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ANALÍSE DO DIAGNÓSTICO

GRÁFICOS E TABELAS COMPLEMENTARES

GRÁFICO 2.A) Participação dos setores econômicos no Produto Interno Bruto do Município – 2010...24 GRÁFICO 2.B) Taxa de crescimento do PIB nominal por setor econômico no Município e no Estado- 2005 a 2010...25 GRÁFICO 2.C) Distribuição das 5 (cinco) principais culturas de rebanho do município – 2011...26 GRÁFICO 2.D) Distribuição das 5 (cinco) principais culturas de agricultura do município, segundo condição permanente/temporária (toneladas) – 2011...26 GRÁFICO 2.E) Taxa de desemprego por área selecionada – 2010...28 GRÁFICO 2.F) Pessoas ocupadas por posição na ocupação – 2010...29 GRÁFICO 2.G) Admitidos e desligados no município – 2005 a 2010...30 TABELA 2 e 3: Matrícula 2010 a 2014 - Alunos da Educação Infantil...42 TABELA 4 e 5: Matrícula para o ano de 2015 - Alunos da Educação Infantil...43

Diagnóstico do P.M.E de Pirapora – SEMED/2015 - pág. 5 1 – INTRODUÇÃO

O Brasil foi legalmente desafiado a planejar o seu futuro educacional para uma década, a partir da promulgação da Lei nº 10.172, de 09 de janeiro de 2001. O Plano Nacional de Educação fixou diretrizes, objetivos e metas para a educação no Brasil, para um período de dez anos determinou que os Estados, o Distrito Federal e os municípios elaborassem planos decenais correspondentes de modo a dar suporte às metas constantes do Plano Nacional de Educação.

O PDME é o documento-referência da Política Educacional do Município, que tem como consequências:

 Definir Políticas e diretrizes para todos os níveis de ensino;

 Dimensionar a presença da atuação estadual e os recursos financeiros envolvidos no atendimento das prioridades dos municípios;

 Organizar sistematicamente as ações do Departamento Municipal de Educação;

 Constituir-se em instrumento hábil de negociação de parcerias;

 Garantir coerência e transparência nas ações desencadeadas pelo DME;

 Garantir a aplicação criteriosa dos recursos;

 Oferecer condições para Avaliação Institucional;

 Esclarecer e informar à população sobre a Política Educacional do Município;

 Garantir a legitimidade social;

 Constituir-se em instrumento capaz de exigir o cumprimento das suas metas;

 Evitar a descontinuidade administrativa;

 Estabelecer políticas para todos os níveis e modalidades de ensino;

 Constituir-se em PLANO DE ESTADO e não de um determinado governo.

O Plano, tanto em nossa história pessoal quanto social, pode ser considerado como o norte, a bússola, o mapa, e a alavanca que orienta, abre, aplaina e sedimenta o caminho para que esperanças, desejos, sonhos e mitos, em torno de um futuro desejável, aconteçam. Mas isto não é tudo. O plano pressupõe, ainda, a capacidade de canalizar toda a energia utópica, o potencial criativo e o saber sócio-científico produzido, historicamente, pela humanidade, colocando-os a serviço da definição de

Diagnóstico do P.M.E de Pirapora – SEMED/2015 - pág. 6 um determinado percurso e não do outro, selecionado para a realização do que se pretende no futuro.

Em junho de 2014, o novo Plano Nacional de Educação (PNE) foi aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pela Presidenta Dilma Rousseff através da Lei 13.005. Esse Plano, o segundo a ser elaborado sob a égide da Constituição de 1988 e da nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), nº 9394/96, fixa as metas e estratégias da educação nacional para os próximos dez anos.

Mais do que isso, o artigo 8° da lei do novo Plano Nacional incumbiu estados e municípios de realizar o processo de discussão para construção e atualização de seus Planos de Educação, em conformidade com o novo PNE, em até um ano a contar da data de sua publicação, que ocorreu no dia 26 de junho de 2014.

