas que só

produziram açúcar, 165 usinas que produziram açúcar e álcool, e

195 destilarias autônomas. E ssas unidades produziram n e s t a mesma

s a f r a aproximadamente 11,820 bilhSes de litros de álcool e 7,819

milhSes de toneladas de açúcar, moendo cerca de 223,672 milhSes de toneladas de cana.

A região Centro-Sul, no plano de s a f r a deste mesmo ano,

e r a responsável por 81,4 % da produção de álcool, no que se

de stac a o estado de Sao Paulo, com 60,7 % da produção total do Brasil.

A região Norte-Nordeste possui a produção concentrada

principalmente nos e stados de Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

A á rea cultivada com cana-de-açúcar no Brasil, destinada

á produção de açúcar e álcool, em 1985, foi de 4.165.300 hectares

rep resen tan do uma expansão de 7,7 % em relação aos 3.867.200

h ec ta re s cultivados em 1984, valor e s t e superior aos 3,9

%

de

aumento de 1984 em relação a 1983.

O s Gráficos 1 , 2 e 3 m ostram a evolução da indústria

sucroalcooleira no Brasil nos últimos anos. E s t e s gráficos têm o

propósito de m o strar a atual situação do Brasil como produtor de

(14)

24

04

§ co N 00 \

ID

00 C

Û

CO tr5 co & 00 00 s ro co ro oo s.

C\J

00 oj 2 co £ < 00 w

UJ

O

55 V)

> ° o z co < Q CO cn N

a>

h-oo f-00 h-N tO r-«

<

o

<

_j

UJ

z

o t—

UJ

Q

<

r

>

UJ

•vo

X

(S3QH1IW) SVQV13N01 G R A F I C O 1 - C anais m o í d a s - B r a s i l F O N T E - I A A

(15)

<

o: L. <

<n

ui o <o o <

_

<n

<

o < _i ui

z

o

UI

0 CO UI 1 o

X

(S30HHW) SV0V13N01 G R A F I C O 2 - P r o d u ç ã o d e a ç ú c a r - B r a s i l F O N T E - I A A

(16)

5 «

a.

u> <

<n

Ui o to

o

z <

CO

o cr

*-UI

0 to

UJ

»o 1

CD

( S30HTIW) sooiario s o h ih w G R A F I C O 3 - P r o d u ç ã o d e á lc o o l - B r a s i l F O N T E - I A A

(17)

enfatizando a importância de um planejamento inform atizado p ara o s e t o r canavieiro.

Ê evidente a importância do seto r sucroalcooleiro p ara a

economia nacional, principalmente se considerar-se ainda o valor

social que o s e t o r adquiriu atualmente, com as conquistas nas

negociaçSes dos sindicatos de trabalhadores junto aos produtores

de álcool e açúcar. Vale lembrar que as usinas e destilarias são

obrigadas, a t r a v é s de lei, a aplicarem uma percentagem de sua

renda b r u ta com a venda de seu s produtos no bem-estar social de

s eu s empregados. E s t a verba geralmente é aplicada na construção de

h ospitais, escolas, clubes e centros de e sp o rtes com função social p ara os s eu s empregados.

1-3 O O BJETIVO DO TRABALHO

O objetivo do trabalho é construir um modelo matemático

e um s o ft w a r e que servirá como uma fe rr am e n ta para os

adm inistradores de plantaçSes de cana, no planejamento do

sequenciam ento de cortes das su as lavouras, proporcionando uma

maior economicidade nas decisSes sobre as épocas ideais para esse s cortes.

O modelo s e r á capaz de considerar p ara e f eito de planejam ento, um ciclo completo da cana-de-açúcar, e nele planejar

o cronogram a de corte e plantio de um produtor ou usina em um

horizonte de curtíssimo (m ensal), curto Canual) e médio (ciclo completo) prazo.

(18)

7

1.4 L IM IT A Ç Õ E S DO TRABALHO

Quanto às limitaçSes impostas no desenvolvimento do

modelo com o objetivo de simplificar a abordagem do problema,

deve-se mencionar os seguintes itens:

a ) O número máximo de socas deve s e r previamente

definido;

b> Considerou-se, p ara alimentar o modelo, apenas o

siste m a de plantio, corte e pagamento utilizados na

região Su deste;

c> O modelo não considera, paira efeito de planejamento,

a s canas-de-ano e ano bis;

d) O sistem a de curtíssimo prazo ainda e st á com

horizonte mensal e não semanal;

e> O limite para a quantidade de blocos a ser

considerada é relativamente pequeno;

f> O modelo utiliza-se de heurísticas, o que conduz à

subotimizaçSes.

1.5 A METODOLOGIA APLICADA

P ara uma melhor definição do problema, uma pesquisa de

campo foi realizada atra v é s de várias visitas a usinas

açucareiras, incluindo um estágio de t r ê s m eses em uma usina que é

considerada atualmente como a maior do mundo: Usina da Barra,

localizada no município de Ba rra Bonita - SP.

(19)

amplitude do problema, p rever possíveis dificuldades na su a

solução , firm ar contatos com técnicos envolvidos com o problema e o b te r dados p ara o modelo.

Uma ampla pesquisa bibliográfica procurou estudar

•artigos e trabalhos de au to r es estran geiro s e nacionais, com o

propósito de conhecer as propostas e xiste n te s, de form a que se

pudesse avaliá-las dos pontos de v ista prático e teórico.

A formulação do modelo matemático demandou também uma

ampla pesquisa bibliográfica direcionada para estudos de soluçSes de problemas combinatórios de grande porte.

Finalmente, construiu—se um sistem a computacional, para

o modelo, o qual foi aplicado a uma situação fictícia, a partir de

dados fornecidos por uma grande usina do estado de São Paulo,

(20)

CAPÍTULO 2

ELEMENTOS B Á SIC O S SOBRE A LAVOURA DE GANA-DE-AÇÚCAR

2 1 A___ORIGEM E AS CONDIÇQES CLIM ÁTICAS E X I G I D A S PELA CANA-DE-AÇOCAR

Nao se tem encontrado uma concordância a respeito da

origem da cana-de-açúcar. Os chineses afirmam conhecê-la desde

3000 anos a n t e s da n o ssa era. Eles foram os primeiros a fabricarem

açúcar, extraindo o caldo da cana.

O comércio dos povos antigos como egípcios, fenícios e

p e r sa s com a índia e outros países orientais, introduziu a cana e

o açúcar no mundo ocidental.

Em 1506, Pierre d^Etiença planta a cana— de-açúcar em

São Domingos, e daí e s s a expande-se a Cuba, e America do Sul.

As condi çSes climáticas mais favoráveis ao seu cultivo

sao climas quentes sem estação fr ia , com uma estação de chuvas

abundantes Ca cana requer chuvas na média de 1200 mm anuais) e um

período de estiagem pronunciada p ara o amadurecimento da cana.

