Média padrãoDesvio Média padrãoDesvio Média padrãoDesvio F M F M F M F M F M F M Fluência 45,53 44,10 22,9 22,29 48,59 44,72 21,61 22,53 44,74 53,45 22,02 24,19 Flexibilidade 21,77 21,61 9,76 8,60 24,05 21,36 11,01 8,54 23,15 23,00 10,67 4,25 Elaboração 4,74 4,66 5,03 4,94 4,69 4,80 4,71 5,00 4,63 4,68 4,82 5,61 originalidade 15,33 14,85 19,22 18,81 15,00 15,47 21,28 19,11 13,88 19,81 18,48 30,68 Emoção 1,52 1,51 2,60 2,51 1,47 1,56 2,83 2,56 1,43 1,09 2,45 1,51 Fantasia 0,94 0,91 1,54 1,41 1,00 0,92 1,58 1,44 0,94 0,68 1,48 1,72 Perspectiva incomum 1,11 1,07 1,75 1,70 0,91 1,11 1,26 1,73 1,03 0,86 1,66 1,48 Analogias 2,28 2,18 3,56 3,47 2,32 2,28 3,64 3,53 2,03 2,09 3,39 3,05 Índice Criativo Verbal i 87,58 85,22 47,02 45,49 92,33 86,36 47,56 46,19 86,41 100,95 44,85 60,13 Índice Criativo Verbal ii 93,44 90,91 50,25 48,89 98,05 92,26 50,53 49,58 91,86 105,68 47,92 62,68 F=feminino; m=masculino.
Figura 1 – Médias das características verbais criativas quanto ao gênero.
Figura 2 – Média dos resultados das habilidades criativas ver - bais por grupo etário.
avaliaçãodaCriatividadeemuniversitários
altas pontuações nos índices criativos verbais, já são esperadas pelo fato de serem somas das habilidades verbais presentes no teste.
Apesar de haver melhor desempenho em fluên- cia e flexibilidade pelos participantes, não foram observadas diferenças significativas entre ambos os gêneros, o que pode ser confirmado pela pes- quisa de Wechsler23. Entretanto, tal resultado não
vem de encontro com o estudo de Matud et al.26.
Nesse estudo, as mulheres com nível universitário obtiveram maiores pontuações do que os homens com mesmo nível educacional para o Teste Verbal.
No que diz respeito aos grupos etários, pode ser notada diferença entre seus resultados. À me- dida que ocorre o avanço da idade, percebe-se um declínio significativo nos resultados das ha- bilidades criativas verbais, exceto para origina- lidade. Em estudo de Wu et al.27, a amostra com
maior faixa etária (19 a 22 anos) obteve melhor pontuação do que aquela com menos idade (10 a 12 anos) somente para a característica flexi- bilidade na primeira tarefa do Teste Verbal de Torrance, na qual foi lhes solicitado adivinhar e escrever tanto as causas como as consequências do que aconteceu em uma imagem mostrada.
Quanto à influência do grupo etário três (31 a 42 anos de idade) para a característica Fantasia, sugere-se que as pessoas mais velhas utilizam maior imaginação, porém não foram encontrados estudos que confirmem esse resultado.
CONCLUSÃO
O presente trabalho teve como objetivo inves- tigar a criatividade verbal de estudantes de uma universidade da capital paulista.
Com base nos resultados obtidos neste estu- do, pode-se concluir que não existem diferenças de gênero nas características verbais criativas. No entanto, no que refere à faixa etária, há uma tendência de maior uso de imaginação conforme a evolução da idade dos participantes.
A limitação apresentada pelo estudo foi o ta- manho reduzido da amostra. Portanto, sugerem-se futuras pesquisas sobre o tema com um maior número de participantes e provenientes também de outros cursos de graduação.
Tabela 2 – Análise univariada da variância por
gênero e idade por Índice Criativo II.
Variável F Significância
Gênero 1,20 0,306 idade 1,84 0,030*
*p≤0,05
Tabela 3 – Análise multivariada da variância
por características criativas.
Características Criativas F Significância
Fluência 2,29 0,107 Flexibilidade 1,94 0,149 Elaboração 0,43 0,65 originalidade 2,78 0,067 Emoção 2,91 0,059 Fantasia 3,87 0,025* Perspectiva incomum 2,77 0,068 Analogias 2,81 0,066 *p≤0,05
mundim mCB etal.
