SECÇÃO V – COMISSÕES ESPECIALIZADAS
NOTA INTRODUTÓRIA
41. HONORÁRIOS DO REVISOR OFICIAL DE CONTAS
Os honorários totais facturados no exercício findo em 31 de Dezembro de 2010 pelo Revisor Oficial de Contas ascenderam a 489.055 Euros, sendo detalhados conforme se segue:
2010
Passivos financeiros Até 1 ano 1 a 2 anos + 2 anos Total
Remunerados:
Empréstimos 78.977.739 31.072.000 1.596.133 111.645.872
Outros passivos correntes 9.500.000 - - 9.500.000
Outros passivos não correntes - 13.554.762 - 13.554.762
Não remunerados:
Passivos por imposto corrente 904.668 - - 904.668
Outros passivos correntes 57.336.067 - - 57.336.067
Fornecedores e contas a pagar 73.179.399 - - 73.179.399
Derivados por resultados - 2.083.497 - 2.083.497
219.897.873 46.710.259 1.596.133 268.204.265
2009
Passivos financeiros Até 1 ano 1 a 2 anos + 2 anos Total
Remunerados:
Empréstimos 11.241.114 31.072.000 84.073.222 126.386.336
Outros passivos correntes 9.500.000 - - 9.500.000
Outros passivos não correntes - 7.742.333 14.405.549 22.147.882
Não remunerados:
Passivos por imposto corrente 1.905.342 - - 1.905.342
Outros passivos correntes 55.908.043 - - 55.908.043
Fornecedores e contas a pagar 76.419.696 - - 76.419.696
Derivados por resultados - 2.330.220 - 2.330.220
169
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Tipo de serviços
Revisão legal das contas anuais 310.000
Consultoria fiscal 161.055
Outros serviços que não sejam de revisão ou de auditoria 18.000 489.055
170
Notas 2010 2009
ACTIVOS NÃO CORRENTES:
Activos intangíveis 8 72.600 -
Activos tangíveis 9 147.070 249.930
Investimentos em subsidiárias 10 174.413.138 160.315.138
174.632.808 160.565.068 ACTIVOS CORRENTES:
Clientes e contas a receber 11 1.444.422 2.325.291
Activo por imposto corrente 7 - 36.078
Outros activos correntes 12 3.870.675 10.858.315
Caixa e seus equivalentes 13 47.707 523.714
5.362.804 13.743.398 TOTAL DO ACTIVO 179.995.612 174.308.466 CAPITAL PRÓPRIO: Capital 14 89.583.971 89.583.971 Reservas 14 39.113.873 55.421.198 Resultados transitados 14 23.535.520 23.535.520
Resultado líquido do exercício 24.452.924 595.311
Total do capital próprio 176.686.288 169.136.000
PASSIVO:
PASSIVO NÃO CORRENTE:
Empréstimos 15 - 6.326
PASSIVO CORRENTE:
Empréstimos 15 6.326 17.920
Passivo por imposto corrente 7 - 14.428
Fornecedores e contas a pagar 16 2.032.594 3.926.788
Outros passivos correntes 17 1.270.404 1.207.004
3.309.324 5.166.140
Total do passivo 3.309.324 5.172.466 TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO E DO PASSIVO 179.995.612 174.308.466
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
GRUPO MEDIA CAPITAL, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DA POSIÇÃO FINANCEIRA EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009
(Montantes expressos em Euros)
O anexo faz parte integrante das demonstrações da posição financeira em 31 de Dezembro de 2010 e 2009. ACTIVO
171
Notas 2010 2009 PROVEITOS OPERACIONAIS:
Prestações de serviços 4 e 19 3.633.871 6.859.469 Outros proveitos operacionais 4 e 19 506.627 424.436 Total de proveitos operacionais 4.140.498 7.283.905 CUSTOS OPERACIONAIS:
Fornecimentos e serviços externos 19 (3.545.813) (4.533.555) Custos com pessoal 5 (1.225.201) (1.663.404)
Amortizações 9 (109.891) (329.516)
Perdas de imparidade 11 (4.000) -
Outros custos operacionais (34.931) (117.013) Total de custos operacionais (4.919.836) (6.643.488) Resultados operacionais (779.338) 640.417 RESULTADOS FINANCEIROS:
Custos financeiros (35.555) (34.921)
Proveitos financeiros - 259
Custos financeiros, líquidos 6 (35.555) (34.662)
Ganhos em subsidiárias 10 25.098.286 -
25.062.731 (34.662) Resultados antes de impostos 24.283.393 605.755 Imposto sobre o rendimento do exercício 7 169.531 (10.444) Resultado líquido do exercício 24.452.924 595.311
Rendimentos integrais 24.452.924 595.311
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009.