Por imperativo das condiçSes climáticas, o b serva—se que

a cana-de-açúcar é um produto das regiSes tropicais e

sub-tropicais. A cana cresce satisfato riam en te som ente dentro dos

limites das isoterm as seten trion ais e meridionais, de 18 graus

(21)

na A rgen tin a, Estados Unidos <Luisiana> e na índia, os danos

causados pelas geadas são quase sem pre graves para a planta.

Finalmente, trata-se de uma cultura perene, ou s e ja , uma

v e z plantada e colhida, pode fornecer ainda várias outras

colheitas, em detrim ento de um decréscimo na produtividade.

2 2 VA R IEDADES DE GANA-DE-AÇÚCAR

Como cana-de-açúcar incluem-se diversas espécies do

gênero Saccharum <S.Officianarum> S.Spontaneum , S.Sinephis,

S.B arberi, S.Robustum ), mas as variedades hoje usadas são

híbridas, onde se procura aliar as melhores características de

cada espécie, principalmente no tocante à resistência a doenças,

p rag as e riqueza em sacarose.

Os híbridos melhores são multiplicados já em toletes

p a r a o campo. O u t r a s seleçSes são fe it a s posteriorm ente, tais

como: desenvolvimento, perfilhação, florescimento, sanidade, vigor

e riqueza em açúcar. Após e s s a s seleçSes, os "SeedJLings"

considerados prom issores são colocados em experim entos junto com

as variedades conhecidas. Esse trabalho de fabricação de uma nova

variedade é longo, sendo necessários de 8 a 1 0 anos de pesquisa.

Todos os países produtores de açúcar produzem

variedades. A s siglas mais conhecidas e ntre nós são:

E S T R A N G E I R A S :

(22)

11

CP - Canal Point CE.U.A.);

Co - Cormbatore Cindia);

B - Barbados;

NCo - Natal CSul da A fr ic a ), com sem entes de Corm batore;

PR - Porto Rico; H - Havaí; NA - Norte da Argentina; Q - Queensland <Austrália); N A C I O N A I S : CB - Campos Brasil;

IAC - Instituto Agronômico de Campinas;

RB - República do Brasil Cl A A e Planalsucar);

SP - São Paulo CCoopersucar);

PO - Pedro Om etto CUsina da Barra-SP).

Nas variedades liberadas p ara o plantio comercial,

procura-se sem pre atingir a 3 fa t o r e s primordiais que são: alto

rendimento agrícola C t /h a ), alto rendimento industrial C açúcar/ha)

e ausência de florescimento. Quanto ás p ragas e doenças, tem-se

procurado maximizar a relação e ntre riqueza em açúcar e

sensibilidade a doenças, dando maior importância à riqueza em

açúcar, desde que e s t a suplante os e feito s da doença.

As variedades são ainda classificadas segundo suas

(23)

2.3 CURVAS DE MATURAÇXO

Durante o ciclo vegetativo da cana-de-açúcar, a

t e m p e r a t u r a e a umidade são os fa t o r e s que assumem importância

fundam ental no seu desenvolvimento. O crescimento é intenso em

reg iS es quentes de insolação elevada, predominando o vigor

v egetativ o, com formação gradual de sacarose em internódios mais

adultos. O amadurecimento, ou s e ja , o arm azenam ento de sacarose,

ocorre predom inantemente em períodos moderadamente secos,

som breados e frios, livres de geadas, onde o crescimento é praticam ente nulo C22>.

As variedades, quando em condições favoráveis de clima e

solo, ap rese n tam um aumento na concentração de sacarose aparente

com a idade fisiológica da cana, atingindo um máximo, e

decrescendo em seguida quando da ausência das condiçSes favoráveis

ao amadurecimento <22>. Nota-se que as curvas de maturação se

diferenciam nao só devido ás variedades, mas tambem devido às

condiçSes de clima e de solo. Baseado n es te enunciado é que se

aconselha que tais curvas sejam levantadas para cada região,

segundo a localização dos usuários Haw mesmas.

O comportamento da cana-de-açúcar, quanto á maturação,

pode s e r observado a t r a v é s de análises tecnológicas, considerando

principalmente a sac aro se ap aren te (pol%cana), acompanhando o seu

desenvolvimento durante o período de m aturação, resultando na

curva que c a r a c t e r iz a a m aturação de uma variedade < 2 2 >, como

(24)

13

Diante do reconhecimento da qualidade da matéria-prima

p ara a indústria do açúcar e do álcool, a trav és do sistem a de

pagam ento de cana- de- açúcar pelo teo r de sacarose, torn a-se

evidente a importância do conhecimento das características

tecnológicas in eren tes a cada variedade de cana-de-açúcar.

D e s te modo, P a razzi e t alii. ( 2 2 ) desenvolveram um

estudo de qualidade da cana-de-açúcar, em relação ao período de

am adurecim ento, utilizando a metodologia da p ren sa hidráulica,

em pregada nas análises para efeito de pagamento de cana-de-açúcar

pelo teo r de sacarose. Este estudo baseou-se em variedades

comerciais, cana-soca, envolvendo as diversas características

v arietais, m ostrando as curvas de maturação e, principalmente, o

efeito da metodologia analítica aplicada.

A Tabela 1 a seguir é fr u to deste trabalho e contém os

resultados das médias de pol% cana (teo r de sa c a r o s e ) de 15

variedades. O plantio foi efetuado em fevereiro de 1978,

colhendo-se a cana-planta em agosto de 1979, ou s e ja , os dados

nela contidos r e fe r e m —se ao corte da primeira soca e, para a

variedade da tabela, cortada em maio, equivale um tempo de

m aturação de 9 m eses (agosto-maio), e assim por diante p ara todas

as demais variedades.

As parcelas se constituíram de 7 (s e t e ) linhas úteis de

10 (d e z ) m etros, com espaçam ento de 1,5 m etros, com 4 (q uatro)

r ep etiç Ses por variedade.

(25)

mensalmente a partir de M alo/80 durante 8 Coito) épocas.