SUMMARY
Assessment of creativity in university students
Objective: To evaluate the verbal creativity of university students in the
capital city. Method: We used Torrance Tests of Creative Thinking. This is composed of six activities that aim to measure ten verbal characteristics of the individual. The test was applied collectively in class and it was answered individually by 90 undergraduates (45 women and 45 men). Psychology and Administration students were divided into three age groups: the first consists of students aged between 17 and 20 years (n=17, mean=19.27 years, SD=0.91), the second aged between 21 and 30 years (n=54, mean=24.55 years, SD=2.76) and the third group (group 3) aged between 31 and 42 years (n=19, mean=35 years, SD=3,44). Results: Multivariate analysis of variance (ANOVA) indicated significant effects for age (F=1.84, p≤0.05) for creative features and fantasy (F=3.87, p≤0.05). Conclusion: It can be concluded that age positively influences a greater expression of creativity in college students.
KEYWORDS: Creativity. Students. Psychological tests.
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Trabalho realizado na Pontifícia Universidade Católica (PUC)-Campinas, Campinas, SP, Brasil.
Artigo recebido: 13/12/2013 Aprovado: 3/2/2014
dias eP etal.
ArTiGo oriGinAL
RESUMO – Neste estudo de abordagem qualitativa, objetivou-se in ves -
tigar as expectativas de alunos do primeiro período de um curso técnico em enfermagem de uma universidade pública, acerca do seu primeiro estágio em unidades de saúde. Os dados foram coletados por meio de entrevista semiestruturada, gravada e transcrita, de acordo com a Resolução 196/96 que regulamenta a pesquisa com seres humanos. Os resultados obtidos demonstram que o início do estágio é permeado por sentimentos de medo, insegurança e ansiedade dos estudantes. Pode-se concluir que esse é um momento em que devem contar com a compreensão e o conhecimento dos docentes para que se sintam mais confortáveis e preparados para elaborar questionamentos e sanar dúvidas em relação ao exercício profissional.
UNITERMOS: Escolas de Enfermagem. Estudantes de Enfermagem.
Estágio Clínico. Instituições de Saúde.
Correspondência Emerson Piantino Dias
Av. Rondon Pacheco, 5620 Apt. 22 – Tibery – Uberlândia, MG, Brasil – CEP 38405-142
E-mail: [email protected] Emerson Piantino Dias – Enfermeiro, Mestre em Pro-
moção de Saúde, Universidade Federal de Uberlândia, Escola Técnica de Saúde, Uberlândia, MG, Brasil. Beatriz Lemos Stutz – Psicóloga, Doutora em Educação, Universidade Federal de Uberlândia, Escola Técnica de Saúde, Uberlândia, MG, Brasil.
Tatiana Carneiro de Resende – Mestre em Ciências da Saúde, Universidade Federal de Uberlândia, Escola Técnica de Saúde, Uberlândia, MG, Brasil.
Natália Borges Batista – Enfermeira, Graduada, Uni ver - sidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil. Suéllen Siqueira de Sene – Enfermeira, Graduada, Universidade Federal de Uberlândia, Uberlândia, MG, Brasil.
exPeCtativas
de
alunos
de
enfermagem
frente
ao
Primeiro
estágio
em
instituições
de
saúde
Emerson Piantino Dias; Beatriz Lemos stutz; Tatiana Carneiro de resende; natália Borges Batista; suéllen siqueira de sene
exPeCtativasdealunosdeenfermagemfrenteaoPrimeiroestágioeminstituiçõesdesaúde
INTRODUÇÃO
O Código de Ética de Enfermagem1 concei-
tua essa profissão como um conjunto de práti- cas sociais, éticas e políticas, circunscritas no âmbito do ensino, pesquisa e assistência. Tem como função a prestação de serviços à pessoa, à família e à coletividade no ambiente em que vivem, considerando as variáveis que permeiam sua realidade cotidiana. A atuação do profis- sional de enfermagem envolve intervenções de caráter multiprofissional e interdisciplinar, cuja dinâmica de trabalho exige, frequentemente, a habilidade em lidar com situações e conflitos presentes em seus relacionamentos com a equi- pe, com os pacientes e familiares, tornando-os vulneráveis ao desenvolvimento de problemas que afetam sua saúde física e mental.