O anexo faz parte integrante das demonstrações dos rendimentos integrais GRUPO MEDIA CAPITAL, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS RENDIMENTOS INTEGRAIS DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009
172 Notas 2010 2009 ACTIVIDADES OPERACIONAIS: Recebimentos de clientes 4.565.199 19.643.965 Pagamentos a fornecedores (4.474.211) (4.511.907) Pagamentos ao pessoal (1.540.308) (1.656.920)
Fluxos gerados pelas operações (1.449.320) 13.475.138
Outros recebimentos/(pagamentos) relativos à actividade operacional 217.038 (309.828)
Fluxos das actividades operacionais (1) (1.232.282) 13.165.310
ACTIVIDADES DE INVESTIMENTO: Recebimentos respeitantes a:
Dividendos 10 25.098.286 -
Alienação de activos tangíveis 10.000 -
Empréstimos concedidos a empresas participadas 19 6.715.198 6.850.188
31.823.484 6.850.188
Pagamentos respeitantes a:
Investimentos em subsidiárias 10 (14.098.000) -
Aquisição de activos tangíveis (40.856) (57.672)
(14.138.856) (57.672)
Fluxos das actividades de investimento (2) 17.684.628 6.792.516
ACTIVIDADES DE FINANCIAMENTO: Recebimentos respeitantes a:
Juros e proveitos similares - 258
Pagamentos respeitantes a:
Dividendos 14 (16.902.636) (19.438.031)
Amortização de contratos de locação financeira (18.090) (18.293)
Outras despesas financeiras (7.627) (6.736)
(16.928.353) (19.463.060)
Fluxos das actividades de financiamento (3) (16.928.353) (19.462.802)
Variação de caixa e seus equivalentes (4) = (1) + (2) + (3) (476.007) 495.024
Caixa e seus equivalentes no início do período 13 523.714 28.690
Caixa e seus equivalentes no fim do período 13 47.707 523.714
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009.
O anexo faz parte integrante das demonstrações dos fluxos de caixa dos exercícios GRUPO MEDIA CAPITAL, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA
DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009 (Montantes expressos em Euros)
173
Resultado Total do
Reservas Resultados líquido capital
Capital (Nota 14) transitados do exercício próprio
Saldo em 31 de Dezembro de 2008 89.583.971 22.384.656 42.973.551 33.036.542 187.978.720
Aplicação de resultados - 33.036.542 - (33.036.542) -
Distribuição de dividendos (Nota 14) - - (19.438.031) - (19.438.031)
Resultado líquido do exercício - - - 595.311 595.311
Saldo em 31 de Dezembro de 2009 89.583.971 55.421.198 23.535.520 595.311 169.136.000
Aplicação de resultados - 595.311 - (595.311) -
Distribuição de dividendos (Nota 14) - (16.902.636) - - (16.902.636)
Resultado líquido do exercício - - - 24.452.924 24.452.924
Saldo em 31 de Dezembro de 2010 89.583.971 39.113.873 23.535.520 24.452.924 176.686.288
O TÉCNICO OFICIAL DE CONTAS O CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
O anexo faz parte integrante das demonstrações das alterações do capital próprio dos exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009. GRUPO MEDIA CAPITAL, SGPS, S.A.
DEMONSTRAÇÕES DAS ALTERAÇÕES NO CAPITAL PRÓPRIO DOS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009
174
NOTA INTRODUTÓRIA
Grupo Media Capital, SGPS, S.A. (“Empresa”) foi constituído em 1992 tendo como actividade principal a gestão de participações sociais noutras sociedades, como forma indirecta do exercício de actividade económica.
As presentes demonstrações financeiras foram aprovadas pelo Conselho de Administração em 16 de Fevereiro de 2011. A Empresa encabeça o Grupo Media Capital, que desenvolve as actividades de difusão e produção de programas televisivos e outras actividades de media e concepção, produção e difusão de programas radiofónicos.