\ ar iGÕ3vi.0S - É P 0 C A S M é d i a s de

V a r i e d a d e s

MAI JUN J U L AGO SET OUT NOV DEZ

Co740 9,78 11,91 13,93 15,16 16,39 16,91 17,66 17,14 14,86 KA56-79 13,58 15,09 15 ,18 16,31 17,28 16,85 16,23 15,70 15,78 Co775 9,8 1 11,51 14,52 16,58 18,46 18,79 18,05 15,85 15,44 C347—89 10,23 11,39 13,15 14,26 15,38 16,11 15,53 14,45 13,81 IAC52/326 9,1 0 11,36 13,44 14,62 16,27 17,45 16,90 16,27 14,42 CP51-22 9,65 12,02 13,54 14,16 16,30 17,09 16,03 15,40 14,27 CB-Í 6-47 12,01 13,24 15,13 16,52 17,40 17,51 17,76 16,91 15 ,81 C341-76 9,2 5 10,93 13 ,09 13,81 15,72 16,02 15,13 14,35 13,54 IAC51/205 9,5 8 11,81 13,6 4 14,87 15,90 15,85 15,43 14,09 13,90 C340-I3 12,06 12,45 13,93 15,95 16,94 16,75 14,79 13,78 14,58 IAC58/4S0 10,91 12,30 1 3 ,9 1 15,86 16,95 16,96 17,15 15,51 14,94 IAC48/65 9,57 12,31 13 ,4 0 14,71 14,37 14,36 13,47 13,03 13,16 IAC52/150 11,52 13,22 15,43 16,4 6 16,91 16,98 16,04 14,22 15 ,1 0 C347-355 8,0 5 9,8 5 11,00 12,07 13,69 14,08 14,65 15,08 12 ,3 1 C353-98 7,80 9,7 3 12 ,57 13,23 15,06 16,02 15,62 14,25 13,05 t-vSdias 10,20 11,94 13 ,7 2 14,97 16,20 16,51 ' 16,03 15,07 14,33

TABELA 1 - Resultados das médias de pol% cana, para as 15

variedades de cana-de-açúcar, nas 8 épocas de colheitas, de maio a

dez 1980.

FONTE - Parazzi e t aiii. C22>.

Todos os cuidados estatísticos foram tomados. Os

resultados foram , para cada variedade, plotados no Gráfico 4. Nele

a curva de maturação comporta-se como uma função quadrática e tem,

como fo n t e de dados, as médias de pol% cana da Tabela 1, p ara a

(26)

15 RENDIMENTO (P O L % CANA) A 15,0 •

8

,

0

.

L---- ,--- ,--- ,--- ,--- ,--- ,---

r-— - -

-

*>

M J J A S 0 N MESES

GRAFICO 4 - Curva de maturação da variedade Co 740, segundo os dados da Tabela 1.

FONTE - P arazzi e t alii. C22>.

2.4 PREPARO DA LAVOURA DE CANA-DE-AÇÚCAR

Procura-se n e s t a e ta p a definir resumidamente as fa s e s

de manejo da cana-de-açúcar, desde o preparo do solo até a colheita.

2.4.1 PREPARO DO SOLO

O sistem a radicular da cana-de-açúcar é profundo,

(27)

ou subsolagens.

A subsolagem tem por vantagem descompactar* o solo, o que

é necessário devido ao grande número de máquinas e caminhSes que

trabalham nas colheitas, ou até mesmo à existência de uma

compactação natural. E s t a descompactação facilita a penetração de

água no solo e o desenvolvimento das r a ize s da cana.

A operação de preparo do solo conta ainda com a

utilização de grades de discos, para d e s fa ze r to r r S e s, trabalhar a

superfície do solo, proporcionando uniformização da superfície e

e n t e r ro das erv as daninhas, nascidas ou germinadas após a

subsolagem.

A qualidade deste preparo é muito importante para os

trabalhos p o ste rio res no combate à erosão e paira a evolução da

cana. O bom preparo vai aum entar a capacidade de embebição do

solo, facilitar a sulcação e a obtenção da regularidade do solo

desejada, enquanto a má sulcação impede o bom aproveitamento

chuvas pela cana e a irregularidade do terren o impede a boa

aplicação de adubos e defensivos, aplicados com tr a t o r e s também

durante e s t a fase.

Atualmente o preparo do solo e st á sofrendo

diversificaçSes nas s u a s operaçSes quanto ao tipo de solo, ou

s e j a , solos areno so s com preparo diferenciado de solos argilosos

Cmais férteis>. Nos solos areno so s costuma-se aplicar a prática do

cultivo mínimo procurando, desta form a, uma maior economia do

(28)

17

o decréscimo no rendimento agrícola.

2.4.2 PLA NTIO

O plantio é feito com canas inteiras ou com toletes de

30 a 40cm. A cobertura do sulco pode s er realizada com tr a t o r

operando com cultivador adaptado, desde que a camada de t e r r a s e ja

de mais ou menos lOcm, p ara facilitar a germinação. A sulcação

deve s e r profunda (+ou- 30cm> e de preferência em curvas de nível

ou cortando as águas, para aproveitar- as chuvas e evitar a erosão.

P ara a s regiSes sudeste e centro-sul do Brasil existem

duas épocas de plantio, uma de agosto a outubro, quando se planta

a cana—de—ano (colhida e ntre agosto e outubro do ano seg u in te) e

o u tra de dezem bro a março chamada de cana-de-ano-e-meio e colhida

com aproximadamente 18 meses.

E xiste, ainda, a cana-de-ano-bis, que é colhida após 24

m eses aproximadamente. Porém, a prática mais difundida é a de

cana- de- ano- e- meio, que garante um maior retorn o para o

em presário, sendo a cana-de-ano-bis pouco praticada pelais usinas e

destilarias.

2.4.3 TRATOS CULTURA I S

Após o plantio realizam-se os t r a t o s culturais da

cana-planta, que consiste em operaçSes de aplicação de insumos,

carpas manuais, formicida, combate à erosão etc. Todas e st a s

(29)

primeiro corte.

Assim que se realiza um corte, decide-se se haverá mais

colheita. Em caso afirm ativo, é necessário que se faç a os

cuLturais de maneira a se obter um bom rebrotam ento e, por

conseguinte, uma boa produção na próxima s a fra. P ortanto, os

t r a t o s culturais da cana-soca só são realizados se fo r decidido e f e t u a r mais uma colheita.

As operaçSes envolvidas, nos t r a t o s culturais da

cana-soca diferem um pouco daqueles aplicados á cana-planta, e

constituem-se de: enleiramento de palha, carpa manual, aplicação

de herbicidas, formicidas, vinhaça, cultivo mecânico etc.

2.4.4 COLHEITA

A lavoura de cana ó, no Brasil, apontada como a

atividade rural que a p r e s e n ta maior índice de ocupação de

mao-de-obra - cerca de 750.000 empregos diretos <27 >. En tretanto,

a mecanizaçao das lavouras de cana <diga~se de passagem , de grande

importância p ara o s e t o r ) vem ganhando espaço no cenário

canavieiro, principalmente no que diz resp eito à operação de

colheita. Porém, a adaptação de uma em presa para a colheita

m ecanizada leva cerca de 5 anos, prazo suficiente p ara se fechar o

ciclo desde o plantio até o último corte, quando se t e r á a área disponível p ara a mecanização.

Além disso, é preciso desenvolver a infra- estrutura

(30)

19

mecânicos, técnicos, oficinas de apoio no campo e oficina de alto

nível na sed e da organização. Atualmente, o maior problema p ara a

mecanização da colheita são a s próprias máquinas, que por enquanto

não atingiram um nível tecnológico satisfató rio pois, ap esar de

conseguirem um ótimo rendimento, apresentam fr eq u en tes quebras.