Nesse sentido, o tema formação dos profis- sionais de enfermagem é bastante atual, tendo sido alvo de debates e questionamentos pelas diversas entidades estudantis, acarretando cons- tantes mudanças, principalmente, nos currículos de graduação e pós-graduação. Frente a tais mudanças, nota-se a necessidade de aumentar os estudos científicos que abordem essa temática e que discutam novas propostas pedagógicas com o intuito básico de melhorar a formação dos estagiários ao qualificá-los profissionalmente2.
O estágio supervisionado é entendido como um importante instrumento para formação dos profissionais de enfermagem, no qual se de- senvolvem habilidades profissionais e se aper- feiçoam técnicas e procedimentos realizados diariamente no exercício da profissão. Esse pe- ríodo de aprendizagem em campo tem a função de consolidar o aprendizado teórico para formar profissionais mais capacitados e prepará-los para enfrentar o mercado de trabalho, que se encontra cada vez mais competitivo3.
Dessa forma, as atividades de estágio não se limitam apenas ao aperfeiçoamento das técnicas e procedimentos, mas tem, como intuito, desen- volver no aluno a capacidade de entendimento pessoal, auxiliando-o a reconhecer e manifestar a sua própria identidade profissional. Portanto, esse campo de estudo possibilita aos alunos de-
senvolverem uma opinião crítica e uma reflexão das formas de atuação profissional, contribuin- do para posteriores tomadas de decisões mais conscientes e adequadas à realidade de cada instituição4.
As escolas de educação profissional têm como característica comum proporcionar a seu corpo discente a aprendizagem prática da profissão, por meio da realização de estágio obrigatório, integrante da matriz curricular, havendo, contu- do, instituições escolares que oferecem estágio não obrigatório, remunerado, desenvolvido como projeto de extensão. Tais formas de aprendizado têm sido apontadas, tanto por professores, quanto por estudantes, como meios significativos de aprendizagem e, paralelamente, também fonte de conflitos5.
Ao comunicarem-se pela primeira vez com seu ambiente de estágio, os estudantes viven- ciam diversos sentimentos em suas relações com o cliente, com o professor e com os próprios colegas da área de saúde, mobilizando diferentes expectativas. Assim, podem surgir perguntas e possíveis reações emocionais, que se manifes- tam, muitas vezes, por meio de problemáticas, prejudicando a própria saúde dos estagiários e influenciando também sua formação.
Diante dessa temática, faz-se necessário evidenciar o significado da palavra “expectati- va” para maior embasamento teórico ao estudo. Conceitualmente, ela é definida como sendo a esperança fundada em supostos direitos, proba- bilidades ou promessas. Levando em considera- ção que expectativa se relaciona com os projetos pessoais e profissionais, pode-se descrevê-la como um sentimento gerado quando o indivíduo aguarda uma atitude ou fato, seja ele de qual na- tureza for, impondo algum nível de esperança6.
As dificuldades encontradas por estudantes de um curso técnico de nível médio na área de enfermagem, durante a realização do estágio curricular, estão diretamente ligadas à grande influência das relações interpessoais em seu processo de formação, vivenciadas durante a realização das atividades práticas. Dentre os resultados apresentados em sua investigação,
dias eP etal.
os problemas, frequentemente enfrentados pelos aprendizes referem-se aos processos de comunicação e relacionamento com a equipe de trabalho, docentes e usuários do sistema de saúde, como também ao medo e à ansiedade diante de situações imprevisíveis7.
Diante das considerações aqui elencadas, o estudo das expectativas de estudantes do ensino técnico de nível médio, no momento que antece- de o início de suas experiências práticas, vem ao encontro da necessidade de produção de conhe- cimentos relativos à formação de profissionais para esse importante segmento da área da saúde.
A formação profissional se tornou um motivo de grandes questionamentos diante da comple- xidade do tema e da diversidade das variáveis envolvidas.
Desde o primeiro contato entre os professo- res e os estudantes estagiários no laboratório, seja ele em ambiente hospitalar ou não, tem-se a possibilidade de verificar falhas na formação profissional. Elas podem manifestar-se por meio da expressão de sentimentos, da falta de preparo, de relatos dos próprios estudantes, como também na forma como eles se relacionam com o campo teórico-prático. Daí a importância de discutir a temática de forma aprofundada para conseguir, por fim, produzir conhecimento que transforme a concepção dos professores e dos alunos, frente à formação dos profissionais de enfermagem.
