• Nenhum resultado encontrado

GRANDE LAJE

No documento VASCO DE MELLO (páginas 142-152)

O terceiro sistema, nomeado na presente pesquisa de grande laje e

destacado nas imagens pela cor verde, como pode ser visto na Figura

175. É uma grande laje cuja função é apoiar e abrigar todos os ambientes

internos do pavilhão. Esse sistema está apoiado na grande estrutura metálica de formato elíptico, e está instalada no centro exato do grande

vão projetado.

Figura 175 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Grande Laje

143

Com vigas longitudinais dispostas paralelamente por toda a extensão

interna do edifício, esse sistema se ramifica da estrutura metálica

espacial, como pode ser visto nas Figuras 176 e 177.

Ao longo de seu comprimento, os arquitetos projetam rasgos na laje,

locando os ambientes necessários, criando passarelas para a integração

e circulação interna, sendo essa outra característica projectual do arquiteto Vasco de Mello presente neste projeto.

Figura 176 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Grande Laje Perspectiva Interna

Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Figura 177 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Grande Laje Detalhe

Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Figura 178 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Grande Laje Elevação Frontal

144

Nas Figuras 179 e 180 encontram-se as imagens das elevações frontal

e posterior do projeto, nelas se observa o contraste existente entre os

espaços positivos e negativos do prédio. O pavilhão de exposições é uma grande estrutura metálica tubular vazada em formato de elipse, em seu

interior encontra-se no eixo central uma grande laje destinada a abrigar

os ambientes de exposições. Com a composição plástica adotada, obtendo uma ampla abertura no núcleo e espaços vazios no decorrer do

sistema estrutural, a linguagem visual final é de uma organização leve, apesar da mesma ser pesada e complexa fisicamente. A modulação

criada para a estrutura metálica autoportante gera espaços residuais vazios visualmente, como pode ser visto na elevação frontal e posterior. Os espaços considerados cheios nessas imagens são:

- Em sua base, o platô no perímetro do edifício, que garante o fluxo de

acesso dos visitantes ao pavilhão de exposições.

- O sistema estrutural de base composto por cinco pilares de concreto armado, responsáveis por receber a carga gerada pela estrutura metálica e seus ambientes internos.

- A estrutura metálica tubular autoportante em formato de elipse, e a laje

no seu eixo central,

- O sistema de escadas que garante o acesso do público da parte inferior do edifício até a parte interna do pavilhão de exposições.

Figura 179 - Pavilhão do Brasil Expo 70 Fachada Frontal Volume e Superfície Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Figura 180 - Pavilhão do Brasil Expo 70 Fachada Posterior Volume e Superfície Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Positivo

Negativo

LEGENDA

ANÁLISE DE VOLUME E SUPERFÍCIE

145

Nas Figuras 181 e 182 estão presentes as duas fachadas laterais do

projeto, ao realizar a mesma análise feita nas elevações frontal e

posterior o resultado obtido se diferencia. Ao contrário do que acontece no primeiro caso, nessa situação os espaços vazios obtidos no centro da proposta são mínimos.

Os pequenos frisos de área vazia, são os espaços residuais existentes entre o platô, a estrutura de base, e o corpo do pavilhão de exposições.

Ao analisar o projeto como um todo, são esses espaços que agregam

a sensação visual de leveza, mostrando uma conexão agradável entre

o corpo do pavilhão projetado em estrutura metálica autoportante, e o

sistema de base realizado em concreto armado.

Nesse estudo encontramos uma linguagem visual linear e concisa,

agregando grande significado na plasticidade final desejada ao projeto

pelos arquitetos.

Figura 181 - Pavilhão do Brasil Expo 70 Fachada Oeste Volume e Superfície Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Figura 182 - Pavilhão do Brasil Expo 70 Fachada Leste Volume e Superfície Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Positivo

Negativo

146

ANÁLISE DE PLASTICIDADE

DETALHES PROJETUAIS

O projeto do pavilhão de Osaka apresenta características únicas, através

das Figuras 183, 184 e 185 é possível compreender pontualmente como elas se expressam na proposta:

- Ao analisar a implantação se observa a lapidação do terreno, utilizando

ângulos agudos no desenho, para abrigar os acessos e jardins no grande platô criado ao redor do conjunto.

- A forma linear que o edifício exibi, realiza um contraste com as demais

formas geométricas presentes no projeto.

- A estrutura metálica tubular na cor preta é um ponto fundamental ao se realizar uma análise sobre a plasticidade da obra, com uma identidade única pelo seu formato elíptico e a sua modulação.

Figura 183 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Lapidação do Terreno

Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Figura 184 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Estrutura Metálica

Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Figura 185 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Forma Linear

147

- Utilizar a parte inferior do edifício para abrigar as exposições com elementos de grande porte, além de locar ambientes de apoio como sanitários e salas administrativas. Realça a criação de uma grande abertura neste nível com uma escadaria/arquibancada em suas laterais,

essa área foi concebida com a finalidade de situar as apresentações

que ocorreriam no pavilhão durante o evento, esse ambiente pode ser observado com clareza na Figura 187.

- Instalar os acessos para a parte inferior do edifício nas laterais do

conjunto através de escadas, possibilitou que as fachadas laterais e

frontal da proposta estivessem limpas visualmente, proporcionando que

o ponto focal ao se observar o projeto fosse o edifício e sua singular

estrutura metálica, Figura 186.

Figura 186 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Acessos

Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Figura 187 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Espetáculos

148

- A estrutura metálica sendo o ponto principal da proposta, os arquitetos criaram uma cobertura em acrílico transluzido branco, também com um desenho único, que destacava ainda mais o sistema estrutural

desenvolvido para o projeto. Composta por duas capas instaladas

em sentidos opostos, uma na face interna e a outra na face externa, a cobertura concebe uma interessante sobreposição e relação com os elementos e as texturas, Figura 188.

- Para receber a carga estrutural gerada pelo volume metálico do edifício, pilares em concreto armado foram desenvolvidos para exercer essa função. Essa união de dois elementos estruturais diferentes, o aço e o

concreto armado agrega valor na composição visual geral do projeto, por

serem componentes com linguagem plásticas distintas, como pode ser visto na Figura 189.

Figura 188 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Cobertura

Fonte: Arthur Justiniano de Macedo, 2017

Figura 189 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Estrutura de Base

149

PERSPECTIVAS

Figura 190 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Perspectiva

150

Figura 191 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Perspectiva

151

Figura 192 - Pavilhão do Brasil Expo 70

Detalhe Projetual Perspectiva Interna

Fonte: Acervo VMAA

O projeto para o pavilhão do Brasil na Expo 70 realizada na cidade de

Osaka no Japão apresenta uma plasticidade única. Com uma linguagem visual e um entendimento sobre o programa de necessidades diferente

das demais propostas apresentas no concurso, o projeto se destaca até

os dias atuais ao ser analisado.

Moderno e ousado em seu desenho, é um conjunto complexo em alguns pontos, mas em contraposição apresenta escolhas claras e objetivas.

Com traços marcantes os arquitetos realizaram uma proposta inovadora para a época.

152

No documento VASCO DE MELLO (páginas 142-152)