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4.1. Descrição das estruturas de governança

A Governança Corporativa do SENAI-DR/MS envolve os relacionamentos dos seus órgãos normativos, administrativo, órgãos de fiscalização e controle e demais partes interessadas, estabelecida no Regimento do SENAI, regido pelo Decreto nº 494, de 10 de janeiro de 1962, atualizado pelo Decreto nº 6.635, de 05 de novembro de 2008, onde é definida a forma de funcionamento da organização, incluindo as alçadas e as atribuições de cada agente de governança.

Abaixo apresentamos as principais estruturas descrevendo de forma sucinta suas atribuições, composição e funcionamento.

ÓRGÃOS NORMATIVOS

Conselho Nacional: Com jurisdição em todo território brasileiro, o Conselho Nacional do SENAI tem como função estabelecer as diretrizes gerais que devem ser seguidas pela administração nacional e pelas administrações regionais na educação profissional e tecnológica, incluída a aprendizagem industrial, bem como regulamentar a questão da gratuidade, discutir e definir as metas da instituição e os programas de atuação. Também aprova e fiscaliza a execução do orçamento do Departamento Nacional e Departamentos Regionais. Está composto pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria que será seu presidente nato; presidentes dos Conselhos Regionais, na qualidade de presidentes das federações industriais, representando as categorias econômicas da indústria; de um representante das categorias econômicas dos transportes, das comunicações e da pesca, do Diretor do Departamento Nacional do SENAI; de um diretor da Diretoria de Ensino Industrial do Ministério da Educação e Cultura; de um representante do Ministério do Trabalho e de seis representantes dos trabalhadores da indústria. As reuniões ocorrem ordinariamente, duas vezes por ano e, extraordinariamente, sempre que convocado pelo presidente ou por dois terços de seus membros. O Conselho Nacional se instalará com a presença de um terço dos seus membros, sendo, porém, necessário o comparecimento da maioria absoluta para as deliberações.

Conselho Regional: É o órgão normativo encarregado de fiscalizar a gestão dos recursos do Regional, votar os orçamentos, retificações, suplementação e transposição de verbas. Além de aprovar o relatório de prestação de contas, apreciar mensalmente a execução orçamentária, aprovar anualmente o inventário de bens móveis e imóveis do Departamento Regional, aprovar os quadros, fixar os padrões de vencimento, determinar o critério e a época das promoções, bem como examinar qualquer reajuste de salário e fiscalizar os atos da gestão. As decisões do Conselho Nacional devem ser seguidas pelos Conselhos Regionais. O Conselho é formado pelo presidente da FIEMS; quatro delegados das atividades industriais; pelo Diretor do Departamento Regional; um representante do Ministério do Trabalho; de um representante do Ministério da Educação e Cultura e um representante dos trabalhadores da indústria. As reuniões ocorrem ordinariamente, uma vez por mês e, extraordinariamente, quando convocados pelo presidente, ou por dois terços de seus membros.

ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS

Direção Regional: Cada Departamento Regional será dirigido por um diretor nomeado, mediante entendimento com o presidente do Conselho Regional, pelo presidente do Conselho Nacional e por este demissível “ad-nutum”. Tem como atribuições fazer cumprir, sob sua responsabilidade funcional, todas as resoluções emanadas do Conselho Regional e encaminhadas pelo seu presidente;

69 organizar, superintender e fiscalizar, direta ou indiretamente, todos os serviços do Departamento Regional; apresentar ao Conselho Regional as propostas orçamentárias, as prestações de contas e o relatório das atividades anuais; organizar e administrar o quadro de colaboradores; abrir as contas e movimentar os fundos do Departamento Regional.

ÓRGÃOS DE FISCALIZAÇÃO E CONTROLE

Comissão de Contas: O Conselho Regional designará três (3) dos seus membros para constituírem uma Comissão de Contas que terá a incumbência de fiscalizar a execução orçamentária, bem como a movimentação de fundos do Departamento Regional. Para o desempenho de suas atribuições a Comissão de Contas disporá de auditores independentes.

Auditoria independente: Realizam trabalhos de auditoria operacional, contábil e de gestão, para execução de análise das mutações orçamentárias, financeiras e patrimoniais da entidade, conduzidas de acordo com as normas vigentes do Conselho Federal de Contabilidade e demais legislações pertinentes.

Tribunal de Contas da União: Analisa as prestações de contas anuais do SENAI, dado que em sua Lei Orgânica é previsto que a sua jurisdição abrange os responsáveis por entidades dotadas de personalidade jurídica de direito privado que recebam contribuições parafiscais e prestem serviço de interesse público ou social, bem como todos aqueles que lhe devam prestar contas ou cujos atos estejam sujeitos à sua fiscalização por expressa disposição de Lei.

Controladoria Geral da União: A CGU realiza trabalhos de auditoria e monitoramento para apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.