As acções da Empresa encontram-se cotadas na Euronext Lisbon – Sociedade Gestora de Mercados Regulamentados, S.A.. 2. PRINCIPAIS POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS
2.1 Bases de apresentação
As demonstrações financeiras foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, segundo o qual os activos devem ser realizados e os passivos liquidados no decurso normal das operações e a partir dos livros e registos contabilísticos da Empresa.
Estas demonstrações financeiras individuais, foram elaboradas de acordo os International Financial Reporting
Standards (“IFRS”) emitidos pelo International Accounting Standards Board (“IASB”), tal como adoptados pela União
Europeia, e com as interpretações do International Financial Reporting Interpretation Commitee (“IFRIC”), para aprovação e publicação nos termos da legislação em vigor. Conforme previsto nos IFRS, os investimentos financeiros foram registados ao custo de aquisição. Consequentemente, as demonstrações financeiras anexas não incluem o efeito da consolidação de activos, passivos, proveitos e custos, o que será efectuado nas demonstrações financeiras consolidadas a aprovar e publicar em separado. O efeito desta consolidação consiste em aumentar o activo, passivo e os proveitos operacionais em 226.818.522 Euros, 274.374.800 Euros, 244.867.087 Euros, respectivamente e em diminuir o resultado líquido e o capital próprio em 12.053.005 Euros e 47.556.278 Euros, respectivamente.
2.2 Activos intangíveis
Os activos intangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das amortizações e perdas de imparidade acumuladas, se aplicável. Os activos intangíveis apenas são reconhecidos quando for provável que deles advenham benefícios económicos futuros, sejam controláveis e se possa definir razoavelmente o seu valor.
As amortizações para os activos intangíveis de vida útil definida são calculadas, após o início de utilização, pelo método das quotas constantes, em conformidade com o período de vida útil estimado em que esses activos intangíveis geram benefícios económicos futuros.
2.3 Activos tangíveis
Os activos tangíveis encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido de amortizações acumuladas e de perdas de imparidade acumuladas, se aplicável. Considera-se como custo de aquisição, o preço de compra adicionado das despesas imputáveis à compra.
175
Os activos tangíveis são amortizados a partir do momento em que os activos subjacentes estejam disponíveis para utilização. A amortização destes activos, deduzidos do seu valor residual, quando este seja estimável, é realizada de acordo com o método das quotas constantes, em conformidade com a sua vida útil, definida em função da sua utilidade esperada.
As taxas de amortização praticadas correspondem, em média, às seguintes vidas úteis:
Anos Edifícios e outras construções 10
Equipamento de transporte 4
Equipamento administrativo 4
Outras imobilizações corpóreas 3 - 10 2.4 Classificação de balanço
Os activos realizáveis e os passivos exigíveis a menos de um ano da data do balanço, ou que são expectáveis que se realizem no decurso normal das operações, ou ainda que são detidos com a intenção de transacção, são classificados, respectivamente, no activo e no passivo como correntes. Todos os restantes activos e passivos são considerados como não correntes.
2.5 Instrumentos financeiros
2.5.1 Investimentos em subsidiárias
Os investimentos representativos de partes de capital em subsidiárias, encontram-se registados ao custo de aquisição, deduzido das perdas de imparidade, quando estas se verifiquem.
Os dividendos recebidos das empresas subsidiárias são registados como proveitos financeiros quando atribuídos.
2.5.2 Clientes, contas a receber e outros activos correntes
As contas a receber e outros activos correntes são reconhecidos inicialmente pelo seu valor nominal e são apresentados deduzidos de eventuais perdas por imparidade. A perda por imparidade destes activos é registada quando existe evidência objectiva de que não se irão cobrar todos os montantes devidos, de acordo com os termos originalmente estabelecidos para liquidação das dívidas de terceiros. O montante da perda corresponde à diferença entre o valor nominal e o valor estimado de recuperação e é reconhecido na demonstração dos resultados do exercício.
2.5.3 Caixa e seus equivalentes
Os montantes incluídos na rubrica de caixa e seus equivalentes correspondem aos valores em caixa e depósitos à ordem imediatamente mobilizáveis.