Dessa forma, a relevância da presente pes- quisa reside na contribuição que o conhecimento acerca das expectativas de estudantes de cursos técnicos em enfermagem, em relação à sua in - serção no estágio, pode oferecer ao aprimora- mento de estratégias de ensino, que resultem em melhor preparo durante o processo de sua formação profissional. Em consequência disso, este trabalho pode contribuir, também, para o desenvolvimento profissional e pessoal dos pes- quisadores, atualizando seus conhecimentos e balizando suas ações na área da saúde.
O objetivo geral desta investigação foi ana- lisar as expectativas dos alunos de um curso técnico em enfermagem, relacionadas à sua in- serção nas unidades de atendimento em saúde,
para o início das atividades práticas inerentes ao estágio curricular obrigatório. Os objetivos espe- cíficos centraram-se na análise das influências das expectativas dos alunos frente ao primeiro contato com as unidades de atendimento em saúde sobre seu desenvolvimento psicoafetivo, bem como no que se refere à interação com os pacientes, com a equipe de trabalho e com o professor responsável por seu acompanhamento, durante a realização das atividades práticas de aprendizagem.
MÉTODO
Esta é uma pesquisa qualitativa, realizada no ano de 2012, em uma instituição federal de ensino básico técnico e tecnológico da área da saúde, no município de Uberlândia-MG.
Para a obtenção dos dados, foi elaborada uma entrevista semiestruturada, aplicada por alunas do curso de graduação em Psicologia da Universidade Federal de Uberlândia, evitando- -se dessa forma o contato dos docentes com os alunos entrevistados.
Participaram deste estudo alunos do primeiro período de um curso Técnico em Enfermagem, mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), em conformidade com a resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.
Para realização das entrevistas, foi obtida a assinatura do Termo de Autorização da Insti- tuição pela direção da unidade de ensino pes- quisada, onde foram realizadas as entrevistas e posterior análise. O projeto deste estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Uberlândia, com parecer positivo de número 129.194.
A amostra foi constituída por 16 estudantes do primeiro período do curso Técnico em En- fermagem, pautada pelo critério de saturação nas respostas, o que possibilitou a interrupção das entrevistas no momento em que esse fato começou a ocorrer.
A pesquisa foi realizada a partir da análise de livros, artigos, teses e dissertações sobre o
exPeCtativasdealunosdeenfermagemfrenteaoPrimeiroestágioeminstituiçõesdesaúde
tema em questão, ampliando as publicações aqui citadas e subsidiando a análise das entrevistas.
Com base na Análise de Conteúdo, utilizou-se a “análise temática”, enquanto um conjunto de técnicas para estudo da comunicação, visando à obtenção, por meio de procedimentos sistemá- ticos e objetivos, a descrição do conteúdo das mensagens8.
A análise do material obtido foi realizada em três etapas, sendo elas: 1. ordenação de dados com a transcrição das gravações, releitura do ma- terial e organização dos relatos; 2. classificação ou exploração dos dados para a elaboração dos núcleos de sentido; 3. análise final ou tratamento dos resultados obtidos, quando são estabelecidas as articulações entre os dados e as teorias.
Foram eleborados dois núcleos de sentido, sendo eles “O Preparo”, e “Expectativas”. Esta última tem como foco o estudante frente ao estágio e frente às relações aluno-professor, aluno-paciente e aluno-equipe.
Para identificação das falas dos entrevistados, foi utilizada a seguinte estratégia de classifica- ção: A1 - para o primeiro aluno entrevistado; A2 - para o segundo aluno entrevistado; A3 - para o terceiro aluno, e assim sucessivamente até o último aluno entrevistado, A16.
Em nenhum momento houve identificação dos entrevistados, tampouco riscos em decorrên- cia da coleta de dados. Após a transcrição das gravações as entrevistas foram desgravadas.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
A apresentação e discussão dos resultados realizada a seguir dizem respeito a entrevistas com 16 alunos, na faixa etária entre 18 e 50 anos, sendo 4 do sexo masculino e 12 do sexo feminino. Verificou-se que 5 deles tiveram algum tipo de experiência na área de saúde. O presente estudo