E n t r e t a n t o , não s e deve esquecer que, embora não se

tenham dados concretos, a maior p arte da colheita no Brasil ó

fe it a à mão, necessitando de um enorme contingente de

trabalhadores. P ara que se possa t e r uma idéia deste contingente

b a s t a dizer que, mesmo nas grandes em presas que utilizam

mecanização na colheita, geralmente a colheita manual responde com

mais de 70% do total colhido.

2 3

A AGROINDÚSTRIA CANAVIEIRA

O Brasil e as Antilhas constituíram-se, durante os

séculos XVII e XVIII, nos grandes abastecedores de açúcar da

Europa. P ara s e t e r uma idéia da importância do açúcar para a

economia brasileira, b a s t a mencionar um editorial da rev ista Stab

<27 > onde se afirm a que Karl Marx, já no primeiro capítulo de seu

"Dais Kapital", afirm ava que "a exploração de 80 anos das minas de

diam antes no Brasil não alcançariam sequer o produto médio de 1.5

anos das plantaçSes brasileiras de açúcar...", e ainda segundo

Lam artine Navarro J r, " 2 / 3 do valor da produção gerada no Brasil

e n t r e 1500 e 1822 veio da cana-de-açúcar, ap esar de o Brasil t e r

sido o maior produtor de ouro e diamantes do mundo".

(31)

de produtores e pelo volume limitado efetivam ente trocado e n tre

produtores e consumidores. Isto m ostra que uma grande p arte da

produção é consumida "in loco", somente 2 0 % da produção mundial

sendo destinada ao mercado internacional <27>. .

Em 1987, 60% do volume de cana-de-açúcar da s a f r a

brasileira foram destinados ao fabrico do álcool etílico, para

aten der à alta demanda gerada pelo PR OG R A M A N A C IO N A L DO Á L C O O L

(PRQA LCO OL) sendo o r e s t a n t e destinado á fabricação do açúcar.

E s t a política já e st á gerando reflexos no mercado

internacional do açúcar, pois com a diminuição da o f e r t a do açúcar

brasileiro, o mercado internacional responde com um aumento de

preços para e s t a "commoditie".

A economia açucareira nacional é regulamentada pelo IAA-

In stituto do Açúcar e do Álcool, que e stá sob a jurisdição do

Ministério da Indústria e do Comércio. Esse Instituto tornou—se,

desde 1933, o principal responsável pelo controle da produção e da

comercializaçao, agindo como um órgao de planejamento, cabendo ao

mesmo a inf ormaçao e o controle da produção da indústria sucroalcooleira.

2 5 1

° PROGRAMA NACIONAL DE MELHORAMENTO DA CANA-DE-AÇÚCAR

Em 1972, o Instituto do Açúcar e do Álcool criou o

P r o g r a m a N a c io n a l d e M e lh o r a m e n t o d a Cana- de- açòcar <PLANALSUCAR>,

(32)

21

a> Combater as doenças e pragas que atacam a cana;

b ) Diversificar as variedades plantadas no pais;

c> Melhorar a produtividade dos canaviais.

P ara atingir seu s objetivos, o P la n a is u c a r vem colocando

em prática desde 1972 um política voltada para o melhoramento e

seleção de novas variedades de cana, adaptáveis às diferentes

reg iSes açucareiras do país, preocupando-se com estudos sobre

doenças e p rag as, além da fertilidade e nutrição do solo.

Com o grande aumento na demanda de álcool, a partir de

1975, o P lanaisucar vem abrindo novas linhas de pesquisa, com a

finalidade de melhorar as tecnologias açucareiras e alcooleiras.

2.5.2 O PROGRAMA NACIONAL DO ÁLCOOL

Segundo o editorial da r ev ista STAB C27>, o decreto

19717 de 20 de fe vereiro de 1931, tornou obrigatória a adição de

5 % de alcool anidro a toda gasolina importada, e em 1938 e s t a lei

foi estendida a toda gasolina, independente da sua origem.

Com a gu er r a do Yon Kippur de 1973 e a brusca elevação

dos preços do petróleo pelos países membros da O P E P , o álcool

brasileiro vem á cena como importante su b stitu to do combustível

importado, o que foi oficializado em 14 de novembro de 1975, com a

criação do P r o g r a m a N a c io n a l do Álcool CPROÁLCOOLX

Aproveitando-se da capacidade ociosa das usinas de

(33)

necessidade prem ente de geração e poupança de divisas, o PROALCOOL

desenvolveu um programa de m istura de etanol à gasolina capaz de

s u b s tit u ir em até 20% do consumo deste combustível. Nesta fa s e , o

Proálcool e ra quase totalmente baseado na produção de destilarias

anexas ás modernas e ociosas usinas de açúcar.

No entan to, em 1978, com o evento da Revolução

Fundam entalista dos Xiitas no Irã e, posteriorm ente, com a eclosão

da g u e rr a Irã-Iraque, houve uma nova alta abrupta nos preços do

petróleo. E ste fa t o , somado a um disparo das taxas de juros no

mercado internacional, sinalizou à necessidade de uma reação, a

qual não s e f e z esp erar: já em setem bro de 1979 é lançada a nova

fa s e do Proálcool, que p assaria não apenas a complementar a

gasolina consumida no país, mas iniciaria um processo de

substituí-la integralm ente pelo álcool.

Foi, então, lançado um vasto programa de destilarias

autônom as, tendo como m eta a produção de 10, 7 bilhSes de litros

de álcool em 1985.

O Proálcool afe to u a economia e a sociedade brasileira

de modo positivo em várias de su as dimensSes. Do ponto de vista de

s u a motivação prim eira, a economia de divisas, o sucesso é

indiscutível. Do ponto de v ista tecnológico, os ganhos não foram

menos im portantes, b a s t a apenas observar a queda nos custos de

produção e a ascenção do Brasil nos grupos dos países líderes na

tecnologia da cana-de-açúcar, tan to na produção agrícola quanto no

p rocessam ento industrial, onde observam-se aperfeiçoam entos nos

(34)

2 3

equipam entoss especializados.

Não menos relevante foi o impulso dado pelo uso cada vez

mais intensivo dos subprodutos, cuja valorização a c a r r e t a créditos

á produção e reduz substancialmente o custo final do etanol.

Por outro lado, os custos deste programa também se

fize ra m se n tir , pois grande p arte das éreas fé rt e is do Brasil

estão hoje ocupadas com cana, utlizando-se cerca de 4.165.300

h ec ta re s , dos quais 2.000.000 só no estado de São Paulo <29>. E s t a

prática de monocultura em determinadas regiSes tem seu preço do

ponto de v ista ecológico, além disto, os subsídios governam entais,

com o objetivo de m anter a relação de preço álcool/gasolina

favorável ao álcool e a isenção de IGM das canas cultivadas pelos

produtores de álcool, afe tam a economia nacionsd causando

prejuízos p ara outros s e t o r e s e a sociedade.