2.5.4 Fornecedores, contas a pagar e outros passivos correntes
As contas a pagar são registadas pelo seu valor nominal, descontado de eventuais juros calculados e reconhecidos de acordo com o método da taxa de juro efectiva.
176 2.6 Imparidade de activos
São efectuados testes de imparidade à data de cada balanço e sempre que seja identificado um evento ou alteração nas circunstâncias, que indiquem que o montante pelo qual o activo se encontra registado possa não ser recuperado.
Sempre que o montante pelo qual o activo se encontra registado é superior à sua quantia recuperável, é reconhecida uma perda por imparidade, registada na demonstração dos resultados como um custo operacional do exercício.
A quantia recuperável é a mais alta entre o preço de venda líquido e o valor de uso. O preço de venda líquido é o montante que se obteria com a alienação do activo, numa transacção entre entidades independentes e conhecedoras, deduzido dos custos directamente atribuíveis à alienação. O valor de uso é o valor presente dos fluxos de caixa futuros estimados, inerentes ao uso continuado do activo e da sua alienação no final da sua vida útil. A quantia recuperável é estimada para cada activo, individualmente ou, no caso de não ser possível, para a unidade geradora de fluxos de caixa à qual pertence o activo.
A reversão de perdas de imparidade reconhecidas em períodos anteriores é registada quando se conclui que essas perdas já não existem ou diminuíram. Esta análise é efectuada sempre que existam indícios que a perda por imparidade anteriormente reconhecida tenha revertido. A reversão das perdas por imparidade é reconhecida na demonstração dos resultados como um proveito operacional. Contudo, a reversão da perda por imparidade é efectuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (líquida de amortização), caso essa perda não tivesse sido registada em períodos anteriores.
2.7 Imposto sobre o rendimento
O imposto sobre o rendimento do período é composto por imposto corrente e imposto diferido.
A Empresa encontra-se abrangida pelo regime especial de tributação de grupos de sociedades, que abrange todas as empresas em que a Vértix, SGPS, S.A. (“Vertix”), sociedade mãe da Empresa, detém uma participação, directa ou indirecta de pelo menos 90% do respectivo capital e que reúnam as condições necessárias à sua inclusão neste regime. Estas condições passam por as empresas serem residentes em Portugal e tributadas pelo regime geral em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas (“IRC”), além de existirem critérios de existência, ou não, de prejuízos fiscais em exercícios anteriores à entrada no regime.
Os impostos diferidos são calculados com base nas diferenças temporárias entre o montante dos activos e passivos para efeitos de reporte contabilístico e os respectivos montantes para efeitos de tributação e a prejuízos fiscais reportáveis. Os impostos diferidos activos e passivos são calculados e periodicamente avaliados às taxas de tributação em vigor, ou anunciadas estarem em vigor, à data expectável da reversão das diferenças temporárias. Os impostos diferidos activos são reconhecidos unicamente quando existem provas bastantes que suportem, com um grau de segurança elevado, a possibilidade de ocorrência de lucros fiscais futuros suficientes para a sua utilização, ou nas situações em que existam diferenças temporárias tributáveis que compensem as diferenças temporárias dedutíveis no período da sua reversão. No final de cada exercício é efectuada uma revisão desses impostos diferidos, sendo os mesmos reduzidos sempre que deixe de ser provável a sua utilização futura.
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Os impostos diferidos são registados como custo ou proveito do exercício, excepto se resultarem de valores registados directamente em capital próprio, situação em que o imposto diferido é também registado na mesma rubrica.
2.8 Rédito e especialização dos exercícios
Os proveitos decorrentes da prestação de serviços são reconhecidos na demonstração dos resultados quando efectuados.
Os custos e proveitos são contabilizados no exercício a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento. Os custos e proveitos cujo valor real não seja conhecido são estimados.
2.9 Eventos subsequentes
Os eventos ocorridos após a data de balanço que proporcionem informação adicional sobre as condições que existiam a essa data, são reflectidos nas demonstrações financeiras. Os eventos ocorridos após a data de balanço, que proporcionem informação sobre as condições que ocorreram após essa data, são divulgados no anexo às demonstrações financeiras, se materiais.
3. ALTERAÇÕES DE POLÍTICAS CONTABILÍSTICAS, JULGAMENTOS, ESTIMATIVAS E CORRECÇÃO DE ERROS FUNDAMENTAIS