Um dos principais motivadores dessa nova conjuntura é a Emenda Constitucional nº 59 de 2009, a qual, segundo o próprio Ministério da Educação (MEC),

mudou substancialmente a condição e o papel dos planos de educação. O Plano Nacional de Educação (PNE) e, consequentemente, os planos estaduais, distrital e municipais passaram a ser decenais e articuladores dos sistemas de educação. (Planejando a Próxima Década – Alinhando os Planos de Educação – MEC)

Desta forma, a atualização do Plano Municipal Educação (PME), em consonância com o PNE, principalmente em relação às vinte metas apresentadas por este, deverá ser realizada por todos os municípios com a participação ativa dos diversos segmentos sociais, com status de Plano de Estado, e legitimado pela realização de audiência pública com a participação da comunidade.

Dentro desta perspectiva, é função do PME hierarquizar prioridades, delineando a política educacional do município, e, a partir de um diagnóstico realista do quadro atual, propor estratégias adequadas para realização das metas propostas. Como resultado, o novo Plano Municipal de Educação deve responder às demandas e

Diagnóstico do P.M.E de Pirapora – SEMED/2015 - pág. 7 carências educacionais da sociedade, além de formar bases sólidas para a gestão democrática.

A necessidade desse processo de planejamento se amplia e se aprofunda no campo da política e ações públicas, como é o caso específico da educação, isto é, quando se pretende desenvolver quaisquer atividades no âmbito de um sistema ou de uma unidade escolar. Percebe-se a necessidade do prévio estabelecimento de finalidades, de objetivos, de metas a serem atingidas, de avaliações a serem realizadas, de resultados a serem quantificados e qualificados, para que processos de decisão relativos a eventuais consecuções e/ou correções de rumos possam ser implementados, no sentido de melhorar a situação existente.

O Plano Decenal Municipal de Educação detalha, sobretudo, os compromissos do Município para com a oferta de educação de qualidade para todos. Busca relacionar o sistema escolar com a comunidade, buscando responder às aspirações e necessidades do educando e de seus familiares, sem perder de vista a existência das limitações e escassez de recursos financeiros, humanos, legais e tecnológicos, mas, por outro lado, sem abrir mão da ousadia necessária para projetar a educação em novo patamar de qualidade e equidade.

Diagnóstico do P.M.E de Pirapora – SEMED/2015 - pág. 8 2 - CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍPIO

2.1 - Aspectos gerais

O São Francisco foi, durante o ciclo da mineração, importante meio de transporte para o abastecimento da região das minas. As mercadorias saíam da Bahia subindo o rio e, quando terminava o trecho navegável, seguiam por terra até os centros mineradores. A cidade nasceu justamente no ponto da baldeação, na margem direita do rio, a jusante da cachoeira de Pirapora. O topônimo de origem tupi significa? Salto de peixe? Ou onde o peixe salta? - pira (peixe) e poré (salto).

Parte da tribo dos índios Cariris, em época remota, teria subido o Rio São Francisco, movida pelo temor à aproximação dos brancos pelo litoral brasileiro e acossada pelas tribos vizinhas. Aportando na área hoje compreendida pelo município de Pirapora, fixaram-se defronte à corredeira, estabelecendo sua aldeia justamente no local onde atualmente situa-se a Praça Cariris ? Centro. Foram sucessivamente chegando à localidade alguns poucos garimpeiros, pescadores, pequenos criadores de gado e aventureiros que, residindo em casinhas de enchimento, cobertas de palha de buriti, construídas segundo a influência indígena, se dedicavam às diversas atividades. Em 1894, chegou ao local Joaquim Lúcio Cardoso e ali instalou armazéns para compra de algodão e venda de tecidos das fábricas dos Irmãos Mascarilhas, encontrando apenas, no então povoado de São Gonçalo de Pirapora, uma população ribeirinha de pescadores.