2 6 °

SISTEM A DE PAGAMENTO DE FORNECEDORES DE GANA PELO TEOR DE

S A C A R O SE

O sistem a de pagamento de fornecedores de cana-de-açúcar

no Brasil, assim como nos demais países onde se explora, com c erta

expressão, a cana-de-açúcar baseia-se, de um modo geral, nas

características de qualidade agroindustrial da matéria-prima e,

principalmente, no se u teor de sacarose. Procurar-se-á estudar

mais precisam ente a metodologia utilizada no estado de São Paulo

que, salvo pequenas modificaçcSes, é a mesma para os outros estados produtores do Brasil.

(35)

Este sistem a é constituído de t r ê s fa s e s diferentes e

interdependentes: a coleta de am o stras, a metodologia analítica e

os cálculos necessários á determinação do valor da cana fornecida

Cl7 ) e C21>.

A coleta de am ostras segue princípios estatísticos e ó

fe it a no momento do fornecimento da carga à unidade industrial,

a t r a v é s de perfuração da carga por sonda am ostr adora mecânica. A

quantidade de am ostras, por fornecedor, obedece a um critério

estabelecido por uma tabela onde o número de am ostras é dado em

função da quantidade de cana entregue pelo fornecedor (número de

viagens e n t r e g u e s ).

O material a s er analisado será» obtido pela m istura

íntima das am ostras simples, preparada em aparelhos

desintegradores. São retira das, então, 5Q0g Cquinhentos gram as),

precisam ente pesados, d e sta m istura, da qual é extraído o caldo

a t r a v é s de uma p r en s a hidráulica, à pressão de 250 K g /c m 2 , durante

um minuto.

A pol% cana Cteor de s a c a r o s e ) do caldo extraído será

determinada, após a clarificação do caldo com su bacetato de chumbo

(sal de h o r n e), em sacarím eíro automático. A pol% de cana CPG)

s e rá calculada atra v é s da seguinte expressão:

pol% de cana = Pex x Cl - CO, 01 x F)3 x G [ 1 3

onde:

(36)

2 5

F =» fib r a industrial calculada em função do peso, em gram as do

material fibroso residual da prensagem

C *= fa t o r de transform ação da pol do caldo extraído em pol do

caldo absoluto

Quanto ao cálculo para determinação do valor da cana

fornecida <V), s e r á expresso da seguinte forma:

onde:

PGf — pol% de cana do fornecedor calculado pela expressão

[13;

PCpadrão = pol% de cana padrão para a região;

Pt» ** preço base da região, em cruzados, de uma tonelada de

cana no campo, fixado pelo IAA em ato específico;

T

valor do t r a n s p o r t e fixado pelo IAA em ato específico;

fC r) « fa t o r que e xp re ss a a relação e n tre a recuperação de pol

na seção de cozimento a ser obtida da cana do

fornecedor e a recuperação padrão, calculada de acordo com:

f<r> = 1,9330 40

P za - 1 [ 3 I

onde:

(37)

2.7 SUBPRODUTOS DA GANA-DE-AÇÚCAR

Deve-se ressaltar a importância dos subprodutos p ara o

s e t o r canavieiro, principalmente na economia de custos que e s t e s

proporcionam aos produtos principais. Atualmente, os subprodutos

têm encontrado utilização desde a simples alimentação animal até a

geração de energia. Como principais subprodutos da produção do

álcool e açúcar pode-se citar: os méis, a vinhaça, o biogás da

vinhaça e o bagaço.

>

a ) M EIS: Os méis na verdade não deveriam s er

classificados como um subproduto, podendo ser considerados como um

dos produtos principais. Porém, sua produção e comercialização só

encon tra lugar em circunstâncias especiais em que a usina, por

algum motivo, se vê obrigada a comercializá-lo. E sta situação é

comumente encontrada naquelas em presas que, possuindo uma

capacidade de destilação insuficiente para atender à demanda de

cana moída, optam por comercializar os méis excedentes.

b> VINHAÇ A: No caso da vinhaça, o seu uso como

s u b s tit u to do adubo Já se viabiliza em muitos casos. Isto tem sido

im portante na preservação do sistem a econômico nas regiSes de

produção de cana-de-açúcar, constituindo um fa t o r importante na

economia de c usto s, além de resolver um antigo problema de

arm azenagem deste subproduto. S u a utilização tem proporcionado uma

maior produtividade e se revelado como um bom p reservador do solo.

c) B IO G A S DA VINHAÇA: O biogás da vinhaça é um estágio

(38)

2 7

estágio piloto, poderá permitir o uso efetivo da vinhâça, não só

para redução de custos, mas como um produto final de venda em

substituição aos combustíveis derivados do petróleo.

d) BAGAÇO: Quanto ao bagaço, é o subproduto do qual se

conhece a maior quantidade de produtos derivados, conforme se pode

verificar na Figura 1. Ainda com uma série de estudos em

andam ento, o bagaço s e r á sem dúvida uma das alternativas que, a

curto e longo p razo e s t a r á atingindo estágio crescente de

participaçao no fatu ram ento , deixando de s e r visualizado como um

subproduto e tornando-se mais um co-produto da valorização da

(39)

BAGAÇO COMBUSTÍVEL— VAPOR-_ DEMEDULAÇÃO-L PROCESSO

-BAGACILHO-L

FIBRA-COMBUSTIVEL

L

PRE-DIGESTÃO— ALIMENTAÇAQ ANIMAL

„ CELULOSE ALFA-CELULOSE TABLEIROS FURFURAL _ MEL HIDROL1TICA ■ ALCOOL FURFURILICO RESINA FURALÍTICA FURANO FARMACOS INSETICIDAS L NYLON _ ETANOL GLICOSE X IL IT O L LEVEDURA TORULA L LEVEDURA PANIFICAÇÃO

_ PRE-DIGESTÃO-- ALIMENTAÇÃO ANIMAL

OUTROS

FIGURA 1 - Principais derivados e utilidades do bagaço.

(40)

CAPÍTULO 3

O PLANEJAMENTO DO___SEQUENCIAMENTO DE CORTE DE LAVOURAS DE

CANA-DE-AÇÚCAR NA ATUALIDADE

Neste capítulo apresentar- se— ão alguns modelos

atualmente utilizados para o planejamento do sequenciamento e do

cronogram a de corte da cana-de-açúcar. No entanto, não foram

incluídos todos os modelos pesquisados para a realização deste

trabalho, como é o caso do modelo peruano ( 3 ), do venezuelano ( 9 )

e de um outro australiano (14>.