4.2. Informações sobre dirigentes e colegiados Conselheiros

Sérgio Marcolino Longen Presidente do Conselho Regional

Edemir Chaim Asseff Representante Titular das Atividades Industriais Edis Gomes da Silva Representante Titular das Atividades Industriais Emerson Augusto Miotto Corazza Representante Suplente do Ministério da Educação Giovano Midom Braga Representante Suplente dos Trabalhadores da Indústria Ivo Cescon Scarcelli Representante Titular das Atividades Industriais

José Roberto Silva

Representante Titular dos Trabalhadores da Indústria (Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de MS – FTIMS)

Lenise de Arruda Viegas Representante Suplente das Atividades Industriais Lourival Vieira Costa Representante Titular das Atividades Industriais Luiz Cláudio Sabedotti Fornari Representante Suplente das Atividades Industriais Luiz Simão Staszczak Representante Titular do Ministério da Educação Nilvo Della Senta Representante Suplente das Atividades Industriais Paulo Luiz Furtado Lissaraça Representante Suplente do Ministério do Trabalho

70 Vladimir Benedito Struck Representante Titular do Ministério do Trabalho

Zigomar Burille Representante Suplente das Atividades Industriais Jesner Marcos Escandolhero Diretor Regional

4.3. Atuação da unidade de auditoria interna

Inaplicável à natureza jurídica da Unidade Prestadora de Contas.

4.4. Atividades de correição e apuração de ilícitos administrativos

Pelo princípio da legalidade (art. 5°, II, da CF), não há obrigação ao SENAI de criar uma unidade de auditoria interna, nem desempenhar atividades de correição e apuração de ilícitos administrativos.

4.5. Gestão de riscos e controles internos

Como uma política de melhoria da gestão interna, o Sistema FIEMS está desenvolvendo ao longo do ano de 2017, um projeto de Gestão de Riscos Corporativo de caráter estratégico e de visão sistêmica, buscando melhorar seus resultados, sua eficiência e eficácia nas suas ações, assim como, elevar sua conformidade - Compliance, sua prestação de contas – Accountability, sua governança e transparência, que favorecerão o seu nível de relacionamento com seus clientes e a sociedade.

A Gestão de Riscos do Sistema FIEMS, é uma nova ferramenta de gerenciamento que, somada às de controle interno, permitirá uma maior assertividade e proatividade das ações em nível estratégico, tático e operacional, otimizando, entre outros pontos, o uso dos recursos nos diversos setores da instituição.

O Projeto busca o amadurecimento da gestão e é uma proposta inovadora por parte do Sistema FIEMS, que com a sua implantação estará desenvolvendo, implementando e aprimorando sua gestão e fortalecendo a transparência.

A administração percebe os controles internos como essenciais à consecução dos objetivos da unidade e dão suporte adequado à sua execução. Os procedimentos e as instruções operacionais são padronizados e estão disponibilizados na intranet, sendo de conhecimento de todos os colaboradores.

Tais procedimentos são utilizados de forma que as atividades sejam executadas de maneira uniforme e eficiente. Utiliza-se na entidade a segregação de funções nos processos e atividades, sendo uma maneira de mitigar os riscos.

Os controles internos adotados contribuem para a consecução dos resultados planejados pela entidade, sendo aplicado procedimento com metodologia baseado na Resolução do Conselho Federal de Contabilidade CFC nº 1.135 de 21.11.2008, que aprova a NBC T 16.8, que tem como estrutura de controle interno o ambiente de controle, mapeamento, avaliação de riscos, procedimentos de controle, informação, comunicação e monitoramento, bem como no COSO ERM, com os componentes de ambiente interno, fixação dos objetivos, identificação de eventos, avaliação do risco, resposta ao risco, atividades de controle, informação e comunicação e monitoramento.

Este procedimento tem por objetivo monitorar os controles internos, com a finalidade de atender não somente a legislação vigente, mas também garantir que a administração possa apresentar ao leitor

71 destinatário resultados transparentes e sólidos, que confirmam a eficiência operacional, incluindo avaliação de risco nos processos da entidade, permitindo melhoria nos resultados.

As atividades de controle adotadas estão diretamente relacionadas com os objetivos de controle, sendo de natureza preventiva ou de detecção, para diminuir os riscos e alcançar os objetivos da unidade.

A entidade tem como prática a identificação e o diagnóstico dos riscos em seus processos operacionais, bem como a identificação da probabilidade de ocorrência destes e a consequente adoção de medidas para mitigá-los. Os riscos operacionais identificados são mensurados e classificados de modo a serem tratados em uma escala de prioridades e a gerar informações úteis à tomada de decisão.

Adicionalmente, na ocorrência de fraudes e desvios, o SENAI instaura sindicância para apurar responsabilidades e exigir eventuais ressarcimentos, designando equipe para verificação da ocorrência.

4.6. Política de remuneração dos administradores e membros de colegiados

São considerados administradores, de acordo com o Regimento do SENAI, no âmbito dos órgãos normativos, os membros do Conselho Regional e nos órgãos administrativos o Diretor do Departamento Regional.

A base normativa da remuneração do membro da Diretoria Estatutária e dos Conselheiros é o Regimento do SENAI, regido pelo Decreto nº 494, de 10 de Janeiro de 1962, atualizado pelo Decreto n º 6.635, de 05 de Novembro de 2008. Os membros do Conselho Regional não recebem remuneração.

Quanto à remuneração do Diretor Regional, o mesmo é fixado pelo Conselho Regional conforme previsto no artigo 34, alínea “m” do regimento.

4.7. Informações sobre a empresa de auditoria independente contratada

O SENAI-DR/MS realizou licitação na modalidade Carta Convite, número CV000272016 para contratação de empresa de auditoria independente para prestação de serviços de auditorias de gestão/operacionais e contábeis, para execução de análise das mutações orçamentárias, financeiras e patrimoniais no exercício social de 2016. A empresa vencedora foi a AUDIMEC Auditores Independentes S/S, CNPJ: 11.254.307/0001-35, com sede à Rua Arquimedes de Oliveira, nº 204, Recife/PE. A remuneração do contrato é no valor de R$ 35.000,00 (Trinta e cinco mil reais).

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