Durante vários anos lutou aquele comerciante para conseguir a aportagem, em Pirapora, dos navios que já trafegavam no médio São Francisco. Atingido, finalmente, o objetivo, o Porto de Pirapora ficou aberto a navegação regular. Outro fator relevante para o desenvolvimento local foi a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro Central do Brasil. A estação ferroviária foi inaugurada a 28 de maio de 1910. Antes do século XX, somente barcos e canoas se davam o trabalho de chegar até o arraial de São Gonçalo de Pirapora. As grandes embarcações, no início, não tinham por que tomar conhecimento daquele lugarejo. A navegação a vapor pelo São Francisco começara em 1871, mas somente a partir de 1902 foi que os vapores

Diagnóstico do P.M.E de Pirapora – SEMED/2015 - pág. 9 "Saldanha Marinho" e "Mata Machado" iniciaram o tráfego regular com o nosso arraial.

Desde a época do Império, constava dos planos governamentais a ligação ferroviária do Rio de Janeiro a Belém do Pará. Em suas primeiras viagens, os vagões de carga trouxeram material para o início da construção, em 1920, da ponte metálica que cruzaria o Rio São Francisco. De imediato, foi construído o ramal ligando a estação ao porto. Em 1922, os trilhos atravessaram a ponte. Em 1982, chegariam ao Distrito Industrial. Mas por muitos e muitos anos, foi a estrada de ferro quase que o único meio de transporte e comunicação com os grandes centros urbanos do centro-sul do país. Transportando cargas e passageiros, foi ela realmente um dos mais importantes e decisivos fatores de progresso da comunidade. A estrada era um respeitado meio de referência: toda casa comercial fazia questão de acrescentar em seus anúncios e timbres, após o endereço, a expressão EFCB - Estrada de Ferro Central do Brasil.

Em 1913, começou a funcionar a primeira rede de abastecimento de água tratada e foi instalada a primeira rede de telefones urbanos da cidade. Em 1914, começou a funcionar a usina de lenha para fornecimento de energia elétrica à população. Em 1955, na forma de convênio firmado entre a Prefeitura e o Serviço de Saúde Pública - SESP, foi criado o SAAE - Serviço Autônomo de Água e Esgoto, que administra até hoje o tratamento e a distribuição de água no município.

Em 24 de janeiro de 1963, foi constituída em assembléia geral a FRANAVE - Companhia de Navegação do São Francisco, sob a forma de sociedade anônima de economia mista. Em 1964, foi criada a Cidade Industrial de Pirapora, posteriormente denominada Distrito Industrial. Criada em 1975, sob a forma de empresa pública, a CODEVASF - Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco, recebendo a incumbência de cuidar da irrigação e da implantação de projetos na Bacia do São Francisco.

No ano de 1978, o Projeto Piloto de Irrigação de Pirapora, situado às margens da BR-365, na saída para Montes Claros, a 18 quilômetros do Centro da cidade, foi

Diagnóstico do P.M.E de Pirapora – SEMED/2015 - pág. 10 instalado num terreno de 1.500 hectares. A maior parte de sua área viria a ser explorada por colonos da Cooperativa Agrícola de Cotia, ficando a menor parte entregue à empresa FRUTITROP - Frutas Tropicais S.A, do grupo Floresta Minas, beneficiária de incentivos fiscais. Ambas sucedidas pela CAP - Cooperativa Agrícola de Pirapora. O projeto possibilitou a produção em larga escala de uva, mamão, pepino, feijão, abóbora, melancia e manga, fazendo do município um dos maiores produtores de frutas de Minas Gerais.

O município de Pirapora está situado na mesorregião Norte de Minas, na microrregião Pirapora. Caracterizado como um município de Médio Porte sua densidade demográfica é de 97,12 habitantes por km² e sua área territorial é de 549,51Km². Além disso, a superintendência regional de ensino à qual ele está circunscrito é a de Pirapora.