O modelo proposto n es te trabalho será detalhado nos

próximos capítulos, e teve como base um modelo desenvolvido na

Universidade Federal de S a n t a Catarina pelo p rofesso r Júlio C. B. Gonzalez.

3 1 ° PROCEDIMENTO USUAL NO BRA S I L

No procedimento usual, o cronograma de corte é definido

a t r a v é s de uma seleção inicial das é reas a serem am ostradas para

análise tecnológica, onde os parâm etros de maturação são

considerados. Em seguida, escolhe-se para o corte os locais com os

m aiores valores de pol% cana.

P ara m o strar que e s t e procedimento nem sem pre é o

melhor, usar-se-à um exemplo simplificado, baseado em um estudo de

(41)

Considere duas variedades " A ” e "B ” que tenham curvas de

maturação que se comportam como no Gráfico 5 abaixo:

pol% 14,0 12,5 12,0 11,0 AAAAAAA AAAAAAA BBBBBBB

maio junho julho agosto

GRÁFICO 5 - Situaçao teórica da evolução da pol% cana de duais

variedades em funçao do mês da estação de corte (Adaptado de <4)).

Neste exemplo, observa-se que, após a seleção de duas

variedades A e B, a decisão usual seria o corte da variedade A em

maio, restando p ara junho a variedade B. O total de açúcar

provável n es te caso seria de 245Kg (120 de A em m aio/junho, mais

125 de B em ju n h o /ju lh o ) por tonelada de cana. Porém, se a decisão

fo r baseada na projeção das curvas, ou s e ja , levasse em

consideraçao o comportamento das variedades ao longo da estação de

c o rte , a decisão de corte s eria invertida para corte de B em maio

e corte de A em junho, totalizando 250Kg de açúcar provável <110

de B em m aio /ju n h o , mais 140 de A em ju n h o /ju lh o ) por tonelada de cana.

E ste exemplo auxilia a compreensão da complexidade do

problema real, que comporta um número muito maior de combinaçSes

(42)

31

A maioria das variedades atingem seu ponto de maturidade

ótimo em uma mesma época de co rte , mas infelizmente, devido à

incapacidade da usina de processá-las n e s t a época, algumas áreas

devem s er "sac rific adas" em épocas não ideais, de form a a dar

possibilidade de todas serem processadas durante a estação de

corte.

E s t a dificuldade, junto com o dimensionamento da fr o t a

de veículos p ara tra n sp o r te e a distância dos canaviais à usina,

são também restriçcSes importantíssimas para o planejamento da

colheita no Brasil. Um plantio racional de variedades com picos de

maturação d ifere n tes quanto à época (precoce, média e ta r d ia ),

pode s er de grande valia para reduzir os possíveis ‘'sacrifícios".

3.2

O MODELO A U ST R A LIA NO

Whan e t alii (3 3 ), em 1976, desenvolveram um modelo para

a rotação das s a f r a s de cana-de-açúcar, o qual procura otimizar o

r e to rn o de uma fa ze n d a a t r a v é s de um cronograma de corte ótimo.

Formularam primeiramente uma versão deter minis tica de um processo

de Markov, onde a probabilidade de passagem de um estado paira

outro assum ia valores iguais a 1 ou 0. E sta e s t r u t u r a de problema

determinística perm itiu, em um segundo trabalho (34 ), a solução e

análise dos resultados deixando-se livre a probabilidade de

passagem de um estado para outro (modelo probabilístico).

(43)

N K j Maximizai' \ \ r x X

Lu

Lu

^

Jk j = l K = i su jeito a: x jk ^ o ; j = 1, 2, 3, ...N; k = 1, 2,...kj; N K j 1

I IX

j = 1 K = 1 K j N K i P K V \ ik

Z ■ Z Z - x‘"

J = i i = i K = i

■0

; j ■ 2- 3’"N

onde:

N = Número de estados no processo;

X = Proporção da fazen da no estado j submetida á alternativa k;

r ^ = Retorno da decisão k no estado j;

P = Probabilidade de transição de i paira j sob a alternativa k J

Cigual a 0 ou 1 som ente, na formulação determinística);

Kj = Número de alternativas para o estado j;

Ki = Número de alternativas para o estado i.

O modelo, como se pode observar, é não linear, k

devido ao produto P. . x X , e su a solução foi obtida a trav és do

i J vk ^

algoritmo de Howard, de sucessivas aproximaçSes lineares.

3.3 O MODELO AMERICANO

(44)

x rjN*Hoca ÜolvcrsitÊrtv ,1'

Kidder <10), em 1982, de form a a conceber um sistem a de decisão

para a substituição dos canaviais dos produtores de cana-de-açúcar

da Flórida. Devido ás particularidades na form a diferenciada de

pagamento p ara os produtores independentes "F o r n e c e d o r e s d a s

U s i n a s daqueles produtores ligados à uma cooperativa de

p rodutores de açúcar, o modelo tem uma visão modificada para cada

caso. O modelo considera como "A d m in is t r a t io n C a n e " a cana

produzida por uma cooperativa ou por um membro desta, e

" I n d e p e n d e n t C a n e " , a cana produzida por um produtor independente, que pode vendê-la a uma usina.

A decisão de replantio segundo e ste modelo deve s e r

alcançada com a combinação de t r ê s program as de otimização:

a ) Program a de Colheita;

b ) Program a de Replantio;

c) Program a Diretriz.

3.3.1 PROGRAMA DE COLHEITA

O program a de colheita requer informaçSes concernentes

ao estado dos blocos (á r e a s com determinada variedade e tipo de

solo) e x is te n te s no início da estação 1 , o qual poderá prever a

produção de cada bloco p ara cada período potencial de colheita. O

program a de colheita, então, produz uma e s t r u t u r a de maximização

da rec eita na colheita. Em resum o, e s t e program a vai "d a t a r " a

colheita de um bloco durante a estaçao de corte 1 , de maneira que

(45)

N 1 1 Max R = ) ) R x H fk fk f = 1 k = mr> S u je ito a: k =i N ^ ~ l ^ U B ^ <k s= m , m + f = i N

I -

f = i fk ^ L B k ( k = m , m + 1 , . . . , ! ! > H = 0 ou 1 fk onde:

R = Receita líquida de todos os blocos colhidos;

U

9

R = Receita líquida quando o bloco

f

é colhido no período k;

H = 1 , se o bloco f é colhido no período k;

= 0 , em caso contrário;

N = Número de blocos disponíveis p ara a colheita;

m = 1 , se o program a está rodando paira o início da estação;

= a cada período de colheita a s er considerado, em caso

contrário;

UB^

O número máximo de biocos a s e r colhido no k-ésimo período;

(46)

3 5

3.3.2 PROGRAMA DE REPLANTIO

O program a de replant-io compara a rec eita p rev ista de

cada bloco, em s eu s possíveis períodos de colheita, com o valor

anualizado do desafiante. A solução do program a de replantio

indica quais blocos deverão s e r deixados para mais uma soca na

estação 2 e quais deverão s e r replantados, de form a a maximizar a

rec eita do usuário. P ara os blocos a serem reform ados, o programa

indica também o d e safiante adequado.

N° 11 N ° X

Max R-

■ XX

r

°

k

- K°-+ X X

f = i k = i f = 1 c = 1 S u je ito a: 11 X

X H'k * X vf. =

k = 1

1

c = 1

<r

-N° N ° X

X H-+ X X k‘ *v

f = 1 f = A c = 1 N° N° X

fc -S UBk

<k . 1 ,2 ,...U>

X h°>< * X X k* *v'«-lbk <k-1>

2’-

'115

f = 1 f = 1 c = 1 X k °

X

k* x Vf<= á

X

“ *K

Cf ■

c = 1 k = 1 H° = 0 ou 1 fk V, = 0 ou 1 f c

(47)

onde:

R = Receita líquida incluindo valor anualizado p ara os r

replantios;

R °k = Receita liquida p a ra colheita do bloco f no período k;

H °k = 1 , se o bloco f é colhido no período k;

= 0 , em caso contrário;

= Receita líquida anualizada p ara o c-ésimo d e safiante;

V c = 1, se o bloco f é substituído pelo desafiante G;

= 0 , em caso contrário;

N° = Número total de blocos na fazenda;

X = Número total de d esafiantes;

* ^

k = 1 , se a rotaçao do desafiante c começa com um plantio

sucessivo, k é um período apropriado para a colheita,

e k ° é um período de plantio;

= 0 , em caso contrário;

= Número máximo de blocos que podem s er colhidos no k-ésimo período;

LB^ = Número mínimo de blocos que podem s e r colhidos no k-ésimo

período;

H = Vetor de solução ótima para program a de colheita.

3.3.3 PROGRAMA D I R E T R IZ

O program a diretriz não considera o estado da, cana

atualm ente crescendo durante a estação 1 , mas sim resolve a

questão de como os rec u rso s serão organizados, quais variedades

serão cultivadas em cada tipo de solo, quantos anos cada uma delas

s e r á cultivada, e em que período s e r á colhida, se estiv esse

(48)

3 7

de cana e se todas as variáveis prognosticadas atualmente

estiv erem alcançando os valores esperados. O program a diretriz

determ ina uma quantidade racional lógica de razoáveis desafiantes.

Um valor anualizado deve s e r calculado p ara cada um desses

d e s a fia n t e s , e e s t a s informações são chamadas p ara a e ntrada do

program a de replantio. L 1 11 I J

IZIII

l = l h = O k = i i = l j = 1 Max R = > ) ) ) > CR x V ____ > -K x U -K x F S u je ito a: 1 11 I J

I I I I "W + ^ a ’

h = O k = l

i = 1

j = 1 1 1 1 f , =

y

,

Z ^

i i l k l

a

" L> k = 1 1 = 1

11

1

U l = I I V o u k l - U . . . , L > k = 1 i = 1 11 1 11 1

I I V * I I viukl a - W.L>

k = i i = 1 k = 1 v = 1 11 11

Y

V Hi<j+i>kl -

Y

V h i ->kl <J

; = o;2r

l « 1 ,2 ,...,L> L 1 I J

I I I I W

* ÜB, 1 = 1 h = 0

i

= 1 j = 1

(49)

1 = 1 h = O t = 0 j = 0

V, . . , , , u, F, F 0, em valores inteiros

rn-jkl l

onde:

Rp = Receita líquida esperada da política diretriz para a fazen d a;

^hijkl” ^ ece^ a líquida da h-i-ésima variedade de cana excluindo

custos de "d e scan so " e plantio, no j-ésimo ano de seu

ciclo, quando colhida no k-ésimo período, no 1-ósimo tipo

de solo, onde i indica a variedade de cana plantada e

h = 0 se a cana é plantada sucessivam ente e h = 1 , senão;

^hi.jkl= Número de blocos colhidos no k-ésimo período com cana da

h-i-ésima variedade de cana no j-ésimo ano de seu

ciclo, plantada no 1-ésimo tipo de solo;

I = Número de variedades;

L = Número de tipo de solos;

J * Número máximo de socas;

= Número de blocos sucessivam ente plantados no 1-ésimo tipo

de solo;

L

U = 2 = Número t-otal de blocos sucessivam ente plantados;

l = i

= Custo do plantio sucessivo por bloco;

F = Número de blocos em "descan so " com 1-ésimo tipo de solo;

L,

F = ^ F^ = Número total de blocos em "descan so";

(50)

3 9

K = Custo de manutenção do "descan so ” mais custo de preparação do bloco, e replantio por bloco;

= Número de blocos com o 1-ésimo tipo de solo;

UB^ = Número máximo de blocos que podem s e r colhidos no

período k;

LB^ = Número mínimo de blocos que podem s e r colhidos no

período k.

3.4 O MODELO DA COPERSUCAR

O enfoque dado a e s t e trabalho é o mesmo utilizado pelos

am ericanos, porém retrata- se aqui apenas o program a de colheita,

que é o program a em estágio de aplicação por e s t a cooperativa em

algumas de su as usinas cooperadas. Os demais program as Cdiretriz e

replantio) ainda estão em fa s e de desenvolvimento <4> e C28).

O planejamento de corte da Copersucar, tem o objetivo de

maximizar a produção de açúcar nas condiçSes atuais da lavoura.

N M V

J

Su jeito a: M X . é S p ara t = 1,2,...N tj t N i.

(51)

onde:

Z — Total de açúcar (K g ) obtido durante a s a fr a ;

X. . Uj = Á re a (h a ) do bloco i cortada no mês i da s a f r a ;-j

ATR. . = Açúcar teórico recuperável (Kg a ç ú c a r /t cana) do bloco i

VJ ^

no mês j da s a fr a ;

P. . * Produtividade Ct c a n a /h a ) do bloco i no mês i da s a fr a ;

= Á rea (h a ) do bloco i;

Qj = Valor máximo em toneladas de cana própria que pode ser

moído no mês j da s a fr a ;

N = Número de blocos;

M = Número de m eses de safra.

Gomo se pode ver, o modelo acima é semelhante ao

program a de colheita do modelo americano anteriorm ente

ap resen tad o, com a diferença básica de que e st e trabalha com a

maximizaçao da produção, enquanto o modelo americano procura

maximizar a receita líquida proporcionada pela colheita.

3.5 GONSIDER AÇ 5ES SOBRE O S MODELOS A PRESENTADOS

Os modelos de uma form a geral, não apresen tam restriçSes

de t r a n s p o r t e s , tampouco comentam sobre o sistem a de custos

utilizado, sendo que o da Copersucar nem se quer considera custos,

mas apenas maximiza a produção de açúcar. D e sta m aneira ele

considera erroneam ente que a produção de 50 kg de açúcar em um

bloco a 50 km de distância, t e r á o mesmo valor, no modelo, que a

produção dos mesmos 50 kg d istan tes 10 km.

(52)

41

capacidade de corte e moenda nos vários períodos da estação de

corte.

O modelo americano, embora, s e j a o de mais difícil

implantação, é o mais completo dos t r ê s , pois procura maximizar

rec e ita e não produção, considera potenciais desafiantes para as

decisSes de replantio, considera limites máximos e mínimos de

capacidade de corte e utiliza o conceito de bloco considerando

grupos de variedade de cana e tipo de solo.

No próximo capítulo elabora-se o subsistem a de cálculo

da rentabilidade e do valor p rese n te do modelo proposto neste

trabalho, d e s ta m aneira, ter-se-á um sistem a de benefício e custos

detalhado, que s erá a base do modelo matemático desenvolvido de

(53)

CAPÍTULO 4

SU BSISTEM A DE CÁLCULO DA RENTABILIDADE E DO VALOR PRESENTE

A fim de que se possa program ar um cronograma de corte

p ara a lavoura canavieira, com o objetivo de maximizar o lucro do

proprietário, é fundamental que se tenha um sistem a que s e ja capaz

de considerar os custos e benefícios diferenciados para cada área

com cana.

O s custos se diferenciam em função do tipo de manejo

utilizado, da distância da área á usina e da su a produtividade.

Quanto aos benefícios, e s t e s se diferenciam segundo a

produtividade da área e de s u a riqueza em açúcar.

P a r a que o sistem a pudesse s e r desenvolvido, foi preciso

primeiro definir c erto s conceitos. E s t e s conceitos dependem de

alguns cálculos ou colocaçSes :

a> FATOR DE RATEAMENTO

S e a em presa dedica-se a difere n tes exploraçSes, tais

como o u tra s culturas agrícolas, pecuária, avicultura etc., as

de sp e sas e custos comuns de sta s exploraçSes devem s er rateados,

respeitando um certo critério, a cada uma delas. O fa t o r qu© vai

r a t e a r e s t a s d e spesas e custos comuns será denominado de fa t o r de

r ateam en to "F R " <23>.

Apenas aconselha-se aqui que o critério utilizado deva

(54)

4 3

v en d as ", metodologia e s t a aplicada a sistem as de custos de

p ro cesso s conjuntos (15) e (3 0 ), que busca uma m aneira de atribuir

a cada produto final um custo que s e j a rep re sen tativ o da sua

capacidade de gerar receitas.

b)BLOCO

Utiliza-se o conceito de bloco para definir uma unidade

física da lavoura de cana-de-açúcar com as seguintes características :

- m esma variedade;

- mesmo tipo de solo (bom, médio ou ruim );

- mesmo estado (cana-planta, soca 1 , soca 2 ..., etc.);

- mesmo estágio (tem po de m aturação);

- mesmo manejo (cultivo mínimo ou convencional).

c) COEFICIENTE CCT

O coeficiente CCT (c o rte , carregam ento e t r a n s p o r t e ) é o

coeficiente correspondente ao custo de corte, carregam ento e

tr a n s p o r t e da cana na colheita. No seu cálculo incorporam-se as

características do bloco, tais como tipo de caminhão utilizado

p ara o t r a n s p o r t e , carregadeira e distância do bloco à usina. Este

coeficiente é um valor previamente calculado p ara cada bloco, e

s e r á multiplicado posteriorm ente pela produtividade do bloco.

d) COEFICIENTE TPH

O coeficiente TPH (tonelada de cana por h ec ta re ) varia

em cada bloco de estado para estado, e em cada estado de acordo

(55)

produtividade do bloco, e posteriorm ente s e rá multiplicado pelo

coeficiente CGT para form ar os custos correspondentes ás operaçSes

de c o rte , carregam ento e t r an sp o rte da cana. Por su a v ez e ste

coeficiente ainda s e rá multiplicado pelo valor da tonelada de

cana, segundo a su a riqueza em açúcar, para o respectivo bloco,

formando assim o benefício de determinada decisão.

e2> COEFICIENTE POL % cana

O coeficiente POL%cana refere- se à riqueza da variedade,

cultivada em determinado tipo de solo. Em o u tra s palavras,

trata- se da percentagem de açúcar que determinada variedade tem

sob c e rt a s condiçSes de solo, clima, idade e tempo de maturação.

f> COEFICIENTES TÉCNICOS AGRONÔMICOS

Os coeficientes técnicos utilizados no sistem a foram

baseados em uma grande usina do estado de São Paulo, mais nada

impede que sejam modificados segundo o usuário do sistema. E stes

coeficientes estão associados ás diversas operaçSes de manejo,

como pode s e r visto no Apêndice 1 . Um estudo detalhado destes

coeficientes e operações é fundamental para a precisão dos

resultados. Quanto aos índices de produtividade e riqueza em

açúcar de cada variedade num respectivo tipo de solo, e st e s serão

levantados paira cada usuário, de form a a estabelecer melhor os

benefícios. Porém, na falta de ste s, algumas instituiçSes fazem

levantam entos de curvais por região, os quais podem s er utilizados

como uma base p ara a tomada de decisão no cronograma de corte.

A seguir serão ap resen tados resumidamente os principais

Referências

Documentos relacionados

A análise mostrou a oportunidade de (i) adoção de uma estratégia de planejamento que reflita um modelo sustentável de desenvolvimento que inclua decisões sobre o futuro da Amazônia

3.3 o Município tem caminhão da coleta seletiva, sendo orientado a providenciar a contratação direta da associação para o recolhimento dos resíduos recicláveis,

Continuando no contexto do Estado brasileiro, o quarto capítulo: O PRONERA como Política de acesso à Educação Superior e os Movimentos Sociais no contexto da Globalização da

A estabilidade do corpo docente permanente permite atribuir o conceito muito bom, segundo os parâmetros da área, para o item 2.2 (pelo menos 75% dos docentes permanentes foram

Os candidatos reclassificados deverão cumprir os mesmos procedimentos estabelecidos nos subitens 5.1.1, 5.1.1.1, e 5.1.2 deste Edital, no período de 15 e 16 de junho de 2021,

Figura I.1 – O processo empreendedor segundo de- finições adotadas pelo GEM – 2014 ...22 Gráfico 1.1 – Taxa de empreendedorismo em está- gio inicial (TEA) dos países

* Movement based refers to any Creative work, from any artistic area, using the movement as basis of work, research or critical approach. Movement understood as the movement of

Conforme mencionado anteriormente, os basidiomicetos de podridão branca são mais utilizados em processos de micorremediação mediado pela biodegradação enzimática, mas a